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Em louvor às ditaduras

por Pedro Correia, em 04.09.19

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Na baixa de Coimbra encontrei este pendão que grita pela solidariedade com a Venezuela.

Não com o povo venezuelano, mas com o Governo que oprime esse povo, condenando-o à ruína e à miséria.

 

Desde 2014, o produto interno bruto venezuelano caiu 50% e a inflação este ano já disparou acima dos 1.500%, colocando este país - que dispõe das maiores reservas petrolíferas do planeta - num triste máximo mundial. O salário mínimo mensal caiu para o equivalente a dois dólares, pouco mais de dois euros: não chega sequer para comprar um quilo de carne ou uma dúzia de ovos. A moeda oficial do país, o bolívar, praticamente desapareceu de circulação: as escassas trocas comerciais entre venezuelanos são feitas na divisa norte-americana tão diabolizada na retórica do regime.

Devido às migrações em massa, que já levaram à fuga de mais de quatro milhões de pessoas para os países vizinhos para fugirem à fome, a Venezuela perdeu pela primeira vez população desde 1950. Quase dois terços dos que restam perderam em média 11 quilos no ano passado devido ao acesso muito insuficiente a bens alimentares essenciais.

«A melhor demonstração de que os povos também podem retroceder da civilização à barbárie é o que ocorre precisamente na Venezuela», escreveu há dias Mario Vargas Llosa.

 

Em Coimbra grita-se «Não à agressão contra a Venezuela». Mas iludindo a verdadeira agressão: a do Governo criptocomunista de Nicolás Maduro contra os venezuelanos. O pendão que fotografei foi colocado pelo fantasmático "Conselho Português para a Paz e a Cooperação", organização-satélite do Partido Comunista, como o partido PEV e uma tal "Intervenção Democrática" que tem há anos uma "página em construção" na Internet.

Daqui a 48 horas vai ser inaugurada mais uma Festa do Avante! onde estará em destaque um pavilhão destinado a glorificar as magníficas "conquistas" do déspota de Caracas. Não faltará certamente outro pavilhão em louvor e glória da tirania comunista vigente na China desde 1949. Nem as habituais jaculatórias a Cuba (oprimida desde 1959 pelo partido único, comunista) e à Coreia do Norte (asfixiada desde 1948 pelo partido único, comunista), congregadas por laços de fraterna camaradagem aos congéneres portugueses.

Como diz António Costa, não existe partido tão previsível como o PCP. Capaz de se insurgir contra todas as ditaduras - excepto as ditaduras dos comunistas e seus parentes próximos que vão celebrando de festa em festa.


32 comentários

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De Vorph Valknut a 04.09.2019 às 11:52

Isto é tudo muito complicado, como diria o Camilo de Oliveira, não o Mortágua. De um lado, um poeta, corrupto em actos e palavras, feito em camião, que deificou Chavez e lhe falava, por intermédio, de um passarinho colorido.

E depois, do outro, há também a história da Venezuela, país que antes de Chavez era uma plutocracia, corrupta, com níveis de pobreza altíssimos, e uma assimetria social humilhante. Foi precisamente esta "pobreza democrática", apoiada pelas altas instâncias (silenciosas no massacre Caracaço, enquanto se vendiam, ao estrangeiro, os recursos venezuelanos) que causou o golpe de Chavez, assim como o seu posterior apoio popular permitindo , primeiro, a sua libertação do presídio, e depois vencer as várias eleições contra a vontade e a interferência dos EUA.

É claro que a miséria actual, na Venezuela, é indesmentível , mas não é tão evidente, ou perceptível uma perda significativa, pelo regime, do apoio popular. E porque será, pergunto? Imagino que o seja porque grande parte da população vive miseravelmente, como nos tempos de Caldera, ou Perez. Explorados, sempre, por uma minoria corrupta, não verá grande diferença entre uns e outros, e secretamente, consideram mais justos , mais "democráticos", estes tempos, em que a única coisa que se democratizou, e se democratizará em países, como a Venezuela, é a pobreza.

