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Estátuas dos nossos reis (122)

por Pedro Correia, em 26.12.18

12.jpg

jardim_do_paco_1.jpg

 

 

D. Sebastião (1557-1578)

 

Autor: Desconhecido

Ano da inauguração: 1726, presumivelmente

Localização: Castelo Branco, no Jardim do Paço Episcopal ou de São João Baptista


9 comentários

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De Cristina M. a 26.12.2018 às 20:53

... e comeu tudo, sem colher. depois, não chegou a casa.

(desta cantilena o PAN não fala... aquilo é só para animais e plantas, não é?...)
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De Pedro Correia a 26.12.2018 às 23:08

O PAN é um partido assumidamente animalista, Cristina. Ou, melhor dizendo, um partido canino. Porque não me parece que se preocupem com tarântulas ou jibóias.
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De Bea a 26.12.2018 às 21:50

A vida mostrou que era demasiado jovem para reinar.
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De Pedro Correia a 26.12.2018 às 23:07

Não chegou a ser Sebastião. Foi apenas Sebastiinho.
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De Bea a 27.12.2018 às 09:54

Ironias de haver um nome que foi o primeiro a afirmar-lhe a têmpera:).
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De Luís Lavoura a 27.12.2018 às 11:04

Muitos outros muito mais jovens que ele reinaram.

Quando foi para Alcácer-Quibir já tinha 23 anos de idade. Mesmo para os padrões atuais, já seria considerado um adulto. Muitos, antes e depois dele, reinaram a partir dos 16 anos de idade.

D. Duarte, que não era um jovem, meteu o país noutro enorme desastre em Marrocos, a tentativa da conquista de Tânger. Felizmente nesse desastre os marroquinos foram caridosos e contentaram-se em ficar com D. Fernando e (acreditavam eles) Ceuta - se quisessem poderiam ter dizimado toda a expedição portuguesa.
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De Bea a 28.12.2018 às 11:23

Sabe que já tenho pensado nisso? D. Sebastião não era tão jovem assim e naqueles tempos todas as etapas da vida chegavam mais cedo, (se chegavam). O certo é que esse indivíduo-rei não cresceu, foi adolescente deslumbrado com o sonho, privado de realidade e razão e incentivado, parece, por boa parte dos que o rodeavam.
Talvez D. Duarte tenha sido também precipitado no desastre de Tânger. Ou talvez confiasse demasiado na visão de seu mano D. Henrique. Do que me recordo, a minha solidariedade foi todinha para o cativo D. Fernando, abandonado à sua sorte por não ser cumprido o acordado.
E, no entanto, parece-me ofensivo comparar D. Duarte com D. Sebastião. Mau grado as viccissitudes no norte de África serem algo semelhantes, os reinados e a imagem que deixaram foram bem diversos. E os resultados das expedições também não foram idênticos para o país.

Desejo-lhe um bom ano de 2019. E que nos voltemos a encontrar por aqui. Afinal, "para o ano" é já daqui a quatro dias:).
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De Luís Lavoura a 28.12.2018 às 13:23

Muito obrigado por me desejar bom ano. Desejo-lhe o mesmo a si.

É verdade que a imagem que o reinado de D. Duarte deixou foi substancialmente diferente da do reinado de D. Sebastião. Aprendemos na escola que D. Sebastião foi um irresponsável aventureiro que enfiou o país no maior desastre militar da sua história, que lhe custou a independência, enquanto que D. Duarte foi um rei ilustrado e culto que, vá lá, teve um pequeno percalço em Tânger. Mas esta última visão é falsa: D. Duarte foi em Tânger um aventureiro terrivelmente irresponsável (tentou tomar a cidade com somente 6 mil homens, muitos do quais nem sequer eram soldados profissionais), sofreu uma derrota esmagadora, os marroquinos basicamente cercaram e capturaram todo o exército português, e D. Duarte só não foi capturado e morto porque entregou o seu irmão e prometeu entregar Ceuta. E D. Duarte nem sequer tinha a desculpa de ser um jovem, tinha já 40 anos e muita experiência, inclusivé de batalhas - a sua aventura em África foi uma burrice total (da qual aliás ele se arependeu até ao fim dos seus dias, e morreu bem amargurado por ela e pelo seu irmão),
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De Bea a 29.12.2018 às 16:51

Pois. Acredito que a alguém que escreve um livro como "O leal conselheiro", amargurem os erros próprios que, entre outras coisas, lhe custaram um irmão.

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