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Enfim, um deputado liberal

por Pedro Correia, em 08.10.19

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Está de parabéns o Carlos Guimarães Pinto. Não foi eleito deputado mas viu a sua Iniciativa Liberal chegar à Assembleia da República logo à primeira tentativa, com um representante por Lisboa. Portugal era até agora o único país europeu sem uma força assumidamente liberal no seu parlamento. Esta lacuna acaba de ser preenchida. Apesar de a IL ter sido ignorada pela generalidade dos órgãos de comunicação social durante a campanha - designadamente pelas televisões, que voltaram a mostrar-se incapazes de seguir novos trilhos informativos, apostando sempre e só nos consagrados.

Tenho grande apreço pelo Carlos, que já escreveu como convidado especial no DELITO DE OPINIÃO e teve a amabilidade de ajudar a promover o nosso livro. Daqui lhe mando um forte e merecido abraço.


76 comentários

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De Pedro Correia a 08.10.2019 às 08:44

O lilberalismo, sem aspas, é a segunda mais forte corrente europeia. E também aquela que mais cresce - como ficou comprovado em Maio, na eleição para o Parlamento Europeu.
Que Portugal tenha sido o último parlamento na UE com um partido assumidamente liberal é uma das aberrações do nosso desequilibrado sistema político.
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De Miguel a 08.10.2019 às 08:49

A Europa está numa crise profunda. Por que será?
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De Pedro Correia a 08.10.2019 às 09:11

Quando é que a Europa não esteve numa "crise profunda"?

A América Latina não está numa crise profunda?
O Médio Oriente não está numa crise profunda?
O continente africano não está numa crise profunda?
A China e outros países do Extremo Oriente não estão numa crise profunda?

E o que é isso tem a ver com a eleição do primeiro deputado assumidamente liberal no parlamento português, dando enfim voz àqueles cidadãos desta área política que não estavam representados na Assembleia da República?
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De Miguel a 08.10.2019 às 10:25

Está bem, Pedro, não se enerve. No pasa nada. Ah, a saga heróica da humanidade: sempre em crise, sempre a superar-se. Até ver. Para uma leitura que estimula a imaginação aconselho um clássico quase esquecido vindo lá das brumas que envolvem a pátria do liberalismo: "Last and First Man", de Olaf Stapledon.

(O que é que o deputado liberal tem a ver com tudo isto? Nada. E essa é, diria eu, a principal disfuncionalidade do nosso sistema político. E produtivo)
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De Vorph Valknut a 08.10.2019 às 09:17

O que é o liberalismo?
É pagarmos, com os nossos salários "da treta", tudo, como a Educação, Saúde? É privatizarmos sectores estratégicos, que asseguram a soberania nacional, como a distribuição, produção de Electricidade? Toda a Banca? As Águas?

O problema do nosso atraso não está no sistema político. O problema está no nosso atraso enquanto cidadãos. Ninguém pensa, não por ausência de tempo, mas por ausência de vontade.

Mudem - se as gentes, e o país mudará também.
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De Pedro Correia a 08.10.2019 às 09:21

O que é a soberania nacional?
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De Vorph Valknut a 08.10.2019 às 12:04

Isso é muito complicado e levava muito tempo.

Poderei, se me permite, defini-la pelo seu contrário ("do tipo: luz, é ausência de escuridão, dor, ausência de prazer). Assim, Soberania nacional seria algo que Portugal não tem. Algo relacionado com independência, no sentido de termos, em nossas mãos, o destino da nação, a liberdade de escolhermos o nosso caminho.

Passa até por aqui, essa Soberania. Vê, é tema muito demorado e aborrecido.

https://edition.cnn.com/2019/09/12/business/china-pork-reserves-african-swine-fever/index.html


It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate,
I am the captain of my soul.

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De Pedro Correia a 08.10.2019 às 12:11

Isso equivale ao argumentário dos conservadores britânicos em defesa do Brexit, sedentos de "soberania nacional".
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De Luís Lavoura a 08.10.2019 às 10:27

A Iniciativa Liberal não propõe que paguemos com os nossos salários a educação e a saúde. Propõe sim que, mantendo o financiamento do Estado, haja liberdade de escolha dos prestadores de educação e saúde. Ou seja, que as pessoas possam escolher a que prestador de cuidados de saúde recorrer, e escolher em que escola inscrever o seu filho, mas mantendo-se o pagamento (essencialmente) no Estado.

O setor "estratégico" da eletricidade já hoje se encontra totalmente privatizado, e o setor "estratégico" da banca também é quase totalmente privado, e ninguém pode dizer que daí advenha qualquer mal especial.
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De Miguel a 08.10.2019 às 12:45

Socializar os custos, privatizar os lucros. Nada de novo a sudoeste.
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De Anónimo a 08.10.2019 às 15:02

A banca é controlada pelo BCE e as suas impressoras , a energia é controlada pelo poder político por via da legislação e "Entidades" e "Autoridades" , até o preço da RTP vem na factura.


lucklucky
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De Vorph Valknut a 08.10.2019 às 18:18

Luís Lavoura, a traços largos o programa da IL não é mau. Estou só com uma dúvida. O Ricardo Arroja faz parte do Partido? Se fizer sustento o que afirmei
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De Luís Lavoura a 09.10.2019 às 09:22

Não faço ideia se Ricardo Arroja é membro da IL ou não. Pergunte-lhe a ele.
Eu não sou nenhum manda-chuva da IL para poder espiar a lista de membros do partido.
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De Tiro ao Alvo a 08.10.2019 às 13:34

Toda a Banca? Para os Partidos meterem lá os seus boys? Para esses gestores darem largas à vaidade e servirem quem os indicou? Para arrajarem operações bancárias mais do que deficitárias e exigirem mais e mais impostos de todos, especialmente dos mais desafavorecidos?
Que Deus nos acuda!
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De Anónimo a 08.10.2019 às 15:15

E não é isso que acontece com ela "privatizada", mais é toda do Estado porque se a executasse as dividas da mesma ao Estado não ficavam pagas...

WW
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De Pedro Correia a 08.10.2019 às 15:19

Corram com todos. Façam uma purga, uma depuração, à moda da extrema-esquerda.
No final ficam muito poucos mas todos muito puros. Talvez só dois, a dançar o tango: Rio e o secretário-geral Silvano, esse grande exemplo de ética política, que "assinava" folhas de presença em São Bento quando estava a 300km do parlamento.
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De Vorph Valknut a 08.10.2019 às 18:13

Tiro, toda não. Haver um Banco de Fomento dedicado às PME e não ao crédito puro e duro.

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