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E o país ainda a combater a guerra anterior

por Luís Naves, em 16.11.15

Enquanto as CNN's discutem as questões estratégicas e de segurança que se colocam à Europa, a provinciana comunicação social portuguesa está ainda na guerra anterior e discute xenofobia e direitos humanos das minorias radicalizadas. Afinal, que direitos humanos tiveram as 139 vítimas mortais da barbárie terrorista e os mais de 300 feridos dos atentados de Paris? Ou as outras vítimas, por exemplo, os ‘cruzados’ a bordo do avião russo derrubado, que vinham da praia?

O Delito de Opinião foi dos primeiros sítios nacionais a descrever a situação descontrolada que se viveu nas fronteiras externas de Schengen em Agosto e Setembro. Estes textos foram recebidos com indiferença, prevalecendo a ideia de ignorar as regras europeias perante a emergência humanitária. As pessoas convenceram-se de que um governo de 'extrema-direita' agia contra os valores europeus e que era preciso abrir o espaço de livre circulação. As tentativas de explicar a realidade esbarraram no muro dos mitos mediáticos. Durante semanas, sob intensa pressão da opinião pública, o fluxo migratório foi descontrolado e podem ter entrado na Europa centenas de jihadistas, misturados com as multidões. Era preciso tempo para controlar as pessoas que nos batiam à porta.

O perigo do Estado Islâmico (chamem-lhe assim ou de outra forma) foi subestimado. A Europa terá de se coordenar com americanos, russos, turcos, curdos, iranianos e com as milícias xiitas libanesas e com os xiitas iraquianos, com os rebeldes sírios, talvez até com Bachar al-Assad, que ao sufocar à nascença a ‘primavera árabe’ contribuiu para a extrema violência da guerra civil. Será preciso reprimir os contrabandistas de petróleo e de outros recursos do Estado Islâmico (fosfatos, algodão, obras de arte), será preciso eliminar as fontes de financiamento da organização (qual o papel dos sauditas?). Isto é um choque de civilizações e o califado constitui um aperfeiçoamento da Al-Qaeda, com centralização, território, população, leis, orçamento, exército. Os europeus terão de reprimir os seus radicais, num equilíbrio difícil com os princípios da liberdade religiosa.

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23 comentários

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De jo a 16.11.2015 às 12:24

Pensa então que os atentados de Paris foram causados porque a Europa não afundou os barcos de refugiados no mar Egeu?

E que a solução contra o terrorismo passa por deixar crianças e outros não combatentes serem chacinados pela Síria?

E que os refugiados devem ser contidos na Síria, onde morrer com uma bomba lançada por um avião é considerado um "dano colateral"?

A maioria dos atacantes tinham nacionalidade francesa, Será que Hollande já ponderou bombardear Paris?
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De Luís Naves a 16.11.2015 às 13:26

Que disparate de comentário! O que leva as pessoas a não entender coisas básicas? Onde é que está escrito que defendo o afundamento dos barcos no Mar Egeu? Quando se discutem questões sérias surgem logo estes argumentos marcianos. O que defendo é que o fluxo migratório seja controlado de acordo com as leis europeias e os tratados assinados. Defendo que não sejam impostas por alguns países europeus a outros países europeus políticas de emigração ou de fronteiras não previstas nos tratados ou políticas de asilo que alguns desses países não querem adoptar. É com argumentos como o deste comentário que se alimentam os partidos populistas. É não querer ver que as pessoas foram massacradas por fanáticos e que isto é apenas o início de um conflito sem tréguas, que terá novos episódios.
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De Luís Naves a 16.11.2015 às 13:56