Talvez os pobres, que sempre o foram, desde o berço do país, tirem, agora, certo prazer ao verem os que outrora lucraram, com as suas misérias, viverem, hoje, miseravelmente, como eles.

Talvez a Venezuela viva aquela anedota estónia, onde um mago, surgindo perante um lavrador pobre, diz que lhe concederá um desejo, com a condição de o dar, em dobro, ao seu vizinho, tendo-lhe respondido, dito lavrador, que lhe arrancasse um olho.

Quanto à miséria (do povo venezuelano) é muitas vezes instrumento político para jogadas políticas. Se assim não fosse como se explica :

https://www.google.com/amp/s/amp.theguardian.com/world/2019/aug/09/un-rights-chief-decries-latest-us-sanctions-venezuela-michelle-bachelet



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De Pedro Correia a 04.09.2019 às 14:25

"Graças" à dupla Chávez-Maduro, vinte anos depois, a Venezuela é uma plutocracia ainda mais corrupta, com níveis de pobreza ainda mais altíssimos, e uma assimetria social ainda mais humilhante.
Na prática, tornou-se uma ditadura militar. Não por acaso, as únicas imagens de Maduro que são difundidas há largos meses mostram-no sempre rodeado de tropa armada até aos dentes.
Um caudilho com pés de barro. Incensado até aos confins da idolatria pelos comunistas do mundo inteiro. Começando pelo PCP.
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De Pedro Correia a 04.09.2019 às 17:29

Dois pesos, duas medidas.
Como dizia o outro: «Para os amigos [e camaradas], tudo; para os inimigos, nada; aos outros, aplica-se a lei.»
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De Vorph Valknut a 04.09.2019 às 14:35

"Talvez os pobres, que sempre o foram desde o berço do país, tirem, agora, certo prazer, ao verem os que outrora lucraram com as suas misérias, viverem como eles."
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De Pedro Correia a 04.09.2019 às 17:30

Hum. Conheço essas palavras de algum lado.
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De V. a 05.09.2019 às 01:05

"E porque será, pergunto?"

Porque vivem do favorecimento que o funcionalismo público lhes dá — como cá.

Mas para os outros é só um narco-estado violento, uma favela gigantesca e violenta governado por militares sem escrúpulos que dispõem de tudo e de todos. São esses que mandam em Maduro e essa é a verdadeira herança de Chávez: uma coisa abjecta, populista e medonha.

A Venezuela é o exemplo de como seria todo o Mundo Novo se não fosse o Canadá e os EUA.
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De Pedro Correia a 05.09.2019 às 09:23

Falta mencionar a Guiana Francesa, colónia num século "livre de colonialismo".
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De António a 04.09.2019 às 14:20

O BE não é melhor, apenas sabe mais de marketing. No Insurgente está uma referência à opinião de Catarina Martins sobre o problema de termos barragens a mais - é que a água nas barragens evapora. Lindo. Parece a loura da anedota, que ao saber que o petróleo irá acabar suspira de alívio porque o seu carro anda a gasolina, e não a petróleo. E pelos vistos há 10% de portugueses que também acham que o lugar da água é na torneira, não nas barragens. Sim, o PCP é previsível, mas destas não diz.
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De Pedro Correia a 04.09.2019 às 14:26

Neste caso falo da Venezuela e do PCP com os seus numerosos (e cada vez mais microscópicos) apêndices.
Sobre o BE haverá outra ocasiões para falar. Como já houve, nomeadamente no fracassado romance que este partido manteve com o Syriza grego.
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De António a 05.09.2019 às 14:48

Pois seja assim. Quando do 25 de Abril estava no Alentejo, deu para perceber o que é o PCP e o que quer, e do que é capaz. Fiquei vacinado.
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De Pedro Correia a 13.09.2019 às 10:50

Calculo. Deve ter sido uma aprendizagem intensiva. Daquelas que jamais se esquecem.
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De Vorph Valknut a 04.09.2019 às 17:23

Pensando como a pobreza, geral, pode servir de garantia a um Regime, como o venezuelano:

- usado (o regime) pela maioria, como instrumento de uma "justiça" vingativa sobre uma minoria, considerada, aproveitadora das misérias do país.

