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Então o problema não eram os refugiados?

por Sérgio de Almeida Correia, em 10.07.17

"Hungarian Jews said on Thursday Prime Minister Viktor Orban's billboard campaign against migration and foreign influence, using the image of US financier George Soros, was a proxy for antisemitism."

 

"Tensions between Israel and Hungary escalated on Saturday over anti-Semitic messages in the election campaign of Hungarian Prime Minister Viktor Orban, less than 10 days before Prime Minister Benjamin Netanyahu leaves for a diplomatic summit in Budapest.
Israel’s ambassador to Hungary, Yossi Amrani, released an unusually harsh statement calling on Orban and his party to remove posters published across the country against Hungarian-born Jewish-American billionaire George Soros. Figures in the Hungarian Jewish community said the ads are fueling anti-Semitic sentiment
." 

Desta vez as queixas contra o proto-fascista húngaro não vêm dos esquerdistas europeus, da oposição interna ou da União Europeia, que não compreende a situação da Hungria... 

 


15 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 10.07.2017 às 08:51

Perseguem -se sempre os refugiados, ou deixariam de o ser. Ser-se Judeu é ser-se refugiado. Ser-se refugiado é sentir-se como Judeu.
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De JSP a 10.07.2017 às 10:37

Ah! A História, sempre a (mesma) História...
E logo a da "Mitteleuropa" - que, contrariando a geografia, se estende até Odessa ( o que se compreende perfeitamente a partir do Gellert...).
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De P.I. a 10.07.2017 às 12:21

"o proto-fascista húngaro"

Tantas palavras "caras" para explicar uma coisa tão simples mas, há muitos que explicam, sem ser preciso meter os "proto-fascistas" , deixo exemplos:

https://www.youtube.com/watch?v=VgetGTGnPWU&t=143s
EU Threatens Poland, Hungary & Czech Republic | Open Borders | Migrant Crisis

Há quem explique de outra maneira:

"During this photo-op between Russian President Vladimir Putin and U.S. President Donald Trump, Putin couldn’t help letting his feelings be known about the globalist leaders gathered at the G20. A woman in the crowd asked Putin if he was smiling because he genuinely likes Donald Trump; Putin kept smiling but said,
“I am smiling because the New World Order is finished.”

"Putin and Trump were scheduled to meet for 35 minutes in Hamburg on Friday. But their first face-to-face meeting extended well beyond that, clocking in at two hours and 16 minutes. The two proud nationalists and defenders of their people found they had plenty to talk about."

http://yournewswire.com/patin-trump-g20-new-world-order/

Francamente e, para bem de nós todos espero que sim.

"There is no place for sovereign nations in the globalists’ vision of the future, according to Putin. And the Russian president pointed the finger of blame directly at the Rothschilds and their cabal of international elites."

“The Rothschild-cabal have infiltrated your government, your media, your banking institutions. They are no longer content with committing atrocities in the Middle East, they are now doing it on their own soil, desperate to complete the plan for a one world government, world army, complete with a world central bank." (Putin)

http://yournewswire.com/putin-new-world-order-final-masterplan/
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De Vlad, o Emborcador a 10.07.2017 às 17:33

Minha cara não existe nenhuma conspiração. Existe sim uma demanda pelo poder, pelo controlo, mas isso é biológico, como numa manada de touros e vacas, ou num bando de macacos...é natural, automático, mas não programado de fora. É o poder pelo Poder, mas a agenda que existe não é externa, mas sim interna, engramada na coisa dos genes....Procure a revolução em si, mude para o campo, seja autossuficiente, arranje uma horta e uma cabra, faça queijo e vinho. Plante umas macieiras, mas essa sua tarefa de querer mudar o mundo de tão grande, é arrogante, de tão complexa, é estupida....o mundo não mudará, ou mudará, quando cada um de nós e todos ao mesmo tempo decidirem mudar....Não dê importância a essa coisa do mundo e das suas gentes , pois as suas gentes e o mundo não querem saber de si...pare com essa Evangelização, ou vai para o Conde Ferreira, ou Custoias.

