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Do politicamente correcto

por jpt, em 10.12.19

'The Fowl Market' (El mercado de las aves), de Frans Snyders.

Este quadro, o "A Venda Avícola" de anónimo do estúdio de Frans Snyders (escola flamenga, de XVII), estava exposto numa cantina da Universidade de Cambridge. Grupos de vegetarianos reclamaram, pois sentiram as suas sensibilidades ofendidas [notícia no El País]. E como tal foi retirado.

Depois há quem diga que o epíteto "politicamente correcto" é mera ficção de "direita". Quem não conseguir articular este desvario com coisa tais quais a ofensa do falecido Krus Abecassis contra o "Je vous salue, Marie" ou a censura ao "Pato com Laranja" - ou o apelo à censura à blasfémia feito pelo padre Boff, nisso "contextualizando" os assassinatos dos membros da "Charlie Hebdo", algo então logo saudado por ene intelectuais ex-PCP -, anda um bocado mal-alimentado.

Quanto a este espírito "progressista" dos "comunitaristas" anglófilos que a "esquerda" lusa, via Brasil, quer importar, dou eco a um pequeno episódio que me contou uma jovem que conheço algo bem: tendo ido  há meses estudar  para uma universidade inglesa foi-lhe perguntado, para inscrição na sua ficha individual (não foi um inquérito anónimo, para conhecer o universo em causa): 1) (resposta facultativa) orientação sexual; 2) (resposta obrigatória) religião [aquilo que a modernidade foi transformando em questão privada]; 3) (idem) origem "etno-racial": à qual tinha como opções mais "próximas" coisas como "galesa", "irlandesa" e outros pormenores tradicionalmente britânicos ou "other white ethnic background" ... Assim mesmo, "white ethnic" ...

Depois, quando um tipo minimamente informado tem frémitos de pontapear esta esquerdalhada trôpega, em particular socioantropólogos/historiadores encartados que teriam obrigação (em particular se funcionários públicos remunerados pelos impostos para funções que têm como ToR a actividade de pensar), de se afastarem deste lixo, é dito "mau-feitio", "ressabiado" ou coisas quejandas. 

Não há paciência para esta gente.


65 comentários

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De Anónimo a 10.12.2019 às 21:21

Boa noite , anos e anos a ouvir falar da longa noite fascista (Estado Novo) ou da da idade das trevas (Idade Média) e agora chegamos a isto .
Sinceramente não sei o que lhe diga .

Luís Almeida
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De Xico a 11.12.2019 às 10:02

A Idade média é o tempo das catedrais e da Universidade. Até de Cambridge. Está longe de ser a idade das trevas. Foi das mais absurdas fake news chamar trevas ao tempo de Hildegard ou de Leonor de Aquitânia.
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De Anónimo a 11.12.2019 às 11:14

Claro que tem toda a razão , é apenas um meio como tantos para denegrir a Igreja Católica .

Luis Almeida
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De jpt a 11.12.2019 às 13:26

Certo, mas também é certo que a ideia de que a "Idade Média" foi uma "era das trevas" está bastante criticada pela historiografia - ainda que continue vigente no, sempre atávico, discurso vulgar. Aliás, também a própria ideia de "Idade Média" foi bastante esmiuçada - ainda que dê jeito para a gente se organizar.
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De António a 11.12.2019 às 00:47

Gente inteligente procura compreender o universo, gente burra procura criar um que os compreenda.
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De André Miguel a 11.12.2019 às 08:56

Comentário da semana (talvez do ano).
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De jpt a 11.12.2019 às 13:26

André Miguel muito concordo com este seu comentário
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De André Miguel a 11.12.2019 às 19:42

E esqueci-me: o post, mais uma vez, na mouche. Subscrevo.
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De jpt a 11.12.2019 às 23:01

A agradecer a sua gentileza
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De Alex.soares a 11.12.2019 às 21:15

E é essa a magia. Pó que procura compreender porque é que não compreende que pó pode ser pó.
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De jpt a 11.12.2019 às 23:01

E não há um ar que se lhe dê, ao tal pó
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De Luís Lavoura a 11.12.2019 às 09:23

este desvario

Não me parece um desvario. Desde sempre, muitas obras de arte foram feitas para exprimir opções de vida, opções essas que alguns outros rejeitam. Por exemplo, as múltiplas formas de arte religiosa.

