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Em que ficamos?

por Sérgio de Almeida Correia, em 17.07.15

"Por acaso, a ideia para o fundo de privatizações da Grécia, o trust de 50 mil milhões de euros que vai absorver o espólio que for vendido nos próximos anos, foi ideia do primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, revelou Donald Tusk, o presidente do Conselho Europeu. O primeiro-ministro português disse na segunda-feira que a ideia foi sua."


8 comentários

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De José António Abreu a 17.07.2015 às 19:13

Luís:
O Passos disse que a sua ideia foi dividir o fundo em duas partes de 25 mil milhões, com uma delas destinada à banca. Nunca afirmou ter sugerido a ideia do fundo.
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De José António Abreu a 17.07.2015 às 19:13

Aliás, Sérgio. (Desculpa.)
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De Terry Malloy a 17.07.2015 às 23:12

Isso é uma pequena tecnicalidade. O ódio passa sempre por cima dessas minudências.
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De Sérgio de Almeida Correia a 18.07.2015 às 16:47

“O primeiro sinal de que tal poderia ser aceite foi uma mensagem escrita do primeiro-ministro holandês, [Mark] Rutte. Quando lhes mostrei a proposta de Rutte de que 12,5 mil milhões do fundo poderiam ser usados para pagar a dívida e que 12,5 mil fossem para o investimento, ninguém se mostrou particularmente impressionado, mas a partir daí ficou em cima da mesa”

"Devo dizer até que, curiosamente, a solução que acabou por desbloquear o último problema em aberto quanto à utilização do fundo partiu de uma ideia que eu próprio sugeri. Até tivemos por acaso uma intervenção que ajudou a desbloquear o problema", afirmou o PM português

http://www.tvi24.iol.pt/politica/internacional/passos-coelho-por-acaso-nao-foi-ideia-dele?utm_campaign=ed-tvi24&utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_content=-post
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De Jorge a 17.07.2015 às 23:52

Parece que a ideia foi mesmo dele mas o twitt foi do pm Holandês. A cm Portuguesa nāo descansa enquanto não arranjar algo nesta história em que possa atacar o Passos. Depois disto, será vez do : a ideia é de quem a escreveu.
Nem sequer percebem que o Passos só disse que a ideia foi dele porque o imbecil do Costa passou o último mês a dar a entender que a Grécia só não chegava a acordo com a europa por causa de Portugal.
É demasiado óbvio que o lider socialista é mau demais para ser verdade. É pena que a cm Portugesa também o seja.
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De William Wallace a 18.07.2015 às 00:34

Criam um fundo que já está deficitário á partida !

Mais um esquema semelhante aos anteriores e que não deram em nada, austeridade feita por tecnocratas DOLOSOS na sua actuação e que SABEM que para se pagarem dividas não se podem retirar meios para se pagarem as dividas.

Mas como já disse, esta falsa austeridade não serviu para nada mais do que recapitalizar o sistema financeiro de alguns países (os que emprestaram) e passar a factura directamente para as populações de cada País que foi "ajudado" e ainda houve um bónus que é o destruir das economias desses Países eliminando a sua capacidade de concorrência.

Se antes nos deram dinheiro para não produzirmos e não sermos incómodos, agora tiram-nos tudo que poderia permitir uma recuperação económica que permitisse pagar as "dividas".

Basta ver que entre os Países "resgatados" na Irlanda, Espanha e Chipre ( sendo que no Chipre nem se incomodaram em camuflar a coisa, foram logo directos aos depósitos bancários ) que a totalidade do dinheiro "emprestado" foi para garantir que a banca local e a montante a alemã / francesa / helvética / americana não entra-se em falência real e que em Portugal e na Grécia todos os bancos foram alvo de intervenção com os contribuintes a serem directamente responsabilizados pelas irresponsabilidades do sistema financeiro mundial que vive sem regulação e cria todos os dias cada vez mais dinheiro virtual.

Até no UK a "austeridade" adoptada serviu os mesmos propósitos.

E agora só falta estoirar a bolha do Quantative Easing QE ) e o seu prenuncio vem da China devido á impressão maciça de dólares pelos USA através do seu programa de QE .

Só acredita quem quer mas há muita gente a acreditar naquilo que nos vendem a toda a hora e em qualquer sitio tal qual uma lavagem cerebral.

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De lucklucky a 18.07.2015 às 16:16

Extraordinário, você critica o dinheiro virtual e a "austeridade".
Tudo e o seu contrário convivem. Ou o dinheiro virtual já pode existir quando é conveniente?
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De William Wallace a 19.07.2015 às 00:21

Luck a maneira como elabora os seus juízos de valor e certezas sobre outrem revela uma enorme falta de maturidade, não leve a mal mas é o que me parece.

Em relação à "austeridade" de facto ela não existiu e é por isso que caso tudo se desenrole como até aqui Portugal está no caminho da Grécia, tenho poucas dúvidas acerca disso, aliás muitos outros países (França / Itália por ex.) debatem-se com problemas similares (desemprego, impostos asfixiantes, fuga de talentos, fuga ao fisco através de engenharia fiscal, etc ) e que só ainda não tiveram maiores ecos porque são potências e têm (ainda) recursos e MEIOS para ir mantendo o barco a navegar.

A austeridade é um termo muito lato e que serve para esconder que os poucos cortes que foram feitos na despesa incidiram sobre rendimentos das pessoas / trabalhadores em 1ª ordem e pelo meio lá houve um lampejos de querer mexer em algumas coisas mas que foram prontamente travados (ver demissão forçada do Secretário de Estado da Energia).

Ora para mim austeridade ou racionalização termo que prefiro deveria ter incidido em 1º lugar sobre os gastos supérfluos do Estado e Rendas a que o mesmo tem de ocorrer e só depois de esmiuçar bem tudo se deveria (poderia) ter ido aos rendimentos das pessoas fosse por cortes de vencimento / despedimentos / mobilidade / aumento de impostos e de certo todos teriam ficado contentes e apoiariam inequivocamente este caminho (mesmo que atingidos).

Austeridade não é uma sopa pagar de iva tanto como uma mala LV, tempos excepcionais requerem medidas excepcionais mas com lógica facilmente perceptível pela maioria da comunidade.

O único aspecto em que me pode contradizer é que esse tipo de reformas / alterações poderiam (eventualmente) levar mais tempo mas foi para isso que pedimos ajuda (para nos AJUDAREM) não para nos encravarem ainda mais como aconteceu, foram mais 4 anos perdidos e que custarão (se houver essa hipótese ) ainda mais a recuperar.

Quanto ao dinheiro virtual não concordo, seja por que motivo for, horroriza-me a ideia de existir riqueza criada a partir do nada e o que lhe posso dizer é que isso trará ainda mais deflação apesar de a mesma aparentemente ter sido contida, ora ela não foi contida, foi camuflada e quando voltar será em força á excepção de alguns artigos que serão obviamente os que contemplam as necessidades humanas básicas (alimentação, energia, saúde) que terão preços / custos incomportáveis para a maioria da população.

Parece ser um cenário catastrofista mas de acordo com a evolução dos acontecimentos no passado recente e presente, se nada se alterar tudo indica
que o futuro será esse.

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