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Ética

por Pedro Correia, em 13.12.17

Usa-se e abusa-se, por estes dias, da expressão "ética republicana". Ora ética, salvo melhor opinião, é daqueles substantivos que não requerem adjectivo modificativo ou valorativo.

Não existe uma ética republicana ou monárquica ou da esquerda ou da direita ou de cima ou de baixo.

Palavra de cinco letras que se basta a si própria. Ética, apenas. E fica tudo dito.

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14 comentários

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De Luís Lavoura a 13.12.2017 às 13:39

Na ética monárquica o rei está acima da ética. Os nobres também podem estar, até menor ponto.
Repare-se que numa monarquia o rei é, em princípio, proprietário de toda a terra e de todo o povo. Pode, portanto, fazer o que quiser. No passado, tinha até o direito de "comer" todas as suas súbditas antes de elas se casarem (o droit de cuissage).
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De Pedro Correia a 13.12.2017 às 13:55

Passado é o bife.
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De Vlad, o Emborcador a 13.12.2017 às 17:41

Engana-se. Era a Justiça, do rei, que segurava o trono...em Portugal tivemos vários considerados interditos e que tiveram de mudar de ética!

Quanto ao comer das súbditas isso foi nos primórdios da Idade Média (11...)....isso depois acabou...agora são os politicos que nos comem, à patrão
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De pitorrinco a 13.12.2017 às 13:42

Tal e qual como panasca. Basta-se.
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De Pedro Correia a 13.12.2017 às 13:54

Ou pitorrinco.
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De Anónimo a 13.12.2017 às 15:59

Não, não está tudo dito.
A Ética é um conceito abstrato, que só passa de potência a ato, quando corporiza valores próprios de determinados seres ou organizações.
Daí resulta que a expressão "ética republicana" não só faz sentido, como até é necessária à mensagem pretendida.
João de Brito
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De Pedro Correia a 13.12.2017 às 17:01

Mal do substantivo quando necessita da muleta de um adjectivo.
Sol, mar, mãe, luz, som, ar, água, azul, verde, dom, tom, par, pão, pai: eis substantivos que nada têm de abstracto.
Quando começamos a dizer que a ética é um conceito abstracto, já vamos em derrapagem. A seguir dizemos talvez que a honra é difusa, a lealdade é bissexta e a verdade depende de quem nos paga.
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De Vlad, o Emborcador a 13.12.2017 às 17:43

Pai é quem faz ou quem educa?
É abstacta em virtude de nunca ter havido uma ética universal e intemporal....existem éticas....conforme os tempos e espaços.
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De Cristina M. a 13.12.2017 às 18:10

... e a propósito, a talhe de foice, como quem não quer a coisa: a nova terminologia do português acabou com a subclasse "abstrato" no que aos nomes (substantivos, pronto) diz respeito...
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De Pedro Correia a 13.12.2017 às 18:17

Eu em matéria de substantivos fico-me pelos substantivos comuns, pelos substantivos próprios e pelos substantivos colectivos.
Já me basta.
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De Cristina M. a 13.12.2017 às 19:38

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De Octávio dos Santos a 13.12.2017 às 19:36

Será talvez interessante, e até útil, lembrar que foi António Costa a (re)introduzir a expressão «ética republicana» no vocabulário político nacional; fê-lo em conflito com Ricardo Sá Fernandes, quando ambos eram secretários de Estado de António Guterres.

De qualquer forma, «ética republicana» - em Portugal, pelo menos - pouco ou nada tem de (verdadeira) ética; é uma contradição; indica que aos «herdeiros espirituais» de Afonso Costa, de assassinos e de golpistas, devem ser proporcionados todos os principais privilégios, que têm preferência nas prebendas e nas regalias do poder.
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De passante a 13.12.2017 às 22:22

Michelle,

Ma belle,

Ce sont des mots

qui vont très bien ensemble

etc.

Em inglês costumam exemplificar com "military intelligence" ou "social justice".

(Ou seja, ética republicana é tanga de bandido, para ser directo.)

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