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Deve haver algo errado

por Pedro Correia, em 10.09.18

brasil-mg-jair-bolsonaro-atentado-20180907-005[1].

 

À minha volta, escuto e leio proclamações de regozijo pelo atentado quase fatal ao candidato presidencial brasileiro Jair Bolsonaro. Indago os motivos de tanto júbilo. Dizem-me que o indivíduo em causa terá feito a apologia da violência e da barbárie. Deve haver algo errado nisto. Mas ainda não percebi bem o quê.

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56 comentários

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De Rão Arques a 10.09.2018 às 11:34

Com o critério dos regozijados já nenhum deles estava vivo pela apologia e prática da violência a qualquer preço.
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De Pedro Correia a 10.09.2018 às 22:38

Olho por olho, dente por dente.
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De Robinson Kanes a 10.09.2018 às 11:37

Tenho sempre um certo receio daqueles que são os primeiros a acudir as vítimas ou a assumirem-se como os defensores dos inocentes e dos fracos (sobretudo quando a defesa é feita entre conforto, prosperidade e encontros intelectuais e não só totalmente desfasados da realidade... É que a condenação do mal, sobretudo no século XX e agora em pleno século XXI tende a ser, rapidamente, a defesa do próprio mal... Estranho paradoxo...

Eu percebo... O Pedro também percebe... Muita gente percebe... E se algum dia conseguirmos todos perceber... Talvez não acabe bem...
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De Pedro Correia a 10.09.2018 às 22:38

Receio bem que não, meu caro.
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De lucklucky a 10.09.2018 às 12:10

Essas pessoas desta vez já não têm problema em serem como dizem que ele é. De repente a virtude ficou na gaveta.
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De Pedro Correia a 10.09.2018 às 22:39

Quem diz é quem é - como costumava afirmar a minha filha quando era muito pequenina.
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De Pedro a 10.09.2018 às 12:40

Na cama do hospital aturdido, Bolsonaro afirmou nunca ter feito mal a ninguém. Ainda bem, que não teve tempo para o mal.

O apóstolo canarinho que quer combater a violência com a esterilização dos pobres….um mimo….
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De Pedro Correia a 10.09.2018 às 22:40

Querer "esterilizar" outros merece pena de morte? Chamem os carrascos.
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De Pedro a 10.09.2018 às 23:29

O Sadam e o Kadafi que o digam
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De Pedro Correia a 11.09.2018 às 14:15

Que o diga o Assad.
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De Anónimo a 10.09.2018 às 14:20

"Lula afirmou nunca ter feito mal a minguem...."
Ainda está hospitalizado um deputado do PT com uma infecção no tomates, devido a um vírus proveniente do dinheiro sujo que transportava nas cuecas...."

Amendes
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De Marta Spínola a 10.09.2018 às 15:14

Seria de esperar que isso fosse o que nos distingue uns dos outros, do condenar a apologia da violência e da barbárie ao rejubilar com uma facada vai uma besta de distância. Mas no meio da euforia não se consegue ver.
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De Pedro a 10.09.2018 às 15:30

E os enforcamentos de Nuremberga? O meu bisavô rejubilou...pela matança daqueles, representar o fim da Shoah
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De Pedro Correia a 10.09.2018 às 22:42

Em Nuremberga houve um processo judicial. Faz toda a diferença.
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De Pedro Correia a 10.09.2018 às 22:42

É isso, Marta, é isso.
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De Pedro a 10.09.2018 às 15:33

—Jair Bolsonaro

"Conselho meu e eu faço: eu sonego tudo o que for possível."

O parlamentar afirmou que a ditadura chilena de Augusto Pinochet, que matou mais de 3.000 pessoas e exilou outras 200.000,"devia ter matado mais gente"

"o erro da ditadura brasileira foi torturar e não matar."


Desculpem mas não sinto empatia por semelhante escroque….
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De Pedro Correia a 10.09.2018 às 22:43

Em suma, sentes-te um Bolsonaro. Direi mesmo: um Pinochet.
És um herói.
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De Anónimo a 10.09.2018 às 15:37

Brasil e Venezuela...Etc., estão mais perigosos que os africanos do congo, e vão fugir todos para a Europa, até esta ir ao fundo.

Já nem os suecos gostam de muitos refugiados.

Até os democratas já viraram o binóculo, e onde viam antes uma lagartixa, era afinal um crocodilo.
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De Anónimo a 10.09.2018 às 17:13

"e vão fugir todos para a Europa, até esta ir ao fundo." prefiro que se matem por lá uns aos outros com as armas que lhes vendemos. Não chegam? Fabricaremos mais.
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De lucklucky a 10.09.2018 às 20:06

Armas que lhes vendemos?

Boa parte dos países fabrica armas, quanto à Venezuela até tem boa parte do armamento Russo e como sabemos os Russos não fazem parte de nós não é? ou já fazem?

E as armas precisam de ser limpas...
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De Anónimo a 10.09.2018 às 23:48

Mil vezes pior do que armas russas, foi o boicote do pernil!

Pernileiros deviam ser enforcados!

