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Deve ser do período

por João André, em 26.09.16

Tenho dificuldade em compreender este post da Francisca.

 

Em primeiro lugar é o título. Porquê "as raparigas"? É por serem mulheres? Também se escreve "os rapazes do PS", "os marmanjos do PCP", "os tipos do PSD" ou "os cahopos do CDS"? O sexo faz diferença? Se calhar faz - para muita gente. Não devia. É por serem várias delas mais jovens? Também escrevemos "os velhotes do PS", "os cotas do PSD", "as carcaças do PCP" ou "os idosos do CDS"? A idade faz diferença desde que tenham o suficiente para serem julgadas pelas suas palavras, ideias ou acções?

 

Não, essas são apenas palavras destinadas a distrair das políticas. Já escrevi o meu post sobre o assunto. A ideia de ir às poupanças, coisa que não parece ter sido avançada em lado nenhum, nem é exclusivo do Bloco nem teria nada de especial. Seria uma política tal como aquelas que os governos anteriores praticaram, aqui e em todo o lado. "Ir buscar o dinheiro" não é "roubar", como a Francisca escreve, caso contrário teria que se aceitar que toda e qualquer cobrança de impostos seria roubar. A frase é infeliz? Talvez do ponto de vista da Francisca ou de tantos outros, mas do ponto de vista do Bloco de Esquerda é provavelmente o que queriam expressar. Se já se "foi buscar" dinheiro a tanta gente, porque não "ir buscar" dinheiro aos ricos?

 

A Francisca falou ainda dos "assuntos fracturantes" mas referiu apenas o disparate do "cartão da cidadã" e depois invcou o velho fantasma da "queima dos soutiãs". Haveria ainda o outro disparate da criminalização dos piropos, mas estão-me a faltar mais assuntos que seriam assim tão merecedores «[d]o fim da lista na agenda parlamentar». O resto é essencialmente o ataque à ideia nebulosa de "ir buscar o dinheiro aos ricos". Muitas das pessoas que ela referiu são também aquelas que sofreram (e sofrem ainda) no passado. São também pessoas que pagaram várias vezes (a Francisca esqueceu os impostos indirectos, mas estes normalmente não recaem sobre as empresas, que os passam ao consumidor) e que, depois de tudo isso, ainda levam com mais taxas e retaxas.

 

No fim fica tudo explicado: há que recompensar "essa gente", suponho que se trate dos empresários. Ou talvez os que são ricos (no post da Francisca está subentendido que só os empresários o podem ser). Isto porque são pessoas que «através do seu talento e do seu esforço, contribuiu para o crescimento económico do país», dado que mais ninguém o fez. Como os empresários são como os outros, também existem os incompetentes, abusadores e tacanhos que fizeram o oposto e são largamente responsáveis pelo ridículo estado do tecido empresarial do país.

 

Não: recompensemos os empresários tout court porque são eles que nos vão retirar do nosso buraco. Os outros não trabalham, não são talentosos. Os empresários merecem tudo, talvez até que se acabe com as taxas para eles, pobrezinhos.

 

Mas vou fechar o círculo, indo aos empresários que, entre tudo o que são, bem ou mal sucedidos, talentosos ou incompetentes e que, no seu dia a dia, tratam as mulheres ao seu redor como secretárias, empregadas de limpeza ou "aquela cachopa jeitosa que traz o café". Nalguns casos até as tratam por "raparigas" até terem idade de serem candidatas a Presidente da República ou vão buscar o epíteto de "esganiçadas" atrás de títulos de professor. Eles não são machistas, não confundamos coisas, só que às vezes aquelas raparigas começam a maçar. Deve ser do período.

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85 comentários

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De Anónimo a 26.09.2016 às 14:00

"Da Idiotia Útil como uma das Belas Artes".
Paráfrase sempre, mas sempre, actual.
Mas "idiotia" só aparente - porque empenhadíssima na mesma "equipa"...
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De João André a 26.09.2016 às 15:34

Que excelente contribuição para o post. Forte candidato a "comentário da semana". Como de costume.
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De Anónimo a 26.09.2016 às 14:38

Porquê as raparigas? Ora porque são umas esganiçadas (Doutor Arroja dixit).
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De J. L. a 26.09.2016 às 14:58

A F. Prieto neste blogue começa a maçar.
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De João André a 26.09.2016 às 15:35

Se o maça não é obrigado a lê-la.

Eu discordo dela muitas vezes do ponto de vista político e não tenho problema. Não foi o sujeito do post, mas o tom dele que me deixou enervado. De Pedro Arroja espero isso, mas de colegas de blogue espero mais.
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De J. L. a 26.09.2016 às 15:58

O problema é que se não a ler não me maça!!
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De João André a 26.09.2016 às 17:29

Pois...
Assim já não posso ajudar.
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De João André a 26.09.2016 às 15:34

Ora aí estamos.
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De Ana A. a 26.09.2016 às 15:02

As/os esganiçados que se insurgem contra a tributação dos mais ricos, deviam informar-se para ficarem a saber, que um desempregado de longa duração (eu), com 60 anos e sem perspectiva de arranjar trabalho, quando pediu a reforma antecipada no final de 2014, levou um corte de 0,5%/mês x 26 meses = 13% + um corte de 13,02% de factor de sustentabilidade. Ou seja, no total o corte foi de 26,02% no total do valor da pensão. Motivo para tal facto: ficar desempregado numa idade em que ainda é "suposto" trabalhar-se mais uns 10 anos. Este corte é vitalício. Mas, enfim, o que é um desempregado "sem capacidade" de se integrar novamente no mercado de trabalho, comparado com um rico, que com o seu saber e esperteza dá cartas num mundo do empreendedorismo e cada vez mais desumano...?!
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De João André a 26.09.2016 às 15:37

Então não parece óbvio? Se fosse empresária, nem que fosse abrindo um café para os amigos e sacar uns descontos disto ou daquilo, já poderia contar com alguma solidariedade.
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De Justiniano a 26.09.2016 às 15:58

Este comentário ilustra, sobremaneira, todo o seu texto, caro J. André!!
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De João André a 26.09.2016 às 17:35

Nem por isso, embora faça parte da discussão que tenho acima sobre a parte dos empresários.

Note que nada tenho contra empresários. Apenas não gosto que sejam tratados por parte da direita como o alfa e o ómega da economia. Lendo e ouvindo algumas pessoas poderíamos pensar que o ideal seria que os empresários não pagassem impostos nenhuns e os seus empregados tinham sorte de poder aquecer com o trabalho que lhes era oferecido e não deviam pensar em salários. Isto é um exagero óbvio, mas é um pouco o tom com que podem ser recebidas certas opiniões.
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De Nuno a 27.09.2016 às 02:11

Se a vida o tratar bem e lhe der saúde, aquilo que vai receber na forma de pensão excede largamente o que descontou para o sistema de previdência.

