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Empate técnico.

por Luís Menezes Leitão, em 10.09.14

 

António Costa julgava que os seus debates com Seguro seriam um passeio, pelo que ontem entrou displicente, tendo saído completamente esmagado. Por esse motivo, hoje percebeu que tinha que entrar ao ataque e foi o que fez, mas nunca conseguiu encostar Seguro às cordas. Costa conseguiu marcar alguns pontos, especialmente quando desvalorizou as propostas de Seguro, mas este deu-lhe o golpe mais forte da noite, quando lhe disse que Costa estava à varanda do município, tendo este ficado sem palavra. Resultado final: um empate técnico, com uma vantagem quase imperceptível para Seguro.

 

Depois da derrota estrondosa no primeiro debate, Costa precisava de ganhar o segundo e não o conseguiu, reforçando a opinião que corre de que todos os dias perde terreno. Pessoalmente acho que Seguro se apresenta nos debates mais bem preparado, sendo confrangedor ver o vazio total do discurso de António Costa. Hoje acrescentou à sua "agenda para a década" a "fisioterapia". Mas penso que os apoios que António Costa tem na comunicação social vão-lhe permitir fazer a quadratura do círculo de ganhar estas primárias, mesmo perdendo todos os debates. O PS é que de debate em debate vai perdendo as próximas eleições. No fim disto, quem vai precisar de "fisioterapia" é o PS, quando António Costa lhe apresentar "uma agenda para a década" de oposição.

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5 comentários

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De sergio filipe a 10.09.2014 às 22:17

Bem, mas uma vez o autor deve ter andado a ver a RTP memória... por isso é que o mundo não se vira... há pessoas que conseguem ver o invisível! Bem, assim seja!
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De a De a 10.09.2014 às 23:12

Por acaso parece ser fácil ser objectivo num confronto de peladinha, desde que não se pertença a nenhuma família.
Estes debates do PS são isso mesmo, uma peladinha de amadores, coisa muito fraquinha, que até mete vergonha de ver.

Luís Leitão tem feito uma análise mais ou menos objectiva, para quem já se mostrou aqui crítico à lamentável actuação de Costa no município lisboeta.

Agora, ninguém tem culpa que estes debates não tenham mostrado mais do que Costa é - uma invenção oca da comunicação social, cheia de lugares vazios.
Se o PS queria um líder salvífico, certamente que não o vai encontrar em Costa, por muito que os seus apoiantes queiram cavalgar a mudança, um regresso ao passado socretino.

Costa não tem programa, não tem discurso, não tem nada, era apenas o nomeado para a sucessão natural do estado a que isto chegou, já que todos sabiam que Seguro era um bom choninhas para aguentar a herança socretina.

Costa não fala da dívida, tal como Sócrates, para ele a dívida não existe, porque está cheio de crédito passado pelos históricos da ruína socialista.
Mas Costa não é Sócrates, é pior que Sócrates, nem sequer tem nenhum choque, não tem choque tecnológico, não tem choque social, não tem choque fiscal, não tem nada.
Como qualquer líder salvífico, os crentes acreditam no nada, porque esse nada pode afinal transformar-se em tudo.

Quanto a Seguro, apresenta pouco, mas curiosamente, o pouco que tem parece muito face ao nada de Costa. Estranhamente, ao impor-se perante o "eleito" da história socialista, faria o PS ganhar um ascendente muito maior.

Porque, sejamos claros, se Costa ganhar, é o passado do PS que ganha, e é desse passado que o país se quer livrar, porque afundou-nos até à medula.
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De Vento a 10.09.2014 às 22:36

Não vi nem técnica nem empate por parte de Costa em mais este round.

Ficou claro que Costa pretendia comprometer o projecto de Seguro com propostas do passado. Mas Seguro não só disse que "não enjeitava o passado como também não traria o passado para o PS do presente" (mensagem forte).

E provou, e bem provado, que na realidade o seu projecto é o projecto do PS com Seguro. Desde logo a agenda económica com base na reindustrialização, com enfoque nos sectores tradicionais, têxteis e do calçado, que na realidade são sectores onde temos possibilidade de dar cartas no mundo, potenciando-os mais, mas também na agricultura, reduzindo a dependência alimentar, e por último no que parece ser pouco conhecido, o sector tecnológico que a nível de software damos tareia em quem quer se nos apresente pela frente (SEM DÚVIDA). Precisamos de canais governamentais que não olhem só para as empresas ditas de referência que até usam os serviços desses outros que dão cartas mas não são conhecidos.

Mas também provou que o caminho de mudança que hoje a Europa começa a preconizar é a voz dele mesmo, de Seguro, e de uns poucos na Europa. Recordo a sua visita à Alemanha onde falou com seu hómologo.

Costa tentou buscar o artigo 76º do "contracto de confiança" para tentar ridicularizar o conteúdo, mas só demonstrou que ignora que hoje a ONU, com poucas notáveis excepções, não passa de uma organização de lóbis muito perniciosa para o desenvolvimento humano e para a paz mundial.

Mas Seguro também revelou que a janela da CML não é suficientemente ampla para que Costa o derrote, e não vai derrotar.

Por último, entre outros aspectos que não refiro, Costa procurou gerir o tempo para terminar com a postura de uma espécie de PR tentando dizer que Seguro no debate anterior centrou-se em temas de somenos importância e de forma pouco democrática. Mas não é correcto porque o carácter também é objecto de avaliação em matéria política. Ele tentou jogar com a retórica de que se julga hábil e Seguro deve tirar-lhe esta vaza no próximo debate, deve embaraçá-lo para o fazer consumir tempo.

Seguro deve ter em atenção que o espírito crítico no eleitorado luso ainda se baseia numa espécie de marialvismo, e deve corrigir, soltando, as suas expressões faciais.

Espero que todos tenham visto que nasceu um político num terreno de pedras. E Passos, que já não é, já foi.

Espero que no final dos debates façam uma nova sondagem para verificar que os portugueses revelarão uma maior alento, por esta postura de Seguro.

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De Mário Pereira a 10.09.2014 às 22:59

«Pessoalmente acho que Seguro se apresenta nos debates mais bem preparado, sendo confrangedor ver o vazio total do discurso de António Costa.»

Não é uma questão de opinião, é um facto.
É talvez surpreendente e, principalmente, decepcionante para os "notáveis" apoiantes do Costa, desde os amigalhaços da comunicação social até à brigada do reumático, mas até agora, mais de três meses e dois debates depois do o Costa ter desafiado o Seguro, ainda não se conseguiu perceber o que é que ele tem a mais que justifique a mudança de liderança.
Começo a duvidar de que o consiga nas duas semanas que faltam. O homem não parece mesmo ser capaz de dar mais que aquilo.
Estou tão farto de ver vagas de fundo em torno de políticos que não têm arcaboiço para as justificar...


Hoje acrescentou à sua "agenda para a década" a "fisioterapia". Mas penso que os apoios que António Costa tem na comunicação social vão-lhe permitir fazer a quadratura do círculo de ganhar estas primárias, mesmo perdendo todos os debates. O PS é que de debate em debate vai perdendo as próximas eleições. No fim disto, quem vai precisar de "fisioterapia" é o PS, quando António Costa lhe apresentar "uma agenda para a década" de oposição.
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De Luis B. Coelho a 10.09.2014 às 23:16

Discordo totalmente, ou não vimos o mesmo (2°) debate?
Parece-me até que Costa se saiu bem no episódio da janela que insultava os autarcas do País.

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