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Dois meses e 300 e tal km depois

por Pedro Correia, em 09.08.18

 

António Costa, 1 de Junho de 2018, falando aos jornalistas durante uma visita ao posto de vigia da Madrinha, no Alto da Fóia, Serra de Monchique:

«O nosso objectivo é que tenhamos um território mais seguro. E, como se vê, é possível fazer.»

 

António Costa, 8 de Agosto, falando a mais de 300 km de distância, na sede nacional da Protecção Civil, sobre o incêndio em Monchique, o sexto maior de sempre registado em Portugal, e que devastou metade da área do concelho:

«Esta excepção confirmou a regra do sucesso da operação ao longo de todos estes dias.»

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29 comentários

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De Luís Lavoura a 09.08.2018 às 17:22

Os incêndios florestais dão quase todos os anos para fazer chicana política. No ano passado, foi porque morreram não-sei-quantas dezenas de pessoas. Esta ano, é porque é o sexto maior incêndio de sempre.

Falando com seriedade: no ano passado ardeu aquilo que já há doze anos não ardia e portanto estava pronto para arder; este ano arde aquilo que jé há quinze anos não ardia e portanto estava mesmo a pedir que se lhe lançasse um fósforo. Em ambos os casos os incêndios e a sua enorme magnitude foram mais que previsíveis. Todos os especialistas em incêndios previram, com enorme exatidão, que Monchique era o local mais provável para um enorme incêndio este ano.

Arde porque tem que arder. É tão simples quanto isto. Se por acaso não ardesse este ano, então arderia no próximo ou daqui a dois, e com ainda maior violência.
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De Rão Arques a 09.08.2018 às 20:08

A chicana politica dá, de todos os quadrantes e a cada momento para tudo. Desgraçadamente até nas situações mais trágicas é chocante ver a exploração que se faz para tirar proveito próprio.
No caso dos incêndios de grande dimensão essa sinistra atitude chega a ser nojenta
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De Betinha Adinne de Vasconcellos a 09.08.2018 às 20:55

Portanto não vale a pena abrir caminhos florestais que sirvam para contenção de fogo, nem açudes, fontes de água, etc....nem guardas florestais/vigilantes da natureza/equipas de intervenção rápida, videovigilância por infravermelhos. ....já agora, se aquilo tem que arder para que servem os bombeiros? Quando houver um sismo em Lisboa, à moda antiga, já estou mesmo a ver....porra há 300 anos que não havia um sismo, estavam à espera do quê? Metade da cidade tinha que cair...esta malta sempre a pegar por tudo e por nada.
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De Nuno a 10.08.2018 às 01:01

Por uma vez concordo consigo Lavoura.

Mas é o Costa que fala em sucesso. Foi o Costa que se auto congratulou com a sorte em 2016, se comportou desastrosamente em 2017, e proferiu estas declarações em 2018, que se fotografou para o Twitter, etc. Costa que foi MAI em 2005, que correu mal, e que disse ter contribuído definitivamente para resolver o problema nos anos seguintes.

Talvez se Costa começasse por dizer o que o Lavoura disse, e depois contribuísse para mitigar o problema, não merecesse ser achincalhado. Da maneira como se comporta, tem o que merece.
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De Luís Lavoura a 10.08.2018 às 09:23

Concordo que a atuação e as palavras de Costa são merecedoras de (muitas) críticas.
Mas também acho que não é correto fazer chicana política com o problema dos incêndios, para já porque é um problema demasiadamente grave para demasiada gente, e depois porque não é somente Costa que é incapaz de o resolver. Os outros também são.
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De Betinha Adinne de Vasconcellos a 10.08.2018 às 15:02

Lembra-se do Relatório de Pedrógão? Houve falhas técnicas e de operacionalidade. Na altura houve demissões . Vamos ver em Monchique
Não foi só o relâmpago seco.
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De Anónimo a 10.08.2018 às 15:52

Nada neste post de Pedro Correia é chicana politíca!

