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Destituição?

por jpt, em 29.10.18

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Isto começou com alguns conhecidos jornalistas da esquerda socialista que botam nos "jornais de referência", foi secundado por "opinadores". Para meu espanto até por antropólogos (ironizo um pouco quanto a este espanto, no seio da corporação surpreende-me a desfaçatez mas não o pensamento). Defende-se o escrutínio dos votos dos imigrantes brasileiros em Portugal para opinar sobre a pertinência da sua permanência no país. A indução de um ambiente de pressão, moral que seja, sobre essa "comunidade" - que será muito mais um colectivo inorgânico de indivíduos, contendo alguns núcleos de sociabilidade e de entrejuda mas não exclusivos. De facto, a exigência que estes cidadãos legalmente residentes ("documentados", na gíria politicamente correcta desta falsa "esquerda") assumam - relativamente ao seu país e, em sentido lato, face ao mundo - os valores político-culturais putativamente dominantes na sociedade que os acolheu. Nos termos dos intelectuais (e dos antropólogos em particular) trata-se da exigência de uma "assimilação", perspectiva sempre contestada quando relativa a imigrantes oriundos da Ásia ou da África. Uma vontade assimiladora que é sempre dita efeito de racismo, de lusotropicalismo, de imperialismo, de (neo)colonialismo (o prefixo está a ficar em desuso muito por influência do pensamento boaventuriano, que tornou "colonialismo" um all aboard para definir a história moderna e contemporânea). 

 

Esta ênfase persecutória sobre os brasileiros é ainda por cima discriminatória, de modo paternalista, essa suprema face do racismo: ninguém nesta "esquerda", se preocupa em andar a escrutinar os votos (se os houver) dos imigrantes nepaleses, dos paquistaneses ou bangladexes, integrados em processos eleitorais complexos, entre ascensões de comunistas, "trumps" asiáticos e fundamentalismos islâmicos; ninguém se lembra de tentar encontrar as simpatias políticas dos imigrantes magrebinos ou do ocidente subsahariano, onde abundam os radicalismos islamófilos. E se alguém aventar a necessidade de fazer essa pesquisa, logo a corporação antropológica (olha logo estes) e os jornalistas do ex-DN e do Expresso, virão contestar, desabridos, a deriva persecutória, racista, securitária. Mas sobre os brasileiros, o voto no energúmeno bolsonar? Tudo é permitido. Isto mostra bem o paroquialismo desta classe-média locutora portuguesa mas também a incongruência e mediocridade intelectual e moral deste meio. Pois trata-se de um meio ambiente, não apenas de alguns miseráveis: eles botam estas coisas e não há, nos seus contextos de referência, partidários, profissionais, uma única voz crítica. Se algum jornalista do CM ou do Observador, se algum professor da Católica ou do ISCSP, escrevesse sobre a necessidade de escrutinar os votos dos imigrantes angolanos ou mauritanos para aferir da pertinência da continuidade dessa comunidade? O que diriam jornalistas, antropólogos e outros intelectuais, as presidentes da junta socialistas, os "comunicadores" e bloguistas-facebuqueiros? O que escreveriam os anticolonialistas directores dos jornais de referência, ex-diários que acolhem estes verdadeiros xenófobos nas suas páginas e nem tugem nem mugem? Mas este lixo? Passa. Porque os seus locutores "fazem parte ...", "são dos nossos" ...

 

 

Margarida Martins, a conhecida guida gorda do frágil, é diferente. Pois é presidente de uma junta de freguesia lisboeta, eleita no PS. Tem responsabilidades oficiais. Representa a besta exactamente como os outros locutores, do Expresso de Balsemão, do DN de Ferreira Fernandes ou das universidades, sejam estas quais forem. Mas representa-a assente, sentada, num cargo público para o qual foi eleita nas listas do partido do governo. Para mais é presidente de Arroios, freguesia onde coabitam imigrantes de dezenas de nacionalidades. E tem este tipo de mentalidade persecutória (e assimilacionista) face a "comunidades" imigradas. Isto é um óbvio caso que requer a destituição. Pelo menos a retirada de apoio de um partido que está no governo e anda com a prosápia que anda - ali logo ao lado a mandar construir um templo com fundos públicos, destinado aos estrangeiros, por exemplo.

 

Claro que os jornais de referência não a atacarão. Afinal a "guida" é "lisboa". E, mais do que tudo, é "pêésse", das "nossas".

