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Eleições no PSD: cinco reflexões

por Pedro Correia, em 10.01.20

PSD[1].jpg

 

1

Os militantes do PSD vão amanhã a votos. Houve uma indiferença geral na sociedade portuguesa perante esta campanha, o que constitui um mau indício para o maior partido da oposição, seja quem for que o lidere nos próximos dois anos. Desde logo pelo facto de ter decorrido com o Natal e o Ano Novo de permeio, o que revela pouco discernimento por parte de quem pensou e organizou o processo eleitoral. Não faz o menor sentido reservar precisamente a tradicional quadra festiva para andar na estrada a discutir política.

 

2

Um dos motivos que geraram este desinteresse relacionou-se com a redução ao mínimo possível dos debates públicos entre os candidatos. Há dois anos, quando a competição interna foi a dois, Pedro Santana Lopes e Rui Rio participaram em três debates: dois televisivos (RTP e TVI), um radiofónico (Antena 1 e TSF). Agora, com mais competidores (Luís Montenegro, Miguel Pinto Luz e Rui Rio), houve apenas um, a 4 de Dezembro, para picar o ponto e cumprir os mínimos. Ainda por cima ocorrido a mais de um mês da ida às urnas e antes de qualquer deles ter tornado público o seu programa eleitoral.

 

3

Incompreensível, também em comparação com o escrutínio anterior, é a drástica redução do universo eleitoral, que caiu quase para metade em dois anos. Na eleição directa de 2019, que Rio venceu por curta margem, havia mais de 70 mil militantes com direito a voto. Desta vez, cerca de 30 mil foram riscados dos cadernos eleitorais devido a uma imposição tão drástica e severa de procedimentos burocráticos que afugentou muito mais de metade dos supostos 106.328 inscritos. Na Madeira, que sempre foi uma das zonas de maior implantação do partido, só 104 dos 10.300 militantes estão aptos a votar à luz das novas regras.

 

4

Em vez de se abrir à sociedade, como o PS fez em 2014 durante as primárias disputadas entre António Costa e António José Seguro, que atraíram cerca de 175 mil militantes e simpatizantes do partido às urnas, o PSD utiliza cada processo eleitoral interno como pretexto para se ir fechando em grau crescente, tornando-se num clube cada vez mais selecto e mais opaco. Erro lapidar: as eleições de âmbito nacional começam a perder-se assim.

 

5

De todo inaceitável é que, na véspera da chamada dos escassos militantes às urnas, com três candidatos no terreno, para a página oficial do partido na internet só exista um. Rui Rio, presidente em funções, é omnipresente: tem direito a seis fotografias e ao protagonismo em quase todas as notícias. Montenegro e Pinto Luz, nem uma: é como se não existissem, perante a indiferença do Conselho de Jurisdição Nacional do partido, que se mantém alheado, como se nada disto lhe dissesse respeito. Nesta mesma página, surge em destaque uma citação de Francisco Sá Carneiro: «Em democracia, transparência é regra.» No actual contexto, só pode entender-se como um exercício de ironia.

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66 comentários

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De jpt a 10.01.2020 às 09:50

Ou seja, de 1. a 5.: patético.
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De Pedro Correia a 10.01.2020 às 10:45

Em crescendo. O ponto 5 é inenarrável.
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De jpt a 10.01.2020 às 11:12

Fui ver. Incrível mesmo. Já agora, o que me ri há dias quando li o actual Rio dizer sobre as eleições no partido a que preside que só queria que "fossem limpas". É absolutamente inenarrável. Nem vale a pena argumentar do porquê
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De Pedro Correia a 10.01.2020 às 11:30

Admitindo implicitamente que foi eleito presidente do partido em eleições «sujas».
Enfim...
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De jpt a 10.01.2020 às 12:07

é mais do que isso, é um diagnóstico catastrófico sobre as gentes do partido a que preside. Não tem o mínimo de bom senso.
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De Pedro Correia a 10.01.2020 às 18:23

Chama-se a isto "desvalorizar a marca" em linguagem comercial.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 10.01.2020 às 12:49

"Há tempos de usar de coruja e tempos de voar como o falcão.”

Rui Rio deverá, para bem do partido, ser, neste tempo, falcão.

