Em ritmo de caracol cansado

A 21 de Maio, em entrevista à SIC, André Ventura apressou-se a anunciar a formação de um «governo sombra» comandado por ele e composto sobretudo por «nomes de fora do partido». Intitulando-se «líder da oposição».
Passaram quarenta e nove dias. Até hoje, nem o mais remoto vestígio do tal «governo sombra» (ou sombrio). Que até daria jeito nestes dias de tanto sol.
Imaginemos um primeiro-ministro Ventura a comportar-se assim: rápido, só a falar. Quando toca a agir, segue em ritmo de caracol cansado. O País que espere.
Convém anotar, a propósito: «líder da oposição» é coisa inexistente. Ventura lidera o partido dele, nada mais. Em Portugal, felizmente, não há oposição monolítica: existem oposições diversas e plurais.