 

Um gajo olha para esta gente, estes guidas gordas, estes jornalistas rastejantes, estes antropólogos "de esquerda", e lembra-se, constata, que, como todos, tem um bolsonaro cá dentro. Há que o reprimir. Ser cívico, civilizado. E, nesse civismo, clamar o óbvio: Margarida Martins tem que ser destituída. Isto é inaceitável. Os restantes têm que ser desprezados. E ditos.

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201 comentários

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De Pedro a 29.10.2018 às 08:23

Tem razão, jpt
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De jpt a 29.10.2018 às 08:43

Às vezes, muito raramente, isso acontece-me. Estou certo que este ano, 2019, este foi o dia.
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De jpt a 29.10.2018 às 14:51

2018/2019, saiu incompleta a óbvia referência futebolistica
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De Bea a 29.10.2018 às 15:39

estamos em 2018, mas pode que o senhor seja como Nietzshe e chegue cedo demais:).
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De jpt a 29.10.2018 às 15:52

Nada de Nietzsche, é muito mais antever a descida de divisão no final da época ...
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De Sarin a 30.10.2018 às 09:29

Pior esperar Godot... e falo em tons de verde e amarelo, está bem?!
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De jpt a 30.10.2018 às 20:13

Hum ... em termos futebolísticos antes Godot que descer de divisão. Sei do que falo, sou sportinguista.
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De Sarin a 30.10.2018 às 20:56

Godot é um avançado bera...
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De jpt a 30.10.2018 às 20:57

A gente tem tido pior
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De Sarin a 30.10.2018 às 21:58

E falava eu em excomungados a propósito da discussão teológica... agora foi mesmo gargalhada!
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De jpt a 31.10.2018 às 10:34

é por destas e parecidas que já pouco blogo ali ao És a Nossa Fé. E quando lá vou pio fininho ... Que por lá excomunhão é mimo.
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De Sarin a 31.10.2018 às 10:43

Acredito :)

Também já pouco lá passo a ler - falta de tempo e, agora, são os assuntos normais de cada clube, relevância interna apenas.

Não desespere, Godot chega para o ano, no próximo ano é que é! (Picardia, jpt; espero que cheguem à Europa este ano)
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De jpt a 01.11.2018 às 09:23

V. veio agoirar, não há dúvida. Botou e ... chicotada psicológica na madrugada do Dia das Bruxas - não me acuse de associaçóes malévolas, elas são explícitas.

Enfim, já lá fui ao És ao Nossa Fé afirmar o meu juizo sobre a situação do clube e sobre quem deve ser o próximo treinador (Rui Vitória, para sedimentar a tradição nascente?)
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De Sarin a 01.11.2018 às 09:32

Eu não tive culpa, t'arrenego belzebu! Até vos quero na Europa - mas deixe-me cá o nosso Rui, que eu ainda tenho fé nele!
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De jpt a 01.11.2018 às 09:37

Voltando ao assunto deste postal. Num outro que dediquei a este assunto uma comentadora deixou "No balanço geral, Haddad venceu nos estados do Nordeste e em 2 do Norte, e Bolsonaro venceu no Distrito Federal. nos restantes 15 estados e também no exterior, onde residem 500.727 brasileiros (71,02% contra 28,98%), a maioria nos EUA e Japão."

Isto mostra bem a dimensão da irreflexão, ignorância e irresponsabilidade desta política, bem como dos jornalistas e académicos que reproduzem os ataques aos imigrantes - Alexandra Lucas Coelho foi fotografar imigrantes brasileiros apoiantes de Bolsonaro, "vejam as caras do fascismo". Tamanho o preconceito, a irreflexão, que só fica a ignomínia da ignoraância. E são estas as vozes ouvidas ...
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De Sarin a 02.11.2018 às 01:14

É de coragem, aquele último postal! Não lho disse lá porque são questões internas do clube que não afectam a percepção nem a vivência em sociedade*; e se por lá aparecesse com tal discurso aí, sim, poderia ser confundido com, embora não fosse, provocação da minha parte.


* E agora o jpt podia refutar dizendo que, pelo contrário, apenas espelha esta urgência quotidiana em obter resultados positivos sem apurar conceitos e processos, apenas preconceitos e pressas; mas penso que terá percebido a distinção das situações :)
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De jpt a 02.11.2018 às 07:36

Obrigado. Podia lá ter comentado, os ânimos acalmaram-se muito com o gradual apagamento mediático do Bruno de Carvalho. Agora é mais o rame-rame das coisas da bola, o ambiente dos comentários está muito menos abrasivo (esteve tanto que eu reduzi muito a minha participação: aprecio a boa peleja mas aquilo no estertor do brunismo estava para além disso).