Quanto a práticas :


" Para chegar a líder, Passos sustentou-se em Miguel Relvas, com uma marcação cerrada à presidente do PSD de então, Ferreira Leite, que se iniciou logo a seguir à "derrota cheia de futuro", como lhe chamou Relvas. A rede de influências e recompensas incluiu académicos, economistas, empresários, gestores ou jornalistas, numa teia criada para dar espessura a um candidato que era visto como "vazio" de conteúdo. Mas sem faltar o aparelho. Relvas fez mais de 60 mil quilómetros pelo país e na hora dos votos valeram as "milhares de quotas" pagas "nas secções mais afetas a Passos". E Relvas cobraria bem este papel na hora de se demitir do governo."

https://www.almedina.net/os-predadores-tudo-o-que-os-pol-ticos-fazem-para-conquistar-o-poder-1564034429.html

Sejamos sinceros, bolas
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De Luís Lavoura a 10.01.2020 às 09:56

(Até que enfim que o Pedro Correia diz alguma coisa sobre as eleições no PSD. Mais vale tarde que nunca, claro.)

para a página oficial do partido na internet só exista um [candidato]. Rui Rio, presidente em funções, é omnipresente

Parece-me normal. A página oficial do partido transmite as tomadas de posição oficiais do partido, feitas pelo presidente (ou outros dignitários) do partido. A página oficial não é suposta dar voz a todo e qualquer militante (que, no limite, poderia ser um tolinho qualquer) que decida candidatar-se à liderança do partido.

Em vez de se abrir à sociedade, como o PS fez em 2014 durante as primárias

O Pedro Correia já aqui criticou as chapeladas em anteriores eleições internas do PSD, com pessoas arregimentadas a votar, numa cópia do caciquismo português do século 19. Agora sugere que se pudesse continuar com tais chapeladas.
Eu discordo: deve votar quem é militante, e somente quem é militante, e só é militante quem paga as quotas. É assim no partido do qual sou membro e é assim que deve ser em todos os partidos.

cerca de 30 mil [militantes] foram riscados dos cadernos eleitorais devido a uma imposição tão drástica e severa de procedimentos burocráticos

Não há, que eu saiba, procedimento burocrático nenhum (o Pedro Correia que diga que procedimentos são esses, se discordar). Os miltantes têm somente que pagar as quotas, através de uma transferência bancária para que haja transparência. O partido tem a obrigação de informar os seus militantes do NIB para o qual devem transferir o dinheiro, e é tudo.
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De Pedro Correia a 10.01.2020 às 10:53

Escrevi aqui na sequência do único debate realizado entre os candidatos:
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/aventais-sao-dificeis-de-rasgar-11214527

Depois disso, comentar o quê? O silêncio? As rabanadas do Natal? O espumante do Ano Novo? O bolo-rei de 6 de Janeiro?

Registo o seu aplauso à página oficial do PSD: ali só existe Rio, os restantes candidatos não constam. Em plena campanha eleitoral interna.
Estranha noção de democracia.

Não sabia que Rio tinha sido eleito há dois anos "com chapelada". Razão suficiente para lhe impugnar o mandato, se as coisas se passaram como você alega.
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De V. a 10.01.2020 às 17:47

É assim no partido do qual sou membro

Bem me parecia que você era membro
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De Anónimo a 10.01.2020 às 18:24

Comentário apagado.
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De Luís Lavoura a 10.01.2020 às 18:31

Eu não me orgulho de ser membro do partido: qualquer pessoa pode ser, desde que pague a quota. A qual quota, diga-se, é muitíssimo superior à quota do PSD (que, segundo ouvi recentemente dizer, e tive dificuldade em acreditar, é de somente 1 euro anual).
O Pedro Correia umas vezes acusa-me de escrever como membro da Comissão Política de Rui Rio, outras de escrever como defensor oficioso do governo, mas eu não sou nem uma coisa nem a outra, sou apenas um membro de base da Iniciativa Liberal.
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De Luís Lavoura a 10.01.2020 às 18:26

Eu não somente sou membro como também tenho membro!
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De Pedro Correia a 10.01.2020 às 18:28

Lavourada da semana.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 10.01.2020 às 21:59

Eu tenho 4 membros e um animal
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De Pedro Correia a 10.01.2020 às 18:28