Suponhamos que na parede da cantina estava exposta uma "Última Ceia", seria normal que estudantes não cristãos pedissem que ela fosse retirada.
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De Anonimus a 11.12.2019 às 12:47

Seria normal que pedissem, seria anormal, imbecil e perigoso que concordassem.
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De jpt a 11.12.2019 às 13:30

é mesmo imbecil e perigosa esta concordância com estas "sensibilidades" destas "neo"-comunidades
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De Anónimo a 11.12.2019 às 13:04

Assim falou o sinistrómano camuflado ...


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De jpt a 11.12.2019 às 13:29

Não, não é normal que peçam para ser retirado, seria sim normal que compreendessem o estatuto da peça e - ainda por cima estudantes universitários - que aprendessem a conviver com fenómenos como estes e a compreendê-los. Isto é tão normal como as pessoas que se associam à Amnistia Internacional queiram retirar quaisquer quadros de São Sebastião, por serem contra a pena de morte.

Não compreender isso é tudo incompreender.
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De Luís Lavoura a 11.12.2019 às 15:41

seria normal que compreendessem o estatuto da peça e que aprendessem a conviver com fenómenos como estes e a compreendê-los

O jpt é um conservador: acha que as pessoas atuais devem aprender a conviver com a cultura antiga.

Eu sou um progressista: acho que a cultura antiga deve ser remetida para museus (onde quem quiser poderá, naturalmente, ir vê-la) e substituída, no convívio das pessoas atuais, pela cultura moderna.

No ponto de vista do jpt, as pessoas devem adaptar-se à cultura tradicional. No meu ponto de vista, a cultura deve adaptar-se às pessoas atuais. É a diferença entre um conservador e um progressista.
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De jpt a 11.12.2019 às 16:37

Assim seja. Vamos lá a ver se essa Dona Cultura de que V. fala se adapta, qual velha gaiteira
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De André Miguel a 11.12.2019 às 19:47

Então podemos depreender que sendo v. Exa progressista concordará que tem todo o direito a beber álcool com a sua esposa de mini saia e ombros à mostra na Arábia Saudita, certo?
Aguardo com expectativa a sua prezada resposta.
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De jpt a 11.12.2019 às 23:02

Vamos esperar o que dali virá ...
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De Cristina Filipe Nogueira a 11.12.2019 às 09:25

A retirada do quadro não me parece muito grave. É “ só” estupida, ignorante e uma cedência gratuita ao tal “politicamente correcto “ de que falaste há dias, num outro postal publicado aqui no DO.
Já o formulário de matrícula, esse sim parece-me de superior gravidade e fico estupefacta com a sua permissão.
Um destes dias obrigam a usar um qualquer emblema na lapela, para melhor distinção entre britânicos e “outros”.
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De Luís Lavoura a 11.12.2019 às 11:19

o formulário de matrícula, esse sim parece-me de superior gravidade

Tem toda a razão, Cristina, mas acontece que atualmente no Reino Unido passam-se muitas coisas parecidas, todas elas de superior gravidade, do nosso ponto de vista. Faz parte das idiossincracias culturais desse país.
Eu quando vivi nos Estados Unidos também tive que responder a bastantes inquéritos em que me perguntavam (entre outras coisas) qual a minha raça. Eu ficava sempre sem saber se deveria responder "caucasiano" (é o termo que eles lá utilizam para "branco") ou "hispânico".
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De Cristina Filipe Nogueira a 11.12.2019 às 15:28

Concordo consigo, Luís Lavoura. Mas
Relativamente aos americanos, nada nos espanta. Já quanto aos britânicos, confesso a minha estupefacção.
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De Anónimo a 11.12.2019 às 12:30

"A retirada do quadro não me parece muito grave."

Sem comentários .

