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Estátuas dos nossos reis (22)

por Pedro Correia, em 17.09.18

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D. Afonso Henriques (1140-1185)

 

Autor: António Duarte

Ano da inauguração: 1991

Localização: Caldas da Rainha, no Atelier-Museu António Duarte


30 comentários

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De Pedro a 17.09.2018 às 14:07

Pergunto :

Só somos capazes disto,ou melhor é impossível?

Parafraseando jpt, uma autêntica merd@ de alto a baixo.
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De Pedro Correia a 17.09.2018 às 14:43

Estes bustos são assumidamente caricaturais. Da parte de um escultor capaz de produzir coisas "sérias", como amplamente demonstrou ao longo de muitos anos.
Mas dava-lhe também para estes pequenos divertimentos, aliás compreensíveis. Para variar.
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De Pedro a 17.09.2018 às 15:03

Pedro, admito tudo,menos o apoucar das figuras gradas da Nação.
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De Pedro Correia a 17.09.2018 às 16:39

Caricaturar é engrandecer, meu caro.
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De Anónimo a 17.09.2018 às 16:54

Se são assumidamente caricaturais o caso muda de figura. Confesso a minha ignorância relativamente à obra séria do autor
Vou consultar o Dr. Google.
Maria
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De sampy a 17.09.2018 às 17:39

Bastará que, aqui, se passe ao sucessor.
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De Pedro Correia a 17.09.2018 às 22:25

E já vai sendo tempo. Quase um mês só com o Rei fundador.
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De Anónimo a 17.09.2018 às 23:14

Shame on me!
Afinal conheço e gosto muito de alguns trabalhos do António Duarte, só que não sabia que eram dele.
A Sra da Boa Estrela (adoro!)
O Santo António em Alvalade
O D. Pedro I em Cascais
Os Cavalos na Praça do Império
O Garrett na Av. da Liberdade
Enfim, como diz a Maria Dulce, isto é serviço público.
A minha vénia agradecida ao Pedro Correia
Maria
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De Pedro Correia a 26.09.2018 às 09:39

O Santo António, de Alvalade, é a "minha" estátua. Passo por ela todos os dias.
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De Anónimo a 17.09.2018 às 14:31

Sinceramente, não gosto.
Não gosto daquela mãozinha, nem daquela espadinha, nem daqueles olhinhos cerrados.
E também não gosto do Luís Vaz.
Lamento
Maria

p.s. Pedro, quando é que o nosso Rei Povoador entra em acção?
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De Pedro Correia a 17.09.2018 às 14:41

Eheheh. Boa pergunta.
Só lhe posso dizer, Maria, que já faltou mais.
E acrescento: nunca pensei, ao iniciar esta empreitada, que só o nosso Fundador tivesse mais de 20 estátuas.
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De Anónimo a 17.09.2018 às 15:07

É verdade, quem diria?
O nosso país é cheio de surpresas...
Maria
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De Pedro Correia a 17.09.2018 às 16:41

Sem dúvida. E vou ficar-me pela Monarquia. Nem pensar em aventurar-me pela República.
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De Anónimo a 17.09.2018 às 15:00

Bem que a Caldas merecia um D.A.H. com uma espada de 10 litros!


Amendes
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De Maria Antonieta a 17.09.2018 às 15:16

E não é que gostei disto?
Sobretudo de Camões, a ver Braga por um canudo!!

Quem parece que se fartou de me ver por aqui foram os emojis.
Nem me dão cavaco...Ehehehe
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De Pedro Correia a 17.09.2018 às 16:41

Essa agora... estarão em greve?!
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De alexandra g. a 17.09.2018 às 18:21

qualquer coisa de moai, mas em bera, não?
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De Pedro Correia a 17.09.2018 às 22:26

Acha maoi? Tenho visto muito piori.
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De alexandra g. a 17.09.2018 às 22:53

ora, maoio, como sabemos, é óptimo.
piori é mais do que sabido.
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De Pedro Correia a 26.09.2018 às 09:41

A priori é assim.
A posteriori também.
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De Anónimo a 17.09.2018 às 18:35

Data da obra:1991
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De Pedro Correia a 17.09.2018 às 22:05

Acredito em si.
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De Anónimo a 17.09.2018 às 18:55

Descrição da obra por José Teixeira (Universidade de Lisboa):

"Uma série de auto-representações a meio-corpo onde o escultor assume,
deliberadamente, a heresia historicista de representar, com o seu rosto, quatro das mais insignes personagens históricas: “D. Afonso Henriques”, o rei fundador da nacionalidade; “D. Dinis”, o sábio monarca trovador; “Camões”, o ímpar poeta lusitano e “D. Henrique” o príncipe das descobertas marítimas.
O que imediatamente se destaca destas obras, é a ousadia da auto-representação e o provocador sentido crítico, que contrasta com a conivência encomiástica e historicista das imagens públicas encomendadas pelo Estado Novo.

As principais figuras históricas por ele representadas em anteriores encomendas públicas surgem, aqui, numa atitude irónica, que tende para o anedótico.
Estas auto-representações, de aspecto caricatural, mantêm a hipertrofia do torso e dos membros superiores, enquanto acentuam a cabeça e o gesto retórico: o “Camões” zarolho aperta “Os Lusíadas” contra o peito enquanto olha o mundo através do punho fechado, como um canudo; o Rei “D. Dinis”, dobrado sobre a guitarra, não obstante a cabeça coroada, é a imagem de um fadista; o “Infante D. Henrique” é a figura da perplexidade inquirindo o horizonte de braços cruzados; o “D. Afonso Henriques” é o simulacro do cruzado ambivalente – o guerreiro e o santo, de adaga em riste e mão na cruz.

Estes auto-retratos são, particularmente, interessantes porque constituem uma espécie de “revanche” ou de segunda oportunidade para o escultor libertar o retrato da estética politicamente correcta, exigível pela tutela da encomenda oficial do Estado Novo.
Isso é tanto mais significativo se recordarmos que António Duarte deve ter sido o escultor do Século Vinte, que maior galeria de retratos realizou e o que mais teoria, a esse propósito, elaborou."
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De Pedro Correia a 17.09.2018 às 22:08

Muito lhe agradeço esta memória descritiva das criações tardias de António Duarte, incluindo a de D. Afonso Henriques.
O D. Dinis dele, naturalmente, também passará por cá.
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De Bea a 17.09.2018 às 22:12

Estão um bocadinho para o gnomo ou é impressão minha.
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De Bea a 18.09.2018 às 23:08

No caso da estatuária de reis penso que devia contar. Além disso estão pouco harmoniosos.
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De Pedro Correia a 26.09.2018 às 09:41

A imagem é a mensagem. Neste caso a mensagem diz-nos que o intelecto conta mais que o corpo.

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