É membro do partido e até escreve como se integrasse a Comissão Política de Rio, em defesa do indefensável: cadernos eleitorais cada vez mais fechados, negação do direito de voto a milhares de militantes, uma campanha praticamente sem debates, página oficial do partido manipulada para favorecer o incumbente, etc, etc.
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De V. a 11.01.2020 às 20:36

Insane in the membrane
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 10.01.2020 às 11:32

O principal prejudicado, com a falta de debates, será Pinto Luz, o candidato mais desconhecido. Montenegro e Rui Rio são bastamente conhecidos. Sabemos o que cada um representa, duvidando, eu, que qualquer debate interferisse nas escolhas, já tomadas pelos militantes. Montenegro personifica a Maçonaria, "Relvas", a Opacidade. Rio, os princípios sociais democratas, ou, para os alérgicos das "3 flechas" , a moderação ideológica, o liberalismo (no sentido de Mill) , a transparência da Honestidade.

Nestes tempos de "Bruxelas", de PEC, de podridão do sistema político ("family gate" , "Tancos", "apagão da AT", Banca, Vistos Gold, financiamentos partidários, pelas autarquias, por via de adjudicações directas, etc) necessitamos, como "pão para a boca", não de grandes e extravagantes ideias, um prestar contas com "Abril", mas, sim, de Honestidade, Rectidão. E Rio é dos poucos, dentro do PSD, que o é. Infelizmente, estando o Partido tomado por videirinhos, onde os cargos transitam de pais para filhos, qual monarquia, é impossível as escolhas, frequentemente, não serem entre um mau e um outro pior (ex:Silvano etc), daí a necessidade de Rio convidar gente nova, sem grande passado, de molde a reconstruir um partido decomposto.

O cancro do país, há séculos, não têm sido as políticas, as ideias, as leis (em algumas áreas somos de exemplo), mas, sim, a corrupção do sistema democrático e partidário português, manipulado, usado, corrompido, por meia dúzia de famílias (todas ligadas aos Partidos do Poder)

https://youtu.be/SMkUuY4YIn8

Primeiro a Democracia, Depois o Povo, Finalmente o Partido (ao contrário do dito de Sá Carneiro).

https://www.google.com/amp/s/amp.expresso.pt/politica/2020-01-08-SIC-pede-a-Miguel-Pinto-Luz-que-retire-de-reportagem-ficticia-material-ligado-ao-canal

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/montenegro-faturou-400-mil-euros-em-ajustes-diretos-de-autarquias-do-psd-291620

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De Isabel Paulos a 10.01.2020 às 12:06

Gabo-lhe a paciência.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 10.01.2020 às 12:51

Tive TOC, talvez seja disso
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De Isabel Paulos a 10.01.2020 às 13:57

Temos todos qualquer coisa parecida.
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De /i. a 10.01.2020 às 16:06

Olá, Vorph.
(Não resisti... Tive de comentar...)
Concordo. Porém, o Rui Rio tem de falar para as pessoas não do topo das escadas, mas nos passeios das ruas esburacadas e com ervas onde as pessoas que o podem tornar Primeiro-Ministro estão. Por isso, enquanto não descer as escadas e ser menos altivo será sempre enrolado pela habilidade perigosa e repugnante de António Costa.
Já tem experiência para perceber que continua um falhado politicamente em Lisboa porque não quer perceber que: tem de ser ele, Rui Rio, a ir de ter com as pessoas e não as pessoas irem ter com ele.


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De Vorph "Girevoy" Valknut a 10.01.2020 às 16:56

"Rui Rio tem de falar para as pessoas não do topo das escadas, mas nos passeios das ruas esburacadas e com ervas"

/i. para isso já temos o Marcelo

Eu quero que o dr. Rio fale com as pessoas, mas para isso é necessário que exista, nas pessoas, a vontade de falarem com ele, saindo de casa. Irem a congressos, sessões de esclarecimento, etc, levantarem o dedo, a coragem, a voz, e descer, subir, interpelar.

Não é num teclado que acaba a intervenção cívica.