- como instrumento de vingança pessoal, mesquinho, seguindo uma lógica de não lutar pelo que se gostaria de ter, mas sim de impedir que os outros venham a ter, ou percam, o que se desejaria, mas intimamente, conscientemente, ou não, se sabe não ser merecedor , ou capaz de possuir o materialmente desejado.

A crise pode assim despoletar, paradoxalmente, cumplicidades, deste género, que implementam regimes de empobrecimento geral. A Infelicidade é mitigada se todos forem miseráveis.

A melhor forma de os combater é tornar/ facultar que uma maioria se torne proprietária.
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De Pedro Correia a 04.09.2019 às 17:32

Aquilo já passou ao patamar da insanidade. Infelizmente, uma insanidade armada até aos dentes.
Com a guarda pretoriana cubana, com milhares de efectivos em Caracas, a policiar o regime. A troco da continuação do abastecimento gratuito de petróleo.
Como se a Venezuela fosse uma colónia de Cuba.
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De Vorph Valknut a 04.09.2019 às 17:40

A garantia é russa. Um tipo de retribuição pela política americana nos países da Ásia Central (os "stans"). Alguém me explique como a política energética mundial irá mudar de paradigma quando os principais países ocidentais lutam pelos recursos fósseis, naquela parte do globo. Turquemenistão, Tajiquistão, Cazaquistão, Uzbequistão, Azerbaijão....
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De Pedro Correia a 04.09.2019 às 19:31

Os EUA tornaram-se auto-suficientes em combustível fóssil. A Europa, muito pelo contrário, importa grande parte do que consome - com destaque para a Alemanha, desde que abandonou a energia nuclear - e está dependente, em grande parte, dos oleodutos e gasodutos que vêm da Rússia.
Sem autonomia estratégia sequer neste domínio, o que é espantoso.
Um verdadeiro tigre de papel.
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De Vorph Valknut a 04.09.2019 às 22:12

A Alemanha sofreu fortes pressões americanas para que o gasoduto que provém da Rússia não passasse pelo seu território. Aliás neste momento não há país, na Ásia Central, com oleoduto, gasodutos que não tenha em seu território bases americanas. Incluindo o previsto passar no Afeganistão. Seria curioso porque razão neste país o narcotráfico tem aumentado desde a presença americana. Um amigo meu, cozinheiro, do MI6 contou - me que as papoilas têm pago muitas blackops da CIA e criado um orçamento paralelo no Departamento de Estado americano.
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De Pedro Correia a 05.09.2019 às 09:24

Papoilas saltitantes?
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De Antonio Vaz a 04.09.2019 às 20:33

«Pensando como a pobreza, geral, pode servir de garantia a um Regime, como o venezuelano»... bom, não faço ideia se enquanto alcançava esse seu pico filosófico sobre a problemática transcendental filosófica sobre os vingativos mesquinhos "pobres da terra", até o fazia fazendo girar o copo de whisky entre os dedos mas isso até é secundário: o que será principal, digo eu, até será compreender porque raios os invejosos "pobres da terra", até gostariam de também poder girar um copo de whisky entre os seus dedos enquanto conspiravam - invejosos! - contra os que "têm", mesmo apesar de «segui(rem) uma lógica de não lutar pelo que se gostaria de ter»... mas sabe, "eles", como dizia a Suzaninha (ou a Susanita), da Mafalda de Quino, não só têm o defeito de ganhar pouco como até insistem em gastar o pouco que têm com coisas em segunda mão!
Achei interessante essa observação retirada entre as 3 aspirações obrigatórias para quem acenda um charuto, de que «A melhor forma de os combater é tornar/ facultar que uma maioria se torne proprietária»... a "coisa" até foi sistematicamente tentada (unicamente) na Europa perante a galopante ameaça comunista mas claro, quando "eles" se "tornaram proprietários" de popós para o povo, máquinas de lavar roupa e até um apartamento que poderiam deixar como herança, surgiu o "tatcherismo" que, rapidamente se alastrou não só pelos seus companheiros ideológicos mas também pelos seus adversários. Há quem chame a isso de neoliberalismo e insista que ele apenas gerou riqueza para uma percentagem insignificante dos que até já eram os mais ricos... mas essa é uma questão que nunca chegou à Venezuela: por lá, os que ainda hoje vão aturando o Maduro fazem-no apenas por gratidão ao que Chávez fez por eles... e só quem não conheça a História da América Latina até poderá acreditar que «A melhor forma de os combater é tornar/ facultar que uma maioria se torne proprietária.»
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De Vorph Valknut a 04.09.2019 às 21:31


