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Digerindo o relatório da OMS

por Teresa Ribeiro, em 30.10.15

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Nada disto é novidade. Notícia foi a OMS tê-lo assumido, contra o poderosíssimo lobby dos produtores de carne. Chapeau!

Não li o relatório e através dos media não apurei o principal. E o principal seria saber quanta carne se pode consumir sem arriscar um cancro. Um bife, duas vezes por semana, pode ser? Um cozido só no pino do Inverno e de 15 em 15 dias é razoável? 

A moderação, sobretudo num tempo em que praticamente nada do que se consome para alimentação é isento de contraindicações, é tudo. 

Dito isto, o alerta da OMS pode suscitar alarmismos se não convenientemente enquadrado, mas tem o grande mérito de nos chamar a atenção para a percentagem de carne que a nossa cultura alimentar nos coloca no prato. Com ou sem cancro no horizonte, comê-la quase todos os dias é uma escolha que nos é induzida pela indústria, que está sempre atenta às nossas necessidades e fraquezas. Necessidade, temos sempre a de poupar tempo. Fraqueza temos a da preguiça de cultivarmos hábitos mais saudáveis, mas que dão trabalho. Da sandes de fiambre, à bifana, passando pela empada de galinha e o icónico hamburguer, é de carne que se fazem quase todos os expedientes a que recorremos para saciarmos a fome sem grandes maçadas.  


22 comentários

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De Pedro Correia a 30.10.2015 às 20:31

Pois, Teresa. Será que vai haver agora também uma petição na internet contra a OMS, idêntica à ocorrida há três anos contra Isabel Jonet quando ela (oh, suprema heresia!) veio dizer que não podíamos comer bifes todos os dias?
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De Teresa Ribeiro a 31.10.2015 às 10:00

Bem, ela afirmou-o noutro contexto. Não era com as consequências para a saúde do consumo de carne em excesso que ela estava preocupada e o que disse saiu-lhe mal. Ela de facto não nasceu para comunicadora, mas o que interessa é o excelente trabalho que tem feito à frente do Banco Alimentar. Só por isso deviam tê-la poupado.
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De almaparva a 01.11.2015 às 11:45

Antes da cena dos bifes ouvi a madama declarar que o corte no 13º mês era "uma oportunidade para os portugueses aprenderem a gerir orçamentos mensais". A ideia era a de que, graças ao 13º, as pessoas se entregavam a desvarios de consumo que depois compensavam com o dito, desbragamento que o corte viria moralizar. Num país onde muitas famílias (a maioria) vivem com orçamentos abaixo de 1000 euros mensais ou não muito mais, uma senhora do seu segmento social deveria ter pejo de afirmar tal coisa. Mas não tem porque genuinamente acredita que, é a natureza das coisas, mesmo uma lei de origem divina que uma minoria possa ter acesso a muito e uma maioria esteja destinada a servir os primeiros recebendo em troca o mínimo indispensável para existir. E não sou só eu que o digo, se ler "As memórias secretas da Rainha D. Amélia" (http://bisleya.blogs.sapo.pt/) lá verá como, entre outras coisas, se indignava com a percentagem de 1% de analfabetos nos países escandinavos e os OITENTA por cento no Portugal do seu tempo, (percentagem que se mantinha ainda nos anos 30). Os aristocratas daqueles países do norte concordavam que os seus "inferiores" eram gente já as aristocracias a sul, de que é bom exemplo o segmento social a que pertence a madama e que fornece o país de caridadeiras por "tradição estética", consideravam ( e muitos não mudaram) as bestas e os seus "inferiores" como pouco diferindo. O handicap da senhora não é de comunicação é de tempo, múmia ideológica e moral e repito, uma caridadeira igual a tantas outras que se poderia encontrar no séc. XIX e XX e que, como se vê, permanecem neste e que não mudariam a ordem do mundo por nada, aliás, se dependesse delas ainda seriamos regidos pelo feudalismo que consideram, no seu intimo jardim secreto, a verdadeira lei divina conspurcada pelo passar do tempo e a loucura dos homens. Verdade que, antes estas que outras dondocas, o que não faz desta senhora um exemplo positivo mas apenas um anacrónico mal menor que realiza uma função útil e para a qual se esmifrariam para realizar dezenas de outras madamas do mesmo calibre que voluteiam nos salões das casas do old e do new money e os verdadeiros responsáveis de revoluções sangrentas.
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De lucklucky a 30.10.2015 às 22:50

Aí está o poderosíssimo lobby dos Políticos, muito mais poderoso que os da carne, nem passam sem a violência . Convenientemente esquecido pela autora.

