Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




#EleNãoJoãoLourenço ?

por jpt, em 17.10.18

35E28CA2-4247-410F-8D0F-5C7B6FD189B2_cx0_cy10_cw0_

200 000 congoleses expulsos de Angola, entre os quais refugiados (pelo menos 27 000). A indução de uma desgraça humanitária. Relatos iniciais de saque dos bens dessa população. Violação dos tratados internacionais. Ferocidade e cupidez da tropa angolana, soberanite desbragada do poder angolano. 

Onde estão as reacções internacionais? Não falo dos organismos multilaterais, hoje esfacelados nas suas capacidades políticas. Nem mesmo da portuguesa, dissipada qualquer capacidade de influência nos grandes países africanos da CPLP neste XXI, em processo culminado pelo saracoteio banhista do PR que nos cabe e pela pequenez estadista do PM - Marcelo é totamente irrelevante mas quanto a Costa analise-se a frio o conteúdo das suas viagens de 18 a Luanda e Maputo, uma pobreza. 

Trata-se mesmo da reacção popular internacional. Não, João Lourenço não ataca as "mulheres" congolesas, os "homossexuais" congoloses, os "afro-africanos" congoleses, não descobre "ciganos" congoloses, não denuncia "muçulmanos" congoleses. Não anuncia um "muro da Lunda", não agita a "Fortaleza Angola". Ou seja, não toca as campaínhas que fazem salivar os "indignados" do costume, colhe o silêncio.

Mas João Lourenço expulsa duzentos mil imigrantes, pobres, dezenas de milhares dos quais considerados refugiados da guerra congolesa, outros 180 000 que assim seriam considerados pela imprensa bem-pensante se imigrantes ilegais aportados nas costas italianas, pois gente miserável que fugiu à pobreza da sua terra devastada da guerra. João Lourenço viola os tratados internacionais. Associa o discurso anti-corrupção à violência xenóba estatal e à purificação étnica. Tem todos os constituintes do fascismo. Onde está o  #EleNãoJoãoLourenço?

Mas é só África, para quê a gente chatear-se ... Ainda para mais isto confunde essas "categorias" que lhes dão tanto mimo ao pensamento.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:


26 comentários

Sem imagem de perfil

De Pedro a 17.10.2018 às 07:59

E a União Africana não se pronuncia?
Mas tem razão. Veja-se há quanto tempo dura/durou o segregacionismo e a violência étnica no Sudão, perante a passividade "internacional ". Nada de novo. Contudo em Angola seria mais fácil a pressão diplomática pois existe um Estado Moderno.
Imagem de perfil

De jpt a 17.10.2018 às 09:16

Vivemos uma era de profunda regressão do peso das multilaterais - em África também. Já agora, 200 000 expulsos de um país da CPLP e há alguma reacção? E que diz o nosso magnífico MNE Santos Silva, que "não faz julgamentos éticos"?
Sem imagem de perfil

De Pedro a 17.10.2018 às 08:05

Adenda:

Recebemos informações que refugiados foram reenviados à força para a República Democrática do Congo (RDCongo) com os documentos de refugiados", disse à agência France-Presse uma fonte da ACNUR, em Kinshasa.

A Comissão Nacional para os Refugiados (CNR), parceiro da ACNUR, estimou que estavam pelo menos 47 refugiados entre os congoleses forçados a abandonarem Angola.

https://www.google.pt/amp/s/www.dn.pt/lusa/interior/amp/onu-revela-existencia-de-refugiados-entre-congoleses-expulsos-de-angola-10012334.html


Sem imagem de perfil

De Pedro a 17.10.2018 às 08:08

Adenda:

O cidadão angolano residente nesta província que se aproveitar da Operação Transparência e optar pela xenofobia ou sabotagem aos estabelecimentos dos congoleses residentes nesta região, mesmo aqueles que se encontram em situação ilegal, sentirá a mão pesada da Polícia Nacional", avisou o subcomissário João Ângelo.

Não me parece que haja uma política estatal xenófoba como na Hungria
Sem imagem de perfil

De Pedro a 17.10.2018 às 08:27

Jpt,desculpe isto dos comentários às pingas. Mas num dos links diz-se que o regresso da maioria foi voluntário e relaciona-se com actividades comerciais ilegais dos congoleses relacionados com o negócio diamatífero.
Imagem de perfil

De jpt a 17.10.2018 às 09:17

Sim, mas as informações são contraditórias e é inequívoco o processo de expulsão
Sem imagem de perfil

De Pedro a 17.10.2018 às 08:28

Já me esquecia. Bom dia!
E agora calo-me
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 17.10.2018 às 08:52

E vamos a ver o que se vai passar em Moçambique agora que, no passado dia 10 de Outubro, a Frelimo conseguiu retomar o poder local na quase totalidade do território, tendo reduzido o MDM a apenas um municipio e a Renamo a 9. E tudo isto se passou com muitos relatos de atropelos à democracia e sem que os observadores internacionais questionassem o que quer que fosse.
Eu pessoalmente assisti à policia (PRM) a desmobilizar uma manifestação do MDM com recurso a tiros para o ar e gás lacrimogéneo porque queriam passar na rua onde se encontra a sede regional da Frelimo. A policia em vez de garantir que a manifestação passaria sem problemas de maior, limitou-se a esperar à entrada da rua e a desmobilizar tal como referi.
O que se vai passar? O tempo o dirá.
Imagem de perfil

