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Dizer muito em duas palavras

por Pedro Correia, em 02.12.16

couv_courrier_international_1360[1].png

 

Excelente capa, a do Courrier International. Com um dos melhores títulos que li por estes dias para assinalar a morte de Fidel Castro: "Cuba libertada."

O jornalismo de qualidade é assim: consegue dizer quase tudo com um número mínimo de palavras. Neste caso bastaram duas.

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46 comentários

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De Anónimo a 02.12.2016 às 12:12

Este título só pode significar: Cuba, sê bem-vinda ao mundo livre, que é o nosso.
De facto, a verdadeira liberdade é estruturante da dignidade humana.
Mas, quando é instrumentalizada para austerizar a maioria da população em favor de uns tantos senhores feudais, o regime deixa de ser livre e passa a ser altamente repressivo, mais ainda que qualquer ditadura, porque mais cínico e fraudulento.
A liberdade, sem rendimentos suficientes para dela usufruir, fica reduzida à liberdade do blá-blá-blá-blá... ou seja, a tão propalada liberdade de expressão, que os privilegiados pretendem como valor absoluto, mas que não passa de mais um meio, quiçá o mais poderoso, de exploração das massas, uma vez que estas a não dominam, nem nos meios nem na competência.
Sim, porque os senhores deste mundo livre, primeiro decidem que tudo se compra com dinheiro, até a educação e a formação, e, depois, ficam com o dinheiro todo, privando, assim, a grande maioria do acesso a tais bens, verdadeira condição sine qua non.
Como é que pessoas bem formadas podem consentir nisto?!
Não me venham com a treta de que foi sempre assim, de que todas as alternativas falharam.
Isto é inadmissível e tem de ser mudado.
E, para começar, deveríamos orientar os esforços que despendemos a alimentar o monstro, no sentido de uma alternativa que garanta uma cada vez maior justiça social.
Sem boicotes.
Nem tibiezas.
Em favor da real dignidade de todos e de cada um.
João de Brito
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De Pedro Correia a 02.12.2016 às 15:52

Não sei quem foi o "senhor feudal", que comprimiu o poder de compra do povo cubano ao ponto de o país passar de quarta mais dinâmica economia da América Latina (em 1958) para segunda mais pobre (hoje), só menos má do que o Haiti.
Não sei quem terá sido o "senhor feudal" de Cuba, responsável pela estatização de toda a economia da ilha, que deixou de ser uma das principais exportadoras mundiais de açúcar para se tornar importadora por falta de capacidade produtiva e total falta de investimento no sector.
Ou melhor, até sei o nome desse "senhor feudal": Castro, Fidel Castro.
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De Fernando S a 02.12.2016 às 17:28

"A liberdade, sem rendimentos suficientes para dela usufruir, fica reduzida à liberdade do blá-blá-blá-blá... "

Pelo menos nos paises comunistas, como Cuba, há coerência em vez do blá-blá-blá ...: nem rendimentos nem liberdade !!!
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De Pedro Correia a 02.12.2016 às 23:44

Cuba - tal como a Coreia do Norte - é o único país onde ainda vigora um poder comunista de linha dura, estalinista. Um país sem liberdades - começando pela própria liberdade de abandonar o país. Um país sem imprensa livre, sem liberdade sindical, sem direito à greve, sem tribunais independentes do poder político. Um país que reprime duramente o direito de associação. Um país onde criticar o "líder" num espaço público pode dar direito a dez anos de prisão. Um país onde um electrodoméstico é um bem de luxo, quase só acessível à oligarquia dominante. Um país onde só a partir de 2008 os cidadãos começaram a ter acesso a esse bem tão comum em quase todo mundo como é um telemóvel.
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De Fernando S a 02.12.2016 às 23:50

É isso ... nem liberdade nem rendimentos !!... :)
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De Pedro Correia a 02.12.2016 às 23:55

Ao contrário da China e do Vietname, por exemplo, onde as liberdades são severamente reprimidas mas o rendimento disponível aumentou bastante: nenhum desses países vive da caridade internacional, como sucede à Cuba dos irmãos Castro. Que conseguiu transformar um país exportador de açúcar em importador de açúcar com a desastrosa "economia planificada" concebida pelo "comandante supremo" sem ninguém poder contraditá-lo.
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De Fernando S a 03.12.2016 às 00:30

