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José Sócrates recebia em numerário porque não queria que se pensasse que trabalhava para Carlos Santos Silva.

 


44 comentários

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De Anónimo a 04.11.2019 às 08:39

Se governou é porque ganhou e tornou a ganhar eleições legislativas.
Em ambos os actos eleitorais teve o indispensável apoio do seu partido, o PS.
Constituio e reconstituio governos com o indispensável apoio dos seu partido, o PS. Porque não?.
Tudo muito constitucional. Qual é o problema?.
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De Pedro Correia a 04.11.2019 às 09:03

Trocas-me por miúdos dez notas de quinhentos euros que um grande amigo há pouco me ofereceu?
Comigo é chapa ganha, chapa gasta.
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De João Sousa a 04.11.2019 às 08:49

E pior do que esses seis anos, três meses e onze dias, é o facto de que quando ele se recandidatou em 2011, apesar de todas as evidências que já se percebiam sobre o seu carácter pessoal e político, ainda havia 30% de votantes a desejarem que ele chefiasse o governo durante mais alguns anos.
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De Pedro Correia a 04.11.2019 às 09:05

Provavelmente eleitores também sem a menor confiança no sistema financeiro português, igualmente ansiosos por escaparem às garras da autoridade tributária.
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De V. a 04.11.2019 às 20:53

Não acho estranho. Vinha ontem no jornal que 50% dos Portugueses são do benfica. Isto quer dizer que metade do País não se importa de ganhar com batota.
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De Luís Lavoura a 04.11.2019 às 09:04

Pfff... Quem é que não fazia pagamentos avultados em numerário, nesses tempos (e, se calhar, ainda hoje)?
Os pagamentos em numerário, para fugir ao fisco, eram muito correntes em Portugal até há bem pouco tempo... Julga o Pedro Correia que José Sócrates era o único a fazê-los?
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De Diogo Noivo a 04.11.2019 às 11:35

Chamo a atenção da Procuradoria Geral da República para este comentário.
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De Luís Lavoura a 04.11.2019 às 11:42

Pode chamar à vontade - não era crime (atualmente é) fazer pagamentos avultados em numerário.
E muita gente fazia, oh se fazia.
Há esta estranha mania, em Portugal, de não tolerar que os políticos façam aquilo que todo o resto da gente faz...
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De Alex.soares a 04.11.2019 às 13:41

Meu caro senhor, por especial favor pode indicar qual a lei que diz que é crime fazer pagamentos avultados em numerário ?
Desde já o meu especial agradecimento.
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De Luís Lavoura a 04.11.2019 às 11:48

Pode chamar a atenção da PGR para este facto: o político Marcelo Rebelo de Sousa, que mora, como é público e notório, em Cascais, tem morada declarada, para efeitos de recenseamento eleitoral, em Celorico de Basto - a 400 quilómetros de distância!
Não deve haver muitos deputados que façam falcatrua tão grande entre a sua morada real e a declarada...
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De Pedro Correia a 04.11.2019 às 14:27

Mais uma lavourada. Qualquer dia podemos inaugurar um museu com elas.
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De João Sousa a 04.11.2019 às 15:46

Eu acho que inaugurar um aterro seria o mais apropriado.
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De V. a 04.11.2019 às 20:58

Isso ou contribuir para a astrofísica com a prova provada de que a não-matéria está mesmo ao lado e interfere na matéria normal.
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De Anónimo a 04.11.2019 às 09:37

Um governo de cegos, surdos e mudos, pelos vistos.
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De Pedro Correia a 04.11.2019 às 14:27

O dinheiro não tem cheiro, como dizia o outro.
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De Anónimo a 04.11.2019 às 10:13

´E por estas ( e por muitas outras ...) que enquanto Povo, ficamos mal no Retrato de Família...
Diga-se de passagem que aquilo que, nestas partes, passa por "Justiça" , dá , continua a dar, uma preciosa ajuda.


JSP
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De Anonimus a 04.11.2019 às 10:47

Não deixa de ser curioso.
O Governo de Sócrates apostou forte na informatização da AT, no controlo total dos movimentos financeiros, pois era a melhor maneira de minimizar a economia paralela e manter "rastro" do dinheiro.
Já o Governante, prefere fazer a sua vida "em numerário".
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De Luís Lavoura a 04.11.2019 às 11:45

É verdade que o governo de Sócrates apostou forte na informatização da AT. Porém, os grandes pagamentos em numerário continuaram a ser permitidos, e só foram proibidos no governo de António Costa (ou talvez Passos Coelho, não estou certo).
No tempo do governo de Sócrates, grandes pagamentos em numerário continuavam a ser permitidos, e até (diria eu) usuais.
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De António a 04.11.2019 às 14:51

