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É fazer as contas, como dizia outro

por Rui Rocha, em 06.06.16

Fazendo umas contas por alto, um ano tem cerca de 250 dias úteis. Se tivermos em conta que o direito a férias remuneradas corresponde a 22 dias por ano, sobram coisa de 228 dias úteis para trabalhar. A redução do horário de trabalho na função pública para 35 horas semanais corresponde a menos 1 hora de trabalho por dia. Isto é, o empregador Estado acaba de somar aos 22 dias úteis de férias normais mais uma "dispensa" equivalente a cerca de 28 dias por ano (1 hora x 228 dias de trabalho / 8 horas diárias de trabalho = 28,5). Exacto. É o que acabaram de ler e que repito para o caso de não ter ficado claro: é de uma medida equivalente a um acréscimo de 28 (vinte e oito) dias de férias anuais para cada funcionário público que estamos a falar.


50 comentários

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De Psicogata a 07.06.2016 às 11:22

De facto quererem que acreditemos que esta medida não custará nada é fazer de nós parvos, só quem acredita em contos de fadas é que acha que isso é possível. Embora uma grande parte dos trabalhadores, especialmente os das Câmaras Municipais, nunca tenham efetivamente trabalhado 40h, a verdade é que esta medida tem custos, caso contrário o aumento para as 40h não teria sido uma poupança.
Eu não acho mal que se trabalhem 35h no sector público, acho mal que não se criem condições para que o mesmo aconteça no privado, inclusive acho inadmissível que no mesmo local funcionários públicos e funcionários com contratos privados tenham horários diferentes, só por ai se percebe como esta desigualdade não faz sentido nenhum.
Como disse, e bem, Luís Marques Mendes é impensável que trabalhadores que já estão sob proteção do Estado trabalhem menos horas do que aqueles que não estão, para não falar do conjunto de regalias acrescidas.
É vergonhosa a disparidade que existe entre o sector público e o privado.
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De Helena A. a 07.06.2016 às 11:39

Sr. Rui Rocha,
o que acha do seu Patrão chegar ao pé de si e lhe dizer: "A partir de agora em vez de trabalhar 35 horas por semana, como está escrito no seu contrato de trabalho, vai passar a trabalhar 40 horas e sem aumento de ordenado." Uma alteração unilateral do contrato de trabalho em que você não tem sequer uma palavra a dizer... O que diria? Como se sentiria?
Sabe que, o que o anterior Governo fez (aumentar de 35 horas para 40 horas semanais de trabalho, unilateralmente) é ilegal??????
E não são só os trabalhadores da Administração Pública que trabalham 35 horas semanais, há no privado muitas empresas que fazem o mesmo horário (eu tenho conhecimento de causa).
Cumprimentos
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De ariam a 07.06.2016 às 20:32

Por vezes, dou-me ao trabalho de ler todos os comentários, por pura curiosidade e, aqui, há palavras que, realmente, me fazem sorrir: "Está escrito", presumo que seja a ferro e fogo para toda a Eternidade, quase como as Tábuas da Lei, entregues ao profeta Moisés mas, até essas, as originais tiveram de ser quebradas porque Deus teve de escrever outras mas, por aqui, está escrito e o resto são detalhes (mas só para alguns).

Depois "ilegal" e aqui, tem sido uma maravilha, olhando para a História da Função pública mesmo antes do 25 Abril já houve de tudo, ganhavam pouco em relação aos privados, passavam a ter a compensação de mais dias de férias, depois do 25 de abril, houve aumentos sem cortar nos dias de férias, de 44 horas, não foi ilegal reduzir para 40 quando estavam escritas 44 (sem reduzir ordenado) e, nessa altura, penso que também não houve acerto nos dias de férias em relação aos privados. Foi sempre difícil seguir o que se passava na função pública, exceto as greves, sempre muitas. Nem dentro do próprio Estado as regras são iguais, houve ou há, uns com dias de férias dados por mérito (por não dar faltas durante o ano e, esta é hilariante) assim, a tal Lei escrita a ferro e fogo, tem sido uma boa maneira de muitos políticos subirem ao "poleiro" ou para se manterem no "poleiro", antes de eleições.

