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Não foi apenas a Grécia que ficou à beira da insolvência este fim-de-semana. Porto Rico também admitiu oficialmente que não pode pagar as dívidas contraídas nos últimos anos. A culpa, evidentemente, é dos «mercados» que lhe emprestaram os dólares - essa verdadeira moeda que, ao contrário do euro, permite evitar defaults e a necessidade de austeridade.


11 comentários

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De da Maia a 29.06.2015 às 12:25

Já agora, convém não esquecer que o presidente de Porto Rico, tal como de qualquer outro estado americano, é Barack Obama.
Portanto isso enquadra-se no problema global das dívidas dos estados americanos, tendo sido o exemplo mais conhecido o da Califórnia, em que actuou o exterminador Schwarznegger.
Por isso, convém não confundir os Estados Unidos da América, com a DesUnião Europeia.
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De José António Abreu a 29.06.2015 às 12:30

Sim mas e então? Obama vai enviar para lá dólares?
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De da Maia a 29.06.2015 às 12:51

Conforme aconteceu no caso da Califórnia, isso só afecta o que está dependente do Estado de Porto Rico, que é tipo o que está dependente de uma câmara ou governo regional.

Afectará a despesa do funcionalismo e serviços estatais, o que não é a mesma coisa do que na Europa/Grécia, onde afecta toda a economia do país, porque a UE não é uma federação de estados.
Começa logo por cada país ter o seu exército, coisa que não passaria pela cabeça de nenhum americano, desde a Guerra Civil.
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De José António Abreu a 29.06.2015 às 16:31

A ver se percebi: se o euro fosse uma moeda como o dólar e a UE uma federação como os EUA, o Estado grego teria que se desenrascar sozinho, sem que isso constituísse um problema (excepto, quiçá, de ordem militar) porque o resto da União não seria afectado. OK...
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De l.rodrigues a 29.06.2015 às 16:42

Não... não percebeu. Num estado americano, quando as contas públicas correm mal e há insolvência, há factores não afectados por isso como a saúde pública (Medicaid) , o apoio ao desemprego, a segurança social... que são garantidos no plano federal. Assim, o governo local pode rectificar as suas prática no que for possível e/ou necessário sem um impacto demasiado recessivo na economia.

Não sei qual a origem dos problemas de Porto RIco, mas os da Califórnia residiam na política fiscal de inspiração Republicana. Menos estado deu estado insolvente. Aumentaram os impostos e voltou tudo a funcionar. Incluindo as escolas.
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De José António Abreu a 29.06.2015 às 17:38

O sistema de saúde norte-americano garante bastante menos do que o sistema de saúde na generalidade dos países europeus. Idem para o(s) sistema(s) de pensões. E isto mesmo após a aplicação da austeridade em alguns países europeus (que, em muitos casos, mantêm sistemas mais generosos que alguns dos "credores"). Ou seja: pretender que um bolo comum seja usado para os garantir não faz sentido. Em especial quando os europeus não parecem estar dispostos a adoptar a lógica de funcionamento (na saúde, nas pensões, na legislação laboral, etc.) dos Estados Unidos.

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De da Maia a 30.06.2015 às 12:16

Só um detalhe sem importância... a questão é que o seu argumento era sobre a semelhança, e acabou depois com um argumento sobre a diferença.
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De José António Abreu a 01.07.2015 às 07:50

Porque é bom perceber que os EUA têm 240 anos, partiram quase do zero e, ainda assim, o nível federal é responsável por um bolo muito menor do que o nível comum da UE, composta por países com séculos de guerras entre si, teria que assegurar. Ou seja: qualquer processo de unificação política mais profunda - e eu concordo que o euro necessita de evoluções a esse nível, algumas em curso, outras ainda não - será longo e difícil. Em especial quando alguns países se colocam na situação de vir subsidiados ad aeternum.

Mas o ponto principal era sobre a possibilidade de bancarrota dentro da mesma moeda. E aí nem é preciso ir aos EUA (ir lá é útil para contestar quem defende que a forma como o dólar funciona evita estas coisas). Basta pensar na Madeira 'jardinista'. Partilha muito com o resto de Portugal, incluindo a moeda, e, no entanto, encontrou-se no limiar da bancarrota. Sendo que, podendo contar com uma união política e monetária efectiva, velha de séculos e que poucos contestam, teve ainda assim que implementar austeridade própria. Nem os restantes portugueses pareceram dispostos, ainda por cima em altura de crise, a financiar eternamente os excessos do governo regional. Por que estariam os alemães, os finlandeses ou os eslovacos dispostos a fazê-lo em relação à Grécia?
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De lucklucky a 29.06.2015 às 13:01

Hoje também nos dizem que ter moeda, o Escudo, evita bancarrotas...
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De TáNaCara a 29.06.2015 às 14:01

Isso é tudo culpa do Dias Loureiro.
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De cristof a 30.06.2015 às 04:11

Hoje o seu jogo vai todo para bingo. na muche

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