Quanto ao resto não aparto as coisas: já botei que o Sporting de XXI foi um micro-cosmos do país. E que os processos dos grandes clubes são uma verdadeira refracção dos processos económicos e culturais de Portugal - como tal um bom laboratório para análise. Aliás, o nosso actual presidente apresentou-se com uma tal retórica, militarista (de facto ele é um queque armado em militarista), fascizante que pode ser visto como a primeira expressão classe média lisboeta deste bolsonarismo tímido que agora pôs o pé fora do armário
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De Sarin a 02.11.2018 às 08:22

Bem sei que lançou postal sobre a matéria, está nos favoritos (o do DO).
Sim, Varandas é isso tudo - um BdC polido na escola do exército, na verdade. Mas com menos garra - já se vergou às claques e adeptos do lenço, mau indicador.
Dedique-se às modalidades, jpt...
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De jpt a 02.11.2018 às 08:28

ao berlinde, quer V. dizer ...
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De Sarin a 02.11.2018 às 09:04

Pensava no ciclismo e no atletismo, mas seja...
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De João Sousa a 29.10.2018 às 08:48

Há um conjunto de pessoas para quem a democracia é uma coisa maravilhosa - desde que dê o resultado que querem. Num passado recente, Soares, Alegre e capitães de Abril recusaram ir à Assembleia da República celebrar o 25 de Abril quando os portugueses votaram nos partidos errados. No presente, Margarida Martins, autarca eleita pelo PS (não estamos a falar de um qualquer anónimo do Facebook - é mesmo alguém pago pelo contribuinte) desejaria, segundo as palavras que publicou, cancelar o visto de residência a brasileiros que votam no candidato errado. Talvez ainda venha, num assomo de moderação, propor como alternativa a esses votantes equivocados - uma temporada num campo de reeducação.

(Margarida Martins, se me lembro correctamente, foi quem usou - sem autorização dos próprios - a fotografia de funcionários da sua Junta de Freguesia em cartazes de campanha do PS, retratando-os como desempregados vítimas da troika. É todo um tratado de ética, a Dona Margarida.)
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De jpt a 29.10.2018 às 14:53

Esse episódio que recorda é sintomático. Algumas personagens reclamando a superioridade de proprietários da história. Quanto a estes neófitos são anos a propalarem uma qualquer superioridada moral
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De Sarin a 29.10.2018 às 19:44

A recusa em participar nas comemorações que refere não se deveu ao partido ser errado - na óptica dos mencionados foi-o muitas vezes e a recusa não foi constante. Recusaram a participação pela falta de respeito que consideraram ter sido demonstrada - porque, doa a quem doer, a história pertence a todos mas nem todos estiveram do mesmo lado dos acontecimentos e, nesse particular, sim, uns têm mais direito em fazer valer a sua opinião quanto às comemorações do que outros. Afinal, comemora-se no 25 de Abril a Liberdade mas também o fim da tortura - e ainda vivem muitos dos que foram torturados.
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De jpt a 29.10.2018 às 21:18

Deixe-se de coisas A arrogância de considerar que o governo e respectiva maioria parlamentar não representava a democracia foi um insulto aos votantes A liberdade e a democracia não é dos ex-torturados, esse é um argumento a la PC que depois o PS quis monopolizar Até parece mal esse tipo de argumentação
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De Sarin a 29.10.2018 às 21:35

Pode-se contrapor que umas comemorações em que quase se desculpabiliza a ditadura são um insulto a quem sofreu tortura, guerra e exílio político (já nem falo das fugas a salto em busca de trabalho).


A democracia é de todos, foi para isso que os prisioneiros e os torturados e os exilados políticos suportaram o papel que escolheram. Mas quando os representantes dessa democracia os ignoram e quase eliminam das comemorações daquilo por que sofreram acho que estaremos perante mais do que mero "avançar da história", é quase um querer "apagar a história". Chatearem-se pela falta de cravos na lapela é chicana de quem liga mais aos símbolos do que à essência.
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De Pedro a 29.10.2018 às 21:42

Lembra-se da urgência da revisão da Constituição de "inspiração marxista" saída do 25 de Abril?