Podemos lamentar o seu infortúnio, mas podemos também lembrar-nos que podia ser bem pior. E é para esses casos piores que o sistema de previdência reserva reformas antecipadas um pouco mais generosas.

Não é realista pensar que, com o que descontou ao longo da vida, uma pessoa saudável se possa reformar sem penalização aos 56 anos, e com algo como 38 anos de descontos ter uns 24 anos de reforma.

De resto, pergunte-se se é cobrando 10000€/ano à acumulação milionária de património imobiliário que vai conseguir aumentar pensões como a sua. Quantos existem na sua condição, e quantos são os milionários? E quantos dos milionários alugam o seu património às frações e passarão o custo directamente aos inquilinos? Quem paga agora o aumento da sua pensão? Pois.
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De João André a 27.09.2016 às 09:00

Não tenho pessoalmente qualquer solução para o sistema de reformas, português ou outro. Sei que passará sempre por aumentar a idade da mesma e/ou aumentar as contribuições feitas e geridas individualmente. Tenho no entanto a noção que o sistema de reformas não depende daquilo que nós próprios descontamos mas aquilo que a população trabalhadora, no seu total, desconta. É por isso que é um problema a estagnação e envelhecimento da população. Porque sou eu quem paga as minhas reformas e os meus filhos que pagarão a minha (se existir por essa altura). Não será o sistema mais lógico, mas é o que existe.
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De Nuno a 27.09.2016 às 14:18

A sustentabilidade do sistema de reformas depende do que cada um desconta. Um sistema em que TODOS esperam receber (muito) mais do que o que descontaram não é sustentável.

Pode funcionar conjunturalmente em momentos de explosão demográfica ou de crescimento elevado, mas a população não pode crescer eternamente, e o crescimento económico tende a abrandar com o desenvolvimento do país.

Independentemente de se o nosso sistema ser de capitalização ou de redistribuição, com o nosso nível de poupança/redistribuição não é minimamente razoável esperar que com menos de 40 anos de vida activa se possa ficar mais de 20 anos na reforma.

Pagar uma pensão modesta durante 20 a 30 anos custa facilmente várias centenas de milhar de euros. Mas quem poupa o que consegue para a sua própria reforma (além do que contribui com impostos) é rico e merece sobretaxas.

Ter uma conta poupança com 50.000 euros ou uma casas para arrendar de 500.000 não é escandaloso, é prudente. É precisamente o necessário para fazer face a uma situação de desemprego no fim de vida que se prolonga até à reforma.
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De Ana A. a 27.09.2016 às 11:16

Caro Nuno,

Talvez não me tenha feito entender no meu comentário.
A questão nele subjacente é a seguinte: se um reformado "pode" e deve aguentar um corte de 26%, que corresponderá para o Estado a uma receita, porque razão se vocifera tanto quando se fala em taxar os mais ricos?! Se um pobre reformado aguenta, um rico também aguenta...Já lá dizia o "filósofo" contemporâneo: "Ai aguenta, aguenta!"
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De NORTÁGUA- TRETAS AVULSAS a 27.09.2016 às 13:11

Receita?
Percebi, é como vender dívida, certo?
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De Nuno a 27.09.2016 às 13:53

A Ana, com cerca de 56 anos aparentemente saudáveis, com educação, agilidade mental e lucidez suficiente para escrever os mais correctos comentários na blogosfera pretende tornar-se, desde já, uma pobre reformada durante 25 anos.

Para sustentar uma pensão equivalente ao salário mínimo durante 25 anos são precisos 175 mil euros. Para compensar a Seg. Social do rombo de se reformar 10 anos antes da idade normal da reforma somam-se outros 25 mil. São 200 mil euros, para uma modesta pensão de 505 euros por mês. Aplique o multiplicador correspondente à pensão que gostava de vir a receber.

Os ricos de que fala podem ser tão somente pessoas que, pelas vicissitudes da vida, tudo fizeram para poupar o suficiente para a sua velhice, ou para os seus filhos. Dou-lhe um exemplo. Dados os números acima, quanto acha que devem poupar os pais de um filho autista, que nunca conseguirá trabalhar e que, com toda a probabilidade, ultrapassará os 60 anos de idade? Entre a reforma dos dois, e a vida do filho, 500 mil euros parece-lhe muito?

E novamente, quantas pensões como a sua devem pagar os impostos de um rico? Porque os ricos como os acima há 44 mil e pensionistas há 3,6 milhões. São 80 pensionistas por cada rico.
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De Ana A. a 27.09.2016 às 16:19

"Dados os números acima, quanto acha que devem poupar os pais de um filho autista, que nunca conseguirá trabalhar e que, com toda a probabilidade, ultrapassará os 60 anos de idade? Entre a reforma dos dois, e a vida do filho, 500 mil euros parece-lhe muito?"

Portanto, a questão resume-se simplesmente às poupanças individuais e das famílias, certo? Os ricos são-no porque pouparam. Como quem ganha pouco não tem por onde poupar, pois paciência, nada a fazer. Uma sociedade solidária está fora de questão. Excepto, para pagar os desmandos da banca.
Más notícias: pelo andar da carruagem daqui a 30 anos teremos um país de indigentes, tendo em conta a precariedade do trabalho e os salários actuais (até dos licenciados).
Nota: Não tenho 56 anos. Estou muito perto dos 62. Tenho 34 anos de carreira contributiva. Não me considero uma pobre reformada pois sou activa.
Das intervenções do Nuno e do Nortágua depreendi, que os reformados não são nada mais que uns parasitas que na maioria dos casos não capitalizaram o dinheiro necessário para a sua reforma, logo,vivem da caridade dos demais!
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De Nuno a 27.09.2016 às 19:13

Não, não se resume às poupanças individuais. Mas para uns receberem mais do que o que descontaram, outros terão necessariamente que receber menos. Caso contrário o sistema não é sustentável.

A Ana falou em ficar desempregada 10 anos antes da idade da reforma, que está nos 66. Foi apenas por isso que falei em 56 anos. Não sei quantos tinha quando ficou desempregada. Foi muito específica nos cortes muito pouco no resto.

De qualquer forma, a esperança média de vida aos 62 anos ronda os 20 anos. Com 34 anos de descontos será sempre difícil pagar uma pensão por inteiro durante 20 anos.

A Ana exige a solidariedade dos ricos para ter uma melhor pensão, o problema é que não há assim tantos ricos e não são assim tão ricos. Há entre 8 e 44 mil ricos (consoante a linha escolhida) para 3,6 milhões de pensionistas.