Meu caro, a história da Venezuela é a história da América latina. Golpes militares, Nacionalizações, Investimento público faustoso e desnecessário (ex: autovias num país em que a maioria ande de carroça), acompanhado de corrupção (desvio orçamental), desvalorização das matérias primas, Bancarrota, abertura do regime por imposição do FMI/BM, Privatização das empresas relacionadas com os recursos naturais. Período de tréguas. Novo golpe.

Em África é igual. Ambos os continentes têm ainda a cartada do Passado colonial, na sombra do qual, os nacionalistas põem, em segurança, nas antigas metrópoles, o dinheiro sacado .

Não bebo Whisky. Só vinho e cerveja. Tabaco também não.
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De Vorph Valknut a 04.09.2019 às 21:50

Thatcher e Reagan não obrigaram os países e as famílias ao investimento /consumo desenfreado. Nem foi só a banca e o sistema financeiro os responsáveis pela crise. Veja o governo de Sócrates, veja o governo de Merkel. Há pouco estive em Londres e juro - lhe que o parque automóvel de lá fica uns furos bem abaixo do de cá.

https://sol.sapo.pt/artigo/66168/portugal-e-o-segundo-pais-europeu-com-mais-mercedes

Há que ajustar a vontade de comer ao que se tem no frigorífico. Cambada de saloios.
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De Antonio Vaz a 04.09.2019 às 18:08

É sabido que o pessoal da esquerda sempre sofreu dessa verdadeira psicose de querer ver agressões dos "states" em todo o lado onde eles se vêem contrariados. No caso da Venezuela, eles até já tinham "fantasmagorizado" um suposto patrocínio por parte dos "states" do golpe falhado de 2002 (https://www.huffpost.com/entry/correct-the-facts-on-usve_b_31612?guccounter=1&guce_referrer=aHR0cHM6Ly93d3cuZ29vZ2xlLmNvbS8&guce_referrer_sig=AQAAAD4dQ2Qv1e1F5AI96XgmW02_D0cJ4ixLPHV9YClHWql4E-Qs03bWEiiLf5FD0qTXAt9pntVsHQHEf5NdWez1VZBhR48C4M43kqa6hAIvrvXKSZOkbHoHhdUylGz8R4SiSQqt8xPdQJGMEyJOZeRJaiyXIRyZSiOI-QT1I2II5Umk)! Mas, pelos vistos, não lhes chegou e continuaram, desde então, a insistir que "hà" uma agressão (e claro, até nem é a que o "PC-daqui-do blogue" vê) em curso: https://www.apnews.com/d548c6a958ee4a1fb8479b242ddb82fd .
Numa coisa estou de acordo com o "PC-aqui-do-blogue": as sanções decretadas pelos "states", na situação apocalíptica aqui muito bem descrita por ele mesmo, até nem são uma forma de agressão... digamos que serão apenas como que umas pequenas estaladinhas cheias de carinho, de pai nos filhos idiotas, a ver se eles despertam para a vida, é que pelos vistos, eles ainda não estão suficientemente "famintos" (https://www.theguardian.com/world/2019/aug/09/un-rights-chief-decries-latest-us-sanctions-venezuela-michelle-bachelet) para descobrirem a sua preocupação paternal!
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De Pedro Correia a 04.09.2019 às 19:34