Fez bem em comentar. Mas cuidado, "andem" por aí muitos lobos em pele de cordeiro...Cuidado com o Justiniano (estou a brincar;))
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De Justiniano a 11.01.2020 às 10:36



As pessoas até terão vontade de ouvir e conversar com Rio, mas tudo depende do que Rio teria a dizer. Do pouco que nos chega através das ondas hertzianas, aquelas arengas lampedusárias da gestão corrente, não seduz, não vence descalçar os chinelas quanto mais por pés a caminho! (calha bem que nem me lembro de nenhum evento de esclarecimento político apadrinhado por Rio, nem durante o período eleitoral. E nem no Porto, de onde raramente sai. É muito caseiro.) Moral da estória. Nem o Rio se dá ao trabalho de sair de casa para ouvir o Rio.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 11.01.2020 às 10:49

Na Maia fui ouvi-lo. Até falei e não com palavras mansas. Existe descomunicação social para Rio. O Costa tem aquilo tudo tomadinho.
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De Justiniano a 11.01.2020 às 08:10

Eu acho que o caro Vorph continua agarrado a uma das imagens do que foi Rui Rio. Rio já não é o que foi. Eu acho que Rio nem sabe o que é!! Há quem veja em Rio o que Rio não diz de si ou o que Rio de si renega!
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 10.01.2020 às 11:58

Incrível é, também, ter havido, desde que Rui Rio chegou à liderança do partido, duas eleições. Assim não há partido que resista.

https://www.google.com/amp/s/eco.sapo.pt/2019/12/04/sondagem-rui-rio-e-o-candidato-preferido-dos-portugueses-a-lideranca-do-psd/amp/
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De Pedro Correia a 10.01.2020 às 14:06

Melhor, mesmo, é suspender a democracia e nem haver eleições:
https://www.jn.pt/nacional/lider-do-psd-sugere-6-meses-sem-democracia-1046189.html

Transformar o país naquilo que é hoje a página oficial do PSD. Um imenso Rio.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 10.01.2020 às 14:27

Os dilúvios são necessários para os renascimentos. Os rios para batismos.
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De Pedro Correia a 10.01.2020 às 21:54

A propósito de dilúvio: já no tempo do Noé havia "emergência climática".
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 10.01.2020 às 22:08

Pedro, Noé era um alcoólatra que expulsou um dos seus filhos (Cam) para África. Não é um grande exemplo. Tinha a Graça, mas era uma desgraça
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De Pedro Correia a 10.01.2020 às 22:12

Gostava tanto de vinho que fez tudo para fugir da água.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 10.01.2020 às 22:18

... A passear o cão e a rir - me sozinho. Obrigado, Pedro
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De Anónimo a 10.01.2020 às 16:23

- Viva o PSD!
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De V. a 10.01.2020 às 17:52

Boa análise. Este partido agora representa uma maneira de fazer as coisas que já não é deste tempo. Não é o único, mas é mau na mesma.
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De Pedro Correia a 10.01.2020 às 18:31

Enquanto os partidos, por essa Europa fora e em Portugal também, se abrem à sociedade, o PSD fecha-se.
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De Isabel s a 10.01.2020 às 20:48

Oh meu caro amigo, por essa Europa fora os velhos partidos estão a desaparecer. Os que se abrem à sociedade são os que debatem Europa federal liderada pela Alemanha e manutenção do sistema do euro actual ou Europa de nações soberanas com saída do euro ou com alteração da arquitectura do euro.
Claro que há excepções mas, sobretudo na zona euro, a confusão política domina a cena.
Em Portugal, não se fala de nada, não se discute nada que vá ao fundo dos problemas. Quando um país tem 3 falências do estado em menos de 40 anos, quando os bancos nacionais ou também faliram ou tiveram de ser salvos pelos contribuintes, quando correm há anos processos de corrupção da gravidade e dimensão que todos conhecemos, algo de mais fundo do que a gestão política corrente está mal. O facto de um qualquer governo fazer assim ou assado não traz senão pequenas alterações e até, eventualmente, nova falência. Está visto que as regras em que se baseia o funcionamento do sistema político só fazem o país andar para trás. O problema é que essas regras só podem ser mudadas por quem delas vem beneficiando há décadas.
Ganhe no PSD quem ganhar, se não for para alterar as tais regras ( e eu não ouvi ninguém falar de medidas nesse sentido ), bem podemos esperar sentados que algo de profundo melhore no país.
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De Pedro Correia a 10.01.2020 às 21:55

Boa reflexão.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 10.01.2020 às 22:23

Certo, Isabel. Mas convém acrescentar que ditas bancarrotas coincidiram com crises financeiras mundiais... até aquela do D. Carlos.