Luis Almeida
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De Cristina Filipe Nogueira a 11.12.2019 às 13:33

Luís Almeida, pf não retire a afirmação do contexto.
Não é intelectualmente honesto da sua parte.
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De jpt a 11.12.2019 às 13:39

Não vale a pena zangarem-se
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De Cristina Filipe Nogueira a 11.12.2019 às 15:23

Nada disso. Até porque estamos no natal! :)
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De jpt a 11.12.2019 às 16:00

Bem, ainda não estamos exactamente ... mas não é essa a questão, a de calendário. É que não devemos invocar esse tipo de datas, efemérides, pois ao referi-las podemos estar a ofender as sensibilidades de outras "comunidades".
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De Luís a 11.12.2019 às 16:05

"Não é intelectualmente honesto da sua parte." Não percebo onde quer chegar. Pode explicar? Qual é o contexto? Eu concordo com o Luís Almeida.
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De jpt a 11.12.2019 às 16:38

Lavoura? Que se passa com o prestigiado apelido?
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De jpt a 11.12.2019 às 13:36

A retirada do quadro não é grave no sentido que não equivale a uma hecatombe ou a calamidade natural. Quanto ao resto julgo-a mesmo muito grave.

O formulário não é nada mais do que o corolário sufragar desta cultura "comunitária". Verdadeiramente inaceitável. Provém deste modelo intelectual "comunitarista", o velho secularismo anglófono, apropriado pelo ("pós"-)marxismo. Todos teremos que pertencer a "comunidades morais" (excepto, dizem os esquerdalhos BE-LIVRE-PSGalambista, no que respeita a vínculos a países). Estipuladas em função de (auto-)adscrições a grupos estipulados por cores de pele e peculiares usos da genitália e vizinhas áreas erógenas.
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De Isabel s a 11.12.2019 às 15:21

Uma sociedade onde se admite que uma obra de arte se deve ou não mostrar por razões ideológicas é uma sociedade onde a democracia não existe. A democracia é inseparável da liberdade e a liberdade é inseparável da tolerância.
Quem não respeita a liberdade dos outros e não é capaz de tolerar ideias diferentes das suas, que não saia de casa ou, então, que vá viver para onde só haja gente que pense igual a si.
Quanto ao questionário que refere, pergunto-me se não será uma das consequências perversas da aplicação das quotas.
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De Luís Lavoura a 11.12.2019 às 15:52

Uma sociedade onde se admite que uma obra de arte se deve ou não mostrar por razões ideológicas

Resta saber o que é uma obra de arte. Será que algo é mesmo uma obra de arte, ou não será principalmente uma expressão de uma ideologia? É que, se algo é, principalmente, a expressão de uma ideologia, então é normal que pessoas que não partilham dessa ideologia não queiram ver esse algo.

Por exemplo, em Israel ainda é largamente anátema tocar-se música de Wagner. Para muitos judeus, a música de Wagner é sobretudo a expressão musical da ideologia que matou milhões de judeus. Não se trata tanto de arte como da expressão de uma ideologia.

Da mesma forma, os (destruídos) budas de Bamiyan podem ser considerados sobretudo obras de arte, mas quem os construiu, e quem os destruiu, considerava-os sobretudo expressões de devoção budista.

Da mesma forma, o quado em apreço pode ser considerado sobretudo uma obra de arte, mas também pode ser considerado sobretudo a expressão de uma ideologia carniceira e de uma cultura de talhante.
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De jpt a 11.12.2019 às 16:41

Terá razão Lavoura. Aqui lhe deixo, como sinal da minha rendição: https://www.youtube.com/watch?v=vXIdcA6mlV4
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De Isabel s a 11.12.2019 às 17:43

Deixemos a definição do conceito de arte a quem sabe da profissão. Não é obrigatório olhar para aquilo de que se não gosta mas, numa sociedade democrática, é obrigatório não impedir quem gosta de ter o prazer de olhar.
Penso que, em Israel, é mais o homem Wagner que é condenado. Não a sua arte, sendo certo, porém, que Wagner não se cansou de escrever sobre o seu anti-semitismo, embora desse preferência a um maestro judeu para o acompanhar na composição das suas obras. Quando se tratava da sua arte, Wagner teve a inteligência de pôr o seu racismo em segundo lugar.
O que escreve sobre a destruição dos budas só vem provar o que digo. Em sociedades democráticas ou, pelo menos, inteligentemente tolerantes, tal não teria acontecido. Talvez por essa razão eles ainda existissem no século XX.
Ideias combatem-se com ideias, ponto final, parágrafo!
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De jpt a 11.12.2019 às 18:21

Iria concordar consigo Isabel S. Mas ressalvo que - ainda que não querendo entrar na discussão, por falta de instrumentos intelectuais em quantidade suficiente para que me sinta confortável na liça - não concordo muito com isso de deixar a discussão sobre "arte" aos profissionais do ofício. Pois nessa miríade de locutores há muito "patois" descabelado, e que assume estatuto de "opinião douta" apenas porque os locutores têm um qualquer estatuto "profissional". Mas sim, não discutamos isso, que não é a matéria que nos une aqui ...
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De Luís Lavoura a 12.12.2019 às 11:27

Deixemos a definição do conceito de arte a quem sabe da profissão.