É escrutínio e chamada a responsabilidade - especialmente a segunda citação da "excepção que confirma o sucesso..."é inaceitável porque finta, estilo laracha, responsabilidades.
Como referia o autarca de Mação, julgo que ontem, numa TV, os incêndios de 2017 nessa região implicaram uma area ardida de 25-27 mil ha. . Do governo central, tal foi convenientemente ignorado no ultimo ano - foram deixados esquecidos á sua sorte porque (aparamente) "não morreu ninguém por lá" ! Em Monchique, a area ardida andará por esses valores, i.e. entre 22-25 ha. O discurso do Dr. Costa da "excepção & sucesso" pavimenta o mesmo tipo de comportamento politico em Monchique - onde um mês antes tinha anunciado de ter "territorio mais seguro".

Jorg
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De V. a 10.08.2018 às 17:19

Arde porque tem de arder, morreram porque tinham de morrer.

Chicana política é tudo o que desvie o pensamento de um facto basilar: vocês, os socialistas, são umas bestas.
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De Rão Arques a 09.08.2018 às 17:44

Cilindrado nas urnas içaram-no chefe de governo.
Bruta e apalhaçada exceção que confirma a regra.
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De Betinha Adinne de Vasconcellos a 09.08.2018 às 19:30

Palavras sábias e de homérico conforto.

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De Sarin a 09.08.2018 às 19:57

As alterações climáticas existem. Facto.
O Homem aprendeu a utilizar o Fogo, mas não a dominar o Fogo. Facto.
Os incêndios nestes últimos anos atingiram violências inigualáveis, e não apenas em Portugal. Facto.

Gosto de factos. Mas passava bem sem estes, embora não sejam de reversão fácil ou imediata.

Outro facto aparentemente sem reversão fácil ou imediata é a inexistência de Protecção Civil em Portugal. Que o seja efectivamente já é falácia. Que muitos nos têm tentado vender nos últimos 30 anos, mas António Costa prima pela capacidade de antevisão na matéria e na felicidade da palavra fácil - inadequada também...

Poderia tentar analisar o discurso como uma tentativa de tranquilizar os cidadãos, traumatizados que estamos - e perceberia a tentativa, embora deplorasse o optimismo quase a roçar a irresponsabilidade, como se nada tivesse aprendido com as perdas de 2017.
Tal discurso deveria ser acompanhado de acções concretas que mostrassem uma estrutura coordenada de prevenção e socorro, mesmo apesar de haver fogos que não se podem combater e apenas circunscrever. Que provassem a tranquilidade no terreno, agora quando e onde são necessários - não porque consequência do discurso mas exigência da nação.

A responsabilidade é dos Governos, deste e dos anteriores? Sim. As estruturas não se criam e consolidam em dois anos, e nunca houve política florestal ou política de ordenamento ou política de protecção civil. Pelo menos concretizadas, concedo. E desconfio que se tivessem havido não teriam tido continuidade, que nisto de governança são mais clubistas que no desporto.
Houve tempo para promover alterações de fundo na Floresta? Não. O ordenamento do território, no limite, é tão lento quanto o ciclo de crescimento das plantas que o povoam (ou deveria ser, mas até os carvalhos têm atingido maturação em menos tempo que alguns PGF...)
Houve tempo para reforçar a formação e o corpo de bombeiros e sapadores? Não. A formação de seis meses mal lhes permite aprender a lidar com o equipamento, muito menos aprender técnicas e desenvolver resistência e perceber acções no terreno.
Houve tempo para fazer alterações de fundo na estrutura e na dinâmica da Protecção Civil? SIM. Porque a Protecção Civil não é só Bombeiros. É uma rede de informação, de assistência, de vigilância - que inclui médicos e enfermeiros e pessoal auxiliar, não apenas polícias e bombeiros + sapadores, estes dois últimos mal formados. E que deveria incluir umas Forças Armadas organizadas para lidar com a sociedade civil em situação de emergência [aparentemente, as hierarquias e os brios de cada posto de comando comandam mais que a organização da própria cadeia, talvez por isso se prendam tanto nestas coisas], e uma Sociedade preparada para lidar com emergências [folhetos na caixa de correio, sms e anúncios televisivos são muito giros e certamente dão dinheiro a alguém; mas se os municípios dão dinheiro para a construção das sedes dos clubes das terrinhas, poderia o Estado usar estas infra-estruturas para dar formação continuada aos cidadãos, sem complexos de culpa com "autoritarismos" e "requisições civis" que levam alguns governantes a pagar alugueres].