Já viu?

https://www.youtube.com/watch?v=Zx0f_8FKMrY
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De tric.Lebanon a 10.07.2017 às 14:22

se vem dos Judeus, então...em Portugal ainda estamos á espera que os Judeus exijam a Israel que entregue o candeio que fugiu das prisão portuguesa e se refugiou em Israel!!!´
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De Luís Lavoura a 10.07.2017 às 16:09

Queixas de judeus ou do Estado de Israel sobre o alegado antissemitismo de algo não me convencem. Preciso de ver explicitamente essa coisa para me convencer de que ela é mesmo antissemita. E em nenhum dos linques neste post vi esses cartazes.
Dizer mal de um judeu particular (no caso vertente, de George Soros) não é, à partida e só por si, antissemita.
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De Octávio dos Santos a 10.07.2017 às 20:42

Nesta situação há efectivamente um proto-fascista (ou mesmo fascista) húngaro (ou de origem húngara), mas não é Viktor Orban: é, sim, George Soros, colaborador dos nazis durante a Segunda Guerra Mundial, que ajudou a levar muitos judeus como ele para a morte em campos de concentração; que, depois, e em vez de ser julgado, condenado e fuzilado, tornou-se um bilionário especialista em especulação financeira, e que, como «passatempo», financia quase tudo o que é iniciativa, projecto, instituição extremo-esquerdista e disruptiva. Um pouco de rigor, se faz favor.
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De Terry Malloy a 11.07.2017 às 00:50

Qual das duas será Fake News? A postada ou esta seguinte?

"In Bizarre Confrontation, Israel Calls George Soros A "Threat To Democratic Governments"

In a bizarre diplomatic development, none other than the state of Israel has branded billionaire philanthropist George Soros, one of Hillary Clinton's most generous donors, a "threat", accusing him of "continuously undermining Israel's democratically elected governments" and saying that Soros-funded organizations "defame the Jewish state and seek to deny it the right to defend itself".

http://www.zerohedge.com/news/2017-07-10/bizarre-confrontation-israel-calls-george-soros-threat-democratic-governments

10.07.2017

Então o problema não eram os judeus?
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De Daniel Marques a 11.07.2017 às 21:13

Penso que é melhor o Sergio dedicar-se ao que sabe (Macau) e deixar a Europa Central para outros.

http://www.jpost.com/Diaspora/Chief-Rabbi-govt-at-odds-on-whether-anti-Soros-campaign-is-antisemitic-499199

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De Sérgio de Almeida Correia a 12.07.2017 às 11:59

"Late last month, Orban included Horthy, a Hitler ally, among those he called “exceptional statesmen” in Hungary for leading the country following the disintegration of the Austro-Hungarian Empire after World War I. Horthy signed anti-Jewish laws in 1938 and 1939, as well as in 1920."
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De Luís Naves a 12.07.2017 às 13:40