Vão ao estudo dos estudos da OMS. Não há ciência sequer. É uma declaração política.

Mas não é é novidade as manipulações da OMS e também não é novidade a Esquerda a querer destruir a alimentação baseada na carne.
Podia ser outra mania qualquer.
Como todas as causas da Esquerda são falsas, a Esquerda está-se nas tintas para a carne, o que interessa é se ajuda a beneficiar o controlo a vida humana e o seu narcisismo.

A ministra de um suposto Governo Trabalhista Corbyn já veio dizer: tratar a carne como o tabaco.

É aliás de esperar mais ataques contra a carne na próxima assembleia sobre o "Ambiente" em Paris.
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De Teresa Ribeiro a 31.10.2015 às 09:54

É de esperar mais ataques, sim. Porque ao contrário do que diz, há fundamentos científicos para afirmar que a carne consumida em demasia faz mal. Nos países em vias de desenvolvimento a incidência de cancro no aparelho digestivo é mínima. Porquê? Porque esses povos quase não consomem carne. O cancro é uma doença de países ricos.
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De Joao a 31.10.2015 às 18:00

errado! é mínima porque não há qualquer controlo que permita rastrea-lo. O mesmo acontecia alguns anos atrás em paises que agora são desenvolvidos. Morria-se sem se saber do quê. Pense duas vezes na forma como são cultivados os alimentos nesses paises, com uso e abusos de pesticidas, herbicidas proibidos nos chamados desenvolvidos, com alarmantes niveis de poluição das suas aguas.
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De Teresa Ribeiro a 01.11.2015 às 11:10

Infelizmente o que não faltam nesses países são condições adversas a todos os níveis, incluindo o alimentar. Os estudos que relacionam cancro com carne processada existem há muitos anos e as fontes são credíveis. Acha que uma organização como a OMS baseia as suas comunicações em números martelados? Pense bem.
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De Carlos Sousa a 31.10.2015 às 21:30

Será que o problema é da carne, ou será que o problema está na panóplia de químicos que são utilizados para a sua conservação?
Não será que essa notícia esconde uma outra realidade?
Imaginemos apenas que para redução de custos (muito em voga actualmente) e para aumentar os períodos de armazenamento, as empresas começam a introduzir na carne aditivos muito mais fortes e muito mais prejudiciais à saúde. Será que o problema é mesmo da carne?
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De lucklucky a 01.11.2015 às 01:17

Querem transformar a carne no novo CO2, com mais motivos para taxas e impostos. Em 10 anos ou menos lá estaremos.

Os números desta palhaçada política da OMS - um estudo de estudos- nem sequer se pode dizer que está fora da margem de erro atendendo às variáveis idade e sexo devido aos valores mínimos de aumento de probabilidade.

E como era de esperar do jornalismo incompetente, tivemos mais lixo do Publico que nem sequer leu o estudo de estudos, deve ter copiado e colado de uma agência e apresentou de modo as pessoas não perceberem o ínfimo aumento de risco.

Qualquer notícia que sai das agências, é mais seguro pensarmos que o motivo é sempre político.

Toda agente sabe que se deve comer qualquer alimento com moderação, logo o que está aqui em causa não tem nada que ver com moderação.
Tem que ver com instigar o medo, para alguém poder ter justificação para controlar os outros.

Um palavra final para mais uma vez a ciência que chega aos jornais serem estudos epidemiológicos/estatísticos com muito pouco ou nada de verdadeira ciência. Aquela que percebe os mecanismos.
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De Teresa Ribeiro a 01.11.2015 às 11:25

Relativamente à carne processada, como a expressão indica é mesmo o processamento que é a fonte de todos os males e não a carne propriamente dita. Quanto à carne vermelha: se o problema fosse só uma questão de aditivos também se colocaria em relação ao consumo de outras carnes.
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De Carlos Sousa a 01.11.2015 às 12:51

Nas outras carnes também existem aditivos, não só de conservação mas também de crescimento. É por isso que os frangos, os porcos e os coelhos estão prontos para venda em poucos meses. É tudo uma questão de lucro, infelizmente.
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De Nuno a 31.10.2015 às 00:31

O "poderosíssimo lobby dos produtores de carne"?

E que tal o "poderosíssimo lobby dos consumidores de carne"?

Será assim tão absurdo assumir que as pessoas escolhem comer carne porque podem e gostam?

