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Dez livros para comprar no Natal

por Pedro Correia, em 04.12.16

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Livro quatro: Cinco Homens que Abalaram a Europa, de Jaime Nogueira Pinto

Edição A Esfera dos Livros, 2016

588 páginas

 

Parecem já distantes os tempos em que os historiadores desvalorizavam a importância do rasgo individual no estudo da trajectória humana. Eram os tempos da história “estrutural”, cheia de gráficos e dados estatísticos. Tempos em que o colectivo se sobrepunha a tudo o resto e as biografias pareciam ter passado de moda.

Nada mais ilusório. Uma grande parte dos acontecimentos históricos é inexplicável sem o estudo atento e pormenorizado dos seus protagonistas. Analisar as estruturas económicas e demográficas de países e regiões, despojando-as dos efeitos potenciadores dos “homens providenciais”, na sua lucidez e na sua loucura, é pura inanidade intelectual.

Nos anos mais recentes, as biografias regressaram em força aos escaparates das livrarias e hoje incluem-se entre as obras com maior procura. Sem surpresa, a importância do factor individual no curso da história humana tem sido reavaliada, como se justifica.

Politólogo com obra multifacetada (incluindo uma bem sucedida incursão no romance, com Novembro, surgido em 2012), Jaime Nogueira Pinto vem deixando as suas reflexões impressas em livros como Ideologia e Razão de Estado – Uma História do Poder (2013) e O Islão e o Ocidente – A Grande Discórdia (2015). Trabalho de grande fôlego é também este recém-surgido Cinco Homens que Abalaram a Europa – centrado nas biografias cruzadas de Estaline, Mussolini, Hitler, Franco e Salazar. Políticos com cartilhas ideológicas diversas mas evidentes traços comuns, a começar por um elo geracional: nascidos com apenas 14 anos de diferença, entre 1878 e 1892, eram antidemocratas e antiliberais, aspirantes a “pai dos povos” mas com infâncias ligadas sobretudo à figura maternal. Cada qual a seu modo marcou o século XX – a era das autocracias, em que os genocídios se sucederam e a palavra totalitarismo foi inscrita nos dicionários.

Alguns imaginam ter sido há muito tempo, mas foi há poucos dias numa perspectiva histórica. Vale a pena estudar estes percursos: nada como a observação do passado para nos advertir contra riscos futuros já vislumbrados no presente.



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