Em suma, penso que as alterações possíveis apenas não foram feitas porque se fez gestão à político em vez de gestão política.
A maturação dos processos demora e está sujeita a erros, mas a melhoria é contínua e em algum momento se define o início. António Costa perdeu esse momento. Lamentavelmente por e para nós.


Notas:
PGF é sigla que indica Plano de Gestão Florestal. Uma espécie de PDM das florestas. Mas ainda menos cumprido.
O que mais António Costa poderá ter perdido são contos que não entram nesta história, pois se recuso "gestão à político" coerentemente também recuso "avaliação à político". Ou, como diria uma tia sage, "Dessa coisa da política dos políticos percebo pouco. E eles também."
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De Betinha Adinne de Vasconcellos a 09.08.2018 às 22:25

Sarin esteve nalgum ashram?

Eras como gás
Do magnífico etério
Como Naufrágio ao som da vista
Eras passado de revista
Mas recordação de Boa Vista.

Porto, R da Boavista 211, r/c esquerdo. 1977
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De Sarin a 10.08.2018 às 11:17

Responder, respondi...
Mas a resposta não vi.
Saudades de estar aqui!
Mas, Betinha, de ti
Escritos reconheci
"Confesso que renasci"
Foi o último que li :)


Aqui e agora
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De lucklucky a 10.08.2018 às 06:42

Uau! "alterações climáticas" existem...novidade, quem diria que existiram períodos glaciares...antes era o "aquecimento global" mas foi preciso corrigir a mensagem para dar para tudo não é?

O que você quer dizer mas não diz é que as alterações climáticas são provocadas pelo capitalismo(Pecado) e se as pessoas votarem na religião política certa (Marxismo/Igreja) e fizerem penitência pagando muitas indulgências(dando poder e impostos à política) esta consegue controlar o clima.

Pelo menos é o que os jornalistas(padres)que é quem define o pecado nos dias de hoje nos dizem...

https://en.wikipedia.org/wiki/Great_Storm_of_1703

The storm was unprecedented in ferocity and duration and was generally reckoned by witnesses to represent the anger of God, in recognition of the "crying sins of this nation". The government declared 19 January 1704 a day of fasting, saying that it "loudly calls for the deepest and most solemn humiliation of our people". It remained a frequent topic of moralising in sermons well into the 19th century.[9]

Se isto acontecesse hoje seria culpa das "alterações climáticas" leia-se capitalismo...é só imaginar as capas dos Publicos, Expressos, Sic's etc..

https://en.wikipedia.org/wiki/Floods_in_the_Netherlands
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De Sarin a 10.08.2018 às 14:13

O que eu não queria dizer, mas digo, é que lucklucky precisa de férias. Vitalícias, que essa obsessão não tem reforma possível.
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De Betinha Adinne de Vasconcellos a 10.08.2018 às 15:05

Claro! E aquilo dos CFC/clorofluorocarbonetos foi uma cabala de uns cientistas marxistas.
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De Betinha Adinne de Vasconcellos a 10.08.2018 às 20:40

Luck:

Multiple studies published in peer-reviewed scientific journals1 show that 97 percent or more of actively publishing climate scientists agree*: Climate-warming trends over the past century are extremely likely due to human activities. In addition, most of the leading scientific organizations worldwide have issued public statements endorsing this position. The following is a partial list of these organizations, along with links to their published statements and a selection of related resources.

Fonte: NASA (um covil de socialistas )
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De V. a 10.08.2018 às 17:50

As alterações climáticas existem. Sempre existiram. A única coisa que não é consensual é que a acção humana (e sobretudo Donald Trump, que nunca poluiu tanto como os pascácios da Lisnave) tenha tido algum tipo de interferência nesses acontecimentos. Nem é certo que tenhamos alguma capacidade de as evitar. Eu aqui tenho menos dúvidas: com a tecnologia actual, não temos.

O senso comum pode fazer-nos pensar que sim ("é lógico") mas até hoje que eu saiba não existe nenhum conjunto fidedigno de dados que permita ultrapassar as dúvidas sobre as "coincidências" que existem nos dados disponíveis.