Temos mesmo que inventar sinistras conspirações para justificar tudo no comportamento humano?
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De Teresa Ribeiro a 31.10.2015 às 10:07

Não sei em que mundo vive. No meu, tudo concorre cada vez mais para a monitorização do comportamento dos consumidores pelas empresas. O admirável mundo novo da tecnologia facilita o acesso a todos os nossos dados e estes valem ouro em qualquer ramo de negócio. Porquê? Porque através deles podem, entre outras coisas, induzir-nos a consumir o que querem.
Se é sinistro? Talvez.
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De da Maia a 31.10.2015 às 16:31

Cara Teresa, isto é mais uma tentativa de mudança de Regime, implantada subliminarmente.

Muitos de nós já aderiram aos "Hunger Games", passando o tempo a evitar comer coisas, com medo de engordar.

Estes estudos relacionados com o cancro são tudo menos científicos. São meras idiotices estatísticas. Podemos fazer correlação entre duas coisas facilmente.
Asseguro-lhe que se pode mostrar que ser do Sporting, Benfica, ou Porto tem correlação estatística com maior incidência de cancro, para um desses clubes.

É uma fraude institucional começada desde o momento em que se quis banir o tabaco.
Nunca houve nenhuma prova directa, e ao aceitar-se a prova por correlação, abriu-se o caminho a todos os disparates estatísticos seguintes vindos de correlações disparatadas.

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De Teresa Ribeiro a 01.11.2015 às 11:32

Tem a OMS em muito má conta, da Maia. Mas podemos não ir tão longe: pergunte a qualquer gastroenterologista se recomenda o consumo de carnes processadas. É consensual e muito antiga, a opinião de que o consumo de enchidos (que, já gora, adoro comer) faz mal à saúde. Mais recente é a sua associação ao cancro, mas não espanta. Para validar essa tese é preciso que passe tempo suficiente para se proceder a rastreios, estudos comparativos, sobre o seu impacto na população.
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De da Maia a 01.11.2015 às 13:12

A OMS tem méritos e deméritos, como diversas iniciativas internacionais. A actual directora já deixou passar uma efabulação sobre a gripe A que previa milhares ou mesmo milhões de mortes, e respondeu tarde ao problema do ébola... tendo sido só eficaz quando os estados interviram, sentindo a ameaça a propagar-se.

Estes anúncios da OMS, começam como recomendações, mas depois podem levar a leis, que podem taxar ou banir consumo... especialmente quando tem burocratas fanáticos, como este secretário de estado agora passado a ministro.

Havendo maioneses, ketchups, mostardas, e outras tantas porcarias, aparecer uma recomendação com o foco na salsicha é caricato para o cachorro quente.
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De Anónimo a 31.10.2015 às 18:08

Tanta asneirada de comentários!
Agora é uma campanha da esquerda. E eu que pensava que os comunistas só comiam criancinhas ao pequeno almoço!
E o outro que fala sobre as correlações...como se o tabaco não estivesse mais que provado que é uma das principais causas de neoplasias e não só do pulmão!
Se a ignorância pagasse impostos não haveria crise neste país!
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De da Maia a 01.11.2015 às 08:51

"Outro" é designação que poderá usar para o progenitor de V.Exª.

Sendo neoplasia benigna/maligna sinónimo de cancro benigno/maligno, usa V.Exª o inteligente argumento:
- "Sim, porque sim!"

Argumentação ao nível do recreio infantil?
- Não consigo ir tão longe.

A pessoa com maior longevidade, Jeanne Calment, morreu com 122 anos, e começou a fumar aos 21 anos, sem saber quantos anos de vida perderia devido a ser fumadora:

Jeanne Calment smoked cigarettes (started at age 21), drank port wine and ate a couple of pounds of chocolate sweets a week until she was 119 years old.

Em excesso tudo faz mal, em particular a quantidade de artigos médicos patrocinados por interesses:

"Why Most Published Research Findings Are False" (2005) - John P. A. Ioannidis

Como informação adicional:
- Apesar de terem sacrificados inúmeros animais a experiências com fumo de tabaco, não se mostrou qualquer relação entre tabaco e cancro animal:

http://www.overcomingbias.com/2009/12/animal-smoking-studies.html

Aliás, a conclusão chegou a ser contrária, e a indústria tabaqueira foi acusada de patrocinar os estudos com animais, para evitar a acusação pela correlação estatística.

Entretanto, os estudos de correlação têm problemas óbvios, que ninguém ousa criticar.
Porque, desde os tempos medievais, ir contra a corrente é colocar-se no meio da lenha e dar os fósforos a inquisidores sedentos de fogueiras.