Motivação do PSD é deixar cair Estado social

Francisco Assis (que está muito longe da ala esquerda do PS) reagiu ao projecto do PSD de revisão constitucional.

"Pura e simplesmente, o PSD propõe que seja revogada a proibição do despedimento sem justa causa, que é nuclear em matéria de protecção dos direitos dos trabalhadores. O PSD visa apenas liberalizar o despedimento individual"

"O PSD quer aproveitar a crise internacional para pôr em causa o Estado social em Portugal"

Eu lembro-me. E tu camarada?
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De jpt a 30.10.2018 às 20:18

Os meus camaradas são os meus amigos. Lembro-me sempre disso. E lembro-me também, por ter aprendido, que a liberdade e a democracia são o aceitar as diferentes perspectivas sobre o que é o regime democrático, inclusive sobre o que é o chamado "Estado social" (de facto o Estado-Providência, mas a retórica mudou por pudor). Ou seja, mesmo a escumalha imunda que se apropria do estado social para roubar e acumular (olhe para este governo - veja quem esteve no governo de Sócrates e com isso lucrou, pessoal e corporativamente) é considerado democrata, passível de ir a comemorações do país. Quem nunca considerou anti-democrata - e inimigo do Estado Social - o ladrão Sócrates e todos os seus coniventes colegas de governo bem que se pode calar quanto a juízos sobre quem é ou não democrata ...
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De Sarin a 31.10.2018 às 12:51

Sócrates anti-democrata... quer desenvolver? Tenho lido coisas engraçadas sobre esta matéria, e gostava de conhecer a sua percepção sobre tal anti-democraticidade.


Tenho a minha, comentarei depois se não se importar.
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De jpt a 01.11.2018 às 09:57

Há a dimensão da corrupção - não é apenas a cena "moral" (a coisa da personalidade como a Cancio veio lacrimejar depois de Costa ter mandado as hostes sinalizarem o afastamento ao antigo chefe: Cancio, César, Galamba, o trio de jarras escolhido). É a concepção do exercício político como assente na prática nepostista, estruturando a patrimonialização da sociedade, conduzindo à criminalização do Estado. ISto é anti-democrático, por essência

E há, num registo mais espectacular, a constante tentativa de controlo da comunicação social - os adeptos do PS sempre gritam, desdentados e de bafo de onça, impropérios contra o "correio da manhã" ou a "moura guedes" ou isso mas de facto a dimensão estrutural do comportamento de Socrates e sua gente foi a de pressionar, economicamente também, a imprensa para obstar a formas de oposição. E colhendo nisso apoios explicitos dos jornalistas do clube e dos académicos avençados ou corrompidos corporativamente, as gentes da palavra publica. Nesta articulação, antidemocratica, o PS apoiava aos 96 por cento o seu chefe.
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De Sarin a 01.11.2018 às 10:16

O meu ponto é exactamente a diferença entre a corrupção - crime, não atitude anti-democrática mas exclusivamente um desrespeito cívico consagrado como crime; e o nepotismo - esse, sim, uma atitude anti-democrática de dominação do Estado ao arrepio das vontades dos eleitores - mas que apenas é possível pelas regras das nomeações dos titulares de cargos públicos, e também pela ilusão ou falsa crença de que elejemos por nossa escolha quando apenas elejemos quem os aparelhos partidários querem que seja eleito.

Sobre a comunicação social, teve casos evidentes de condicionamento. Infelizmente, quase todos os que não eram PS, e mesmo dentro deste (talvez mais de 4%, mas não muito), perceberam tais manobras - e ainda assim os que as perceberam repetiram-nas quando tiveram oportunidade... É esta outra falha da nossa democracia, a tendência replicadora e a incapacidade de bloquear naturalmente tais replicações.

Os atentados à Democracia perpetrados por Sócrates foram possíveis pelo próprio desenho da Democracia (e, obviamente, promovidos pelo carácter e aspirações da figura) - e o que me dói é que fala-se muito nos processos e na vida do homem mas não vejo ninguém articular-se para corrigir os mecanismos que lhe permitiram tais atentados.
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De jpt a 02.11.2018 às 07:45

Sobre isso que me diz há hoje um bom artigo dno Público, a coluna do JMTavares https://www.publico.pt/2018/11/01/politica/opiniao/onde-estavas-tempo-jose-socrates-1849517?fbclid=IwAR1a-8GpQFa0omMDpFletOSgZkdPsO92gmxQp8LdftOY2dKulCsT975DUPM

Este é o tipo de comentários que parecem laterais ao texto do postal mas não são. A presidente da junta lisboeta, totalmente PS, é bem o exemplo nestas declarações da radical ausência de uma cultura democrática - depois há toda a "festividade", dos "eventos (multi)culturais" que aparentam a tal "abertura" "democrática" mas isso são dimensões superficiais, de facto apenas o aggiornamento do velho "folclore" do Estado Novo. Antes eram os ranchos oriundos (criados) das "regiões naturais", hoje são os festivais da música étnica ou fusão. Nada de novo na forma de conceber o real.

