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Delito de Opinião

Estátuas dos nossos reis (apêndice 2)

Pedro Correia, 18.04.19

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O levantamento que fui fazendo ao longo de quase oito meses no DELITO DE OPINIÃO permitiu-me concluir isto: há seis capitais de distrito sem qualquer monumento evocativo de um monarca português. O que não deixa de ser estranho, dada a estreita ligação de várias destas cidades a reis durante mais de sete séculos da nossa História. 

Sem surpresa, Lisboa é a cidade que mais se destaca nestas evocações em forma de estátua ou busto. Com representações de quase todos os monarcas, excepto D. Miguel, D. Maria II e os dois reis consortes (Pedro III e Fernando II), que não consegui vislumbrar. As mais célebres são as de D. José, dominando em estátua equestre o majestoso Terreiro do Paço, D. Pedro IV, no alto da coluna que se agiganta no centro do Rossio, e D. João I, imortalizado também sobre uma montada real, na Praça da Figueira.

Segue-se Castelo Branco, onde estão representados todos os nossos reis até D. José - incluindo o cardeal D. Henrique e os três Filipes, em ponto pequeno. No jardim do paço episcopal, o ponto mais emblemático da cidade.

Coimbra - que foi durante o primeiro século capital do Reino de Portugal, até ao reinado de D. Afonso III - é também, de algum modo sem surpresa, outra cidade com grande representação escultórica de monarcas. São cinco: D. Dinis, D. Pedro I, D. João III, D. Pedro II e D. José. 

Segue-se o Porto, com quatro: D. Afonso Henriques, D. João VI, D. Pedro IV e D. Pedro V. Destaque para as estátuas equestres de D. João VI, no Castelo do Queijo, e do seu filho que viria a ser igualmente imperador do Brasil, na imponente Praça da Liberdade.

Com três estátuas, destaca-se Leiria (D. Afonso Henriques, D. Afonso III e D. Dinis). Com duas, contabilizei Santarém (D. Afonso Henriques e D. António, prior do Crato), Viseu (D. Afonso Henriques e D. Duarte) e Angra do Heroísmo (bustos de D. António e D. Pedro IV). 

Finalmente, há representações em estátua ou busto de monarcas nas seguintes capitais distritais ou regionais: Braga (D. Pedro V), Faro (D. Afonso III), Funchal (D. Manuel I), Guarda (D. Sancho I), Portalegre (D. João III), Ponta Delgada (D. Carlos) e Viana do Castelo (D. Afonso III).

Não detectei a existência de monumentos alusivos a qualquer dos nossos reis em Aveiro, Beja, Bragança, Évora, Setúbal e Vila Real. Lapso meu? Se assim for, peço desde já aos leitores que me corrijam. Confesso alguma estranheza por ver cidades importantes assim desligadas de personalidades que marcaram a História de Portugal.

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