AM
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De Luís Lavoura a 10.09.2018 às 15:41

Quando, em que estágio, é que é legítimo pegarmos em armas para defendermos a democracia?
Se Hitler tivesse levado umas facadas em 1932, elas não teriam sido muito bem aplicadas? E não teriam salvado muita gente?
Deveremos aguardar até a ditadura ter sido instaurada para recorrer às armas?
Eu acho que as facadas assestadas a Bolsonaro foram atempadamente aplicadas. O homem é perigoso e mais vale eliminá-lo cedo do que aguardar até que já seja demasiadamente tarde.
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De Pedro a 10.09.2018 às 15:57

Quem diz Hitler, diz Salazar...oxalá o nosso homem tivesse ido pelos ares em 1937...
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De Anónimo a 10.09.2018 às 20:43

Ao Pedro "bombista", se Salazar tem ido pelos ares no atentado bombista, (1937), tinhamos ido todos pelos ares na guerra de Espanha e na II Grande Guerra.

A ignorância cega, não deixa ver além do nariz.

Pedro, vá imediatamente ao Panteão no Vimeiro e peça desculpa pela blasfêmia!
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De Pedro Correia a 10.09.2018 às 22:52

Tantos Bolsonaros que andam por aí. A criticar o Bolsonaro.
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De Rui Henrique Levira a 10.09.2018 às 23:20

Não inverta as coisas: se Salazar tivesse ido pelos ares, o grande assassino que foi Francisco Franco Bahamonde teria, um ano depois de dar o inenarravelmente traiçoeiro golpe de estado de 18 de Julho de 1936, perdido a retaguarda de onde lhe chegavam as armas. o dinheiro, os "voluntários" e o apoio político que o ajudaram a massacrar o povo espanhol; quanto à Segunda Guerra Mundial, Portugal só nela não entrou porquanto se deu o azar temporal de as tropas que se dirigiam a Timor ainda estarem no seu transporte em Moçambique quando os japoneses invadiram a ilha.
Dá gosto ver como certos mitos ainda persistem na mente de certa gente que os toma por sabedoria.
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De Pedro a 11.09.2018 às 08:15

Se Salazar tivesse quinado à bomba muito provavelmente seria substituído por outro tecnocrata de Coimbra. Em Portugal a oposição mais séria ao Estado Novo era sobretudo feita por militares republicanos/extrema Direita e não por comunistas /anarquistas.Franco tinha planos para invadir Portugal caso as forças de esquerda chegassem ao Poder.
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De Rui Henrique Levira a 11.09.2018 às 14:42

O meu caro amigo, perdoe-me a sinceridade, anda um pouco equivocado: vá lá aos canhenhos e facilmente compreenderá - compulse (e cito de cor) "A Grande Tentação", de Manuel Rós Agudo - que o anjinho do Franco pretendia, como moeda de troca da sua possível entrada na guerra ao lado dos nazis e dos fascistas italianos, anexar o lindo Portugal do seu grande amigo António de Oliveira Salazar. Não consta que o Professor de Coimbra fosse um admirador de Marx, de Engels ou de Lénine.
Quanto ao seu vislumbre de grande afã reviralhista da parte dos militares de extrema direita, ainda bem que me dá essa belíssima novidade, pois eu (deve ser miopia, certamente...) sempre se me mostrou impossível encontrar um que fosse na Revolta dos Marinheiros, na Greve Inssurrecional da Marinha Grande ou nas Greves Camponesas Alentejanas, impossibilidade essa que se me torna ainda mais inultrapassável quando pretendo encontrá-los nos grupos excursionistas que foram mandados gozar as delícias do Spa de Chão Bom do Tarrafal.
Uma última nota: se toma "séria" como termo intercambiável com "consequente", essa seriedade que o meu caro amigo atribui a esse seu naipe de reviralhistas de antes quebrar que torcer andou próxima da demonstrada pelos convidados do Sacha Baron Cohen num qualquer episódio do "Who is America".
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De Pedro a 11.09.2018 às 23:09

Quem segurou os militares e Salazar foi o Marechal Carmona.
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De Rui Henrique Levira a 12.09.2018 às 00:06

A sua escala temporal, meu caro Pedro, é de uma plasticidade espantosa. E folgo saber que o Marechal Carmona "segurou os militares E Salazar". Também segurou, a um mesmo tempo, Salazar e os tais militares de extrema-direita que alegadamente o queriam, com um êxito tremendo como se viu, destituído de Ministro das Finanças (primeiro) e fora da cadeira de Presidente do Conselho (depois)?
Confundir zangas de comadres fascistas do género da que opôs Rolão Preto à ditadura pessoalista de Salazar com a continuada e incessante luta sem quartel de Republicanos da velha guarda (da esquerda, do centro e da direita), de Anarquistas e de Comunistas contra a ditadura militar que depois envergou fatinhos civis com as botas da ordem é algo que, francamente, nunca me ocorreu. Devo andar distraído há umas valentes décadas...
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De Pedro a 12.09.2018 às 08:22