Sim, é verdade ...
Mas é assim em boa medida porque nesses paises o regime tolerou e promoveu uma maior liberdade económica e individual (excluindo a politica, continuando o partido único e a censura).
Mesmo em Cuba, onde o regime se mantém ainda muito fechado e repressivo, o simples facto de, depois do fim da União Soviética e da sucessão dinástica de Fidel pelo irmão Raul, ter havido uma pequena evolução em termos de alguma liberdade económica para pequenos negócios e pequenas explorações agricolas, já permitiu alguma melhoria nas condições de vida quotidiana de muitos cubanos (o que não é dificil tendo em conta o baixo nivel de partida).
A esperança é precisamente a de que o desaparecimento de Fidel Castro crie uma dinâmica que force e acelere decisivamente o processo de reformas liberalizadoras e leve de vez ao fim do regime castrista !
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De Pedro Correia a 03.12.2016 às 14:49

Como sempre acontece nos sistemas ditatoriais, os cubanos foram desenvolvendo o culto da anedota para servir de escape às agruras do quotidiano.
Eis duas delas.

Uma:
Qual é a semelhança entre um frigorífico cubano e um coco?
Lá dentro só encontramos água.

Outra:
O que diziam os letreiros no jardim zoológico de Havana? "Proibido dar comida aos animais." O que passaram a dizer depois? "Proibido comer a comida dos animais." O que dizem hoje? "Proibido comer os animais."

O
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De Porfirio Tinto a 02.12.2016 às 12:45

Para a semana talvez esse folhetim traga a biografia do novo chefe do Pentágono, cuja alcunha é Mad Dog. Tranquilizador
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De Pedro Correia a 02.12.2016 às 15:48

Qual folhetim?
Castro y sus muchachos? Depois de Castro, um Castro. Agora já se fala de outro Castro - o filho de Raúl.
Uma monarquia vermelha no Caribe. A da dinastia Castro. Tal como a da Coreia, onde há 70 anos reina a dinastia Kim.
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De rmg a 02.12.2016 às 17:18


O que é tranquilizador é que ele foi comandante em chefe do "United States Central Command" de 11 de Agosto de 2010 até se reformar em 22 de Março de 2013 e foi nomeado para essas funções pelo Prémio Nobel da Paz de 2009.

O único defeito que Obama lhe encontrava era que ele parecia ser pouco propício a entendimentos com o Irão.

Ou agora já não se pode confiar nas escolhas militaes de um Prémio Nobel da Paz?

Não me diga uma coisa dessas, que já nem durmo hoje!
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De Fernando S a 02.12.2016 às 17:25

Este comentário em cima é um bom exemplo de mais uma tentativa de desviar e escamotear a atenção sobre o facto de que o desaparecimento fisico do ditador cubano pode abrir a oportunidade para um processo libertador de um pais até agora submetido ao totalitarismo comunista ...
Como ?... Falando em algo que .... não tem nada a vêr, a pessoa indicada para ser o secretário da defesa do presidente eleito norte-americano !!...

Mas, já agora, sem perder nunca de vista que Fidel Castro foi a personificação mais acabada de um regime totalitário e criminoso, qual é mesmo o problema com o futuro secretário da defesa da grande democracia norte-americana ?!...

"[O General James] Mattis foi chefe do Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos da América entre 2010 e 2013, com responsabilidade sobre as tropas numa grande área que inclui o Médio Oriente."

Portanto, é um tipo de tal modo perigoso que até esteve à frente de um comando militar importante durante 3 longos anos da presidência de ... Barack Obama !...

"[Mas]... chocou com o Governo do Presidente norte-americano em funções, Barack Obama, relativamente a alguns assuntos sobre o Médio Oriente, nomeadamente sobre o Irão, um país que considerou a maior ameaça para os Estados Unidos naquela região."

Vejam só o escândalo : o futuro secretário da defesa do presidente eleito, o republicano Donal Trump, teve divergências, nomeadamente sobre as concessões feitas ao Irão no plano nuclear, com o então presidente, o democrata Barack Obama !!...