Tudo indica que no meio da confusão entraram militantes. Em Setembro, os meios de comunicação húngaros citavam fontes policiais e contavam que tinham sido encontrados refugiados sírios que não falavam árabe e passaportes sírios preenchidos pelo mesmo funcionário (a mesma letra, a mesma tinta) cujos portadores tinham todos nascido a 1 de Janeiro de anos diferentes. Entre os refugidos havia muitos jovens (bem constituídos) cuja origem era incerta, sendo a sua origem síria duvidosa. Muitos tinham pago ao Estado Islâmico pelos passaportes sírios, que eram verdadeiros-falsos. E foram apreendidos muitos documentos falsos: eu próprio encontrei no chão, junto ao campo de recepção de Roszke, os restos de um documento de identificação português, obviamente falso e que tinha sido apreendido e destruído pelas autoridades húngaras. Os refugiados não eram todos crianças, mas estas eram uma minoria. Entraram militantes escondidos entre a população civil que precisava da protecção europeia? É evidente que sim. São perigosos? Claro que são. Vão ficar adormecidos dois anos ou dois meses? Não sabemos. Quantos são? Não sabemos. O controlo das fronteiras externas do espaço de livre circulação é dispensável? Claro que não é e não devia ter sido dispensado nos meses de Agosto e Setembro.
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De Pedro Correia a 16.11.2015 às 14:40

Plenamente de acordo, Luís. O controlo das fronteiras externas da UE - sobretudo no Espaço Schengen - é indispensável. A alternativa é muito pior: o fim do próprio Espaço Schengen.
Curioso é ver que os antigos defensores do Muro de Berlim - que impediam os alemães de Leste de sair de lá - sejam agora os maiores opositores aos controlos fronteiriços - destinados não a impedir ninguém de sair nem ninguém de circular na UE, mas a verificar as entradas externas ao espaço europeu para facultar elementos factuais indispensáveis aos nossos serviços de informações (e precisamos mais deles do que nunca).
Russos, americanos e chineses, por exemplo, mantêm controlos rígidos e rigorosos das suas fronteiras e ninguém anda por aí aos gritos por causa disso.
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De Nuno a 16.11.2015 às 16:17

Ainda gostava de saber onde está a humanidade em receber alguém no nosso território sem lhe dar os papeis que lhe permitem viver cá de forma legal e digna.

Sem papeis, as pessoas não podem assinar um contrato de trabalho ou de arrendamento, pagar impostos e contribuições, ter acesso cuidados de saúde e protecção social, abrir uma conta bancária, ter um cartão para fazer compras e carregar o telemóvel.

Para fazer essas coisas todas é necessario que as pessoas façam prova da sua identidade e condição (refugiado, migrante, etc) à entrada. Isso não é fechar as fronteiras, é controla-las. Não lhes estamos a exigir nada que não exigamos a nós próprios (xenofobia!?). E se não o fizermos estamos precisamente a condenar os refugiados aos ghetos e à exclusão social que dizemos querer combater.

Deixem-se de unicórnios. Proponham formas realistas de resolver estes problemas.
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De jo a 16.11.2015 às 18:41

O que defende é que os refugiados sejam impedidos de entrar. Como estão a ser forçados a sair e não vão poder entrar, então vão morrer algures no caminho.

Essa é a verdade dos factos apesar dos que pensam que negar auxílio não é crime.

Ninguém em seu juízo perfeito diz que a fronteira tem de ser escancarada. Mas a solução de assobiar para o lado, fazer cimeiras e esperar que passe, ao mesmo tempo que se fecha a porta, nem é séria como nem é viável.
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De Nuno a 16.11.2015 às 21:20

Não se processam centenas de milhar de pedidos de asilo sem demora. Não se verificam identificações, proveniências e cadastros sem demora.
Não se tratam as pessoas que não trazem documentos sem demora. Não se fazem rastreios médicos e vacinações preventivas sem demora.

Sobretudo, nada disso se faz se as pessoas não colaborarem porque "eu quero é chegar à Alemanha, depois logo se vê" e "se me apanham na fronteira ainda vou parar a Portugal".

As pessoas têm que ser retidas em qualquer lado. As fronteiras exteriores dum espaço de livre circulação não podem ser permeáveis.

Se não depois temos os casos lamentáveis de pessoas atropeladas na autoestrada porque iam a pé na faixa de rodagem, ou que têm pânico de ir ao hospital porque estão ilegais. Isso sim é marginalizar.

Legalizar as pessoas, que nos pedem ajuda às centenas de milhar é crucial, demora tempo e depende da boa vontade de todos. Os que dizem defender os refugiados no conforto de suas casas a milhares de quilómetros de distância deviam compreender isto.
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De jo a 16.11.2015 às 18:49

Ainda não percebi a ligação que quer estabelecer entre os refugiados Sírios e os atentados.

