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Diário semifictício de insignificâncias (9)

por José António Abreu, em 30.08.16

Para Agosto, o trânsito tem andado mauzito. Bastante melhor do que noutros meses, mas mauzito. Talvez menos portuenses tenham ido para fora do que em anos anteriores. Ou quiçá o acréscimo de viaturas se deva exclusivamente aos turistas espanhóis. Ou se calhar muita gente anda a gastar combustível para ajudar as contas públicas. Ou então o fumo dos incêndios e o calor excessivo das primeiras semanas do mês deixaram o meu pessimismo numa fase particularmente aguda, que me leva a ver mais carros do que em anos anteriores.

Realisticamente (se um optimista é um pessimista mal informado, um realista é um pessimista capaz de fazer escolhas), inclino-me para uma conjugação das hipóteses 1, 2 e 4 - as reportagens televisivas mostram praias algarvias cheias, circulam nas ruas muitas matrículas espanholas, e eu não posso estar bem quando também me parece andarem por aí menos mulheres atraentes em trajes de Verão de que noutros anos. Mas, seja a verdade qual for, sinto falta de uma cidade calma, em modo de pausa. Turistas nos passeios e nas esplanadas não me incomodam; fazem-me sentir num destino de férias e até conferem cosmopolitismo à minha decisão de aqui permanecer. Mas, por algum motivo, o trânsito arruína a sensação de que a cidade é uma espécie de cenário megalómano, feito exclusivamente para mim e para meia dúzia de outros residentes tão esclarecidos como eu - pessoas disponíveis para a cidade nesta altura do ano por saberem que é agora que ela atinge o grau máximo de disponibilidade.

Por outro lado (diabos levem esta necessidade de manter os pés no chão, dispensada com estonteante leveza pelos optimistas), «esclarecido» pode não ser o termo mais correcto para designar quem fica a trabalhar em Agosto.


3 comentários

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De Luís Lavoura a 31.08.2016 às 10:59

também me parece andarem por aí menos mulheres atraentes em trajes de Verão de que noutros anos

Infelizmente em Portugal há cada vez mais escassez de mulheres atraentes, por causa da baixa natalidade. Já lá vão os anos da minha juventude em que me postava num sítio movimentado da cidade e via passar, de forma incessante, dezenas de mulheres atraentes. Agora só passa uma de cinco em cinco minutos.

Felizmente há cada vez mais turistas e estudantes Erasmus, mas só muito parcialmente compensam a falta de autótones.
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De Vento a 31.08.2016 às 11:57

Acalme-se, amigo, beba um gole de cachaça 51 com mel. Vou investigar esta terrível situação: "parece andarem por aí menos mulheres atraentes em trajes de Verão de que noutros anos".

Vou pedir ao Ministério do Planeamento e da Administração Interna que abra um inquérito rigoroso para determinar se as causas deste gravíssimo défice está relacionado com alguma obediência às normas da UE para contenção no olhar.

PS: Olhe que nas praias a abundância é mais que mato. Até parece que se caminha sobre areias movediças. Não há nada como levar uma prancha de surf como medida de segurança.
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De ariam a 01.09.2016 às 01:34

"diabos levem esta necessidade de manter os pés no chão"

Tenho o mesmo problema e, muito do que ando por aí a comentar, é bom ouvir alguém (Former Canadian Minster of Defence and former acting Prime Minister Paul Hellyer) confirmar e, afinal, aquela de eu dizer que até podiam inventar marcianos... até pode acontecer.

YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=sza0WuB6l_U
Upcoming False Flag alien invasion Paul Hellyer

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