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Com inteligência e simplicidade, o escritor espanhol Enrique Vila-Matas coloca neste texto um problema importante das redes sociais contemporâneas. Estas tendem a afastar o pensamento original e promovem a normalização da opinião publicada. Ali prevalece um comportamento de tribo, de ‘nós contra eles‘, onde qualquer diferença é hostilizada verbalmente. De facto, perde-se demasiado tempo a explicar o que nos parecia ser claro, a desmentir o que não se escreveu, a repetir ideias evidentes, a ser ignorado ou atacado por outros autores. O pior é que este espírito das redes sociais alastrou ao jornalismo dito de referência e dá trabalho remar contra a maré das opiniões pré-fabricadas e dos freios intelectuais. Em Portugal, tornou-se quase impossível dizer que a situação do País não é tão desesperada como a pintam. Nas redes sociais, essa afirmação implica insultos imediatos, leituras enviesadas e a reputação destruída. Muitos autores não estão para isso e desistem, pelo que se agrava a tendência para certa limitação à liberdade de expressão, que alguns parecem aceitar sem problemas.    

 


3 comentários

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De da Maia a 08.08.2014 às 00:00

Deixa cá ver... este discurso de que "a situação do País está a melhorar" começou antes da crise do BES. Mantém-se imperturbável.
Ainda bem que essa realidade não afectou o seu discurso, talvez esteja noutra realidade. Quem sabe, pode ser que tenha atingido o nirvana.
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De Miguel a 08.08.2014 às 01:12

http :/ sicnoticias.sapo.pt /economia 2014-08-07-numero-de-casas-penhoradas-aumenta-75

"Em apenas um ano, o número de casas penhoradas pelo fisco aumentou 75%. Nos últimos meses, a autoridade tributária chegou a penhorar e a vender 356 casas por dia. São números alarmantes, que refletem claramente a dificuldade das famílias em honrar compromissos."

As coisas nunca são tão más como se pintam; a economia vai de vento em popa; aliás quando vou à praia da Torre (em vez de ir trabalhar pela pátria! Que vergonha!) vejo sempre um ou dois cargueiros saindo do Tejo carregados de contentores, sinal do crescimento das nossas exportações. Os que entram no Tejo, porém, geralmente vêm vazios, mas isso é de esperar, afinal de contas apenas a economia melhorou, não os cidadãos, como é esses podem ter dinheiro para comprar produtos importados quando nem têm dinheiro para salvar as suas casas?

Em breve estaremos todos a viver em quartos alugados como no tempo do Estado Novo, mas está tudo bem porque o Luís Naves assim o diz...

Esta resposta foi suficientemente enviesada?
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De cristof a 08.08.2014 às 09:59

como um bom negocio não se faz sucesso dum dia para o outro tambem jornalismo demora a vingar; mas evitar confundir muito com variedade -ou seja a mesma ideia repetida milhentas vezes é importante para quem gosta de ser bem informado. A deformação de gostar de quem fala como gostamos (muito presente até nos blogs em que apagam os comentarios que destoam) é oprimeiro caminho para estar mal informado e aumentar a carneirada deformada.
Claro que as grandes cadeias infromativas - principalmente judeus/anglosaxonicos têm um saber e pratica que não se deixa abater com facilidade = para quem gosta vejam a noticia do ataque de hackers russos e dos desenvolvimentos verdadeiros para perceberem como se "pinta" tudo oque se queira -e é feito todos os dias e a todas as horas(Gaza!!) para "preparar" os espiritos mais rebeldes para o que se pretende.

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