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És muito bom, António

por Pedro Correia, em 15.04.20

A esposa do ministro da Economia, falando na primeira pessoa do plural enquanto vice-presidente da Associação de Hotelaria de Portugal, surge na TVI a felicitar a entrevista concedida escassas horas antes pelo primeiro-ministro ao Observador«Aplaudimos. Foram, de facto, declarações muito felizes.»

Quanto mais a crise aperta, mais se percebe que este Governo não brinca em serviço.


16 comentários

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De Luís Lavoura a 15.04.2020 às 08:24

Não entendo. A senhora não tem o direito de ser casada com quem é? A Associação de Hotelaria de Portugal não é livre de escolher como vice-presidente quem lhe apetece? A senhora não goza de liberdade de expressão, tal como o Pedro e eu? António Costa não tem o direito de escolher os ministros que quiser?
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De Nuno a 15.04.2020 às 13:35

Não. A esposa do ministro da economia não deve ser vice-presidente duma associação do mesmo sector. Cônjuges, pais, filhos, primos não devem ser membros do mesmo governo. Não devem nunca existir relações familiares/outras numa hierarquia (primeiro caso) e devem ser evitadas ao máximo em posições de alta responsabilidade (segundo caso).

E quem comenta tem todo o direito à sua liberdade de opinião e expressão, mas deve ser transparente quanto aos conflitos de interesse a que pode estar sujeito. Se a senhora foi apresentada como esposa do ministro, cada um tira as suas conclusões. Se foi apresentada apenas como vice-presidente da associação, não está a ser transparente. Se o entrevistador não sabia, devia tê-lo investigado, e referido no programa. Se ela não avisou o entrevistador, cometeu um erro ético grave.

Não basta ser honesto, é preciso parecê-lo. O meu empregador obriga-me a preencher questionários éticos que este (e muitos outros) governos em peso chumbavam. Mas lá está, eu não podia aceitar bilhetes para ir ao Euro.
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De Luís Lavoura a 15.04.2020 às 16:38

A esposa do ministro da economia não deve ser vice-presidente duma associação do mesmo sector.

!!! Queria que ela se divorciasse quando foi eleita vice-presidente? Ou queria que os membros da associação se recusassem a votar nela para vice-presiente?

Entendamo-nos claramente: estamos (ou queremos estar) num país livre. Num país livre os membros de uma associação são livres de escolher para vice-presidente quem quiserem. E num país livre as pessoas são livres de estarem casadas com quem quiserem.

Não podemos proibir a senhora de ser casada com quem é. Nem podemos proibir os associados de votarem para vice-presidente quem bem entendam.
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De Nuno a 16.04.2020 às 00:58

A senhora nunca se devia ter candidatado para a direcção. Se já fazia parte quando o marido foi nomeado ministro devia ter-se demitido.

A liberdade dos associados em votarem nela importa-me mesmo muito pouco aqui. Até porque é do seu interesse votar em quem lhes pode conseguir favores.

Isto não é complicado. A senhora é livre de casar com quem quiser, e os associados são livres de votar em quem quiserem. Mas a situação é sem sombra de dúvidas eticamente reprovável. E a solução é simples. Ela ou o marido demitem-se e vão às suas vidas.

Empresas privadas aplicam os standards que aqui refiro nas suas hierarquias, nas suas relações com fornecedores, etc. Eu não posso ser chefe da minha mulher no sítio onde trabalho. Não posso contratar-lhe serviços. Somos livres, competentes e não podemos fazê-lo por motivos éticos.

O dinheiro público (e além do governo, uma associação também tem benefícios públicos) deve ser gerido com o maior rigor e exigência.
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De xico a 15.04.2020 às 13:37

Mas quando faz elogios ou críticas deve juntar declaração de interesses.
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De Anonimus a 15.04.2020 às 09:20

Happy wife, happy life

(comentário da semana)
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De V. a 15.04.2020 às 11:10

Ah pois é: os vírus vão-se embora, mas as pragas ficam.
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De Anónimo a 15.04.2020 às 19:47

Típico aplauso de "claque" paga .
E com estímulos domésticos, certamente...
Um pouco estrídula, convenhamos.


JSP
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De João Sousa a 15.04.2020 às 20:55

O que me preocupa mais é conseguir imaginar Rui Rio dizer estas mesmíssimas palavras - e talvez com ainda mais fervor. Afinal, criticar o governo em "plena pandemia não é patriótico".

Já criticar - constantemente - um governo em pleno resgate financeiro, ainda por cima um resgate pelo qual não foi responsável, não lhe pareceu fazer tantas comichões...
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De Pedro Correia a 15.04.2020 às 22:33

Rio esgotou na primeira metade da década anterior a sua capacidade de criticar um Governo em funções. Foi extenuante, essa tarefa de se pronunciar várias vezes contra a coligação PSD/CDS entre 2011 e 2015.
Ainda não recuperou de todo. Daí o estilo zen que adopta agora. Por mim só posso desejar-lhe a continuação de um bom descanso.
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De Ana a 15.04.2020 às 22:13

Fico bastante impressionada com o post e os comentários. Penso que assim ser-se político equivale ao sacerdócio e a preparação deve começar de muito novo a fim de não se cometer algum pecadilho que mais tarde venha a ser denunciado. Qual é cidadão que nunca deixou de pagar IVA porque aceitou, quando tinha uma torneira a verter, que um sujeito lha compusesse sem passar factura? Se um dia imprevistamente chega a Ministro está frito. Relações familiares: acho que aos políticos devia ser vedado o casamento como aos padres. Resolveria muitos problemas.
Liberdade da Senhora em causa. O problema está mal posto, não tem nada a ver com liberdade de expressão. Ela diz o que lhe apetece e quem quer que seja pode gostar ou não e, mal ou bem, pode discordar e criticar.
Poucos podem ser políticos, o cidadão comum não pode.
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De Anónimo a 16.04.2020 às 18:38

Definitivamente não gosta dos meus comentários. Fará se fosse prejudicado desde 2008 com mil euros por mês.
Tudo o que seja de alfinetadas é para esquecer.
Cumps.
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De Pedro Correia a 19.04.2020 às 10:14

Se era para mim, não percebi.

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