As sanções desgastam - hoje na Venezuela, no Irão, na Rússia, como outrora na África do Sul - mas não são um fim em si mesmo. Ou funcionam como instrumento de uma política com maior alcance ou acabam por produzir efeitos muito ao retardador. E prejudicando, desde logo, as camadas mais frágeis da população.
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De Antonio Vaz a 04.09.2019 às 22:33

Ou seja, está a tentar dizer-me que V. não é parvo, recorrendo até à sua melhor engenhosa explicação da mesma: "a prova do noves" do que eu escrevi até dá em 0! Nada! Restaram-lhe as "sancões"! Em 2002 não houve agressão. Quando espicaçaram o ingénuo mas ambicioso Guaidó, a iniciar um golpe de um golpe de estado, uma vez mais não houve qualquer agressão! Recomendo-lhe uma volta pela Carta das Nações Unidas!

«As sanções desgastam (...) mas não são um fim em si mesmo»! Uau! E que tal uma tradução para português, para um idiota como eu, até o perceber? Do que me lembro, apenas estávamos a falar de "agressões" e não de um qualquer «fim em si mesmo»! Bom, a não ser que ele até signifique, «em si mesmo», uma agressão. E é evidente que até já nem lhe exigo uma das suas quaisquer habituais lúcidas observações sobre o dilema de que se «As sanções» apenas servem para «desgastarem» (os regimes "inimigos" dos "states"! Não os regimes "inimigos" dos seus povos!) porque raio eles não são considerados, por si, como apenas actos de "agressões"?!?
«E prejudicando, desde logo, as camadas mais frágeis da população»... mas mesmo assim... ei! Washington até sabe o que faz!
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De Pedro Correia a 05.09.2019 às 09:25

Você é membro do extinto Conselho Português para a Paz e a Cooperação?
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De Anónimo a 05.09.2019 às 00:01

Há mais de vinte anos conhecia uma senhora que trabalhava nos serviços meteorológicos do aeroporto e descrevia a forma científica como fazia os relatórios: vou à varanda, lambo o dedo antes de o esticar no ar e assim percebo de que lado está o vento.

É com igual rigor que analiso a questão da Venezuela. Na varanda em frente a minha casa existe um espécime que vi coberto, no passado 25 de Abril, de uma bandeira da Venezuela e cravo na orelha, aos gritos fervorosos pró revolução bolivariana. É a mesma senhora que vejo gritar desentoada da varanda, quando alguém estaciona mal o carro ou toca à campainha sem querer. Ou qualquer outro crime de lesa-majestade. Cada sessão de histeria costuma durar entre vinte e trinta minutos, em gritos desaustinados do bom do vernáculo, e costuma terminar com ameaças em chamar a polícia. E chama, mas a polícia farta do estenderete nega-se a vir à terceira ou quarta vez no mesmo mês. Pelo menos, foi o que ouvi quando comprava a minha meia-dúzia de pães a 10 cêntimos cada, na padaria do outro lado da rua, coisa para absorver um salário na Venezuela.

Quando penso na Venezuela basta-me ir à janela. E nem preciso levantar o dedo, é só olhar para a varanda da frente e para a padaria do outro lado e juntar dois e dois, para concluir que só em estado adiantado de demência alguém pode defender a dupla Chaves-Maduro. Por pouco juízo que se tenha, e sei do que falo, há absurdos que ultrapassam toda a argumentação razoável.

Isabel
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De Anónimo a 05.09.2019 às 01:39

Chávez*

Isabel
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De Pedro Correia a 05.09.2019 às 18:35

Esse espécime devia ser exportado para Caracas, Isabel.
Para ter um curso acelerado de "socialismo irreal".
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De Anónimo a 06.09.2019 às 15:30

Mesmo.
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De Pedro Correia a 13.09.2019 às 10:50

Com bilhete só de ida.
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De Anónimo a 06.09.2019 às 11:34

"The problem with socialism is that you eventually run out of other people's money.
There is no such thing as society: there are individual men and women, and there are families.
Being powerful is like being a lady. If you have to tell people you are, you aren't."

A verdade nua e crua: Margaret Tatcher !

A.Vieira

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