Foi António Costa, que aliás foi além das directivas da UE e limitou a coisa a 3000€.
Dito isto, até eu, que sou parvo, percebo a óbvia conveniência de pôr dinheiro numa mala, pôr a mala num carro, fazer milhares de quilómetros, e entregá-la ao dono. Isto por contrapartida a fazer uma transferência internacional. O que se poupa em comissões vai-se em transporte.
O que não fica é registo da transferência, e isso talvez valha o esforço. Eu que sou parvo não vejo outro motivo para tais trabalhos.
Quanto a avultados pagamentos em dinheiro serem “usuais”, olhe que não. E sem comprovativos então, não mesmo. Não era proibido, nem deveria ser hoje, mas qualquer coisa cara ou tem um livrete, uma escritura, ou uma garantia, e convém haver registo da operação.
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De Luís Lavoura a 04.11.2019 às 15:15

avultados pagamentos em dinheiro serem “usuais”, olhe que não

Claro que sim. Dantes, era usual comprar casas por um preço muito superior àquele que ficava registado. (Beneficiava o comprador, que pagava menos sisa, e o vendedor, que pagava menos imposto sobre rendimentos.) O valor a mais era, em boa parte dos casos, pago em dinheiro vivo.
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De António a 04.11.2019 às 20:58

Era usual e ilegal. Como hoje é ilegal.
Já percebi onde quer chegar - Sócrates não fez nada ilegal ao usar dinheiro vivo. E não fez, de facto. O que está em causa é porque razão o fez, e qual a proveniência desse dinheiro. Foi um amigo que lho deu, ou emprestou? Não é ilegal, mas nas quantias mencionadas não é usual e dispararam alarmes automáticos. Há perguntas. E se fosse tudo perfeitamente legítimo era uma questão de apresentar os papéis à AT - ganhei tanto, gastei tanto, fiquei a dever tanto (ou sobrou-me tanto), e bate certo. Pelos vistos não bate.
Sr. Lavoura, eu vivo em Portugal. Há 2 anos a AT veio moer-me o juízo por uma alegada discrepância. Perdi um dia nas finanças a tentar descobrir onde estava a discrepância, o funcionário que finalmente me atendeu lá puxou o meu processo, e confirmou a discrepância - mas não me disse onde era nem quanto era. Tive de pagar a um contabilista e perder dias até descobrir que não havia discrepância nenhuma. Se fazem isso por coisa nenhuma, acho bem que quando estão milhões em jogo façam o mesmo.
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De Luís Lavoura a 05.11.2019 às 09:36

António,

o que está em causa é porque razão o fez, e qual a proveniência desse dinheiro

Certamente que isso está em causa. Porém, eu limitei-me a comentar este post, e os respetivos comentários; não comentei outras coisas. E o que está em causa neste post é que Sócrates recebia dinheiro em numerário. E o que eu fiz notar nor meus comentários é que receber dinheiro em numerário, incluindo quantias muito grandes (por exemplo, parte do pagamento de uma casa) era legal e usual nesse tempo. E, se era legal, e se de facto até era usual, ninguém tem nada que criticar esse facto.

Ponham a mão na consciência e perguntem-se: nunca pagaram ou receberam quantias elevadas em numerário?

Eu, há uns seis anos, fui a um banco, pedi 19 mil euros em notas, levei-os ao Porto e entreguei-os a um colaborador meu. Ninguém no banco me perguntou nada, nem eu fiz nada de ilegal. Aquilo que eu fiz, muita outra gente fazia nesse tempo.
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De Anonimus a 04.11.2019 às 16:35

Então o problema é meu.
Como só faço pequenos pagamentos, aceitam cartão ou transferência. Fizesse grandes, já podia levar a mala ou o envelope.
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De Pedro Correia a 04.11.2019 às 20:40

Lavoura hoje suou muito em defesa do "dinheiro vivo" socrático. Puro socialismo, tendência Corleone.
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De Luís Lavoura a 05.11.2019 às 09:42

Sabe, Pedro Correia, eu detesto este populismo barato, que infelizmente infeta também as hostes do PSD, e não somente as do Chega, que consiste em atirar aos políticos coisas que eles fazem mas que todo o resto da população também faz. Como se os políticos tivessem que ser mais santos do que a população que vota neles.

Sócrates recebeu dinheiro vivo, tal e qual como montes de outros portugueses também o fizeram.

Rebelo de Sousa declara uma morada falsa para efeitos eleitorais, tal e qual como montes de outros portugueses também o fazem.
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De Anónimo a 04.11.2019 às 13:33

Texto e comentários levam--me a levantar as questões seguintes, entre outras:
1.os relativamente poucos que votam válido ou são ingénuos ou são corruptos;
2. dizendo Sócrates que os milhões eram do amigo, por que é que não obrigam este a justificar a origem de tanto dinheiro;
3. por que é que insistem em ofender a nossa inteligência com a alegada inversão do ónus da prova (onde estão os partidos de esquerda?);
4. ...

