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Estátuas dos nossos reis (137)

por Pedro Correia, em 10.01.19

2009-05-27_13-09-01_0179_resize[1].JPG

Mosteiro-de-Sao-Goncalo-Amarante[1].jpg

 

 

D. Filipe I (1580-1598)

 

Autor: Manuel do Couto

Ano da inauguração: algures, no século XVII

Localização: Amarante, na Varanda dos Reis do Convento de São Gonçalo (Filipe é o quarto nesta imagem)

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24 comentários

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De Luís Lavoura a 10.01.2019 às 13:26

Curiosa esta ideia de colocarem na varanda quatro reis em sucessão, o último dos quais é Filipe 1º. Claramente, o intuito foi o de legitimar Filipe como rei de Portugal.
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De Anónimo a 10.01.2019 às 14:27

" intuito foi o de legitimar Filipe como rei de Portugal." Não era preciso, ele já era o legítimo rei de Portugal.
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De Luís Lavoura a 10.01.2019 às 15:05

Era ilegítimo, ou seja, mal aceite para alguns portugueses.
Recordemo-nos que Filipe para alcançar ser rei de Portugal ainda teve que ultrapassar alguma resistência armada. E teve que se comprometer a menter os reinos teoricamente separados.
Não sei qual foi o intuito de colocar aqueles quatro reis naquela varanda. Talvez tenha sido por terem sido aqueles quatro reis quem custeou a construção daquele edifício. Mas talvez tenha sido antes para mostrar a legitimidade de Filipe como rei, na linha dos outros três.
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De Anónimo a 10.01.2019 às 15:35

Olha um Anónimo a imitar o estilo do nosso Lavoura.
Gostei.
Maria
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De Anónimo a 10.01.2019 às 18:51

Ó Maria estás enganada.
Teu
Manel
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De Anónimo a 10.01.2019 às 21:49

Olha, tenho um Manel e não sabia...
As coisas que eu aprendo aqui no Delito
Maria
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De Sarin a 11.01.2019 às 00:11

Começar o ano a lucrar, que bom, Maria!
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De Anónimo a 11.01.2019 às 01:30

Olá Sarin!

Isso agora depende do Manel... mas para se oferecer assim, não deve ser grande coisa
Maria
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De Anónimo a 11.01.2019 às 11:49

"tenho um Manel e não sabia..." Sabias, sabias. Não disfarces.
Manel
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De Anónimo a 11.01.2019 às 13:48

Olha, eu a pensar que as melgas tinham todas morrido com esta onda de frio, e afinal anda aqui uma que não me larga...
Mas onde é que eu pus o Raid?
Maria
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De Pedro Correia a 21.01.2019 às 09:15

Em resposta ao leitor Lavoura, ali mais acima: Filipe I, de facto, está ali representado por ter sido um dos monarcas que contribuíram financeiramente para a edificação do Convento de São Gonçalo.
A sua legitimidade enquanto rei ficou estabelecida em 1581, nas cortes de Tomar.
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De Anónimo a 10.01.2019 às 15:31

Olha o Filipe I a olhar para o Tâmega: belas vistas.
Pedro, e no Crato não existe nenhuma estátua do Prior?
Quando lá estive, há muitos anos, vi uma belíssima varanda, um pelourinho assim-assim, um museu interessante, uma bonita igreja e um castelo insolitamente pintado de branco. Não fotografei nenhuma estátua ou busto do Prior do Crato, mas pode-me ter escapado...
Mas ali é que devia haver uma!
E agora deixemos entrar (e sair rapidamente) os Filipitos.

Maria
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De Luís Lavoura a 10.01.2019 às 16:17

Quando se diz "o prior do Crato" referimo-nos ao superior da Ordem dos Hospitalários, a qual era conhecida em Portugal por "Ordem do Crato" por ter a sua sede, não no Crato, mas na Frol (ou Flor) da Rosa, uma aldeia que fica a cerca de 3 km da vila. Mas, como é evidente, houve imensos "priores do Crato" - todos os monásticos superiores dessa Ordem religiosa o foram. E provavelmente muito deles nunca puseram os pés na Frol da Rosa, que era somente a sede da Ordem, mas não a sua única propriedade.