As contas da Mariana Mortágua prevêem ir buscar 100M€ a 8 mil ricos para subir os 2 milhões de pensões mais baixas em 5€. Este novo imposto vai pagar um único aumento de 5€. Para haver novo aumento em 2018, teremos que encontrar mais ricos, ou ir buscar mais aos mesmos ricos. Estará em 2018 a Ana satisfeita com o aumento de 5€ de 2017? E em 2019?

Enquanto o sistema de previdência for insustentável, e o que a Ana pede é insustentável, a factura vai inevitavelmente cair sobre a geração que se segue. Uma geração de ricos e de remediados, que é mais pequena que a sua, sofre na mesma com desemprego e precariedade, gasta mais dinheiro a educar os filhos até mais tarde, e se não poupar contará com ainda piores condições quando chegar à velhice, velhice que nos baterá à porta mais cedo se não nos adaptarmos. Um sistema de previdência insustentável, quebra o contrato social entre a minha geração e a sua.

Sou um engenheiro informático de 35 anos com filhos e sem emprego estável que aos 60 não poderá competir com colegas com 25. É óbvio que vou ter que me adaptar, e que poupar dezenas, centenas de milhar de euros se quiser garantir uma velhice confortável. Vou ser "rico", e vou pagar os olhos da cara por isso.
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De NORTÁGUA- TRETAS AVULSAS a 27.09.2016 às 13:04

A dona Ana esqueceu- se de referir quantos anos tem de carreira contributiva.
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De Luís Lavoura a 26.09.2016 às 15:12

No post da Francisca nem falta o machismo de acusar as senhoras do Bloco de "se esganiçarem". Porque é assim mesmo: os homens falam, as mulheres esganiçam-se. E as mulheres são mais machistas do que os homens.
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De João André a 26.09.2016 às 15:39

Muitas vezes é verdade Luís. As mulheres frequentemente exigem a si mesmas mais que os homens (apesar de estes já exigirem mais que às mulheres). Basta ler as histórias das voltas que a campanha de Clinton dá para que não caiam nas "armadilhas" do "típico de mulher".

Há uns tempos escrevi um post em que referi como cai no erro de pensar de forma diferente por causa do que uma colega disse numa reunião (fosse homem e eu teria achado a coisa normal). O pensamento está excessivamente entranhado, mesmo quando sabemos a priori que existe esse erro.
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De Jorg a 26.09.2016 às 18:40

...mas enfim, elas muitas vezes esganiçam-se mesmo - ou pelo menos fico com essa impressão por contraste quando ouço os respectivos colegas 'males' de Bancada - o Filipe Soares, por exemplo, fala com uma candura - como no Acampamento de Verão, onde deu palestra sobre "A Guerra dos Tronos e os Tratados Europeus ", de onde se respirava um ar que induzia (não sei se só o ar, porque havia uns fumos ..) um espirito Zen, como aquele que se instala em casa depois as minhas filhas de 5 e 3 anos adormecerem...
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De João André a 26.09.2016 às 22:01

Caro Jorg,

quantos homens não viu já a esganiçarem-se? A passarem-se? A queixarem-se disto ou daquilo? Para mim tudo o que Passos Coelho disse depois de o PS ter cabado por formar governo, se saído da boca de uma mulher, caíria no departamento de "esganiçada". Ninguém o disse, pois não? E bem.

Note que nem sequer acuso a esquerda ou direita. Tanto a esquerda como a direita já foram culpados do mesmo. Apenas acuso o uso da táctica para diminuir um adversário político por ser mulher.
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De Nuno a 27.09.2016 às 01:35

Pois não, acusaram-no de azia dolorosa, dispepsia, acidez, irritação, acintoso desprezo, sobranceria, de sofrer de alucinações, entre outras coisas. Isto nos últimos 6 meses, segundo ministros e deputados PS.

Porque se estendemos um pouco a pesquisa ainda apanhamos a Joana Amaral Dias a sugerir que o Passos pulou a cerca, que só evitar que isso se soubesse poderia justificar que fosse apresentar "o livro".

Mas, sim, esganiçadas é do pior.
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De João André a 27.09.2016 às 09:03

Da mesma forma que a direita acusa a esquerda de tudo e mais alguma coisa. E ao menos algumas das acusações têm boa justificação, como a da azia e da sobranceria. Seja como for, a maioria das que refere são perfeitamente defensáveis em função do que disse ou fez. O termo "esganiçada" é proferido para menorizar a pessoa alvo sem qualquer consideração para com o teor das opiniões.
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De Nuno a 27.09.2016 às 14:39

Quando queremos muito ver insultos, eles estão por todo o lado.

Chamar imberbe jotinha a um político homem não é menosprezá-lo, é aliás uma crítica política perfeitamente justificável dado o percurso da personagem.

Já chamar rapariga a uma política mulher é menosprezo sexista, que contrasta com as inatacáveis propostas da bem preparada deputada.
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De Jorg a 27.09.2016 às 09:13

Até o o PC fala de "'Andam uns a juntar com o bico e outros a espalhar com as patas" o que é remniscência do arquétipo do galinheiro primordial - uma parabola da Geringonça "avant - la -lettre", onde se salientavam umas galinhas ou galarós assim a dar pr'ró tonto.
Se quer ver aí uma tensão de "género" em vez de se inquietar com enormidades das calinadas - que incluem, na disputa politica, o embrulhar d'argumento no constante esganiçamento panfletário - vá por ai. É boa táctica para distrair os transeuntes enquanto a fronda "espalha de pata"....
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De João André a 27.09.2016 às 10:16

Mas qual argumento? Não há argumentos. Há menorização do adversário sem esgrimir argumentos. Este imposto tem pouco por onde ser atacado sem que se ataquem posições semelhantes do passado por parte de todos os partidos. A única coisa que o distingue é que foi avançado pela primeira vez por parte de uma das deputadas mais competentes e preparadas da AR e ela é atacada por ser mulher. Isto é essencialmente indisputável.
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De Jorg a 27.09.2016 às 10:38

A "competente" apareceu em ‘prime-time’ a semana passada num dos ‘displays’ da Xuxa prensa & Mídia da Capital, a TVI do amigo "Figueiredo", que fez aquele frete ao Dr. Centeno acolitado ao Santander.

Indica, como se de "axioma" se tratasse, custos de 200 Milhões para 10 Eur de aumento de pensões de 600 Eur ou inferiores ???.

Logo temos em PT 200 M/10= 20 Milhões de pensionistas a receber menos de 600 Eur!!!! - deve ‘tar a usar aquelas estatisticas da propaganda do Benfas, a contar os “melhões” pelo Mundo, incluíndo cachorros, canários e respectivos tarecos.