João de Brito
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De Pedro Correia a 04.11.2019 às 14:29

Em relação ao ponto 2, creio que a resposta vai emergir do chamado processo Operação Marquês.
Não percebi o seu ponto 4.
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De António a 04.11.2019 às 14:30

Chefiou o governo e vai-se safar desta. Não digo que seja declarado inocente, mas deve vir a absolvição por falta de provas, ou o caso prescreve, qualquer coisa desse género. O juiz foi mudado, o homem está contente com este juiz, que apesar de estar sempre a levar nas orelhas do MP e de outros, era o melhor dos 2. A PGR foi mudada, em nome duma tradição que afinal não era. E o homem anda contente, altivo mesmo. Ora se ele acha que tem razões para andar contente, eu também tenho para andar desconfiado. Safa-se, safa.
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De Arlety Pin a 04.11.2019 às 14:59

Talvez ficasse melhor, como título:

"Portugal deixou que este homem chefiasse o seu governo durante seis anos, três meses e onze dias".

E - ou muito me engano - vai acabar absolvido (ou no máximo com uma penazita suspensa, como a educativa Milú Rodrigues, só por causa das aparências).
E, mais ainda, vai mandar fulano qualquer escrever um livro da "sua autoria", relatando as traumáticas injustiças de que foi alvo, e mandar sicrano e beltrano comprar resmas desse mesmo livro, para depois se gabar que foi best-seller.
Vai uma aposta?
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De Pedro Correia a 04.11.2019 às 20:41

Tem todas as potencialidades para ser uma besta célere.
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De Anónimo a 04.11.2019 às 15:13

É de facto um homem de muita sorte. Além de ter conseguido manter-se a governar os seis anos (depois de ter estado no Governo do agora Secretário-geral das Nações Unidas) e de ter usado meios pouco democráticos para calar os críticos, da comunicação social e do mundo cibernético, tratados como gente lunática, agitadora e inconsequente, que durante a governação bem tentavam demonstrar como era desonesto e perigoso e nos conduziria à ruina, Sócrates gozou de amplo apoio em grande parte da comunicação social e nas redes sociais, ou nalguns casos de prudente e interessado silêncio. Além de responder pela 'alucinada' ou 'monstruosa' (como o próprio vai chamando) acusação do MP pelos crimes de corrupção e outros, deveria estar a responder pela condução do País à bancarrota. Mas é de facto homem de sorte. Até no sorteio aleatório do juiz de instrução foi bafejado.Tem a melhor mão do poker. Espero que não tenhamos que vir o indemnizar e, em seguida, assistir à sua reabilitação por parte da comunicação social.
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De Isabel Paulos a 04.11.2019 às 15:30

Esqueci-me de assinar.
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De Costa a 04.11.2019 às 16:52

"Espero que não tenhamos que vir o indemnizar e, em seguida, assistir à sua reabilitação por parte da comunicação social."

Será bom que não afastemos essa possibilidade. Uma e outra dessas possibilidades, aliás. E uma terceira: vê-lo de novo sentado (e servindo-se do) no poder.

Que fez ele, aliás, que o portuguezito médio, podendo e à sua mesquinha escala, não faria? Não defendo nem branqueio o que ele fez (e o branqueamento, pelo menos, está copiosamente servido em comentários acima): o privilégio do poder deveria trazer a responsabilidade do (bom) exemplo e o facto de algo ser comum não o torna necessariamente são, nem legitima sem mais a sua prática seja por quem for. Menos ainda por um governante. Mas a condução do país à bancarrota é questão, parece, de mera responsabilidade política, o mais directo caminho para a intocabilidade. E o resto, para o "tuga" médio que vive do estado e quer é ouvir o estado dizer que lhe dará mais uns cêntimos (e menos umas horas de trabalho), intimamente se admira. Ou pelo menos depressa se esquece.

Costa
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De Isabel Paulos a 04.11.2019 às 17:29

(Espero que não o tenhamos que vir a indemnizar*)

Sim, tem razão. Estes políticos não nascem de geração espontânea; espelham bem o país que somos.
Um julgamento à medida do que foi feito na Islândia (onde o ex-primeiro-ministro foi condenado por negligência, por não ter convocado o gabinete de emergência a propósito da crise financeira) não seria possível por terras lusas, onde, no fundo, há uma certa admiração pela trafulhice. Mais do que condenar a corrupção, os portugueses cobiçam o talento do homem.
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De Pedro Correia a 04.11.2019 às 20:49

Provavelmente ainda teremos de indemnizar o autor dos "projectos arquitectónicos" das mais célebres enxovias da Beira Interior. E também o putativo mecenas que há anos sustentava todo aquele séquito.
Em dinheiro vivo, para não contrariar a tradição.
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De Isabel Paulos a 04.11.2019 às 21:00

E para fazer jus a esta expressão bem portuguesa: o dinheiro não fala.
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De V. a 05.11.2019 às 08:38

O dinheiro não fala, mas o barbeiro sim.
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De Pedro Correia a 05.11.2019 às 09:05

E a porteira também.

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