Já agora, a Ordem dos Hospitalários teve a sua sede original em Portugal no mosteiro de Leça do Balio, a norte do Porto. Só mais tarde (século 13 creio) é que se mudou para Sul e para Leste, isto é para a Frol da Rosa, que era onde os seus serviços guerreiros eram mais necessários.
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De Anónimo a 10.01.2019 às 19:23

Vielen Dank, Herr Lavoura!
Eu estive lá na Flor da Rosa, que é uma Pousada espectacular. Vi lá uma exposição (não pernoitei, que não tenho Geld para esses luxos).
Claro que quando me refiro ao Prior do Crato é ao D. António e não a outro.
A varanda que refiro (e que certamente conhece) é o que resta do palacete que ele habitava na vila do Crato.

Maria
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De Pedro Correia a 21.01.2019 às 09:16

No Crato não conheço qualquer estátua de D.António, Maria.
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De Anónimo a 10.01.2019 às 18:34

Sim senhor, uma bela lição de história que aqui está. E não só na varanda dos reis:).
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De Pedro Correia a 10.01.2019 às 22:50

Estas estátuas, no seu conjunto, transmitem-nos lições de História. Assim as saibamos estudar.
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De xico a 10.01.2019 às 22:35

Filipe I de Portugal e II de Espanha. Um grande rei, seja pelo lado de Espanha, seja pelo lado de Portugal. Neto de D. Manuel e fruto do amor, improvável, entre Carlos V e Isabel de Portugal. Um estadista como poucos com um sentido de serviço de estado incrível e uma perspetiva lúcida sobre a vã glória (basta visitar a cripta do Escorial para entender). Um rei tão maltratado por Schiller, poeta que, em nome da liberdade, preferia burgueses colonizadores a imperadores civilizadores. São gostos. Eu gosto de Filipe I. O seu filho construi a ponte sobre o Zêzere na aldeia de meu avô, ao serviço até à década de 50 do século passado. Os Filipes constituem a dinastia que nunca se pode errar nos testes de história… não gosto do 3º.
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De Pedro Correia a 10.01.2019 às 22:49

Filipe I, filho e neto de portugueses, também se sentia português. E viveu largo tempo em Portugal. Os outros Filipes procederam exactamente ao contrário: quase nunca cá vieram e só se lembravam de Portugal para lançar imposto ou para sacar mancebos para as guerras espanholas na Europa.
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De Pedro Correia a 21.01.2019 às 09:17

O segundo Filipe demorou cerca de 20 anos a visitar Lisboa. O último nem se fez coroar em Portugal, traindo assim a solene jura do avô.
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De Anónimo a 11.01.2019 às 15:43

Gosto muito dessa ponte Filipina sobre o Zêzere.
Quando ia para Coimbra, parava sempre no IC8 para a ver cá de cima: espectacular.

Maria
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De xico a 11.01.2019 às 20:47

Vale a pena descer de Pedrógão Pequeno até à ponte e dar uma caminhada a pé para do meio dela ficarmos entre o IC8 e a barragem do Cabril.
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De Anónimo a 12.01.2019 às 08:25

Acredito que sim, Xico, mas esse percurso apenas fiz através da rtp-1.
E dos Pedrógãos só visitei o Grande... há muitos anos.
Mas o Zêzere é um dos meus rios favoritos: conheço bem a nascente na bela Estrela e a Foz na não menos bela Constância.
E também conheço muitos dos seus belos meandros e praias fluviais: Belmonte, os Janeiros, Álvaro, o Lago Azul, Dornes (ah, Dornes - foi difícil chegar lá, como foi difícil acreditar em tamanha beleza!).
Um deslumbramento!
E tanta gente que nem sabe que existem lugares assim em Portugal.
E que se põem a discutir o sexo dos anjos (perdão, a idade das mulheres que têm direito a ser amadas... gostei da sua resposta à Patrícia, acho que disse tudo em poucas palavras) em vez de irem por aí descobrir o que realmente interessa, enquanto têm pernas para andar...
É que a partir de certa idade já é difícil andar por aí "up and down the hills", e isso é que é realmente triste.
Posto isto, e depois de muito "meandrar" pelo Zêzere e outros temas, talvez eu ainda consiga atravessar essa bela ponte Filipina da terra do seu avô.
Bom domingo!

Maria

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