O Tarefeiro da TVI nem piscou! Notável como a demagogia parva se converte em epidemia de bovinidade no atestar competências e preparações.


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De João André a 27.09.2016 às 11:06

A "competente" apareceu em ‘prime-time’ a semana passada num dos ‘displays’ da Xuxa prensa & Mídia da Capital, a TVI do amigo "Figueiredo", que fez aquele frete ao Dr. Centeno acolitado ao Santander.

Peço desculpa pela ignorância, mas dá para me explicar em português pré-2003 aquilo que escreveu em cima?

Não tendo visto essas declarações, não as posso comentar directamente. Posso apenas dizer-lhe que se quer fazer contas, faça-as correctamente. €200 milhões a dividir por €10 e por 14 meses (deve-se ter "esquecido" dessa parte) dá cerca de 1,4 milhões de pessoas. Se olhar para a página da Pordata indicada abaixo, vê que em 2013 havia 1,5 milhões de pessoas com pensões de velhice ou invalidez abaixo do salário mínimo. Pelo que vejo, o erro é exclusivamente seu.

Se não quer enterrar-se, procure. Demorou 5 minutos de busca e 10 segundos de cálculos.

Página: http://www.pordata.pt/Portugal/Pensionistas+de+invalidez+e+velhice+do+regime+geral+da+Seguran%C3%A7a+Social+com+pens%C3%B5es+inferiores+ao+sal%C3%A1rio+m%C3%ADnimo+nacional+(em+euros)-2003
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De Jorg a 27.09.2016 às 12:36

Tem razão - foi um comentário apressado e errado. "Mea Culpa". Enterrei-me.
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De João André a 27.09.2016 às 14:11

Caro Jorg, tenho sempre imenso respeito por quem reconhece um erro, algo que tento e nem sempre consigo (se o conseguir metade das vezes que estou errado já me dou por razoavelmente satisfeito).

Um abraço e lamento se fui agressivo.
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De Luís Lavoura a 27.09.2016 às 09:14

elas muitas vezes esganiçam-se mesmo

Elas, quem? As senhoras do Bloco não, certamente. Marisa Matias tem uma voz muito grave, Mariana Mortágua igualmente e fala sempre com muita calma, e a Catarina, embora com voz mais aguda, nunca se esganiça nem se põe aos gritos.

Portanto, trata-se neste caso de um insulto gratuito, apoiado apenas num estereótipo machista de que quando uma mulher defende as suas ideias se esganiça.
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De João André a 27.09.2016 às 10:13

Para mim Luís a questão nem é se se "esganiçam" ou não. Cada um tem a voz "que Deus lhe deu", como se costuma dizer. Lembro-me das histórias que Thatcher teve que aprender a falar de outra forma, com outra voz, para ser levada mais a sério.

Uma mulher deveria poder esganiçar-se à vontade sem que isso fosse um problema. A voz não é para aqui chamada (com o trocadilho, daqui a pouco estou na música do Chico Buarque). Sócrates tem uma voz irritante, mas não é atacado por isso.
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De João André a 27.09.2016 às 10:13

Mas claro, estou de acordo consigo. Apenas quis adicionar um ponto ou dois mais.
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De Clara a 26.09.2016 às 18:17

Já o título do seu post é muito original.
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De João André a 26.09.2016 às 22:03

Prostro-me aos seus pés apresentando um vara para ser punido até sangrar pelo erro inacreditável de ter assumido que por reproduzir no título a última frase do post se entenderia que eu teria usado sarcasmo.

Assumo: talvez tenha sido mau, mas até por isso deveria ter sido óbvio.
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De sampy a 26.09.2016 às 20:08

Lido o post, uma coisa fica clara: João André nunca criou uma empresa; nunca criou um emprego; jamais o fará.
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De João André a 26.09.2016 às 22:07

Tanta asneira num comentário. Estou caridoso, ajudo a perceber.

1) Pelo comentário depreendo que não estou habilitado a comentar se não tiver já criado empresas. É um pouco como aquela asneira de Louçã quando disse a Portas que não poderia falar de aborto sem ter sido pai. Enfim, o sampy deve ser um eleitor do BE órfão de Louçã.

2) Por acaso já criei empregos. Alguns directos. Bastantes (espero eu), de forma indirecta. Com o meu trabalho. Se não compreende que o trabalho de qualquer pessoa pode contribuir para isso então já me escapa a capacidade de lhe explicar isto.

3) Um post e o meu passado e o meu futuro estão explicados. O meu passado ainda vá, poder-se-ia compreender, mas o meu futuro? Já vi que o meu plano de criar o próximo Facebook na área da plantação de batatas quantitativamente epigénicas foi por água abaixo...
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De sampy a 26.09.2016 às 23:06

Agradeço o esforço, atabalhoado e inglório, de tentar demonstrar que eu estava equivocado.
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De João André a 27.09.2016 às 09:04

Fora o sarcasmo (falhado, certamente), percebeu o meu ponto sobre a criação de empregos? Se não o compreendeu então foi de facto esforço vão.
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De sampy a 27.09.2016 às 16:01

Sim, percebi o seu ponto. Tal como percebeu o meu.
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De João André a 27.09.2016 às 22:14

Percebi perfeitamente, mas a verdade é que não tem razão no "argumento" que usou, pelos motivos que apresentei.
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De sampy a 28.09.2016 às 00:41

Desde que se convença a si mesmo.
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De FPS a 26.09.2016 às 20:42

Este blogue pauta-se por contributos - de índole cultural - de elevada qualidade; contudo, quanto aos textos de teor político, parece-me, manifestamente, faccioso. Finalmente um texto que, para além de bem escrito, evidência uma outra narrativa (sob a qual assino por baixo). Parabéns João André.
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De João André a 26.09.2016 às 22:16

Caro/a FPS,

agradeço o elogio, mas tenho que fazer uma ressalva.

Todas as pessoas que escrevem neste blogue são, de uma forma ou de outra, facciosas nas suas opiniões. Ou seja, assumem as suas facções. O que significa que escrevem sem terem necessidade de procurar ser imparciais. Para isso existem jornais (ou deveria ser para isso).

A maioria das pessoas no Delito de Opinião tem visões políticas diferentes das minhas. A maioria está à minha direita. Pelo menos uma pessoa está à minha esquerda. Nada tenho contra isso, bem pelo contrário. Dos maiores prazeres que tive na blogosfera foi o convite para aqui escrever. Não especificamente porque estes autores consideravam que eu escrevo bem o suficiente, mas pela abertura que demonstraram ao convidar alguém completamente de fora da sua área política.