E ele a dar-lhe, insiste no erro. Aqui não existe nenhum anti-semitismo, há um conflito entre Orbán e Soros. Quanto a Horthy, foi derrubado no final de 1944 pelos alemães e por um grupo radical fascista chamado Cruz de Flechas, que desatou a matar judeus, eliminando metade da comunidade judaica e também ciganos (só judeus, morreram mais de 400 mil, mas sobreviveram outros tantos, porque os facínoras tiveram pouco tempo para realizar o trabalho). Na realidade, Horthy adiou o Holocausto na Hungria e talvez tenha evitado um cenário bem pior; o almirante adoptou leis anti-semitas, é verdade, mas aplicando-as de forma relutante e incompetente, por isso foi derrubado pelos nazis; protegeu pessoalmente muitos judeus e ordenou aos seus militares de confiança que protegessem judeus das elites; cometera antes o erro de se aliar à Alemanha nazi, foi copiosamente derrotado na Rússia e acabou detido pelos alemães, também ele deportado, mais a família, e feito refém num campo de concentração (dos mais suaves). Horthy era um aristocrata ultra-conservador, católico e admirador de Salazar. Quando o Holocausto se abateu sobre a Hungria, muitos judeus foram salvos por gente corajosa, incluindo uma família que escondeu em sua casa um jovem judeu chamado George Soros e que, muitos anos depois, foi tratada com desprezo pelo milionário. Dois diplomatas portugueses, agindo com conhecimento de Lisboa, também ajudaram a salvar vidas. Depois da guerra, capturado pelos ingleses, Horthy não foi julgado nem fuzilado, passou o resto da sua vida no Estoril, com a família sobrevivente, em tranquilo exílio, protegido pelos ingleses, com quem tentara fazer um acordo antes da queda. Era homem daquele tempo, aliás, do tempo anterior: quando declarou guerra aos EUA, já sob pressão alemã, o funcionário americano que recebeu a declaração ficou alarmado, julgando que se tratava de uma perigosa nação naval, pois era liderada por um almirante e, portanto, devia ter uma frota. Horthy morreu em Portugal e esteve sepultado muitos anos no cemitérios dos ingleses, em Lisboa. Não deve ser confundido com as forças verdadeiramente genocidas de extrema-direita, cujos herdeiros espirituais ainda existem, na forma de um partido (esse sim perigoso), o Jobbik, que já vi na imprensa internacional descrito como um grupo de gentis democratas, quase intelectuais, em que se depositam esperanças de que sejam capazes de derrubar a situação. Orbán não tem nada a ver com esta extrema-direita, sendo ele próprio conservador, não pode deixar de homenagear a figura melancólica e derrotada do almirante, quinta-essência de uma nação antiga, com o seu velho orgulho nacional.
O conflito a que se refere, portanto, não tem nada a ver com anti-semitismo. Isto é uma questão interna em que um dos lados, o sr. Soros, sendo judeu, reclama ser atacado por motivos raciais. Israel, como é evidente, não se mete neste assunto. Como há eleições em Abril, resta pouco tempo para derrubar Viktor Orbán, cujo crime, esse sim gravíssimo, foi o de aplicar políticas heterodoxas contrárias ao novo espírito financeiro, criando um imposto para bancos e esfolando as empresas que dispunham de rendas excessivas após privatizações corruptas, ao mesmo tempo que se recusava a cortar nas pensões, a despedir milhares de trabalhadores ou a baixar os salários. O que me espanta é que pessoas de esquerda não tentem estudar este caso. A estratégia funcionou (pleno emprego, crescimento asiático, investimento externo), e isso é imperdoável para os senhores do capital e, com estranheza minha, para os senhores da Comissão Europeia, que parecem estar ao serviço de interesses maiores. Orbán também está na linha da frente em outro conflito, sobre o equilíbrio de poder na União Europeia, neste caso aliado à Polónia, que deseja uma fatia mais substancial da influência sobre as instituições comunitárias e recebe em troca um tratamento que se dispensa geralmente a pequenos países irrelevantes. A Polónia devia ter sido uma das vencedoras da II Guerra Mundial, mas parece destinada a sofrer grandes humilhações. Enfim, essa é outra história. Em relação ao assunto do post, o Sérgio está equivocado e, como sugere Daniel Marques, devia escrever sobre os assuntos que domina, e são muitos.
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De Sérgio de Almeida Correia a 13.07.2017 às 11:10

Luís,
A explicação e a sugestão devem então ser dadas ao embaixador israelita e à imprensa de Israel. As afirmações são deles.
Até posso admitir que haja um conflito entre Órban e Soros, mas se fosse só isso então não se perceberia a posição das organizações judaicas húngaras, nem do representante oficial de Israel.
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De Daniel Marques a 18.07.2017 às 17:22

Caro Sergio,

Devemos evitar analises simplistas:

https://www.theguardian.com/world/2017/jul/18/orban-promises-netanyahu-he-will-protect-hungarys-jews

https://www.nytimes.com/2017/07/17/opinion/george-soros-israel-hungary.html

O antissemitismo na Hungria é bastante visivel e presente. De este modo qualquer discussão que involva um judeu facilmente se complica porque se debate tudo menos o tema em questão. Isto nem sempre funciona contra os judeus porque muitas vezes estes estão do lado do status quo e a confusão criada é uma forma facil de parar as reformas. O que é certo é que há diferenças politicas bastante relevantes entre a "intelligentsia" (onde ha uma presenca desproporcional de judeus) e o hungaro medio (sobretudo os da provincia). Face à força dos numeros a "intelligensia" tem insistido em utilizar a opinião publica internacional como balança sujando Orban e salpicando os Hungaros - abrindo assim a porta a ainda mais populismo. Eu penso que Soros nunca foi uma criatura recomendavel e não sei se esta a tentar redimir-se dos pecados passados ou apenas quer passar essa imagem. Sei tambem que financia Há alguns antissemitas que partilham da minha opinião. Serei eu por absorsão antissemita?
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De Daniel Marques a 19.07.2017 às 17:52

Saltei uma frase...
Sei também que financia partidos (neste caso a oposição, que um dia será governo) situação que não é admissível em nenhuma democracia ocidental e não pode ser tolerada na Hungria.
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De João Pedro Pimenta a 13.07.2017 às 13:36

Claro que são os refugiados, porque, como se sabe, países como a Hungria não sofreram atentados terroristas porque tiveram a "coragem" de não os acolher. O que ainda não explicaram é porque é que as terras que mais refugiados comportaram, como a Grécia e a Itália, também não sofreram atentados. De resto, a linguagem relativa aos refugiados hoje não é muito diferente da que se usava em relação aos judeus nos anos trinta.

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