Adenda : Posso estar enganado, mas há também muitos Partidos que abrindo-se à sociedade, se escancaram à populaça, e se transformam em popularuchos.
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De Mira Ferreira a 10.01.2020 às 23:28

As nossas bancarrotas até podem ter coincidido com crises financeiras mundiais, mas os outros países, também afectados pelas ditas crises, não ficaram à beira da bancarrota como nós.
Por isso o problema, mais que das crises mundiais, estará mesmo nas mudanças que escolhemos não fazer.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 10.01.2020 às 23:34

Sim, nas mudanças que fizemos desde D. João III.
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De Isabel s a 10.01.2020 às 23:49

A crise financeira internacional foi em 2007/2008 e os bancos portugueses não faliram após 2011 por terem nos seus activos os produtos tóxicos que causaram problemas na Irlanda, Inglaterra e noutros bancos de países europeus. Os bancos portugueses faliram por várias razões de natureza interna ( dívida soberana, crédito mal-parado, desvio de fundos para negócios dos principais donos que, entretanto faliram, e outras « brincadeiras » deste género ), até mesmo o BPN que foi nacionalizado em 2009 ou 2010.
Pessoalmente, entendo que só há justificação para um partido ter o poder quando acredita ter um projecto que é o melhor para o país e a maioria dos eleitores inscritos também acredita nele. E devem existir contra-poderes para ir validando a execução desse projecto. Nesta óptica, prefiro partidos populistas a demagógicos.
Quanto aos escancarados à populaça, é melhor nem dizer nada...
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De Anónimo a 10.01.2020 às 18:54

Palavra de honra que não compreendo a insistência de tanta e tão boa gente no que é costumeiro, no politicamente correto há tanto tempo instalado!
O facto é que RR tem uma prática e um discurso e um histórico flagrantemente mais genuino, mais coerente, mais transparente , mais corajoso e mais adequado àquilo que seria de esperar de um verdadeiro.
Definitivamente, o Regime não o merece.
Revejo-me nele.

João de Brito
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De Pedro Correia a 10.01.2020 às 19:31

O regime democrático não o merece? Que pena não haver ditadura...
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De Anónimo a 10.01.2020 às 20:56

Quem não era pela Ditadura era comunista.
Quem não é por este arremedo de democracia é ditador.
Simetria perfeita!
É com esta falta de rigor que se manipulam as massas, confundindo democracia com petróleo.

João de Brito
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De Pedro Correia a 10.01.2020 às 21:56

Democracia é vermos três deputados do PSD romperem a disciplina de voto e fazerem um monumental frete ao Governo, viabilizando o Orçamento.
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De Isabel Paulos a 10.01.2020 às 22:26

Na presidência de câmara RR fez frente à promiscuidade entre futebol e política, equilibrou as contas municipais e não cedeu à habitual tentação de contratar funcionários desnecessários para angariar votos, apertando, pelo contrário, as habituais folgas para a trafulhice. São três aspectos que ajudam a definir um perfil.

Aos olhos de muitos, nomeadamente, no meio intelectual e artístico, RR é o homem que representa duas realidades pelas quais têm absoluto desprezo, as contas e o tradicional. Tratar de assuntos relativos a contas, da racionalidade financeira é visto como inferior, desprezível e, pior, sujo. E o uso de palavras antigas coisa que envergonha. Pechas numa sociedade que valoriza o discurso articulado e alinhado e zomba das vozes autênticas, ainda que desajeitadas, que teimam em usar português.

Neste post</> levanta-se a questão da terceira pecha de RR: a tendência para ser ditador. Apelo, mais uma vez, a que soltem a liberdade. Já não há pachorra para o bicho papão da ditadura. Se há tanta condescendência com os tiques e laivos ditatoriais de esquerda (sei que neste blogue nem tanto), deixem que os haja também na direita moderada. Aparem as pontas, mas não a deixem a democracia careca. Porque é a direita moderada que nos pode manter à tona numa Europa onde cresce o fanatismo da extrema-direita. Deixem a democracia amadurecer. Se não o fizerem, a brincar a brincar, daqui a uns anos temos a Cristina Ferreira a presidente e o André Ventura a primeiro-ministro.
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De Isabel Paulos a 10.01.2020 às 23:39

Isto já só lá vai com umas chamuscadelas.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 11.01.2020 às 00:09

As brasas nunca me incomodaram
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 10.01.2020 às 23:38

