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Delito de Opinião

Então e o PAN?

jpt, 08.10.19

Na azáfama dos resultados eleitorais o PAN, apesar de crescer bastante, perdeu alguma visibilidade. As pessoas discutem o comentador Ventura do CHEGA (João Pedro George mostrou impressivos trechos do seu romance), a não-única nem primeira deputada negra do LIVRE (Alexandre Pomar é proto-lapidado por se incomodar com a sua gaguez, Paulo Pedroso saúda a sua proposta de uma nova lei de nacionalidade - o desvelo do PS com o PEV, perdão, com o LIVRE é notório) e há vários encomiásticos perfis biográficos do deputado Cotrim de Figueiredo, do IL, para além de inúmeras notas sobre as minudências dos partidos maiores.

Nisso esquece-se o PAN. E só agora percebo que em Setúbal os eleitores elegeram esta Cristina Figueiredo. No passado 30.9 partilhei no meu mural de Facebook este trecho de entrevista, espantado com a impreparação, o vácuo e a arrogância desta candidata, denotativos do pobre partido em que havia surgido. Mas nunca me passou pela cabeça que viesse a ser eleita. E foi! Os eleitores de Setúbal puseram esta mulher no parlamento. E ela não vem das "juventudes" nem é familiar de algum poderoso dos aparelhos dos grandes partidos que a houvesse colocado num qualquer lugar laboral, como tão costume vem sendo. É um rosto de um novo partido.

Que catastróficos plantéis, pessoais e intelectuais, dos partidos tradicionais para que a "novidade" atractiva seja esta. Patética.

5 comentários

  • Sem imagem de perfil

    09.10.2019

    " a maioria dos deputados eleitos, pela generalidade dos partidos - mas com amplo destaque para o PS e para o PSD - é tão impreparada, tão vácua,...," Penso que está a exagerar bastante.
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    jpt 09.10.2019

    Eu estou com o comentador Zé. Poder-se-ão criticar os deputados mas raros serão os que nem sequer sabem as medidas dos próprios partidos ...
  • Sem imagem de perfil

    09.10.2019

    Pois, mas isto do PAN começa a chatear-me. Há muita gente que ama (digo ama, não só gosta) os gatinhos e os cãezinhos a ponto de os equiparar a pessoas. Eu não sou capaz de maltratar animais mas detesto bicharada em casa ou por perto. Mas começam a ser admitidos nas lojas e estabelecimentos sem que ninguém proteste. Pior, gostam. Por exemplo, hoje não entrei num estabelecimento porque estava um grande cãozarrão à porta (e uma senhora com a respectiva trela) mas já dentro da loja. Ninguém protestou, pelo contrário, todos os que saíam acariciavam o bicho faziam-lhe festas. Eu era o único descontente. Meti o rabo entre as pernas e afastei-me, convencido de que se refilasse e exigisse o cumprimento da lei ainda era maltratado. Há muita gente que vota nas Cristinas Figueiredos. Porquê??
    Quando teremos um Bicho em Primeiro Ministro?
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    Rui Henrique Levira 13.10.2019

    Caríssimo, há uma regra de dois simples que nunca devemos esquecer:
    A) Quem começa a tratar animais como pessoas invariavelmente acaba a tratar pessoas como animais (confirme-se com o PAN e quejandos além-fronteiras);
    B) Quem trata crianças como se adultos fossem inevitavelmente acaba a tratar adultos como crianças (veja-se a magnífica prestação da vetusta e mui eloquente Greta na ONU, faena com direito a saída em ombros e aplauso geral e com uma braçada de orelhas de tenrinhos líderes internacionais metida no regaço).
    E, já agora, para Primeiro-Ministro eu proponho o lince da Malcata: dada a inexistência do bicho, os nossos ouvidos agradecerão o serem poupados ao paleio da treta.
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