[citações : http://observador.pt/2016/12/02/trump-anuncia-nomeacao-de-general-james-mattis-para-a-defesa/ ]
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De Pedro Correia a 04.12.2016 às 18:00

Fala-se em alhos e há logo quem desvie para os bugalhos. Dá jeito imitar as avestruzes.
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De Porfirio Tinto a 02.12.2016 às 13:01

Fidel foi a garantia que Cuba teve para evitar que se tranforma-se noutra República das Bananas, à semelhança da Costa Rica. Os gringos, na sua doutrina fanática Macartista, preferiam o Fulgêncio. Veja - se o que fizeram a Fidel quando este lhes foi pedir ajuda para dar ao povo cubano alguma decência no viver. Quando se fala em tirar o povo da tirania da miséria os gringos pensam logo em socialismo. E fazem - no com razão porque o Socialismo é promessa da liberdade do esbulho, da exploração do Capital
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De Pedro Correia a 02.12.2016 às 15:46

Aquilo a que você chama "decência no viver" é um regime com partido único, polícia política, presos políticos, imprensa amordaçada e um miserável PIB 'per capita' de 15 dólares mensais.
Antes de Castro, Cuba exportava açúcar. Hoje importa açúcar - e tudo o resto. Com dinheiro que não tem.
Tornou-se uma colónia da União Soviética durante décadas. Hoje é uma subcolónia da Venezuela. Vive das migalhas da caridade internacional, com a economia destruída.
Em 1958 tinha o quarto melhor PIB da América Latina. Hoje tem o segundo pior.
Esta é a herança de Castro: Cuba não tem pão nem liberdade.
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De xico a 02.12.2016 às 13:28

E a imagem? O charutozinho feito barra de dinamite?
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De Pedro Correia a 02.12.2016 às 15:41

Boa também.
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De sampy a 02.12.2016 às 13:37

O "A múmia morreu" do editorial também me parece bem sacado (mesmo que seja picado dos dichotes populares).
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De Pedro Correia a 02.12.2016 às 15:40

Excelente editorial. "Múmia": era assim que a 'vox populi' cubana designava o Castro agora falecido.
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De Miguel Madeira a 02.12.2016 às 13:44

Isso não é um pouco como se, em agosto de 1970, algum jornal fizesse capa com "Portugal libertado"?
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De Pedro Correia a 02.12.2016 às 15:39

Um pouco. A verdade é que, com Salazar vivo, Caetano via-se realmente impedido de fazer reformas. Acabou por concretizar algumas, mas tímidas e demasiado tardias.
Algo semelhante acontece em Cuba. A presença física de Fidel Castro tolhia a cúpula dirigente do regime de avançar um pouco mais no incipiente curso reformista.
Creio que as reformas acabarão por ser tão tímidas e certamente tão tardias quanto as de Caetano nesse Portugal pós-Salazar. E desembocarão provavelmente num colapso generalizado do regime, equivalente ao que sucedeu entre nós em 1974.
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De Tiro ao Alvo a 02.12.2016 às 17:56

Sem discordar de si, Pedro Correia, convém lembrar que o período de maior crescimento da nossa economia, no século passado, aconteceu no "reinado" de Marcelo Caetano, bem acima do crescimento verificado depois de 1986, no "reinado" do Cavaco. Depois entramos em tempos de crescimento nulo, quando não de recessão. Agora anda o nosso actual governo a lançar foguetes por termos crescido um bocadinho acima de zero. Outros tempos.
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De Pedro Correia a 02.12.2016 às 23:50

Certo: foram os chamados anos do mini-"milagre económico" caetanista. Um período que devia ser mais bem estudado.
Durou até 1973, ou seja até ao choque petrolífero. E assentava em pressupostos hoje irrepetíveis: acesso quase ilimitado a matérias-primas a baixo custo, preço dos combustíveis em mínimos históricos, uma das taxas de fertilidade mais elevadas da Europa, fluxo contínuo de remessas de emigrantes, uma segurança social incipiente e um mercado de 25 milhões de consumidores potenciais, entre outros factores.
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De Tiro ao Alvo a 03.12.2016 às 09:08

Concordo, não sendo de esquecer a nossa adesão à EFTA, em 1960.
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De Pedro Correia a 03.12.2016 às 14:51

Certo, ajudou bastante. Sobretudo no comércio externo.
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De julianna a 02.12.2016 às 14:34

