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Duas hipóteses

por José António Abreu, em 05.12.14

Depois do corte de quatro feriados anuais a todos os trabalhadores, só existem duas hipóteses lógicas (e, diga-se, não mutuamente exclusivas) para explicar a concessão aos funcionários públicos de dois dias de tolerância de ponto no curto período de tempo que já inclui o dia de Natal e o primeiro de Janeiro: eleitoralismo (caso em que ou o governo é extraordinariamente ingénuo ou os funcionários públicos de uma volubilidade assustadora); a assumpção de que dois dias de trabalho são muito mais importantes no sector privado do que no público.


12 comentários

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De Anónimo a 05.12.2014 às 17:39

É indubitavelmente eleitoralismo. Além de fazer uma agrado aos funcionários públicos (a volubilidade não interessa, direi mesmo quase não influi) ajuda a consolidar a ideia (juntamente com outras pequenas benesses) de que a austeridade está em fase de alívio. Em princípio agrada mesmo a quem não beneficia da tolerância.É um período de descontracção. Eleitoralmente é preferível isto a dizer "vamos empobrecer" ou "vão-se embora para outro país" ou "não sejam piegas e aguentem".
Se ganharem as eleições é claro que o discurso mudará de novo e pagar-se-á a factura.
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De Mal Intencionado a 05.12.2014 às 17:49

A propósito (ou talvez não), acharia piada a que fosse realizado um inquérito de rua na próxima Segunda-feira perguntando ao cidadão porque é que é feriado.

(Veio um parecido no DN sobre o que se celebra no dia 1 de Dezembro, ainda acessível na secção "video" da página de entrada no website do jornal).
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De Anónimo a 05.12.2014 às 19:05

"cidadão porque é que é feriado." Melhor "cidadão por que é que é feriado". Assim se diz em bom português.
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De Mal Intencionado a 05.12.2014 às 22:43

Agradeço que vá dar as suas lições para o raio que o parta.
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De Anónimo a 05.12.2014 às 23:22

Mas é o que já estou a fazer.
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De Luís Lavoura a 05.12.2014 às 18:00

O governo tirou 4 feriados e deu 2 dias de tolerância de ponto, portanto os funcionários públicos ainda ficaram a perder.
Os patrões privados também têm a liberdade de dar dias de folga extra aos seus funcionários. E alguns, certamente, dá-los-ão. O facto de 4 feriados terem sido eliminados significa que os patrões e os trabalhadores têm maior liberdade para negociar outros dias de folga que lhes sejam mais convenientes.
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De Trilema a 05.12.2014 às 18:08

O governo fez isso obviamente para paralisar os serviços por mais dois dias e assim deixar o senhor professor engenheiro arquitecto enjaulado por mais esse tempo, clarinho como aguinha.
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De francisco cruz a 05.12.2014 às 18:32

Ninguém achou importante referir que o dia seguinte ao do Natal é uma sexta-feira. E depois querem ser considerados como lúcidos e independentes... Ora bolas!
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De Ana A. a 05.12.2014 às 20:30

"...a assumpção de que dois dias de trabalho são muito mais importantes no sector privado do que no público."

Essa assumpção é mais que evidente, por parte do governo. Os seus funcionários são sempre tidos como despesa e nunca vi ser elaborada a lista do trabalho (produtivo) por eles produzido. São sempre vistos como um mal necessário (excepto quando fazem greve).
(Não! Não sou, nem nunca fui funcionária pública! )
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De Nuno a 05.12.2014 às 23:09

Acabar com feriados obrigatórios e deixar a decisão para os patrões e trabalhadores é uma medida liberal.

Sempre tive um ou dois dias "oferecidos" para gozar nesta altura, às vezes fixos (quando interessa à empresa fechar), outras vezes entre uns quantos possíveis à escolha. Mesmo assim sendo, se estivesse a meio dum trabalho com prazos apertados, prescindia deles e gozava-os (com autorização especial) noutra altura.

Tenho colegas noutras empresas que, pelo contrário, têm mesmo que ir trabalhar nesta altura: ninguém pode sequer meter férias, e até directores vão para lojas atender ao público como forma de dar o exemplo (por ser uma época movimentada).

O problema principal das tolerâncias de ponto (além do nome rídiculo) é como tudo neste estado monolítico, serem uma medida centralista. Há casos em que faz todo o sentido não ir trabalhar dia 26, sexta-feira, e o patrão até prefere oferecer. Há casos, como muitas lojas, em que dia 26 é o dia mais movimentado de compras do ano e toda a gente é pouca para dar conta do recado. Mas no estado decide um ministro.
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De Vento a 06.12.2014 às 11:37

Passos é uma vedeta.

Vejam bem que quer agora aproveitar-se das circunstâncias para pretender dizer que foi ele que desencadeou todo o processo para acabar com os donos disto tudo.
E não ficando por aí, esquecendo que ele é um elemento que contribuiu para a ruína desta nação com o seu alinhamento a políticas acéfalas de empobrecimento, vem também dizer que os coitadinhos dos pequeninos empresários não puderam usufruir de apoios porque os fundos públicos iam para comilões mauzões (eu sei, iam para empresas muito preocupadas com a formação de um não sei quê).
Ele que até come o dinheiro das famílias para subsidiar empresas através de créditos fiscais e baixando IRC sem critérios diz que agora é que as famílias estão protegidas em termos de IRS. Ele mesmo diz isto, ele que vem com a fiscalidade verde para deixar as famílias amarelitas.

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2014-12-06-Passos-garante-que-os-donos-do-pais-estao-a-desaparecer

Ó Passos, faz-te à vida homem. Vai fazer um cursito de Vida Activa para ver se mudas a conversa!
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De JPT a 06.12.2014 às 13:30

Há claro, a mera hipótese do bom senso, tendo em conta que os dias em causa são sextas-feiras a seguir a um dia e meio de feriado. Eu, que só ganho segundo aquilo que trabalho, também não estou a pensar ir trabalhar (claro que pode ser que tenha de ir, mas isso é outra história).

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