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Estou quase de volta

por Sérgio de Almeida Correia, em 04.12.16

Entretanto, vão pensando nisto:

"The public does not think journalists are doing a very good job at their jobs, despite journalists’ high regard for their own work. This disparity highlights the print media’s lack of understanding public perception and the industry’s apparent inability to respond in ways that would bolster news consumers’ faith in the quality of journalists’ work";

"Public contempt with press performance fuels reduced media consumption, which has a host of negative implications for a healthy democracy. Chief among those concerns is a spiraling decline of knowledge and participation that can result in a disengaged, anemic electorate, as well as the potential that news organizations themselves will continue to wither, giving way to self-interested partisan rhetoric devoid of meaningful analysis and context" (Homero Gil de Zúñiga & Amber Hinsley, The Press Versus the Public, Journalism Studies, 2013, 14:6, 926-942)


16 comentários

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De Vento a 04.12.2016 às 11:07

Não encontro razão para tanta preocupação em torno dos jornalistas. Os jornalistas nunca me impressionaram. Todavia dou importância aos jornais, em particular aos editoriais publicados sobre o pensamento de pessoas que até nem são jornalistas.
Creio que se possui uma ideia vaidoso sobre isto de ser jornalista; e não admira que muitos dos ditos jornalistas projectem seu próprio ego ao invés de projectarem a realidade, somente a realidade, que é observada.
Também creio que muitos jornalistas, tal como o público, estão contaminados pela ditadura da imagem. E é natural que neste cenário nos assentemos às margens dos rios da Babilónia chorando, lembrando-nos da Sião que não edificámos.
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De V. a 04.12.2016 às 12:47

Nem mais. E parem de tentar fazer sociologia e explicação histórica sem instrumentos científicos mas apenas ideologia de cabeleireira e lugares-comuns.
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De Conde de Tomar a 04.12.2016 às 14:07

Antigamente a ignorância provinha da ausência de informação. Hoje ela deriva do excesso de informação - até na Área da Medicina - veja a quantidade de estudos científicos que se contradizem nas suas conclusões. Até os médicos andam à toa. Muitos deles já receitam tratamentos caseiros - chazinhos e tisanas.
A informação sempre foi um instrumento de poder, uma forma de legitimar a conquista do poder, pela manipulação da opinião pública, sobretudo na era democrática
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De Luís Lavoura a 05.12.2016 às 09:27

Até os médicos andam à toa. Muitos deles já receitam tratamentos caseiros - chazinhos e tisanas.

Tenho a impressão de que os médicos, tal como a generalidade dos indivíduos, se guiam pelas suas crenças pessoais e não por qualquer conhecimento científico.

Quando tive o meu primeiro filho e chegou a altura de lhe dar a primeira papa, o pediatra recomendou que lhe déssemos carne apenas de borrego e nenhuma outra, sobretudo não porco. Tenho um primo que tem uma filha exatamente da mesma idade que o meu filho e ele disse-me que o pediatra dela tinha dado a ordem exatamente inversa: que lhe dessem na papa somente carne de porco, jamais de borrego.
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De Conde de Tomar a 07.12.2016 às 11:31

Luís, carne de porco, para além das razões bíblicas, tem um maior potencial de transmitir parasitoses (doenças provocadas por parasitas), sobretudo se for mal cozinhada, quando comparada com outras carnes.
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De Conde de Tomar a 04.12.2016 às 17:42

"O Sindicato dos Jornalistas pediu ao jornal Expresso para divulgar os nomes dos jornalistas que diz estarem envolvidos numa investigação judicial relacionada com o designado "saco azul do BES".
O Sindicato dos Jornalistas insta a que sejam revelados os nomes dos mencionados 'jornalistas', à semelhança do que tem acontecido, aliás, com outros profissionais, de forma a poder actuar em conformidade nos casos que, e se, vierem a ser provados", lê-se num texto divulgado na terça-feira na página na Internet do sindicato"

A quantidade de mentiras - mais evidentes quando as noticias se relacionam com a nossa área profissional - de violência, sexo e sangue, levou-me a apenas sintonizar a RTP Memória.
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De Porfirio Tinto a 04.12.2016 às 17:46

