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Diz-me como decides

por Rui Rocha, em 28.12.16

Insistir na comparação entre as condutas de Santos Silva e de João Soares para avaliar qual foi a mais grave é perder o essencial. O critério fundamental é o de António Costa. E para este nunca esteve em causa decidir em função do desvalor de ambos os actos. Pelo contrário, Costa guiou-se nestes casos, guia-se sempre, pelo critério da oportunidade. Com João Soares a circunstância deu-lhe a oportunidade para se desfazer de um ministro que lhe era incómodo. É por isso que as desculpas de João Soares nunca serviriam e as desculpas de Santos Silva são obrigatórias para que possa prosseguir. Mais do que avaliar João Soares e Santos Silva pelos seus actos, este episódio permite uma vez mais avaliar Costa pelas suas decisões.

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5 comentários

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De isa a 28.12.2016 às 11:04

Na hierarquia dos "Clubes" poderosos, um tem as "costas mais quentes" do que o outro, aliás, falar em "feira de gado", não me surpreende, o "grupo" que serve considera-nos a todos como gado. Nunca cair no erro de desvalorizar a sua "importância", ele toma "chazinho" no mesmo "clube" de Marcelo, Costa, Rui Rio... quantas vezes já falei sobre coisas tão simples como esta? Neste "clube", só fica quem passa no "1ª exame", por isso, alguns, só lá vão uma vez e, só cai em desgraça e sai quem não for útil ao "Clube". Naturalmente, dar nas vistas não será muito aceitável, senão é abandonado como o seu antigo "chefe" mas, há alguns em que, o deslumbramento com o poder é tão grande que acabam por meter a "pata na poça" lol mas, em princípio, nunca "despedem" quem pertença ao mesmo "clube".
Aproveite para consultar as Listas porque há páginas a desaparecer na net e começa a não haver listas de convidados porque, recentemente, passaram a preferir a videoconferência... só "acasos e coincidências".
https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Bilderberg_participants#Portugal
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De Alienado a 28.12.2016 às 11:34

Agora, Hofstadter usou a palavra "paranoide" não em um sentido clínico, mas como um recurso retórico. A pessoa clinicamente paranoide acha que os outros estão tramando pessoalmente contra ela, enquanto a pessoa socialmente paranoide acredita que poderes ocultos estão perseguindo sua classe, sua nação, sua religião. Eu argumentaria que a segunda é mais perigosa, porque ela vê sua situação aflitiva como sendo uma compartilhada - talvez por milhões de outras pessoas. Isso valida sua paranoia e lhe parece explicar eventos atuais e históricos.
Na teoria, a ideia de que o mundo é cheio de conspiracionistas pode não nos incomodar: se, por exemplo, algumas pessoas acreditam que os americanos nunca pousaram na Lua, então é apenas problema delas. Mas, na verdade, essa desinformação pode ter consequências abrangentes. Em um estudo publicado no ano passado no "British Journal of Psychology", Daniel Jolley e Karen Douglas descobriam que a exposição a teorias de conspiração diminui a probabilidade de a pessoa se envolver no processo político, em comparação com alguém que é exposto a informação que refuta teorias de conspiração.
Na prática, se eu encontrar uma pessoa convencida de que os assuntos mundiais são orquestrados pela Illuminati, pelos Bilderbergers ou outra sociedade secreta, o que eu faço a respeito? Eu desisto - e me preocupo. Toda teoria de conspiração desvia a psique pública para perigos imaginários, assim as distraindo das ameaças genuínas. Como Noam Chomsky já sugeriu, talvez o maior beneficiário de uma teoria de conspiração extravagante seja a própria pessoa ou instituição que a teoria visava atacar inicialmente. Imagine, por exemplo, que em 2003, a teoria de que Bush planejou o colapso das torres gêmeas para justificar uma invasão ao Iraque foi suficiente para distrair algumas pessoas a ponto de pararem de se perguntar sobre os verdadeiros motivos por trás da guerra.

http://noticias.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/umberto-eco/2014/10/04/uma-teoria-de-conspiracoes-e-seus-perigos.htm
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De isa a 28.12.2016 às 13:39

Há teorias e teorias da conspiração, aliás, deve saber quem inventou esse nome, no entanto, sabemos que há teorias para desinformar e, como diz, distrair a nossa atenção portanto, por princípio, basta estabelecer uma directriz naquilo que se procura, saber quem beneficia, a rede de contactos e, fundamentalmente, seguir o dinheiro, o que será, para alguns, um percurso fastidioso, demasiado lento na obtenção de resultados porque o que a malta quer são resumos daquilo que não se pode resumir e, definitivamente, nada tem a ver com o pré-mastigado nem a informação fast food a que nos tentam habituar, tudo para destreinar a nossa capacidade de raciocínio lógico. Outra coisa importante é a memória, porque factos e notícias antigas podem, por vezes, ser pontes de ligação para poder continuar a desenrolar o "fio da meada" e, conscientemente, ter a capacidade de relacionar essas ideias e factos. Confirmar sempre, de várias maneiras, um facto ou uma suposição, para não se chegar a becos sem saída, precisamente, uma das outras funções da desinformação.
É muito engraçado, quando não lhes convém que se saiba alguma coisa, factos passam automaticamente para a gaveta das teorias da conspiração mas, o que me irrita é quando se poem a falar como se fossemos todos criancinhas ou obtusos, naturalmente, é assim que conseguem aumentar, em número, esse tipo de ouvintes, precisamente o que lhes facilita a vida quando chega o momento de, novamente, os "enrolar" ;)
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De JAB a 28.12.2016 às 12:04

Conclusão. O Rui também é muito bom a dizer coisas a sério...
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De Mal por mal a 28.12.2016 às 12:38

Será que aqui, até Marcelo se atreve a ir à "feira-dos-ciganos?"

É que havia a feira dos ciganos, à antiga, onde só havia à venda e à troca "cavalos e burros" .

Mas hoje as feiras são mais diversas, já tem mais etnias a fazer concorrência aos ciganos,

Marcelo ainda não foi à feira trocar nem veder nada?

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