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Delito de Opinião

Está de chuva

Pedro Correia, 30.01.26

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É absurdo as eleições presidenciais continuarem a realizar-se em meados de Janeiro, o mês mais frio, o mês mais chuvoso. Sei do que falo: andei na estrada em Janeiro de 2006, acompanhando como jornalista a caravana eleitoral de Manuel Alegre, que se viu impedida de se deslocar a certas regiões do País - a Bragança, por exemplo - devido a fortes nevões. Um deles deixou-nos bloqueados no Marão: lá tivemos de regressar imprevistamente ao Porto às tantas da noite, com a agenda por cumprir.

São absurdas estas corridas presidenciais com as festas de Natal e de Ano Novo de permeio. Que dispersam as atenções e distanciam os eleitores dos candidatos, contribuindo para fortes índices de abstenção.

O primeiro calendário eleitoral, em Junho de 1976, fazia bastante mais sentido. E até o segundo, no início de Dezembro, em 1980. Janeiro é que não faz sentido algum. Estranhamente, até agora não ouvi uma palavra sobre o assunto da parte dos candidatos ou de certos comentadores que gastam serões televisivos a debitar banalidades, incapazes de deixar transparecer uma ideia original ou esboçar um ângulo de análise digno de reflexão.

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