Portanto: há muitos posts que me enervam, mas também tenho a certeza que muitos dos meus produzem o mesmo efeito noutras pessoas. Agradeço o elogio, mas peço que considere que muitos posts, mesmo quando discordamos, continuam a ser bem escritos e argumentados pelo lado que são vistos.
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De FPS a 26.09.2016 às 22:44

Compreendo o que refere mas não procurei desconsiderar a qualidade da escrita de nenhum outro autor, apenas quis saudar o que me pareceu uma «lufada de ar fresco» no que respeita aos textos de teor político neste blogue; além disso, já teria deixado de acompanhar as publicações caso achasse que estaria a ler textos de +qualidade inferior». No entanto, repare: num blogue marcadamente com posições mais à direita, foi óptimo poder ler um texto que poderia subscrever, daí o meu comentário.
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De João André a 27.09.2016 às 09:07

Não pretendo de qualquer maneira interpretar mal as suas palavras, terei tido uma reacção quase automática perante o seu comentário. No passado vi comentários semelhantes em que as opiniões das outras pessoas eram menorizadas. Fico feliz em perceber que o interpretei mal e tem a mesma opinião que eu.

E obrigado mais uma vez pelo comentário e pelo elogio.
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De NORTÁGUA- TRETAS AVULSAS a 27.09.2016 às 13:29

À sua direita está a esquerda, ou trocou as mãos?
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De WW a 26.09.2016 às 22:00

Depois da destruição da classe média, do ataque sempre aos mais desprotegidos de todos na sociedade sem o DEVIDO exemplo em outras classes mais favorecidas e até pelos crimes economicos por elementos proeminentes dessas classes que em muito originaram o caos economico de Portugal que nos trouxe a troika só me resta hoje em 2016 concordar com quem defende alguma JUSTIÇA para os mais indefesos...
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De João André a 27.09.2016 às 09:08

O meu post nem entrou por aí, mas concordo consigo. Não preconizo que só o meu lado está certo e considero ser importante receber contributos de todas as vertentes numa sociedade democrática. E depois do governo anterior era necessário de facto ter uma dose de políticas e opiniões noutro sentido para equilibrar as coisas.
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De Octávio dos Santos a 26.09.2016 às 23:03

«"Ir buscar o dinheiro" não é "roubar", como a Francisca escreve, caso contrário teria que se aceitar que toda e qualquer cobrança de impostos seria roubar.»

Vou dar-lhe (e a outros, suponho) uma «novidade»: todo e qualquer imposto é um roubo.
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De João André a 27.09.2016 às 09:11

Pobre de si que considera que toda e qualquer sociedade, desde que existe como tal, é composta por ladrões.

Suponho que já se inscreveu na lista de voluntários para a missão a Marte. Ou que está a caminho do interior da Amazónia. Serão as únicas opções para escapar a este roubo de todas as sociedades (e mesmo no segundo caso terei dúvidas).

Já agora: não o estou a mandar para lá. Apenas o faço notar que a opinião que tem acima é um disparate tão grande que é difícil explicar.
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De NORTÁGUA- TRETAS AVULSAS a 27.09.2016 às 16:00

Senhor João André, claro que os impostos não são um roubo, mas apenas e se, forem estabelecidos limites máximos para os impostos directos de arrecadação. Se assim não for não parará o choradinho, seja o que se queixa do ataque à classe média, seja do ataque aos mais desprotegidos ou outra léria qualquer. Tem sido o argumentário dos últimos 40 anos, mas assim como no discurso, também na vida dos pobres nada mudou.
Dói, ver a hipocrisia e cinismo fazerem dos pobres trampolim.
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De João André a 27.09.2016 às 22:29

«se, forem estabelecidos limites máximos para os impostos directos de arrecadação»

Talvez seja novidade, mas não conheço nenhum partido que não subscreva isto. Claro que é no montante desse limite que está o busílis e onde caem as diferenças, mas isso são as diferenças normais num debate civilizado.

Antes de mais convém que aceitemos um aspecto e que penso ser pacífico se pensarmos nele de forma não sectária: não há um único governo no Portugal pós-25 de Abril que tenha usado de forma correcta o dinheiro que teve à sua disposição. Ou houve compadrios, ou desperdício ou, o mais comum, ambos.

Se eliminarmos os desperdícios (aqui coloco o regabofe) já resolvemos muitos problemas. Não digo todos, mas muitos. Os restantes seriam resolvidos de acordo com a forma preferida, por assim dizer. A esquerda com maior ou menor intervenção estatal (dependendo da posição no espectro). A direita com maior ou menor liberdade dos privados (idem).

As únicas coisas que não admito na discussão deste tipo são o comunismo-papão (que não existe na realidade a não ser na cabeça de anti-comunistas e comunistas extremistas); o libertarianismo primário (a mesma história) e os totalitarismos (seja qual for a forma que assumam). A partir daqui eu posso discordar muitíssimo de quem queira colocar um flat-tax, mas é uma posição que eu consigo compreender e discutir.
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De Octávio dos Santos a 27.09.2016 às 17:51

Onde é que eu disse ou escrevi, mesmo que por outras palavras, que «toda e qualquer sociedade, desde que existe como tal, é composta por ladrões»?

Sim, «pobre de mim», e de muitos outros, tantas famílias e empresas, em especial neste país, que são roubados por um Estado intrometido, ineficiente, intolerante. E que, quando dominado por esquerdistas extremistas, como aqueles que formam a actual «geringonça», mais ávido se torna.

Eu pensava que era óbvio, mas esqueço-me sempre de que os doutrinados pelo socialismo se auto-limitam no raciocínio: não há qualquer obrigação ética, filosófica, moral, de dar (sob pena de sermos penalizados se não o fizermos) parte do que ganhamos a uma entidade externa que se arroga do «direito» de tomar decisões respeitantes à nossa vida - decisões essas para as quais estamos sempre mais e melhor capacitados. Educação e saúde públicas? Deixem-me ficar com o meu dinheiro que eu de bom grado trato de o aplicar, nos dois âmbitos, das formas (e nas instituições privadas) que eu muito bem entender.

O Estado poderia eventualmente justificar (em parte) a extorsão permanente que efectua se pelo menos mostrasse capacidade para proteger o património, natural e edificado, do país e do povo que supostamente deveria servir - mas que, na verdade, e pelo contrário, deles se serve. Porém, não tem essa capacidade, como mais uma horrível «época de incêndios» demonstrou.

Enfim, se eu estou «inscrito» (?) numa eventual expedição à Amazónia ou a Marte, você decerto já está num destes locais... ou nos dois ao mesmo tempo.
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De João André a 27.09.2016 às 22:20

Explico o raciocínio.
Pelas suas palavras: todo e qualquer imposto é um roubo.
Realidade: todas as sociedades que eu conheço cobram impostos nalguma forma.
Consequência: todas as sociedades roubam.