Não há qualquer processo de reflexão e crítica sobre os mecanismos de apropriação do Estado, como bem diz. Resta apenas o estatismo (entre a crença na providência estatal e o apetite do patrimonialismo). É por isso que volta e meia resmungo com a desfaçates do Augusto Santos Silva, raposa velha, que veio dizer ao Expresso que "não faço julgamentos éticos" sobre o passado onde ele foi figura fundamental do socratismo (como o foi Vieira da Silva, António Costa, etc.) quando a questão é mesmo a necessidade de avaliações políticas sobre esses mecanismos (políticos) de apropriação. Eles estiveram no poder, estão no poder, e nada nas práticas estruturais mudou.
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De Sarin a 02.11.2018 às 08:46

Outro problema da nossa sociedade, muito visível na classe política e nas redes sociais - confundem-se julgamentos de carácter com julgamentos de ética, e os que percebem a diferença escusam-se a este porque é perigoso; afinal, o carácter é individual (embora a-do-rem generalizar) e a ética espera-se que transversal...
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De lucklucky a 30.10.2018 às 22:16

Para si como é óbvio só existem direitos do trabalhadores de mais ninguém.
O casamento para si tem de continuar mesmo que uma das partes deixe de o querer.

Estranhamente já um divórcio já pode acontecer.
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De jpt a 31.10.2018 às 10:35

Pois já. Foi uma conquista de Abril, não foi?
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De Pedro a 29.10.2018 às 22:35

https://sicnoticias.sapo.pt/pais/2010-07-20-jorge-miranda-teme-despedimentos-arbitrarios-com-revisao-proposta-pelo-psd1

O social-democrata Aguiar Branco provocou risos na AR ao citar Lenine para defender a revisão constitucional a propósito das comemorações do 25 de Abril

«Mais do que nunca temos que o normalizar, depurá-lo de velhos vícios de pensamento, eliminar os preconceitos ideológicos. Não se trata de acabar com o Estado social, este é que se arrisca a ser inviável se nada fizermos. Não se trata de eliminar a autoridade do Estado, este é que se arrisca a deixar de a ter se nada fizer. Não se trata de acabar com a igualdade de oportunidades, ela é que pode ter os dias contados se nada se fizer», disse.

Vê jpt. A ideia que se pretende associar. O 25 de Abril e a sua Constituição são vermelhas, assim como os capitães!!
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De jpt a 30.10.2018 às 12:02

Conheço o estilo O insuspeito Expresso comemorava os 40 anos do 25 de ABril com uma entrevista, colada na primeira página, com o terrorista Carlos Antunes. Um tipo pergunta-se porquê? É que nem a maioria dos militares era de esquerda ou extrema-esquerda nem a maioria da população Mas para os jornalistas do Publico, do Expresso e do DN o 25 de Abril e a liberdade são representáveis pelos terroristas do PRP-BR. Faz-me lembrar uma historiadora de Coimbra que escreveu um texto biográfico de Otelo para publicar num conhecido blog, nele considerando que só os tipos da extrema-direita, adversários da democracia, náo gostam desse militar. O interessante é que a historiadora, que tem obra publicada sobre essa época, elidia nesse texto elogioso (e apresentado como obra de historiadora) a ligação de otelo com o terrorismo pós-25 de ABril. Quando lá botei que a historiadora, funcionária pública, deveria ser despedida por ser falsária e negacionista a dona do blog, toda esquerda, toda democrática, toda acolhedora das imundas mentiras da funcionária pública (que para a sua aldrabice é protegida pelos nomes grandes de Coimbra) ficou muito incomodada. A tralha é a mesma, a desonestidade é a mesma. O salário do Estado é que é o relevante.
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De Pedro a 30.10.2018 às 13:23

Infelizmente para muitos opinadores os estrategas militares e políticos do 25 de Abril eram socialistas moderados e não de ideologia de Direita conservadora, excepto o Spínola - e veja-se como acabou. Melo Antunes, Costa Gomes, Vasco Gonçalves, Vitor Alves....Mário Soares. ....Salgado Zenha, Jorge Sampaio, Almeida Santos....É a vida pá!