"Sucessivamente reeleito, Carmona é, no entanto, a figura tutelar do regime. Será o único chefe do Estado que Salazar respeita genuinamente, consultando-o frequentemente, sobretudo em momentos cruciais. "

Nas eleições de 1949:

"É também colocada a hipótese de candidatura de Américo Tomás. No entanto, Carmona é novamente o candidato do regime, muito pelo papel que continua a desempenhar de garantia da unidade nas Forças Armadas. "

Carmona protege Salazar das inimizades dos militares que viam em Salazar um Civil tecnocrata

http://www.museu.presidencia.pt/presidentes_bio.php?id=102

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De Rui Henrique Levira a 12.09.2018 às 14:33

Continuo a dizer dizer que a plasticidade da sua escala temporal é espantosa: começámos com um atentado em 1937 e já vamos nas "eleições" de 1949...
Avance um pouco mais, estimado Pedro, e chegará ao único militar cuja deriva política o levou a tornar-se num figadal inimigo de Salazar: o General Humberto Delgado (e todos sabemos como o generalato se revoltou com o seu posterior bárbaro assassinato às mãos da PIDE...). Se, testando os limites plásticos de Cronos, quiser avançar um pouco mais, pode referir o falhado golpe palaciano do general Botelho Moniz e comprovar a força da "inimizade" dos militares para com o Messias de Santa Comba Dão na violenta reacção que eles tiveram ao tratamento miserável do general Vassalo e Silva pela parte do Presidente do Conselho. Enfim...
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De Pedro a 11.09.2018 às 08:10

Tem uma bola de cristal?
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De Anónimo a 11.09.2018 às 12:34

Quem diz bolsonaro diz louçã ...
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De Antonio Neves a 10.09.2018 às 16:05

"Se Hitler tivesse levado umas facadas em 1932, elas não teriam sido muito bem aplicadas? E não teriam salvado muita gente?"
Discordo. O problema não estava em Hitler mas na Alemanha. Para evitar o nazismo não bastava matar Hitler. Seria preciso matar muito alemão para extirpar o tumor.
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De Pedro a 10.09.2018 às 18:51

Claro que bastava matar Hitler. Como ele não havia mais ninguém
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De Pedro Correia a 10.09.2018 às 22:52

Se tivesses lido Marx, jamais escreverias uma frase como essa.
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De Pedro a 10.09.2018 às 23:31

Marx era um rato de biblioteca...Hitler um Pastor desenfreado
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De Pedro Correia a 16.09.2018 às 12:22

pastor alemão.
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De Anónimo a 10.09.2018 às 16:55

Sim devemos esperar.
Não podemos securitizar por antecipação caso contrário não merecemos a liberdade que temos.
Por ideias mais idiotas que o referido candidato tenha não devemos impedir que se candidate, isso é o maior erro como temos visto em vários países.
Nas democracias ocidentais ostracizar o adversário é dar-lhe ainda mais força que a que já tem e pelos vistos no Brasil este candidato tem muita.
Devemos combater pelas ideias e reconhecer os problemas e não chamar de deploráveis os outros só porque têm ideias diferentes.
Citando Voltaire :
“Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la.”

WW
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De Antonio Neves a 10.09.2018 às 19:16

"Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la.”
Bem, eu não iria tão longe a defender o direito de Balsonaro à palavra. Mas não concordo com assassinatos que não resolveriam nada. Como no caso de Hitler, o problema está nos inúmeros apoiantes de Balsonaro. Estes têm de ser convencidos do erro, matar ou esfaquear Balsonaro não convence ninguém. Até o ajuda. Como atribuir as culpas ao malandro do Hitler é branquear o imperialismo alemão. É dizer: não havia nada na sociedade alemã que levasse ao nazismo, o que levou a isso foi um tipo muito mau que nasceu na Alemanha. O Hitler é uma figura importante do nazismo mas ele não é o nazismo.
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De Pedro Correia a 10.09.2018 às 22:45

Voltamos a ver aplicada a Lei de Godwin: todos os argumentos desembocam no Hitler.
Reductio ad Hitlerum.
Gostava de saber se existe algo semelhante relativamente ao camarada Estaline. E ao Mao. E ao Pol Pot.
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De Pedro a 11.09.2018 às 08:21

Pedro, as ideias necessitam de líderes para serem postas em prática. Sem Napoleão, não havia Europa.

Os Heróis, de Thomas Carlyle

"Os heróis são guias da humanidade"
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De Pedro Correia a 11.09.2018 às 14:17

As estruturas sociais é que ditam os acontecimentos históricos, não as figuras individuais. Já dizia o velho Marx - e não me refiro ao Groucho.
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De Anónimo a 10.09.2018 às 18:37

Senhor Pedro, veja a China, não impôs um só filho por casal? Então se Bolsonaro esterilizar uma mulher já com 2 ou 3 filhos é bem menos penoso que na China e ninguém até hoje contestou. Isto já para não falar na Índia.
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De Pedro Correia a 10.09.2018 às 22:55

Os bolsonaros, por cá, imitam o Bolsonaro de lá. Sem admitirem isso.

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