Não esquecendo, como muitos entraram para a Função Pública... "mérito", laços familiares, companheiros partidários, favorzinhos, essas coisitas todas. Houve épocas que quase pareciam os Jogos Olímpicos de qual o Partido que metia mais funcionários públicos, coisas que talvez estivessem escritas nas Tábuas da Leis em letras miudinhas ;) Houve uma altura que tinham primazia, de entrada, os retornados, depois os filhos de funcionários, suponho que houve de tudo, até quem se inscrevesse em Partidos políticos para poder entrar na função pública. Uma autêntica loucura que deu, a muitos, boas reformas em menos anos do que os privados. Até a fórmula das pensões ser diferente. Tudo legal, tudo escrito mas sempre num estilo de "Faroeste" e de uma grande "Coboiada" ;)

Haja crise económica, resgates, há sempre uns com mais garantias do que outros. Igualdade? Isto é o País do salve-se quem puder e que se lixem os outros todos, até os que ainda não nasceram. Já houve a época do emprego garantido e vitalício ao contrário do privado onde nunca nada, esteve ou está garantido. Se for preciso, fecham as portas e vai tudo para a rua, ao contrário do Estado, esse nunca fecha, só tem de "espremer" mais um bocadinho os que não pertencem ao clube e, nem esses, sabem tudo e se há ou não desigualdades porque, a transparência, é só para os contribuintes, quanto ao funcionamento das gerigonças, aí, o segredo é a alma do negócio ;)
Já me esquecia dos funcionários públicos em excesso, e de irem para casa com parte do ordenado e caiu logo o Carmo e a Trindade, os privados, esses, para casa, com sorte, só se for o papel para o fundo de desemprego porque, por esse, até podem ter que esperar. Um país que poderia ser, mesmo, "um jardim à beira mar plantado" mas, tão cheio de ervas daninhas é difícil pensar em flores.
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De V. a 07.06.2016 às 12:10

Visto do lado da poupança são menos 28,5 dias de INATEL para os sempre-os-mesmos-do-sindicato, poupa-se luz, poupa-se telecomunicações. A produtividade e criação de riqueza mantêm-se: é sempre igual zero.
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De Carlso Alberto a 07.06.2016 às 12:15

Caro Rui Rocha

Para o caso de não saber, eu passo a explicar como isto funciona. É assim: no tempo das 35 horas, o meu salário era de 961 euros mensais. A partir do momento em que nos foram impostas as 40 horas, o meu salário passou para, exactamente, 961 euros mensais. Com as 35 horas, o meu salário/hora era de cerca de 4,60 euros. Com as 40 horas, o meu salário passou a ser 4 euros/hora. Acha isto justo? Se sim, mantenha a sua. Se não, faça o favor de se retractar no seu próximo "post". Cumprimentos e... raciocínio.
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De João Costa a 07.06.2016 às 12:37

Viva!
Depois de ler o post e de analisar os respectivos comentários, verifiquei que afinal o nosso querido rectângulo é um país cheio de tantos e tão bons economistas e afins... só é pena de estar como está!
São destes post que a classe (que se apelida) política gosta! Porquê? Pra esvaziar os bolsos de todos com mais uns quantos "tax"!!!
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De Anónimo a 07.06.2016 às 14:49

é verdade! para os burros o numero de horas é o único indicador de jeito. Porque não trabalhar 45 ou mais? triste país atrasado com esta gentinha...
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De Mónica Teixeira a 07.06.2016 às 14:51

Boa tarde,

Lamento informar que nem todos os fp trabalham 35h há os fp de segunda escolha que trabalham 40h (e que vão continuar a trabalhar) e que recebem menos que aqueles que vão passar a trabalhar as 35h. A desigualdade existe dentro do mesmo serviço e da mesma instituição não é só no privado
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De Davide Ferreira a 07.06.2016 às 15:41

As contas são fáceis de fazer. É pena que ninguém as faça onde precisam de ser feitas.
Bom post.

Com os melhores cumprimentos,
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De singularis alentejanus a 07.06.2016 às 19:37

Meus caros, façam as contas que fizerem, estiquem daqui, encolham de acolá, para mim isto tudo não é mais que um comunismo encapotado. O PS do Costa, vítima do anseio do poder deste artista da rádio, televisão e cassete pirata, não é o verdadeiro PS, é simplesmente um criado do BE e do PCP.
E a propósito das "35 horas", o tempo real de trabalho da grande maioria do funcionalismo público, salvo raras excepções, é +/- 60% do previsto. É o pequeno almoço, é o café, é o lanche e meia hora de preparação para a saída. Para trabalharem no sector privado, aproveitar-se-iam 30% dos actuais funcionários públicos.
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De ariam a 07.06.2016 às 21:02

...esqueceu-se das idas ao W.C. que podem ser mais longas do que no privado... lá diz o velho ditado, "patrão fora, dia santo na loja" e o contribuinte que espere e se agarre... à senha da vez ;)
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De Miguel Vital a 07.06.2016 às 19:38

Muito erradas estas contas. O governo não dá nada já que o que fez foi repor o que tinha sido tirado, unilateralmente pelo governo de Passos Coelho. A semana de 35 horas foi negociada pelos sindicatos com um do governos de Cavaco Silva, coadjuvado pelo então Ministro da Presidência, um tal Marques Mendes. Cavaco Silva, ele mesmo, assinou o diploma das 35 horas.

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