Se havia uma certa evidência de correlação masculina, o mesmo não se passava com a feminina:

http://users.rcn.com/jkimball.ma.ultranet/BiologyPages/D/DelayedCorrelation.gif

Mais, decrescendo o número de fumadores desde os anos 70, se o número de cancros desce no caso masculino, aumenta no caso feminino:

http://healththinking.com/wp-content/uploads/2015/04/dontcountono.png

Claro que contradições e factos nunca são problema para fundamentalistas, e vai-se usando a retórica para invocar correlações atrasadas.

Regressando ao nível de debate de V.Exª, e de tantos outros eruditos na matéria, a resposta é simplesmente:
- "Não, porque não!"

Indo pelo mundo das correlações, esta é gira:

http://2.bp.blogspot.com/-6ZFKHgBd5cY/TzSbeiXjcxI/AAAAAAAAA2w/Z7lgeRED7bM/s1600/Smoking+obesity+1960-2006.JPG

ficando evidente que fumar menos provoca a obesidade!
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De Teresa Ribeiro a 01.11.2015 às 11:41

Sim, da Maia. Podemos dizer que os próprios estudos são um cancro informativo. Mas então como ficamos? Reduzidos à fé?
Esses exemplos como o que apontou são excepções. A medicina pode "ver" os danos que o tabaco provoca no aparelho respiratório dos fumadores. Portanto neste caso até já é possível "ver para crer"... Quanto ao consumo de alimentos lá chegaremos. A imagiologia está a fazer grandes progressos :)
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De da Maia a 01.11.2015 às 13:59

Cara Teresa, um dos equívocos dos actuais pseudo-cientistas é julgarem que podem controlar o universo que os pariu.

Os dados fazem-me concluir que o cancro é na sua essência imprevisível. Mais que isso, se não fosse o cancro, seria qualquer outra coisa - em que a natureza toma a si o direito arbitrário de vida ou morte, como um simples cara-ou-coroa.

A partir de certo ponto, quanto mais se tentar dominar a natureza, mais ela se manifestará na sua rebeldia. Já deu vários sinais disso:
- ao querer extinguir bactérias, apareceram as multi-resistentes;
- esterilizando o ambiente favorecemos o aparecimento de alergias atópicas - onde o ataque é do nosso sistema imunitário, não havendo agressor.

O nosso balanço existencial é tão frágil que é quixotesca a vontade de tudo querer controlar.
A partir de certo momento será necessário aceitar a nossa impotência, por muito que isso nos custe em certos casos concretos.

A partir de certa altura, não adianta nada melhorar a resolução da imagem, porque não é com melhores óculos que percebemos o enredo do filme... aliás arriscamos a perder-nos nos detalhes.

Estamos a chegar a um ponto de ruptura, e em breve poderá ser feito o teste.
Coloca duas comunidades, uma abrandando na tecnologia, outra forçando e usando todo o avanço tecnológico.
Ao fim de umas dezenas de anos, deve-se verificar os resultados em termo de saúde e qualidade de vida...

A partir de certa altura é preciso entender que há uma razão futura que se sobrepõe à nossa razão actual.
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De lucklucky a 01.11.2015 às 15:56

A ciência não explica porque é que existe quem fume durante toda a vida e chega aos 90. Ou aos 122...e com boa saúde.

Calment smoked cigarettes from the age of 21 (1896) to 117 (1992),[2][15] though according to an unspecified source, she smoked no more than two cigarettes per day towards the end of her life.

https://en.wikipedia.org/wiki/Jeanne_Calment

Quanto às carnes processadas - ainda por cima as carnes capitalistas lucrativas americanas! - deixo-lhes este pérola:

https://en.wikipedia.org/wiki/Susannah_Mushatt_Jones
Susannah Mushatt Jones (born July 6, 1899[2]) is an American supercentenarian who is, at the age of 116 years, 118 days, the world's oldest living person.

Jones has never smoked, consumed alcohol, partied, worn makeup, or dyed her hair.[13] She sleeps about ten hours a night and naps throughout the day.[7] For breakfast she always eats four strips of bacon along with scrambled eggs and grits.[15] She also eats bacon throughout the day.[16]

A ciência ainda sabe pouco e o facilitismo que é fazer ciência com estudos estatísticos não ajuda nada. Pode ser no máximo um indicador útil.
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De Teixeira a 01.11.2015 às 13:17

Sorte mesmo são os milhões de seres humanos espalhados pelos continentes. Fazem a dieta perfeita. A de passar fome, por conta de não ter o que comer. E os gulosos do mundo pouco se importam com a desnutrição dos miúdos, por exemplo, da África subsariana.

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