Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Estado, violência e racismo

por Diogo Noivo, em 24.01.19

BairroJamaica_RTP.jpg

 

O sucedido no Bairro da Jamaica suscitou a esperada polémica e abriu caminho ao habitual debate entre visões securitárias e a defesa de justiça social. Como demonstrado por vários estudos empíricos e, no caso português, pelos sucessivos Relatórios Anuais de Segurança Interna, não é possível estabelecer uma relação de causalidade directa entre precariedade económica e violência. De resto, estabelecer essa relação redunda num argumento manifestamente insultuoso segundo o qual onde há um pobre há um potencial criminoso. É verdade que a marginalização social (muito mais do que a económica) favorece a eclosão de episódios de violência e de vandalismo, mas não os causa nem os explica. A ausência do Estado – nos planos político, social e de segurança de pessoas e bens – é muito mais relevante enquanto factor explicativo.

O fim dos bairros degradados onde as condições de vida são muitas vezes infra-humanas justifica-se com o respeito pela dignidade das pessoas e com a promoção de um Estado que ofereça igualdade de oportunidades, mas não com o combate à criminalidade. E a propósito de ordem pública, importa recordar que as Forças de Segurança são instrumentos da autoridade do Estado de Direito Democrático, são fiscalizadas e controladas, estando evidentemente vinculadas à lei. Como tal, qualquer comparação da PSP (ou da GNR) a instituições próprias de outros regimes é estapafúrdia.

Tão ou mais disparatada é a acusação de racismo feita à PSP.  Primeiro, o vídeo que circulou nas redes sociais e na imprensa revela a reacção das Forças de Segurança a um incidente táctico-policial, omitindo o momento que a antecedeu, razão pela qual o bom-senso e o sentido de responsabilidade recomendam prudência nos comentários. Segundo, admitindo que houve excesso de violência por parte da PSP, o que não é evidente, nada indicia que tal excesso tenha um móbil racista. E terceiro, arguir que a polícia enquanto instituição respira uma cultura racista enferma dos mesmos males que as teses que atribuem comportamentos criminais a determinadas etnias ou grupos sociais.

Chegamos, pois, às declarações de Mamadou Ba, dirigente da ONG SOS Racismo e assessor parlamentar do Bloco de Esquerda. Além de incendiárias, as declarações de Ba são infundadas e não se coadunam com as responsabilidades políticas que tem. O Bloco, sempre tão zeloso da decência moral na política, devia ser claro e demonstrar que não alinha com discursos que desgastam a confiança dos cidadãos nas instituições. Isto é, deve fazer precisamente o contrário daquilo que fez.


39 comentários

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 24.01.2019 às 11:00

"Como demonstrado por vários estudos empíricos e, no caso português, pelos sucessivos Relatórios Anuais de Segurança Interna, não é possível estabelecer uma relação de causalidade directa entre precariedade económica e violência."

Está a fazer confusão. A pobreza extrema, não é o único detonador da violência mas é um fator importante, sobretudo porque anda normalmente a par de outros fatores: desemprego, famílias destruturadas, falta do sentimento de pertença a uma comunidade, etc.
Vai-me dizer que este tipo de situações acontece todos os dias em zonas mais ricas, ou que a polícia chamada a resolver desacatos num bairro da classe alta agrediria os moradores indiscriminadamente.

"Segundo, admitindo que houve excesso de violência por parte da PSP, o que não é evidente, nada indicia que tal excesso tenha um móbil racista."