Assumo, exprimi-me mal e extendi isto a todas as pessoas nas sociedades. Fora isso é essa a lógica que posso retirar do que escreve.

O resto das considerações são o paleio sem qualquer apego à realidade à la luckylucky que não tem ponta por onde se lhe pegue e que faria Hayek dar voltas no túmulo. Menos mal que não insulta. Pelo menos para já.
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De Octávio dos Santos a 28.09.2016 às 00:42

Pois não, não insulto; esta - ou, pelo menos, a insolência pueril - é a sua «especialidade», como ficou evidente logo na sua primeira resposta.
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De João André a 28.09.2016 às 08:45

Meu caro, em ponto nenhum insultei. Se confunde ironia e sarcasmo com «insolência pueril» então isso explica a sua fraca compreensão do mundo que o rodeia.

Isso já tinha ficado claro quando li os seus textos, começando por um recente no Público (ao que desceu o jornal que em tempos li religiosamente) e quando lhe li o disparate pegado "todos os impostos são roubo".

Noto essencialmente que a minha «insolência pueril» não me impede de apresentar o meu raciocínio e explicar a falácia do seu, pelo menos na sociedade moderna. A sua "elevação" apenas debita generalidades sem fundamentos (na parte ideológica) e sem raciocínio que os fundamente.

Fique com a sua elevação e eu fico com a minha "especialidade". Vindo de si, esse comentário é um elogio.
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De Octávio dos Santos a 29.09.2016 às 00:45

Você é um típico esquerdista: arrogante, imaturo, intolerante, para quem os que estão (ideologicamente) do outro lado têm uma «fraca compreensão do Mundo que o(s) rodeia», um «raciocínio falacioso», dizem «disparates pegados» e «generalidades sem fundamento». Mas… quem pensa você que é? E com quem pensa que está a falar? Quer comparar biobibliografias e CV’s? Quem é que lhe deu o «direito» (eu não fui, de certeza) de «decidir» o que é e o que não é relevante e válido? De se «armar ao pingarelho» e dar ares de superioridade? Vou dar-lhe outra «novidade»: não é por muito se fanfarronar que se altera seja o que for na realidade…

… E é por isso que, como não podia deixar de ser, os da sua laia lamentam e, frequentemente, tentam diminuir, a liberdade e a diversidade de opinião e de expressão. Com que então um meu artigo recente no Público (já agora, qual? Desde Julho foram três, este ano até agora são seis, e em duas décadas (sou colaborador desde 1996) foram dezenas…) faz com que aquele jornal tenha «descido» de nível? O «drama», o «horror», a «tragédia» de permitir, de vez em quando, que algo se destaque e se diferencie do monocromatismo e da monotonia marxista e marxizante! Se quiser, tem bom remédio: escreva e envie ao Público artigos assentes no seu «raciocínio fundamentado», para assim fazer «subir» aquele diário… certamente «aguardam» a sua chegada, qual D. Sebastião salvador! Afinal, você antes lia-o «religiosamente»!

Ainda bem para si que quem o convidou para o Delito de Opinião tem uma noção diferente – e melhor – de pluralismo do que a sua. E, para provar que sei e posso ser generoso, não vou afirmar que, consigo, este blog «desce(u)».
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De João André a 29.09.2016 às 13:24

Prostro-me humilhado perante a grandeza e o génio que a sua bibliografia e carreira profissional (que foi fácil descobrir uma vez que a enfia em todo o lado que consegue) demonstra. Certamente que isso torna qualquer comentário ou até argumentação supérflua, dado que continua a não o fazer. Admito-me derrotado.

Pena que tal bibliografia e percurso profissional (que eu, pobre desgraçado que aprendeu anteontem a ler) não lhe tenha transmitido educação comparável e que caia tão facilmente no insulto gratuito perante refutações simples das suas "opiniões".

Só lhe li um artigo no Público e confesso que me bastou (fiquei derrotado, sem dúvida). Eu até tentaria apresentar uma avaliação do mesmo (que seria sem duvida apenas e só elogiosa e, mesmo assim, ficaria aquém, muito aquém do brilhantismo do mesmo) mas infelizmente tenho diversos afazeres que me impedem de o fazer. Ainda agora tenho que ir arrancar quatro dentes sem anestesia e compreenderá que coloco tal actividade bastante mais acima na minha lista de prioridades que lhe ler os seus textos novamente.
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De Octávio dos Santos a 30.09.2016 às 00:50

… Enfim, e em resumo:

«Blá-blá-blá – humilhado – blá-blá-blá – a enfia em todo o lado – blá-blá-blá – derrotado – blá-blá-blá – desgraçado – blá-blá-blá – derrotado (outra vez) – blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá».

Talvez nunca alguém lhe tenha dito, mas a utilização de «ironia e sarcasmo» só resulta até certo ponto… convém não abusar.

Posto isto, repito o repto – e, não, não estou a brincar, falo muito a sério: poupe o esforço, pare de engonhar, porte-se como um homenzinho, e escreva e envie ao Público, propondo a este para publicação, um artigo seu. Sobre o assunto que bem entender, contra as minhas opiniões, contra as da sua colega de blog Francisca Prieto, o que quiser – decerto fará uso do seu «superior» raciocínio. Sujeite-se a ser aprovado ou rejeitado…

… E então veremos do que é capaz (ou não). E depois voltaremos a falar (ou não).
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De João André a 30.09.2016 às 09:00

Vamos então a ver se entende isto:

1) Não tenho tempo nem disponibilidade nem vontade de estar a escrever para um jornal com as minhas opiniões. Há muito quem lá escreva e o faça melhor que eu (no Público também, mas muito menos que no passado).
2) Escrevo aqui. Os meus textos são públicos e assinados. Quem os quer ler e/ou comentar é livre de o fazer. Ninguém é obrigado a nada.
3) Vocês entrou no meu post e comentou. Largou bocas e nem um argumento decente. É consigo, não é obrigado a tal. Mas sujeita-se a que isso lhe seja apontado.
4) Parece que você só está disposto a discutir através de artigos em jornais. Parece pensar que isso lhe dá uma certa vantagem. Talvez tenha razão. Nunca publiquei um artigo no Público (nem tentei). Ando demasiado ocupado com outro tipo de publicações e com o meu trabalho que não passa por jornalismo nem livros.

Se só quer discutir dessa forma esteja à vontade, a nossa conversa (que nunca o foi, porque você tem uma lógica distorcida do assunto. Não me faz diferença. Já deixei o meu ponto claro: aquilo que escreveu não faz sentido paraa ninguém inteligente. Talvez tenha outros argumentos (com os quais posso ou não concordar) que façam sentido, mas não os escreveu aqui. Já que não o vai fazer, a conversa acaba.