Tem informações de que os atentados não aconteceriam se não tivessem deixado entrar refugiados? Quais atentados e quais refugiados?

Não será uma ligação feita porque dá jeito?

Repare que também se pode dizer que é porque a Europa não segue as políticas ditatoriais dos estados islâmicos que não tem, nem de longe, tantos atentados como esses estados. Diminuir as liberdades não parece ser o caminho no sentido certo.
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De Luís Naves a 16.11.2015 às 19:24

Não faço qualquer ligação entre refugiados e os atentados de Paris. Basta ler os textos que escrevi. É muito simples: a vaga de refugiados foi utilizada por jihadistas para facilitar a sua infiltração na Europa. O facto de ter ocorrido durante algumas semanas o não cumprimento dos tratados europeus e das regras do espaço Schengen permitiu a passagem de combatentes sem qualquer controlo das autoridades. O que escrevo é sobre a necessidade de se cumprirem os tratados e de controlar o fluxo migratório. Isto não tem nada a ver com as nossas liberdades. O que tem a ver com as nossas liberdades é haver um bando de malucos que disparam a matar contra pessoas que se estão a divertir numa sexta-feira ou a passear no meio da rua. Há comentadores que ainda não perceberam aspectos básicos da sua própria insegurança.
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De jo a 16.11.2015 às 19:33

"É muito simples: a vaga de refugiados foi utilizada por jihadistas para facilitar a sua infiltração na Europa"

Ainda falta provar isso. Neste momento o que se sabe é que há ataques perpetrados por franceses sobre os quais não existia qualquer mandato de captura. Parece que os franceses não têm de se arriscar a morrer afogados para entrarem em França.

Ao fazer uma afirmação destas está a fazer uma ligação infundamentada.
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De V. a 16.11.2015 às 17:04

A Síria era um país invejável na região. De repente, Assad aparece como ditador nos jornais europeus. A ideia que eu tenho é que os líderes muçulmanos interessados em conquistar e destruir a Europa criarsm a "rua árabe" para derrubar os poderes e criar instalidade irreversível na região. O objectivo foi propiciar a horda de invasores que agora assola a Europa. Quanto às criancinhas não se preocupe: elas crescem e podem transformar-se em bons soldados do profeta.
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De lucklucky a 16.11.2015 às 17:40

"E que a solução contra o terrorismo passa por deixar crianças e outros não combatentes serem chacinados pela Síria?"

"A maioria dos atacantes tinham nacionalidade francesa, Será que Hollande já ponderou bombardear Paris?"

O que é que se diz de uma pessoa que vê o problema na sua segunda frase e recusa ver esse problema na sua primeira? esquizofrenia, sinapses não ligadas, pressão social demasiado forte permite conformar as contradições ou por outras palavras demasiado adulto já incapaz de dizer a verdade devido a ser demasiado social?

60-70% dos refugiados são homens em idade de combater. Parte serão os terroristas de amanhã baseados na Europa a juntar aos outros. Logo deveremos bombardear ainda mais Paris?


"E que os refugiados devem ser contidos na Síria, onde morrer com uma bomba lançada por um avião é considerado um "dano colateral"?"

O anti-ocidentalismo marxista bem exposto. A maior parte das bombas na Síria são lançadas pela força aérea de Assad , mercenários Russos e de outros países com material Russo.
Para si essas não atingem ninguém pois são apagadas da memória.
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De jo a 16.11.2015 às 20:11

"O que é que se diz de uma pessoa que vê o problema na sua segunda frase e recusa ver esse problema na sua primeira? esquizofrenia, sinapses não ligadas, pressão social demasiado forte permite conformar as contradições ou por outras palavras demasiado adulto já incapaz de dizer a verdade devido a ser demasiado social?

60-70% dos refugiados são homens em idade de combater. Parte serão os terroristas de amanhã baseados na Europa a juntar aos outros. Logo deveremos bombardear ainda mais Paris?"

luckylucky presumo que está em idade de combater. Considera-se por isso um alvo legítimo a abater? Para os terroristas e outros imbecis basta isso. Se defende essa doutrina recomendo-lhe que imigre para o Daesh, lá é a doutrina dominante. E talvez lhe arranjem 70 virgens.