Foi você quem chamou a arte à liça, dizendo que se tratava de uma "obra de arte". Ora, esse conceito "obra de arte" é muito discutível.

numa sociedade democrática, é obrigatório não impedir quem gosta de ter o prazer de olhar

Na mesma sociedade democrática, não é legítimo obrigar a olhar quem não gosta.

Por isso eu digo, tire-se o quadro em questão da cantina e coloque-se-o num museu. Assim, quem gostar dele poderá ir contemplá-lo à vontade, mas quem não gosta evitará vê-lo.
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De Isabel s a 12.12.2019 às 17:24

E na cantina, quem não gostar, senta-se de costas ou olha para o prato que tem à frente que é, normalmente, o que as pessoas fazem numa cantina. Aposto que, se lhe perguntarem o que havia na parede de um restaurante onde foi almoçar ou jantar, na maior parte das vezes não sabe responder.
Deixemo-nos de minudencias. O que conta é o que pensamos, são as ideias. O « décor » só perturba ideias daqueles que as têm fracas.
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De jpt a 11.12.2019 às 16:09

Isabel S. o questionário é, acima de tudo, fruto de um secularismo, derivado no actual multiculturalismo. É aquilo que versões "pós"-marxistas, comunitaristas, nos querem impor como modelo "correcto" e "equitativo" de organização social. Nas versões portuguesas mais loquazes não passa de um tribalismo em busca de recursos estatais, uma mundividência rasteira de funcionários públicos.

Quanto ao que diz sobre as obras de arte pois vai daqui a minha concordância.
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De Isabel s a 11.12.2019 às 17:58

A minha referência às quotas decorre de um notícia que li há meses e que teria sido publicado por um jornal inglês. Dizia ela que um jovem tinha sido desclassificado num concurso onde teria obtido uma muito boa classificação por ser branco, hetero e cristão e a sua quota já estar preenchida. Se esta notícia não é fake, como pode o júri de qualquer concurso, num regime de quotas, saber quais são as que estão atingidas e as que não estão, senão fazendo o tipo de inquéritos que refere?
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De jpt a 11.12.2019 às 23:04

Desconheço essa notícia. Mas de quando em vez vou lendo ecos de medidas de um absurdo "correctismo", assentes no tal "ecumenismo" comunitarismo, dito multiculturalista, vindas dos "campus" britânicos. Já creio em tudo.
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De jpt a 11.12.2019 às 23:04

dos "campi" britânicos, perdão
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De Anónimo a 11.12.2019 às 16:43

Uma pequena provocação , se proibirem as feiras de enchidos também não será
grave .

Luis Almeida
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De jpt a 11.12.2019 às 16:49

Até porque são, ao que consta, alimentos cancerígenos
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De Luís Lavoura a 11.12.2019 às 17:35

As feiras de enchidos são coisas às quais quem quiser vai, quem não quiser não vai.
Imagino que para judeus e para muçulmanos as feiras de enchidos não sejam coisa nada apetecível. Será mesmo coisa repelente para eles. Mas não são obrigados a conviver com elas - podem, simplesmente, afastar-se delas.
O que está em causa neste post é a imposição de um quadro a pessoas que consideram repugnante a cena desse quadro.
Eu também protestaria se tivesse que comer numa cantina onde houvesse um crucifixo pregado na parede.
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De xico a 11.12.2019 às 21:42

Eu de certeza protestaria se tivesse que comer numa cantina onde o Luís Lavoura estivesse presente, pregado ou não a uma parede, ao chão ou ao tecto.
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De jpt a 11.12.2019 às 23:05

Porventura seria um convívio interessante ...
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De Anonimus a 11.12.2019 às 09:55

Isto é boato, não é? Falsa notícia.
Digam que sim... por favor.
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De jpt a 11.12.2019 às 13:36

Está no El País, deve ser verdade
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De Luís Lavoura a 11.12.2019 às 11:14

a ofensa do falecido Krus Abecassis contra o "Je vou salue, Marie" ou a censura ao "Pato com Laranja"