Mas fico satisfeito por uma coisa: desta vez não insultou. Melhor que nada.
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De Octávio dos Santos a 01.10.2016 às 01:14

Claro que a conversa acaba. Aliás, provavelmente nem sequer deveria ter começado porque, para você, os argumentos só são «decentes» se forem idênticos aos seus ou, vá lá, suficientemente próximos; se forem declaradamente diferentes ou mesmo opostos só podem ser «bocas», «disparates», «generalidades», «lógica distorcida», «não faz sentido para (alguém) inteligente». Logo no meu segundo comentário adiantei explicações que, sim, fazem (bastante) sentido. Mas não para si e para os seus «camaradas». É difícil ou mesmo impossível manter um diálogo civilizado com alguém que à partida deslegitima qualquer opinião contrária – método habitual à esquerda. E que, em cima disso, ofende os outros como sendo… não inteligentes. E depois eu é que insulto?!

Você arvora-se em «juiz» do que é racional… mas, volto a dizer, eu não lhe reconheço qualquer autoridade para tal. Mais: você não tem qualquer autoridade para tal.

Além disso, e como é óbvio, eu não estou só «disposto a discutir através de artigos em jornais». Será que as centenas de comentários e dezenas de discussões, que eu pensava ter colocado e em que pensava ter entrado, em mais de dez anos na blogosfera serão afinal referentes a «outro» Octávio dos Santos?! Ridículo.

E quanto ao «não tenho tempo nem disponibilidade nem vontade de estar a escrever para um jornal com as minhas opiniões»… tretas. Medo, isso sim.

E tenho dito.
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De João André a 03.10.2016 às 10:53

Medo? Ou você está a gozar ou não está bom da cabeça. Porque razão eu havia de ter medo? De não ter um artigo publicado? Isso nunca me preocupou. De o ter atacado por si? Perante o que lhe vi até agora de argumentos esse é o lado para que durmo melhor. Que me bata? Obviamente que não o imagino a fazer isso, independentemente das diferenças de opinião (note, estou a exagerar para efeito).

De resto, não sei em que planeta você vive. Escreve que eu desligitimizo qualquer opinião contrária, apesar de eu ter escrito «[t]alvez tenha outros argumentos (com os quais posso ou não concordar) que façam sentido, mas não os escreveu aqui». Estou disposto a ouvir opiniões, mas o que escreveu até agora aqui não foram opiniões, foram bocas.

Arvoro-me em juiz do que é racional? Claro que sim, pelo menos dos argumentos que vejo como racionais e que fazem sentido discutir. Se um adulto lhe disser que é boa ideia enfiar as mãos em chamas para as lavar, você aceita esse argumento como lógico e racional? Claro que não. O adulto já deveria ter aprendido o contrário enquanto criança. O seu argumento de qualquer imposto ser um roubo é para mim um caso equivalente. Se o considera racional então explique-o e eu avaliarei os seus méritos, concorde ou não. Se não quer, manterei a minha posição. Isto é óbvio para qualquer pessoa. Eu não digo aos outros o que pensar, apenas me reservo o direito de manter a minha posição numa discussão que você recusa num foro perfeitamente legítimo em que ambas as pessoas estão identificadas.

Diz que é impossível um diálogo, mas é você que não o quer. Pelo menos aqui. Sempre que lhe peço que clarifique a sua posição, manda-me escrever um artigo para o Público. É o Público o único local onde é legítimo escrever? No Delito de Opinião há vários jornalistas e colunistas e eu tive a sorte de ser convidado para escrever nele. Se você entende que eu não tenho lugar aqui, como imagino que pensa, então tem uma opinião diferente da que parece ser predominante entre os autores do blogue. Eu também posso ter a opinião que os seus textos não têm qualidade para qualquer jornal de referência, mas não é a minha opinião que conta para a publicação. Só que isso não me impede de a dar aqui.

Você tem dez anos de blogosfera? Olha, eu também. Há muita gente que também os tem e que nem você nem eu temos vontade de ler nem de lhes considerar as opiniões. Muitos são autênticos trolls. Não é o seu nem o meu caso, independentemente da distância nas nossas posições. Mas imagina que usar esse argumento do período passado na blogosfera não tem qualquer peso.

Poderia usar o seu argumento da escrita em livros, jornais, etc. Tem algo mais peso, mas menor que o de alguns outros nomes (que não precisam de referir esse passado). Perdoar-me-à que lhe diga que não vejo o seu nome como um dos maiores da nossa praça jornalistíca, mas isso não significa que eu o desconsidere por isso, apenas que tenho ainda menos propensão para aceitar um argumento de autoridade que noutros casos. Seja como for, porque razão nos digladiaremos dessa forma. A sua área profissional é completamente diferente da minha e você também é mais velho. Mesmo que eu quisesse nunca teria os seus anos de experiência pelo simples facto de ter nascido mais tarde.

Ainda assim, mesmo que eu aceitasse tal argumento de autoridade, ainda teria que analisar os argumentos adiantados na discussão em si. Teria mais tolerância para com factos que desconheço (i.e., aceitá-los-ia mais facilmente como verdadeiros mesmo sem o confirmar), mas os argumentos teriam que ser auto-sustentáveis por si mesmos.

Não tem sido o caso nestes comentários. Ainda não apresentou argumentos. Falou do seu segundo comentário, onde avançou que preferiria tratar da sua própria vida com o seu dinheiro. Talvez considere isso um argumento em favor da afirmação «todo e qualquer imposto é um roubo», mas não o é. É apenas uma justificação para não gostar de impostos. É uma posição, mas não um argumento em favor da afirmação anterior.

Para final: disse-me que eu não tenho autoridade para ser juiz. Engana-se. Tenho autoridade total para ser juiz daquilo que quero. Só não tenho autoridade para a sociedade. Compreende a diferença? É que todo o seu raciocínio parece querer negar-me essa possibilidade. Enfim. Adeus.
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De João André a 03.10.2016 às 23:12

Uma correcção por causa de uma injustiça que cometi.

Escrevi que não o considero um nome maior da nossa praça jornalística e é verdade: não o considero como tal. Mas isso pode demonstrar apenas a minha ignorância em relação à mesma. Quis referir-me aos artigos de opinião e generalizei.

Não sabendo o suficiente sobre o seu trabalho jornalístico não o posso avaliar.