"O anti-ocidentalismo marxista bem exposto. A maior parte das bombas na Síria são lançadas pela força aérea de Assad , mercenários Russos e de outros países com material Russo.
Para si essas não atingem ninguém pois são apagadas da memória. "

Bem se os Russos também mandam bombas, então está tudo bem.
Bora vigarmo-nos nos Sírios (que os outros têm mais armas e podem ser perigosos)!




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De V. a 16.11.2015 às 15:22

Fechar todas as mesquitas e banir o Islão e os seus acólitos de solo Europeu é a estratégia que tem o meu voto. Não precisamos de uma ideologia totalitária nem de gente com mentalidades do tempo de Abraão a degolar cabras com canivetes. Já nos basta a nossa própria labregada.
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De Luís Lavoura a 16.11.2015 às 16:48

gente com mentalidades do tempo de Abraão a degolar cabras com canivetes

Refere-se apenas aos muçulmanos, ou também inclui os judeus nesta descrição? É que os judeus também degolam cabras com canivetes... E em muitos aspetos (relação homem-mulher por exemplo) têm mentalidades do tempo de Abraão...

Já nos basta a nossa própria labregada.

Na nossa labegada incluem-se muitos muçulmanos... há bastantes muçulmanos portugueses...
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De V. a 16.11.2015 às 20:44

Os judeus não me preocupam. E não temos muçulmanos cá para o norte interior (Portugal). Há é uns "marroquinos" — o termo que é usado para designar um vigarista de bairro. Quando se vive numa região livre é tudo muito mais expressivo.
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De Luís Lavoura a 16.11.2015 às 15:27

podem ter entrado na Europa centenas de jihadistas

Pois podem. Mas tudo indica que os atentados de Paris foram cometidos por cidadãos franceses, nascidos e criados em França e que tinham total autorização para entrar em França sempre que quisessem. Não por jihadistas vindos expressamente da Sìria para o efeito.
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De Luís Naves a 16.11.2015 às 16:19

Franceses nascidos em França e que combateram na Síria, devia acrescentar. Mas as informações são quase nulas sobre quatro dos terroristas.
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De Luís Lavoura a 16.11.2015 às 16:51

Franceses nascidos em França e que combateram na Síria

Não sabia que tivessem combatido na Síria. De qualquer forma, eram cidadãos franceses que tinham plena liberdade de entrar e permanecer em França. Não entraram, creio, em França à socapa, misturados em hordas de refugiados. Entraram legalmente no seu país de origem e cidadania.
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De V. a 16.11.2015 às 23:37

um terço dos jovens abdulás franceses (18-35 anos) apoiam o Daesh e 90% dos muçulmanos em todo o mundo concordam que deve haver punição para quem não segue a sharia — portanto aquilo é tudo farinha do mesmo saco.

Quem pensa que uma guerra pode ser evitada e que vamos todos viver em paz e com respeito mútuo está muito enganado. Um dia isto rebenta e não vai haver jornalista e bloco de esquerda que os salve.

A culpa, apraz-me dizê-lo, é da Esquerda — estúpida como sempre.
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De lucklucky a 16.11.2015 às 23:24

Cidadãos franceses com nomes árabe e Islamicos

Ou seja os refugiados no caso de serem Islâmicos mais os seus descendentes têm muito mais probabilidade de se tornarem terroristas ou já serem.
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De cristof a 16.11.2015 às 15:43

E as suas observações no terreno, contra muitos aqui mesmo ,eram bem certeiras.
Onde discordo é que a UE tem que se coordenar com EUA, Inglaterra...
Por não se terem oposto (as derivas dos anglosaxonicos), em vez da manada de que, somos todos charlie , temos aqui problemas para dezenas de anos. O máximo que temos direito dos nossos "politicos" foi a abstenção da Merkl as guerras dos mentirosos Bush; e a sua investida a travar o plano inclinado armado na Ucrania.
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De André Miguel a 16.11.2015 às 19:31

Na segunda guerra mundial tivemos líderes à altura. Infelizmente hoje já vimos que não os temos. Obama é cobarde, Cameron anda aos bonés, Hollande acordou agora, Rajoy tem sonhos catalães, salva-se Putin. Deus nos acuda.

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