Também nada evidencia o contrário neste caso particular. E os incidentes racistas com a PSP são bastante comuns, e alguns são graves.
Sem imagem de perfil

De J. Gonçalves a 24.01.2019 às 11:06

É isto mesmo. Qualquer generalização é abusiva e perigosa, mesmo quando (ou sobretudo quando) aparenta intenções piedosas. Ninguém de bom senso tem interesse em incendiar o nosso já tão complexo tecido social com visões redutoras (opressores de um lado e vítimas do outro) que, felizmente, não tem senão uma adesão muito pontual à realidade.
Imagem de perfil

De Diogo Noivo a 25.01.2019 às 08:49

De acordo, toda e qualquer generalização é abusiva e perigosa nesta matéria.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 24.01.2019 às 12:25

Enquanto misturarmos violência com géneros, cores, raças,... classes profissionais..., ninguém se vai entender, o que agrada a muito boa gente.
Violência é violência.
Ponto!
João de Brito
Imagem de perfil

De Diogo Noivo a 25.01.2019 às 08:49

Antes de outras considerações, o princípio deve ser esse, sim, João.
Sem imagem de perfil

De Justiniano a 24.01.2019 às 14:46

Depositar esperança na agremiação BE para que seja responsável e previdente ou instá-la à responsabilidade e senso comum será um conundrum!!
Imagem de perfil

De Diogo Noivo a 25.01.2019 às 08:50

Subscrevo, Justiniano.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 24.01.2019 às 14:46

Em Portugal, por norma, não se gosta da Polícia.
Ou é porque batem, ou caçam multa, ou retiram as liberdades.
Só lhes damos valor quando dela necessitamos.
Também conheci um urso desses, como o Bá, que falava mal "da Bófia", até ao dia em que foi apertado em plena rua por uns skins. Nesse dia, em seu socorro, foi a PSP (que cumpriu o seu dever), e não a Ana Drago.
Sem imagem de perfil

De Justiniano a 24.01.2019 às 16:15

Eu só não percebo porque é que o Mamadou emigrou para um país que diz ser um coio de racistas. E ainda por cima requereu a nacionalidade de um povo de quem odeia, pelo menos, a história!!
Figura trágica, este Mamadou!!
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 26.01.2019 às 00:46

O Mamadou dá a cara. Licenciou-se em Língua e Cultura Portuguesa, apesar de o português não ser a sua língua materna e ser uma língua difícil de aprender. Ele não é português de nascimento como tu ou eu e teve que trabalhar para obter a nacionalidade portuguesa.
O Mamadou dá a cara. Já tu, Justiniano, não passas de mais um anónimo cobarde que ataca quem dá a cara.
Sem imagem de perfil

De Justiniano a 26.01.2019 às 10:29

Vcmecê é um gebo!!
Que dizer de indivíduo que migra para junto de um outro Povo e se dedica a estudar a Língua, Cultura e História desse mesmo Povo. No decurso, se não mesmo antes, desse Estudo alimenta um ressentimento e aversão pela história desse Povo. Aponta, a esse Povo, uma aversão instintual e preconceituosa quanto a si e ao seu Povo, Cultura e Etnia. Ainda assim, após conclusão dos seus estudos, mantém-se entre esse Povo por quem continua a alimentar um ressentimento histórico, pelo que aponta. Mais, requer a nacionalidade desse Povo, de quem abomina a história e por quem se diz quotidianamente oprimido. Não sei se pretende que o salvem de si próprio ou se, magnânimo, veio revelar-se e salvar Portugal! As contradições do Mamadou são insanáveis e não me interessam em nada!
Mais lhe valia que rumasse a sul com a boa nova, brandindo a espada da justiça contra o racismo que é larvar pelas Áfricas.
Mas valha-lhe, virtude das virtudes, que dá a cara, diz o nosso jovem gebo anónimo!!
Vcmcê é um pobre tonto, rende méritos a esmo!
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 26.01.2019 às 15:53

Parece que ao Justiniano serviu-lhe a carapuça.
O Justiniano parece viver numa realidade paralela em que o povo português é e sempre foi perfeito, quando historicamente não poderia estar mais errado.
Deixe de ser politicamente correcto.
Sem imagem de perfil