Isabel, o que diz de Rui Rio é muito parecido ao que se dizia sobre Cavaco. Vai na volta e ainda me convence a dar razão ao Pedro (que cozinha sem avental)
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De Isabel Paulos a 11.01.2020 às 00:47

É facto. É muito parecido. E as reacções iguais.
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De Justiniano a 11.01.2020 às 08:55

Nada disso, ainda teria que nascer duas vezes!!
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De Justiniano a 11.01.2020 às 09:06

Isabel, e onde é que está esse Rui Rio que aí descreve?
Se o conseguir resgatar, para o mundo sensível e fora do imaginário, avise. Dava muito jeito alguém com este perfil ideológico, para representar a resistência política que está órfã - "Aos olhos de muitos, nomeadamente, no meio intelectual e artístico, RR é o homem que representa duas realidades pelas quais têm absoluto desprezo, as contas e o tradicional."
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De Isabel Paulos a 11.01.2020 às 11:07

O embrulho pode ser em papel pardo, sem laços nem enfeites. Mas o que está lá dentro é de valor. Digo eu, que não conheço, mas acredito adivinhar.
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De Justiniano a 11.01.2020 às 11:26

O embrulho é o que tem de melhor, em papel pardo e sem laços nem enfeites. O que está lá dentro é que já conquistou a simpatia do meio intelectual e artístico.
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De Justiniano a 11.01.2020 às 08:54

O João de Brito, também, continua agarrado a uma das imagens do que foi Rui Rio. Rui Rio já não é o que foi. Eu acho que Rui Rio não sabe bem o que é. Acho que nunca soube. (Um tipo que é capaz de impor como 1º candidato pelo distrito de porto um surfista muito prá frente que se presta a ir ao beija mão da greta e aplaude o famoso despacho do Governo que institui os controleiros para a transição de género nas escolas). As pessoas vêm Rio, não o ouvem. No se enteram de Rio.
Tenho conhecidos, nesse partido, que se quedam surpreendentemente pasmados e incrédulos quando lhes revelo que Rio é favorável à eutanásia, adopção homossexual, transgenia para menores e toda a agenda cultural e musical da progressia.
Rio é a caricatura de um contabilista, a única oposição em que acredita é a das contas. Tem o pior de Passos Coelho elevado à potencia, mas nada tem do melhor de Passos Coelho.
Eu, desde que o Miguel Morgado desistiu da contenda, desisti dessa agremiação.
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De Isabel Paulos a 11.01.2020 às 11:16

Afinal também cede à tentação fácil da caricatura do contabilista. E assim, no preconceito, se desperdiçam qualidades úteis ao País. Estou quase como o Vorph, o País não o merece.
Quanto ao resto, nem toda a agenda progressista é má. Pode tão simplesmente significar mais respeito pelo próximo, coisa muito antiga e cristã, diga-se.
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De Anónimo a 10.01.2020 às 18:59

V.Exª refere que só 104 votam e 10.000 e tal ficam de fora. Eu percebi 2.000 e tal.
É quase a ILHA toda militante
Cumps!
Rui Rio procede bem. As pessoas nem por escrito assumem, infelizmente!
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De Pedro Correia a 10.01.2020 às 19:29

Escrever Madeira e Rio na mesma frase, hoje, é algo pouco recomendável. Os três deputados do PSD Madeira violaram a disciplina de voto alinhando com a maioria de esquerda na viabilização do Orçamento do Estado.
Rio foi assim duplamente desautorizado - enquanto presidente do partido e presidente do grupo parlamentar. Não consegue sequer assegurar a disciplina nas fileiras na mais importante votação parlamentar do ano.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 10.01.2020 às 21:43

Pedro, quando as coisas correm mal ao PSD Madeira, lá vêm com o fantasma da independência nos comícios. Não há pachorra. ... Os de Lesboa.... Os de Contenente....
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De Pedro Correia a 10.01.2020 às 21:57

A verdade é que essa chantagem funciona. Como ainda hoje se viu.
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De Justiniano a 11.01.2020 às 09:07

A Madeira tem cerca de 300.000 habitantes!!
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De Anónimo a 15.01.2020 às 21:01

Militantes psd ingratos
Em Aguiar da Beira Fernando Andrade, mandatário da campanha Rui Rio pga cotas a 70 militantes e no final só tem 62 votos.
Ingratos....

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