De jpt a 17.10.2018 às 09:23

São situações completamente diferentes. Moçambique tem alguns problemas, mas relativamente negociados, com o Malawi por causa do Lago Niassa. Mas não tem seguido políticas de represálias para cidadãos estrangeiros - e os seus cidadãos têm cíclicos problemas com vagas de agressões xenófobas populares na África do Sul (problemática que também escapa ás categorias denunciatórias simplórias dos indignistas portugueses).
Quanto às eleições aí, e sendo certo que no país há uma grande estatização dos mecanismos eleitorais, e que seria agora tempo de aligeirar isso, o certo é que o Frelimo não reduziu o Renamo, este cresceu em municípios e em votação - e que o recuo do MDM se deve à transição dos seus quadros e eleitores para o Renamo (na maioria dos casos será mesmo um regresso), muito devido à política de Daviz Simango.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 17.10.2018 às 11:05

Eu acho que, em vez de se criticar Angola por expulsar 200 mil congoleses, talvez se devesse elogiar Angola por ter acolhido durante muitos anos 200 mil congoleses.
Quero dizer, imaginemos que era Portugal a ter que acolher 200000 espanhóis ou marroquinos ou venezuelanos, estaríamos disponíveis?
Sem imagem de perfil

De Justiniano a 17.10.2018 às 15:07

Para os 200.000 Espanhóis, sim, sem dúvida!!
É, aliás, é o único país com quem temos fronteiras imediatas, para além das afinidades históricas, étnicas e culturais. A convenção de genebra foi pensada nesse preciso pressuposto. A imposição da obrigação de não rechaçar a entrada aos requerentes de asilo provenientes de fronteira vizinha onde estes fossem, aí, perseguidos ou onde, aí, perigasse a sua liberdade e vida!! Esta imposição tem a virtude de desaconselhar Estados vizinhos a promoverem instigação, subversão ao conflito interno entre si!! E, pelo contrário, promoverem a pacificação recíproca!!
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 17.10.2018 às 12:08

Temos de ficar preocupados com os que denunciam "tudo" o que de errado se passa no mundo, menos o mais importante que é o que de errado se passa no seu próprio país! Ora este comportamento serve para iludir as pessoas. #NãoHáManipulação
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 17.10.2018 às 15:02

Por exemplo isto:
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/rede-europeia-anti-pobreza-considera-preocupante-situacao-em-portugal
Imagem de perfil

De jpt a 17.10.2018 às 15:24

Tenho que começar por referir o fundamental: a minha enorme irritação, que me apela até à violência física, coarctada pela violência etária que me ocorreu e pela distância internética, diante de quem tem a desfaçatez de - anonimamente, ainda por cima - me vir dar lições sobre aquilo em que devo ou não atentar ("mas quem é você? de que altar ou peanha fala?") e sobre o que devo ou não botar num blog - escrita gratuita, conversa para quem quer participar, repito recente postal).
Depois, ainda por cima, vem botar essa arrogante aleivosia num blog tão diversificado, com gente diferente a falar de imensas coisas diferentes. Para quê? Quer falar da pobreza em Portugal? Fale, crie um blog ou bote noutro sítio qualquer.
Finalmente, e para além de botar sobre o que me apetece (vá bardamerda) tenho 20 anos fora do país, o que se não me faz mais inteligente faz-me com toda a certeza vinculado a esse pateta, imundamente pateta, mandamento de escrever e atentar sobre o nosso Portugal. Em suma, não me chateie mais.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 17.10.2018 às 12:36

porque acusam opresidente desta situação , já tem anos que angola procura empedir a entrada de conguloses e zairense de entrar no território que dá por nome angola,
angola pode se perder pelas negociatas que fáz com a china
americanos e russos , são erros seus ,
mas tem o direito de preservar o seu espaço ,
o engraçado de tudo é que invasores não entram em angola
só querem as lundas

PERGUNTA QUE FAÇO PORQUE SERÁ
Perfil Facebook

De Jesus Lopes a 17.10.2018 às 12:38

porque acusam opresidente desta situação , já tem anos que angola procura empedir a entrada de conguloses e zairense de entrar no território que dá por nome angola,
angola pode se perder pelas negociatas que fáz com a china
americanos e russos , são erros seus ,
mas tem o direito de preservar o seu espaço ,
o engraçado de tudo é que invasores não entram em angola
só querem as lundas

PERGUNTA QUE FAÇO PORQUE SERÁ
Imagem de perfil

De jpt a 19.10.2018 às 05:10

Agradeço-lhe o comentário. Mas quero referir que não há nada no meu texto que ponha em causa o direito de Angola preservar as suas fronteiras e ter uma política de imigração soberana. Nada mesmo. O que refiro duas outras coisas: expulsões em massa de núcleos imigradas violam tratados; a reacção internacional, estatal, mediática e popular, sobre este caso é nula e é imensa em casos similares de muito menor dimensão ou mesmo apenas anunciados. Que Angola feche as suas fronteiras, ou delimite muito pormenorizadamente que imigrantes podem entrar, é assunto angolano, perfeitamente legítimo. Mas isto é outro caso.

Comentar post


Pág. 1/2



O nosso livro





Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D