Por causa deste caso, estive a rever entrevistas na imprensa e na televisão feitas a Alexandre Soares dos Santos. Como costumo prestar pouca atenção aos conselhos que esta gente dá à Nação - cada um dá atenção a quem quer e, com todo o respeito por merceeiros, não os considero mais habilitados do que qualquer outro cidadão para o debate político -, tinha matéria para rever. Fiquei atónito. Não se pode dizer que tenha lido e ouvido entrevistas. Os jornalistas (quase sempre de economia) pedem conselhos e dizem frases para as quais esperam a aprovação do senhor. É uma amena cavaqueira onde nada de difícil, embaraçoso ou aborrecido é perguntado. Nunca é confrontado com contradições, incoerências ou dificuldades. Nada se pergunta sobre a relação da sua empresa com os produtores nacionais, com os seus trabalhadores ou com o Estado. E havia tantas coisas para perguntar. Não se trata de uma entrevista a um empresário, com interesses próprios, mas a um "velho sábio" que o País deve escutar com todo o respeito.
Trata-se de um padrão e não de um tratamento especial ao dono da Jerónimo Martins. Se ouvirmos as entrevistas a banqueiros ou outros grandes empresários acontece o mesmo. O que me leva a perguntar: de onde vem esta bovina subserviência de tantos jornalistas perante o poder económico, que não tem paralelo com qualquer outro poder, sobretudo com o poder político?

Daniel Oliveira
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De Duque de Lafões a 04.12.2016 às 18:40

O que é o jornalismo? Bom, o jornalismo é entretenimento. Um pouco como os trapezistas
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De Js a 04.12.2016 às 19:16

2013 foi, neste tema, há séculos.
Os interessados preenchem a sua curiosidade e interesse cada vez mais na Net.
E sorriem das "fake news" e dos seus tresmalhados autores cuja única função e para a qual são pagos, é manejar o eleitorado.
A campanha Trump/Hilary e o Brexit são exemplos de como o "establishment" tentou e falhou, após investir milhões.
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De Luís Lavoura a 05.12.2016 às 09:23

Estas frases retratam na perfeição a minha opinião sobre os jornalistas portugueses e o seu trabalho.
Deixei de comprar jornais porque não tenho confiança no material que eles contêm e os vejo apenas como uma forma de intoxicar a opinião de quem os lê.
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De Conde de Tomar a 05.12.2016 às 10:45

A ver se publica, pois já me "censurou" (traído pela memória?) dois comentários
Porque devemos desconfiar do jornalismo(2ºparte)

Operação Mockingbird
Essa operação tem a ver com o relacionamento da CIA com a media. Jornalistas eram rotineiramente pagos pela CIA para desenvolver inteligência e coletar informações, ou para informar sobre determinados eventos de uma forma que retratasse os EUA favoravelmente. Por outro lado, havia pessoas na media que eram literalmente subornadas ou mesmo diretamente empregadas pela CIA para alimentar propaganda do governo. O objetivo era convencer o público de quão assustador era o comunismo, e se certificar de que a opinião pública apoiasse as atitudes dos EUA a qualquer custo. Ainda mais assustador foi o fato de que grandes editores de jornais e chefes de estações de TV foram comprados e pagos pela CIA, de forma que eventos significativos no exterior foram excluídos da cobertura na media – eventos como o golpe mencionado acima na Guatemala. Em 1976, foi revelado que a CIA vinha subornando jornalistas e editores por anos. Após algumas audiências, o então diretor da CIA e futuro presidente George H. W. Bush anunciou: “A partir de agora, a CIA não vai entrar em qualquer relacionamento pago ou contrato com qualquer correspondente de notícia credenciado por qualquer serviço de notícias dos EUA, seja jornal, revista, rádio ou rede ou estação de televisão”. No entanto, ele acrescentou que a CIA iria continuar a receber o apoio voluntário dos referidos jornalistas.
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De Sérgio de Almeida Correia a 07.12.2016 às 09:35

Quem é que o censurou? Onde e quando? E porquê?

Não tenho a sua vida.
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De Conde de Tomar a 07.12.2016 às 11:32

Não sabe o que perde!
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De Sérgio de Almeida Correia a 09.12.2016 às 06:32

Não me queixo da minha, embora compreenda que não se compara com a de um aristocrata.
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De Conde de Tomar a 10.12.2016 às 13:50

Lol:)
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De Jorg a 05.12.2016 às 11:10

Hoje, o "Capatraz" da Geringonça é "entrevistado" na RêTêPê por dois serventes capachinhos das carecas xuxas alcandorados ao service publico á conta da 'raccomandozione' da xuxalada - excluíram o Rodrigues dos Santos provavelmente pelos seus deméritos literários, não fossem as piadolas do farsolas Costa serem impalidecidas pelo arrozoado rasca com piscar d'olho do luso Dan Brown.
Quedo-me com uma expectativa - se o Betinho Alcaide da Capital por lá apeso compareçe nuns 'stills', estilo 'cameo' - então é que seria uma farra completa, o 'embodiment' em quarteto de "self-interested partisan rhetoric devoid of meaningful analysis and context" - mas mesmo com três a pândega promete!!

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