Os de Direita que apareceram depois, de tacões, estava na ala "moderada" da União Nacional/Acção Nacional ...estavam integrados na fantochada

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De Pedro a 30.10.2018 às 14:43

Queria dizer Vasco Lourenço. O outro era lelé da cuca.
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De jpt a 30.10.2018 às 20:19

Almeida Santos ...? estou-me a rir tanto que nem vou poder responder
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De Pedro a 30.10.2018 às 16:34

Ok. jpt, pode apagar a patetice que disse aí em baixo…coisas de facção...coisas estupidas...


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De jpt a 30.10.2018 às 20:20

a net serve é para a gente dizer patetices, para falar coisas sérias é lá fora, na vida real
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De Pedro a 30.10.2018 às 20:43

Abraço, amigo
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De Anónimo a 29.10.2018 às 09:35

Já apagou
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De jpt a 29.10.2018 às 14:54

Sim? Mas antes publicou
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De Anónimo a 29.10.2018 às 15:49

O que torna a coisa mais estúpida.
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De Sarin a 29.10.2018 às 19:52

Um caso de irreflexão seguido de um caso de desresponsabilização.
Ou, como alguém disse de outros, "impreparação para o cargo". São piores que a parietária, estes impreparados!
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De jpt a 29.10.2018 às 21:20

um amigo no FB comentou-me ter acabado de ser bloqueado pela autarca. Fui lá ver - não tenho ligação nunca tinha visitado: fotos colocadas hoje ladeando Medina e Costa, tipo "o meu presidente". Borregou, escudou-se. É sintomático do tipo de personalidade política
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De Sarin a 29.10.2018 às 21:41

Falta de coragem para assumir responsabilidades, noção de ter guarda pretoriana?

Não compreendo estas gentes. Percebo-as muito bem mais às suas faltas de noção de responsabilidade de coerência, mas não cabem no meu mundo; e sinceramente é isto que me dói na nossa sociedade: tudo serve para criar feudos, a vassalagem está bem e recomenda-se 500 anos depois.
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De jpt a 30.10.2018 às 12:04

diz no jornal que reconhece ter sido um "lapso". Vai assobiar para o lado. O Medina também. O director do Expresso e o do ex-DN também. As vacas sagradas continuarão a debitar e o povo socialista adora ...
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De Sarin a 30.10.2018 às 12:17

Um lapso? Discordo, foram vários. Um lapso da inteligência, um lapso da honestidade, um lapso da ideologia, um lapso dos princípios, um lapso da dignidade estatal, um lapso da responsabilidade... assim de repente vou em meia-dúzia.

Demissão, só mesmo dos valores.
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De jpt a 30.10.2018 às 20:21

Nem se demite nem a pressionarão Como se disse acima, o PM sabia da aldrabice da roubalheira de Tancos e assobia para o lado. O PM kamoveu e nunca se kamoveu ... No país de Costa vale tudo
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De Sarin a 30.10.2018 às 21:06

Não percebi muito bem se houve ou não roubo, ainda estou nessa parte

Sei que hoje ao almoço vi parangonas "Cartas implicam Azeredo e Cabrita" - e a implicação do Cabrita era ter recebido uma carta em que Azeredo enviava uma proposta de louvor por recomendação de um seu chefe de qualquer-coisa.
Nada parece certo nessa história, nem as notícias, e foi caso que evitei acompanhar. Porque tinha que começar pelas questões estruturais: PJ vs PJM, segurança privada em equipamentos das forças de segurança pública, regras segurança do armamento caça vs regras de segurança do armamento bélico, vs inventários das empresas vs inventários do Estado... e depois o resto.
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De jpt a 30.10.2018 às 21:35

Não faço a mínima ideia: sou civil e vivia longe de Tancos, ainda mais agora. Mas tenho a ideia, e não estarei sozinho nisso, que é coisa bastante ridícula - salpicano do PM aos oficiais lá da hierarquia. O rapaz que foi posto a ministro adormeceu na forma e acordou às arrecuas. Para o ano arranjam-lhe um posto qualquer, não perde pela demora, um qualquer quartel em Bruxelas ou parecido
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De Sarin a 30.10.2018 às 22:17

Muito sinceramente, o que sinto em Portugal é que há sectores que têm estruturas tão sólidas que não respondem sequer às hierarquias. De novo Sir Appleby a reinar no gabinete enquanto humildemente diz sim ao ministro.

