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E vão três

por Pedro Correia, em 24.07.19

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O Brexit já enterrou dois chefes do Governo do Reino Unido, ambos conservadores: David Cameron, que convocou o referendo de 2016 comportando-se como aprendiz de feiticeiro, saltou do comboio em andamento, no rescaldo imediato desta consulta eleitoral; hoje, sem pompa nem glória, foi a vez de Theresa May abandonar a residência oficial em Downing Street sem ter solucionado um só dos problemas que o referendo suscitou. 

Um terceiro conservador, Boris Johnson, acaba de tomar posse - sem passar pelo decisivo teste das urnas nacionais. Com o reino cada vez mais desunido e rodeado de incertezas. Será capaz de corrigir a rota dos correligionários que o antecederam? A seu favor tem apenas as baixas expectativas que o rodeiam neste início de funções como 14.º primeiro-ministro empossado pela Rainha Isabel II. É muito pouco como carta de recomendação.

Biógrafo de Winston Churchill, o sucessor de Theresa May não ignora certamente uma das frases mais argutas do estadista que conduziu o destino das ilhas britânicas durante a férrea resistência às hordas nazis. «A política é a única guerra em que se pode morrer duas vezes», ensinou Churchill. Todos os governantes deviam ter esta citação sempre presente, do primeiro ao último dia dos seus mandatos.

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3 comentários

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De José Carlos Menezes a 26.07.2019 às 16:06

Adorei!

Como é possível haver um português fazer um comentário desses a um povo que deu lições de democracia ao mundo.
Talvez o Pedro Correia, Tuga como eu, que vive num país que é uma miséria de indemocracia, depois de 48 anos ditadura que se seguiu a 16 anos de anarquia L'sboeta (com 48 Chefes de Estado) ao qual o resto do país esqueceu e L'sboa também esqueceu a "província", vem dar lições de "Ética Democrata".

Chorei a rir com os seus disparates de análise "politológica".
Deixe estar. Já sei que o meu comentário não vai sair. Vai ser censurado como o fazem todos os que, sendo confrontados, se zangam porque não sabem responder com lógica ou razão suficiente.

A primeira Constituição do mundo foi apresentada a João "Sem Terra" em… 1215 e assinado completamente pelo seu filho Henrique (não sei quantos) por 1270.
Limitava os poderes reais e dava garantias aos cidadão, inclusive o … Habeas corpus. Imagine-se.

Os direitos aristocráticos foram abolidos por Carlos II após a ditadura republicana de Cromwell por 1640.

O primeiro parlamento eleito do mundo, aberto a todas as classes sociais, por círculos unieleitorais e maioria relativa que ainda se mantém, a Câmara dos Comuns, em 1689 (caso não tenha visto bem, foi 100 anos antes da Revolução Francesa). Passou a Parlamento do Reino Unido em 1702.

O Reino Unido foi o 3º país do mundo a permitir o voto das mulheres, depois da Nova Zelândia e da Noruega. Portugal só o foi em 1974 (nas eleições marcelistas de 1969, não votaram).

Foi o único país da Europa Unida que respeitou um referendo.
Na Dinamarca em 1992 sobre o Tratado de Maastricht, foi repetido até dar SIM.
Na Irlanda em 2001, sobre o Tratado de Nice, foi repetido até dar SIM.
Em França e na Holanda sobre a Constituição Europeia em 2005, o não venceu com 54,9% (França) e 61,5% (Holanda), foram IGNORADOS.
Na Irlanda em 2008 sobre o Tratado de Lisboa, foi repetido até dar SIM.
Na Grécia 2015 sobre o resgate do Euro, foi IGNORADO.

O Parlamento Europeu, mesmo após o Tratado de Lisboa, não tem poderes.
O poder legislativo vem de Comissões Europeias. Uma NOMENKLATURA bem soviética.

O argumento do Brexit foi sempre o da DEMOCRACIA, claramente exposto por Nigel Farange.

O suposto problema da fronteira da Irlanda do Norte foi dito sem fingidelas pelo líder Farange assim:
"Sai-se sem acordo e portanto fecha-se a fronteira. Passa a ser um problema interno e não europeu".

Tão claramente óbvio. Só um Continental, para mais Tuga, é que pode achar complicado.

Mas respeito a sua opinião, como a de qualquer outro. Mas tenho o direito de a achar claramente "fraquinha".

José Menezes
(Um Tuga da província)
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 26.07.2019 às 16:14

Tanta bacorada. Talvez consciente disso, chega a implorar-me que o censure.

Nem pense que lhe faço a vontade.
Aqui fica expresso o seu "pensamento", do princípio ao fim.
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De José Carlos Menezes a 26.07.2019 às 23:39

Evidentemente, fartei-me de o publicar no facebook.

Com um outro anterior não fui previdente. Um blogger tolerante d'esquerda aqui do Delito de Opinião, com uma crítica semelhante, cometeu o DELITO DA CENSURA de não o publicar.

Como creio que escrevo delitos de opinião sensatos, absolutamente correctos (na minha opinião) não escrevi palavrões, não sou disparatado.
A não publicação deveu-se apenas a "censura de opinião".

Grato pela publicação. Fica a dúvida se foi pela pressão exercida na rede social.
Para a próxima esperarei um pouco para ver.

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