São coisas diferentes. O "Je vous salue, Marie" era um filme, que quem quisesse ia ver ao cinema, e quem não quisesse não ia. O "Pato com Laranja" era um programa na televisão, que também ninguém era obrigado a ver.
É diferente de ter um quadro exposto numa cantina na qual toda a gente é suposta comer. As pessoas são, de facto, obrigadas a ver aquele quadro enquanto almoçam.
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De jpt a 11.12.2019 às 13:37

é tudo diferente, Lavoura. A patetice generalizada é que é muito parecida
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De Anonimus a 11.12.2019 às 14:20

Não foi o Lavoura, acerca das vacas na cantina da UC, que afirmou que só come na cantina quem quer?
Ora pois então...
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De jpt a 11.12.2019 às 16:10

Ora nem mais ... (isto só mostra o quão difícil é esta actividade de Sísifo a que Lavoura se dedica)
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De Luís a 11.12.2019 às 16:02

"as pessoas são, de facto, obrigadas a ver aquele quadro"
Não, podem baixar os olhos. Ou fazemos com na Itália a quando da visita de iranianos em que cobriram com lençóis as estátuas nuas?
Fez-me lembrar outra que li há dias: olhar fixamente para os peitos de uma mulher é uma ofensa sexual!
Eu acho que cada um olha para onde quer e, de igual modo, não olha para o que não quer ver.
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De jpt a 11.12.2019 às 16:43

ó Luís, "tirar as medidas" a alguém é ofensivo e agressivo. Ainda não percebeu isso?
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De Luís a 11.12.2019 às 19:30

Não percebi. Tiro sempre as medidas. E o meu sobrenome não tem nada a ver com agricultura. Luíses há muitos!
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De jpt a 11.12.2019 às 23:06

Pois, mas ali acima deu-se ares de lavoura, daí a minha interrogação. Quanto ao "tirar as medidas", com descaramento, é sempre desagradável. E isso é consabido.
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De Anónimo a 11.12.2019 às 18:09

"Oito jovens migrantes de Marrocos desembarcam em Monte Gordo" (10/12/19)!

O ridículo dos ingleses vai-lhes custar caro estão com o políticamente correcto.

A moda actual está a obrigar os ingleses a aceitar emigrantes com uma "religião" que não aceita as outras:

católica, protestantes,ortodoxas,budismo,hinduísmo, taoismo , etc.etc


O islão segundo escritos não tolera outras religiões, nem direitos humanos ou igualdade entre homens e mulheres.

Que podemos apanhar com um avalanche de muçulmanos não está fora de causa......

Preparem-se.....

A.Vieira

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De M. Mendes a 11.12.2019 às 19:34

"O islão segundo escritos não tolera outras religiões, nem direitos humanos ou igualdade entre homens e mulheres."
João assim fomos. Não havia salvação fora da Igreja. Não se sabia se as mulheres tinham alma. Etc., etc.
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De xico a 11.12.2019 às 21:59

O Islão, na História, foi sempre tolerante com judeus e cristãos. O Sultão Mehmet II, conquistador de Constantinopla, casou com um ortodoxa grega e nomeou o patriarca ortodoxo de Constantinopla, governador da cidade.
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De jpt a 11.12.2019 às 23:09

O Islão nem sempre foi tolerante. Houve contextos histórico-geográficos em que o foi, outros nem tanto, outros foi absolutamente intolerante. Tal como no ãmbito cristão isso terá acontecido. Actualmente escasseiam contextos islâmicos de grande tolerância, conviria lembrar isso. Mas também é desses contextos abrasivos que muitos habitantes fogem, também conviria lembrar isso.
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De Anónimo a 11.12.2019 às 18:19

Mude de restaurante sr.lavoura.

Vê-se que nada para contribuir como cidadão.

Olhe, vá integrar uma dessas ong's que distribuem comida e conforte pelos sem-abrigo de Lisboa.

Auxilie a sua paróquia, mexa-se por alguma tarefa útil ao seu semelhante.


A. Vieira
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De Marta a 11.12.2019 às 22:28

O que vale é vai havendo resistência à imbecilidade:

https://youtu.be/K7ia6SLz204

Não desista de fazer frente a esta gente!
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De jpt a 11.12.2019 às 23:08

Obrigado. Verei amanhã o filme

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