As minhas desculpas por isso.
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De Octávio dos Santos a 04.10.2016 às 19:55

Neste caso não tem de pedir desculpas, e não é uma injustiça que cometeu: é um facto que eu não sou «um nome maior da nossa praça jornalística» - não, creio, por falta de capacidades, de qualidades (que, sem falsas modéstias, penso que tenho), mas sim por não ter as conexões, os convites, a notoriedade, os «padrinhos», a sorte, que outros têm, e que os fazem progredir na carreira, quantas vezes saltando de jornal para jornal ou de televisão para televisão. No meu caso também não «ajuda» o meu posicionamento ideológico (quase todos os principais órgãos de comunicação social nacionais «inclinam» para a esquerda) nem o facto de ser um opositor feroz e incondicional do «aborto pornortográfico». Porém, sou provavelmente um dos jornalistas portugueses mais premiados, embora numa área específica... e, não, nenhum dos prémios que recebi foi por um artigo de opinião.
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De Octávio dos Santos a 04.10.2016 às 00:48

Caramba! Tão longo «testamento»… e para quê? Como se costuma dizer, «tanta parra e pouca uva». Tudo bem «espremido», dá umas «gotas»… de pura e simples (e preocupante) parvoíce, como a de equiparar «enfiar as mãos em chamas para as lavar» (!!) com «qualquer imposto ser um roubo»…

… E de facto é, e não percebo, sinceramente, como é que alguém intelectualmente honesto o pode negar. Atenção: não está, nunca esteve em causa que os impostos sejam – e eu reconheço - «males necessários» indispensáveis para o suporte de uma entidade nacional e centralizada que desempenhe publicamente algumas – e eu sublinho «algumas» - funções que, à partida, idealmente, serão melhor desempenhadas do que ao nível local, regional, e/ou por entidades privadas. Porém, e infelizmente, a situação ideal raramente ou nunca se verifica, e os Estados – de que se destaca negativamente o português – dão constantes mostras de ineficiência, desperdício e até, o que é pior, corrupção; não justifica(m) a apropriação (sempre ilegítima e frequentemente imoral) que fazem do nosso dinheiro com utilizações consistentes e inequívocas em prol do (verdadeiro) bem comum.

No entanto, a diferença de opiniões, de «filosofias», nem é, a meu ver, o que mais tem sobressaído nesta nossa (desagradável) discussão: o principal problema tem sido a falta de educação… da sua parte. Que começou logo, insisto, na sua primeira resposta ao meu primeiro comentário. Neste eu não o ataquei – apenas dei o «pontapé de saída» para o que poderia (e deveria) ser uma civilizada troca de argumentos; todavia, em vez de responder de uma forma minimamente cordata – poderia ter dito (escrito), por exemplo, «tem a certeza?», «não acha que está a exagerar?», «então explique porquê» - optou por «atirar» que a minha opinião «é um disparate tão grande que é difícil explicar» (na verdade, não é), imaginou que eu já estaria a caminho da Amazónia ou de Marte, e que eu acreditava que «toda e qualquer sociedade é composta por ladrões». Desde logo «o caldo ficou entornado»… e não fui eu que o «entornei».

Eu sei que você não é sempre assim – por exemplo, na nossa anterior «interacção», no seu texto «Expectativas olímpicas, resultados (apenas) muito bons», comportou-se correctamente e acabou por não contestar o que eu escrevera… num outro artigo meu no Público, de 2008! O que aconteceu agora? Acordou mal disposto? Não conseguiu lidar com o número elevado de comentários? Ficou preocupado, ou até amedrontado, com as reacções à contestação que fez da sua colega de blog? Não sei e não tenho de saber…

… Tal como não tenho de decidir se você tem ou não lugar aqui, no DdO. A outro(s) compete essa decisão. Agora, o que eu posso dizer é que você, como um dos «anfitriões» desta «casa» (um privilégio que muito poucos têm), não se mostrou à altura dessa função.
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De Vento a 26.09.2016 às 23:40

Para mim basta-me ler os periódicos.
Creio que há um problema na política nacional, em particular em elementos afectos a umas certas direitas e alguns outros que não gostam das coxias.
Estes rapazes/raparigas convenceram-se, talvez por efeito de simpatia, que ter ambições a empresário já é ser-se empresário. Por isto mesmo quando debitam palestras sobre economia e finanças fico com a sensação que já estão a empreender para uma qualquer actividade futura, ou no empreendedorismo estatal, com receita garantida, ou no empreendedorismo privado, com lugar cativo.

Fico com a sensação que este país não teria sido o que foi e acabado como está não fosse a tradição na área do serviço, vulgo servicito. Claro está que isto também pode ser considerado uma actividade empresarial. Eu sei, os estrangeiros são mais finos e mais evoluídos, fazem lobbing. Servicito é um termo muito provinciano.
Antigamente, dizem, é que era bom. As coisas resolviam-se com um queijo da serra. Sempre era mais barato e sabia melhor.

Agora não sei o que fazem, só imagino. Mas certo certo é quando a factura vem é mesmo necessário ser-se empreendedor para sustentar tudo isto. Porra, é cá com cada montante! Ele é o BPN, ele é o Banif, ele é o BES, ele é os outros para que não colapse o sistema. Ele é os créditos fiscais, vulgo incentivos, ele é a subsidiação da energia eléctrica paga pelos contribuintes, ele é as swaps, ele é as rendas, ele é as PPP´s, ele é as vendas de empresas robustas pertencentes ao estado para as mãos dos privados, ele é a tentativa de privatização da água com seus contractos bem firmados garantindo sempre lucros, tal como nas pontes, ele é etc. e etc. e etc.

O que me surpreende é o facto de existirem tantas facilidades e haver tão poucos empresários. Penso que este défice se deve ao excesso de facilitismo. Se houvesse pessoas com mais capacidade de arriscar, Portugal seria uma nação rica e próspera; metade do ano eram todos empregados e iam surfar, e a outra metade eram empresários, puro e duros, fartinhos de dar ao pedal para voltar ao surf o mais rápido possível.

No meio de tanta coisa até me perdi. Mas afinal de que falamos? De tributação dos ricos? Quais deles? Dos pretensiosos ou mesmo dos ricos? Creio que há por aí extremistas que pensam ser ricos por viverem medianamente.
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De WW a 27.09.2016 às 08:36

Muito bom o seu texto Vento, muito bom mesmo...
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De João André a 27.09.2016 às 09:13

Concordo com o comentador WW, o seu comentário está muito bom caro Vento.

O aspecto que gosto mais é como ironiza com o termo "rapariga" escrevendo "rapaz/rapariga", para brincar comigo mas não tentar menorizar ninguém. Pelo menos interpreto isso como tal.
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De Vento a 27.09.2016 às 13:24

João, os termos rapazes e raparigas são usados por mim com regularidade. Na realidade, sem menorizar, usei-os aqui com ironia.
Abraço.

Abraço também para o meu amigo WW.

Obrigado

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