De kika a 27.01.2019 às 12:28

Por um lado dá a cara e por outro esconde o seu
radicalismo islâmico. Foi bem preparado lá nas madrassas
do Senegal . Podem censurar -me que estou habituada.
Só no jornal Expresso o ser quase diariamente até um ano inteiro
de comentários. Tal como o Mamadou eu também tenho uma causa
que me diz que a minha " luta " é justa.
Imagem de perfil

De Maribel Maia a 24.01.2019 às 15:42

Empurram-se as coisas para 'debaixo do tapete' enquanto se pode.... acho que, daqui a umas semanas, quando os media já falarem de outro assunto, irá continuar a mesma situação... ou seja...a ignora-se 'o elefante no meio da sala'!!! Espero estar errada!!!
Imagem de perfil

De Diogo Noivo a 25.01.2019 às 08:51

O elefante está na sala há décadas. Temo que continuará lá durante mais umas décadas. Só discutimos estes assuntos - e outros - de maneira episódica.
Sem imagem de perfil

De Justiniano a 25.01.2019 às 10:18

Os elefantes quando crescem tornam-se dragões!!
Sem imagem de perfil

De kika a 24.01.2019 às 16:56

Este Sr. Mamadou está a tentar reproduzir em Portugal o que se
passa há tantos anos em França , matéria e país que ele conhece muito bem.
Não lhes bastam ter casa , comida , carros , filhos que não estudam porque não
querem , dinheiro para férias . E, sim ... milhares senão milhões de benefícios do
tráfico de droga. Também usam crianças nos crimes .
Parece que o que escrevi tem uns laivos de racismo, mas é a realidade.
Não só visito muitas vezes esse país como também tenho amigos e os jornais
e TVs. que dada a proximidade onde vivo faz com que tenha uma visão diferente
da maioria. França está invadida de Mamadous e o resultado todos conhecem.




a
Imagem de perfil

De Diogo Noivo a 25.01.2019 às 08:53

Creio que a coisa é mais complexa, Kika. E não creio que possamos fazer essas generalizações. Aliás, estou convencido que o objectivo dos Mamadous (para usar a sua expressão) é precisamente dividir a sociedade em torno a estes temas e radicalizar o debate.
Sem imagem de perfil

De Justiniano a 25.01.2019 às 10:15

Caro Diogo, "Aliás, estou convencido que o objectivo dos Mamadous (para usar a sua expressão) é precisamente dividir a sociedade em torno a estes temas e radicalizar o debate." se assim é, porque admitimos Mamadous entre nós?! Creio que ainda não se reconhece, juridicamente, apesar dos esforços de muitos alucinados irresponsáveis (incluem Governo e PR, para além dos progressistas arejados), o direito universal de imigrar para Portugal!
O debate há-de radicalizar-se, acompanhado por ressentimentos vários, e sempre em crescendo! A história universal ensina. Os laços étnicos sobrepõem-se, sempre, a final, a qualquer elemento racional aglutinador! E hão-de haver sempre personagens a alimentar e instrumentalizar estas tensões. Ao menor episódio de violência, mais ou menos expressiva, empolada por qualquer meio, entre indivíduos de etnias diferentes, a razão vai às malvas e sobressai a identidade étnica! Há quem tenha a arrogância de presumir que domina a besta!
Ainda ontem o JM Tavares louvava esta lógica identitária reivindicante, sem se aperceber do verdadeiro significado do que dizia! Tentei explicar a indigência da coisa no post do Pedro Correia.
Quando descoramos regras elementares de prudência construímos tragédias que, ao longe, se anunciam!! Andamos há muito a alimentar dragões. Há quem não queira ver e se entregue, de boa vontade, à salvação divina!!
Imagem de perfil

De Diogo Noivo a 25.01.2019 às 10:42

Quando me refiro a "Mamadous" refiro-me a pessoas com uma agenda radical clara e declarada, independentemente da sua origem. Incluo aqui, portanto, vários militantes do BE.
Quanto à força dos laços étnicos, discordo. As ideias sobrepõem-se. Basta olhar, por exemplo, para o caso do nacionalismo basco (étnico e abertamente racista na sua génese e durante longas décadas) para perceber que a etnia era em grande medida uma construção política/ideológica, e não biológica.
Sem imagem de perfil