Noto-o especialmente nas forças militares e para-militares, mas depois entram-me pelos olhos os entendimentos a la carte das administrações e direcções regionais e dos agrupamentos de saúde e de escolas e de sei lá que mais... descentralizado mas opaco e nas mãos dos do costume cf a dança das cadeiras. Uma t(r)eta, jpt!
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De jpt a 31.10.2018 às 10:47

Há uma evidente altivez funcionária, visível até nos pequenos passos. Só não a vê quem não quer
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De Justiniano a 29.10.2018 às 09:36

Meu caro JPT, este último parágrafo, que quero aqui enaltecer, é assinalável!! À laia de confissão deixe-me que faça minhas as suas palavras!!
"Um gajo olha para esta gente, estes guidas gordas, estes jornalistas rastejantes, estes antropólogos "de esquerda", e lembra-se, constata, que, como todos, tem um bolsonaro cá dentro."
Sobre o que se lhe segue, só peço a Deus que me dê forças para que me contenha, cívico e civilizado!!
Um bem haja,
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De jpt a 29.10.2018 às 14:56

A minha sorte é ser bloguista, bolsonarizo blogalmente, assim acalmo o duende interno, e nisso consigo ser um tipo relativamente simpático aquando ao vivo (pelo menos nos jantares do Delito de Opinião esforço-me por não chatear ninguém)
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De Sarin a 30.10.2018 às 09:55

(E conseguirá os mesmos esforço e resultado em jantares com os comentadores?
Conversa de viva voz, por não ter registo, é mais fácil de ignorar, é certo... mas também pode ser mais difícil)
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De jpt a 30.10.2018 às 12:05

se forem comentadores encapuçados e anónimos acabará tudo aos gritos e até à chapada ... de cara destapada e nome anunciado? sou um tipo porreiro, nem gago nem carismático. Ouço.
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De Sarin a 30.10.2018 às 12:57

E eu que já o imaginava apaixonadamente a discursar gesticulante de pé em plena mesa, e afinal...

Faz bem em não gostar do estilo Klu Klux Klan. Mas ouvir, comigo depende do tom dos outros - divergências discutem-se de bom-humor, já condescendências, hipocrisias e outros maneirismos fazem com que desligue e me deixe ficar apenas de corpo presente... se tiver algum truque que queira partilhar, bem preciso.
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De jpt a 30.10.2018 às 20:23

As mesas blogais que conheço (do Es a Nossa Fé e do DO) tem convivas carismáticos. Eu reduzo-me ao canto da mesa, figurante à escuta
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De Sarin a 30.10.2018 às 21:36

Mas entre "os nossos" as dinâmicas são distintas, é como nos jantares de curso: há uma comunhão natural de respeito e tolerância, e quiçá carinho ou saudade (das pessoas que fomos, porventura), que nos faz ter interesse até pelo chato afectado cuja conversa (apenas por educação) tolerávamos na fila do bar.

O desafio é estar com alguém cujo tom ou mensagem não interessa e ainda assim ouvir sem efervescências nem a modorra do sono :)
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De Sarin a 31.10.2018 às 10:14

Falo genericamente, em jantares como em conversas de café ou quaisquer reuniões não profissionais. É tarefa homérica, ouvir quem não desperta interesse ou o desperta por aversão; divagar em mim é mais delicado que ausentar-me, mas como evitar ficar-se ali uma pessoa de olhar vazio? Em miúda era mais fácil: em plena celebração religiosa de um casamento, fui despertada do devaneio por dois amigos familiares entre eles que me cumprimentavam como parte do ritual "já vão embora? Não ficam para almoço?" perguntei. Não tinha 10 anos e todos riram; fosse hoje e apenas não seria excomungada porque já me esgotaram as vidas nisso. Seria útil ter outras formas de suportar tais provas :)
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De Justiniano a 30.10.2018 às 10:29

Outra coisa não seria de esperar, meu caro JPT!
É por essas e por outras que eu não bebo vinho verde, ainda me faz saltar a tampa. Por causa do gás, claro!!
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De jpt a 30.10.2018 às 12:05

Para mim tudo verde. Menos o vinho.
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De Sarin a 31.10.2018 às 14:37

As maduras são difíceis de aturar, excepto as do PEV que ficam em modo clarete.