A única coisa que existe — normalmente atirado logo para a frente por pessoas ideologicamente voluntariosas (por oposição às pessoas com o mínimo de espírito científico) — são dados que sobrepõem gráficos do aquecimento global (um facto comprovado) com gráficos sobre o aumento das emissões de gases de estufa (outro facto comprovado) e a curva é semelhante — mas é só isso. Não há nenhuma relação comprovada entre esses dois gráficos para lá dessa coincidência e as coincidências só no mundo dos millennials e do facebook é que passam por dados científicos. No mundo real, e na puta da Física, não é assim.

Na verdade essa prova nem é necessária: as vantagens de práticas ecológicas a um nível local e com impacto directo na melhoria da qualidade de vida são mais do que óbvias.

Portanto se quiserem chatear alguém vão chatear os asiáticos (Os Chineses e os Indianos sobretudo). Esses é que agora cagam tudo. Os Americanos já não produzem nada, estão gordos que nem uns texugos só de impingirem telemóveis e internet aos papalvos.
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De Sarin a 10.08.2018 às 19:04

V., nunca me leu ou ouviu defender que as alterações climáticas são resultado da Revolução Industrial. O que digo há muito é que andamos a acelerar o seu ciclo, à luz dos dados disponíveis - respeitando a incerteza, a opção perante a dúvida deve ser sempre o mal menor.

Sobre quem polui mais ou menos - não falei em tal, mas já que puxou o assunto - repito o que já aqui e noutros locais disse bastas vezes: não é esforço de um país, tem que ser concertado mundialmente.
Trump é apenas mais um executivo que visa o lucro (muito bem, ou pelo menos nada contra) sem atender a outras ciências que não as económicas (muito mal, mesmo; até porque estas usam o método científico mas como ciência estão próximo da astrologia).

Chatear, chatearia todos se pudesse: mas só tenho poderes no meu quintal. Os americanos, por acaso, não - nem sequer falei nisso, mas já que puxou o tema recordo que têm muito capital investido na produção fora das suas fronteiras, e que têm dilatadas balanças comerciais com quase todos os países asiáticos que poluem à grande mas não à francesa. Francês é o acordo que Trump rasgou porque lhe limitava o espírito mercantilista.
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De Betinha Adinne de Vasconcellos a 10.08.2018 às 20:12

A única coisa que se sabe é que desde a exploração e uso do petróleo a subida média da temperatura global terrestre tem subido exponencialmente. E não existem cientistas consagrados que defendam a neutralidade da acção humana.

https://climate.nasa.gov/scientific-consensus/
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De V. a 11.08.2018 às 01:51

Pode ser — mas se calhar resultado da queima de petróleo nem é dos mais irreversíveis. Um vulcão activo durante um mês deve poluir o mesmo que 100 anos de gente. Ou 10 anos de metano das vacas australianas... ahah. Por sinal, contra o metano não há nada a fazer, ao contrário dos carbonos
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De Cristina M. a 09.08.2018 às 20:48

já parece o outro, que revelados os resultados das autárquicas, ganha sempre.
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De Pedro Correia a 09.08.2018 às 22:32

É infalível. Tiro e queda.
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De Anónimo a 09.08.2018 às 20:56

Provérbios portugueses:

"Terreno florestado é incêndio atrasado"
"Arvore plantada é árvore queimada"
"Não deixes para amanhã o que podes queimar hoje"
"Mais vale uma floresta a arder que o Benfica a perder"
"Território desordenado para arder é indicado"
"Enquanto houver sítio verde, é dar fogo a ver se se perde"
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De Betinha Adinne de Vasconcellos a 09.08.2018 às 22:28

Eucalipto plantado lavrador confortado

Num Bolinho chinês , Restaurante Nova Pequim, S João da Pesqueira, 1969
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De Pedro Correia a 09.08.2018 às 22:32

Julgo estar equivocada.
Em 1969 não havia restaurantes chineses em São João da Pesqueira.
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De Betinha Adinne de Vasconcellos a 09.08.2018 às 22:53

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De Sarin a 10.08.2018 às 00:57

Talvez São João da Pesqueira, bairro macaense?

No SJP de cá, acredito: não havia vistos Gold e na China 'tava um tipo bué da mao que não incentivava as saídas mercantilistas.
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De Anónimo a 10.08.2018 às 00:20

Anónimo amarrado a um pinheiro a arder, não dá dinheiro.... , porque é merda no palheiro"

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