De Justiniano a 25.01.2019 às 13:07

Compreendo bem a ressalva! Mas note que, por mim, não carecia.
Não sou racista nem aprecio alimentar teses racistas. Contudo, nos tempos que correm, a exposição racional de argumentos dá-se sempre a tresleituras.
Também eu gostaria de acreditar na possibilidade da convivência multi étnica-cultural dentro de um mesmo território. Mas a história universal tem ensinado coisa diversa, como bem sabe o caro Diogo. Creio que a prudência nos convoca aos números e proporções. Há números e proporções que representam a convivência sã e outros números e proporções que representam o conflito interminável até à reposição do ponto salutar!!
As pessoas têm o inelutável hábito de levar consigo, para além do património genético, o património cultural e os conflitos de mores tornam-se inevitáveis nas zonas comuns!!
Um bem haja,
Sem imagem de perfil

De kika a 25.01.2019 às 12:33

Concordo que seja mais complexa.
Dividir a sociedade entre outras coisas bem mais graves.
O presidente Macron que o diga . Tem um que lhe está a envenenar
o mandato . Alexandre Benalla . Coisas muito curiosas fazem estes Mamadous.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 26.01.2019 às 21:43

O Mamadou licenciou-se em Língua e Cultura Portuguesa, apesar de o português não ser a sua língua materna e ser uma língua difícil de aprender. Ele não é português de nascimento como tu ou eu e teve que trabalhar para obter a nacionalidade portuguesa.
Por isso, sim eu quero muitos mais Mamadous em Portugal. Já "kikas" e "Justinianos" por mim podem mas é ir para o Brasil.
Sem imagem de perfil

De kika a 29.01.2019 às 01:27

Tadinho do Mamadou se lhe deu muito trabalho obter
o passaporte português deve ser o único. Esse passaporte
que ele tanto odeia deve ser dos mais fáceis de obter que há memória.
Imagem de perfil

De Diogo Noivo a 24.01.2019 às 20:12

Há racistas na PSP, como na Ordem os Dentistas ou no Convento das Carmelitas. Lançar o opróbrio sobre uma instituição inteira é fazer uma generalização (i) impossível, (ii) injusta e (iii) sem qualquer fundamento. Mais, trata-se de uma acusação assente nos mesmos mecanismos lógicos e discursivos usados pelo racismo e outras manifestações de ódio.
Imagem de perfil

De Vorph Valknut a 24.01.2019 às 21:23

Claro, dentistas e policias, é tudo igual.

Claro que é uma minoria, daí o reparo do ECRI

Extrema-direita nas polícias alvo de investigação
Inspetora-Geral da Administração Interna admite que a presença de extrema-direita entre as forças de segurança é uma das suas preocupações.

https://www.dn.pt/portugal/interior/margarida-blasco-queremos-forcas-que-cumpram-intransigentemente-os-direitos-humanos-9417843.html
Sem imagem de perfil

De Justiniano a 25.01.2019 às 10:27

Caro Vorph, vivemos uma era em que um tipo relativamente conservador, que queira preservar os mores ancestrais que o trouxeram até ao dia de hoje e clame por lei e ordem, arrisca levar uma roda de fascista ou, no mínimo, de perigoso extremista de direita!!
Imagem de perfil

De Vorph Valknut a 24.01.2019 às 19:06

"Como demonstrado por vários estudos empíricos e, no caso português, pelos sucessivos Relatórios Anuais de Segurança Interna, não é possível estabelecer uma relação de causalidade directa entre precariedade económica e violência."