Você pode não se lembrar do nome de nenhum político, mas com certeza, alguns deles você se lembra de quem são filhos. ( do livro "desaforismos" de Georges Najjar Jr )
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De Pedro Correia a 02.12.2016 às 15:35

Você quem? Eu? Você? Aquele ali?
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De Porfirio Tinto a 02.12.2016 às 17:35

Prefiro saber que existe polícia política e onde ela tem sede. Em Portugal muitos pides existem há paisana fazendo uso do poder que lhes dá o funcionalismo público para um dia lhe darem o seguinte conselho: a sua mulher trabalha cá na câmara, não é verdade?. Ou, já sei que o senhor é ambicioso. Veja se me ajuda a ajudá -lo. Quanto ao resto Pedro faça vista grossa. Não acredite em tudo o que lê, sobretudo na comunicação social controlada pelo grande capital.
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De Pedro Correia a 02.12.2016 às 17:51

Prefiro viver num país sem polícia política nem presos políticos.
Não acredite em que tudo o que ouve nem tudo o que lê. Quando ler algures ou lhe disserem que a pobre e quase falida comunicação social portuguesa é "controlada pelo grande capital", faça vista grossa e orelhas moucas. Porque é mentira.
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De rmg a 02.12.2016 às 18:26


Um comentário escrito a 23 de Abril de 1974 e só agora é que é publicado?

Parece impossível!
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De Pedro Correia a 02.12.2016 às 23:51

Este nosso leitor permaneceu corajosamente na clandestinidade até hoje.
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De rmg a 03.12.2016 às 00:13


E devia lá ter continuado, é outro que como eu costumo dizer "não anda de autocarro", não conhece o mundo onde vai vivendo, é só teorias de sofá e mantinha nos joelhos.

De resto acho que nos últimos tempos temos tido direito a muito comentador que não deve ter filhos nem netos (ou tendo os vê pouco...), já só vivem num mundo que só existe na cabeça deles e essa é uma cabeça que parou no tempo.

Mas disso não me queixo, ajudam-me a perceber porque é que muita coisa nunca irá acontecer, é só teorias e indignações mas mexer o cú para fazer a revolução que apregoam tá quieto, outros que vão andando que eles já lá vão ter se correr bem...


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De Pedro Correia a 03.12.2016 às 14:53

Se exportássemos revolucionários de sofá equilibrávamos de vez a balança de pagamentos, meu caro.
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De Porfirio Tinto a 02.12.2016 às 23:15

Digo -lhe mais. De Oliveira e Costa até ao José Sócrates passando por João Rendeiro e Espírito Santo e fazendo breve paragem em Armando Vara ninguém vai cumprir pena de prisão efectiva. Não é só a comunicação social que o dinheiro compra. E vamos lá a ver se nos entendemos. Comunismo não vive com democracias parlamentares pois estas dependem da opinião pública e a opinião pública é controlada pelos fazedores de opinião que são pagos, ou defendem o modus vivendi burguês. Daí ser necessário nos primeiros tempos a ditadura, a fim de se educarem as massas. Qual é a dúvida? O povo não nasce ensinado e não raras vezes é dividido pela comunicação social pois só assim a minoria burguesa consegue conduzir a maioria popular.
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De Fernando S a 03.12.2016 às 00:11

"Daí ser necessário nos primeiros tempos a ditadura, a fim de se educarem as massas."

Não é só "nos primeiros tempos" ... é sempre !!

E eu que pensava que no comunismo eram "as massas" que mandavam no "partido" (a "ditadura do proletariado" !!! ;)
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De Pedro Correia a 04.12.2016 às 18:03

Em Cuba só havia um homem verdadeiramente livre: Fidel Castro. Durante anos - décadas - foi primeiro secretário do Partido Comunista Cubano, comandante-chefe das Forças Armadas, Presidente do Conselho de Estado (Presidente da República) e Chefe do Governo.
Concentração total dos poderes numa pessoa só.
Só na Coreia do Norte encontramos hoje algo semelhante.
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De Porfirio Tinto a 02.12.2016 às 23:19

Quanto a Mad Dog e a sua visão sobre o Irão existem 2 problemas. O primeiro chamado director da Cia que já informou Trump para mudar de discurso. O segundo chama- se Czar Vladimir Putin que sempre apoiou o Irão naquela região, contra os interesses israelitas / americanos

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