Curioso, existem outros estudos realizados na Europa e EUA que indicam o contrário...por cá a criminalidade de ano para ano está sempre a descer...qualquer dia desaparece.


https://www.researchgate.net/publication/227356125_Unemployment_and_Crime_New_Evidence_for_an_Old_Question


https://www.jstor.org/stable/10.1086/320275?seq=1#metadata_info_tab_contents

https://www.journals.uchicago.edu/doi/abs/10.1086/320275?mobileUi=0&journalCode=jle

http://www.academia.edu/23657544/The_Effects_of_Unemployment_and_Income_on_Crime_A_Panel_Data_Analysis_on_Turkey

https://sol.sapo.pt/artigo/44351/desemprego-entre-os-jovens-aumenta-criminalidade

Se quiser algo de mais substancial:

https://www.youtube.com/watch?v=EtVfoIkVSu8&t=26s
Imagem de perfil

De Diogo Noivo a 24.01.2019 às 20:09

Os Relatórios Anuais de Segurança Interna demonstram que entre 2010 e 2014 o crime (tanto a Criminalidade Geral como a Criminalidade Violenta e Grave) diminuiu em Portugal. Os anos da Troika, da austeridade, da redução do PIB/capita, dos inegáveis dramas sociais e humanos, não provocaram um aumento do crime. Mesmo em 2013, ano em que o desemprego atingiu máximos no nosso país (e na Europa), a tendência de queda constante do crime manteve-se. Curiosamente, só depois do “fim da austeridade” e da “recuperação de rendimentos” é que começamos a assistir a subidas na Criminalidade Geral. Sobre a relação entre pobreza/desemprego/precariedade e crime em Portugal estamos conversados.

Sobre a relação de causalidade directa e simples entre pobreza e violência (criminalidade comum ou, por exemplo, terrorismo), a literatura é vasta. Recomendo, entre outros, estes artigos:

https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/0022343307084920

https://www.nber.org/papers/w9074

https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/07418820400096001

https://www.mitpressjournals.org/doi/abs/10.1162/003465300559028

https://academic.oup.com/bjc/article-abstract/41/2/236/362223

https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/095465590944578
Imagem de perfil

De Vorph Valknut a 24.01.2019 às 21:16

"Sobre a relação entre pobreza/desemprego/precariedade e crime em Portugal estamos conversados".

https://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Sapolsky

Claro meu caro, estamos conversados. É estimulante ver, sem si, homem tão cheio.
Imagem de perfil

De Diogo Noivo a 25.01.2019 às 08:54

Dei argumentos, que fundamentei. Mais, apresentei factos. Se não gosta não há nada que eu possa fazer.
Sem imagem de perfil

De Justiniano a 24.01.2019 às 20:38

Caro Vorph aquilo que o Diogo lhe diz, parecendo contraintuitivo e desconcertante, é o mesmo que lhe disse naquele post anterior!! Este fenómeno não é inédito. A escola americana já o estudava, intrigada, nos anos 50!! Há literatura consagrada na criminologia sobre isso!!
Imagem de perfil

De Vorph Valknut a 24.01.2019 às 23:07

Justiniano, quanto à relação criminalidade/desemprego/pobreza, já aqui referi variadíssimos estudos que o confirmam. Inclusivamente uns bem recentes na área das neurociências - Justiniano vai ser o diabo quando estas entraram pelos tribunais adentro.


Sabe porque em Portugal a criminalidade não subiu no pico da crise? Atrevo-me a dizer, ter sido por causa da emigração. Em 2013, emigraram 120.000 portugueses.

Sem imagem de perfil

De Brasileirinho a 24.01.2019 às 19:42

"in its November 2018 report, the EU Agency for Fundamental Rights ranked Ireland second worst among EU states (jointly with Austria) for violence to black people: and this without benefit of empire. The UK was second best, after Portugal."
https://www.irishtimes.com/opinion/why-fintan-o-toole-has-got-brexit-all-wrong-1.3766746?__vfz=rtw_top_pages%3D5923100000648

É a minha experiência, igualmente: Portugal é o país menos racista da Europa.

Comentar post


Pág. 1/2



O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D