E faz muito bem em ser vegetariano, tem que se reduzir em 90% o consumo de carne de porco e em 75% a de vaca - a Jonet é que a sabia mas não se soube explicar. E como tenho de comer carne por indicação médica, só posso colaborar brindando
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De jpt a 01.11.2018 às 12:31

Vegetariano não posso, sou leão
Jonet tinha razão, e não sabe comunicar A forma como foi recebida mostra o estado tétrico da nação
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De Sarin a 01.11.2018 às 12:36

Pela boca lhe morreu o bife, à Jonet que escolheu mau exemplo - dissesse antes pequenos-almoços diários de bollycao em vez de pão com manteiga, e todos teriam percebido a ilustração.
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De jpt a 02.11.2018 às 07:47

Não, ela é incompetente comunicacionalmente; não é problema de marcas ... Mas o outro dia julgo que foi o Carlos Pimenta (ou terá sido alguém da Quercus, não posso afiançar) referiu a necessidade ecológica (não sanitária, pois não era essa a abordagem) de reduzir o consumo de carne - qualquer coisa como "as famílias têm que perceber que a carne tem que ser para os dias de festa" - e ninguém ecoou nem resmungou
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De Sarin a 02.11.2018 às 09:03

Falei no bollycao porque exemplo prático que vejo - embora a marca seja porventura outra qualquer (o bollycao entra na linha dos quispos e das giletes, marcas que se tornam nomes comuns por associação). Como falou, foi visto como lição de moral à moda da caridadezinha; o do bollycao é visto por quem lho ouço como crítica ao esbanjamento e falta de cuidado (bolo embalado ao pequeno-almoço é para dias festivos porque gulodice ou emergências; não deve ser alimento diário pela bomba nutricional - mas também, e é por aqui que nele falam, pelo custo e pelo facilitismo associado a "acordar mais cedo para fazer pequeno-almoço dá trabalho", já que a observação mostra a muitos que quem mais usa tal recurso são pessoas com baixo poder económico, seja a conclusão de tal julgamento, não extrapolável mas extrapolado, certa ou errada..)

Segundo estudos vários e sob várias perspectivas (ambiente, saúde humana, sustentabilidade, ...) a verdade é que numa parte do continente se come demasiado, noutra come-se de menos, e ainda assim há que reduzir muito a média.
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De jpt a 04.11.2018 às 09:19

é engraçado porque ainda ontem falava ontem por cá, com amiga moçambicana: vêem-se pouquíssimos obesos por estas ruas. Comparativamente a Portugal, Moçambique burguês e África do Sul.
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De Sarin a 04.11.2018 às 10:44

Errata inicial: onde escrevi continente queria escrever planeta. Eventualmente, a observação será aplicável ao continente, mas não foi essa a intenção.


A obesidade resulta de factores vários, mas nos citados terá responsabilidade parcial a ideia medieval de que gordura é formosura: a abastança. A falta de educação alimentar e a satisfação de caprichos próprios (self indulgence, dizem os anglófonos) farão o resto. Há excepções, claro, mas a maioria andará por aqui. Em qualquer país.

Deve ser um estudo interessante, tal correlação...
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De jpt a 05.11.2018 às 08:22

Há duas coisas para a tal obesidade: sim, gordura é formosura - e isso nota-se muito, e é dito, principalmente em contextos rurais. O que foi potenciado com a epidemia de Sida, dado que a magreza vinha associada à doença. Mas há também - e é notório na Africa do Sul - o aumento abrupto de alguns núcleos sociais e a mudança de dieta (principalmente dos mais pobres da classe média, e neste caso muito também de pobreza cultural), mergulhados no consumo de muita má carne e de açúcar
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De Sarin a 05.11.2018 às 09:04

A muita má carne e o açúcar resultam da tal satisfação de caprichos, do tal bollycao que não é marca. Os alimentos processados e os prontos-a-microondar são rápidos - na preparação e na ingestão, dando uma sensação de saciedade que nada tem a ver com nutrição. É aqui que a educação ou cultura alimentar se revela mais urgente - o abandono da dieta mediterrânica em Portugal, pex, e a obesidade infantil. ("Uma pitada de sal na ferida" aborda exactamente este tema).

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De Cristina M. a 29.10.2018 às 09:59

foi esta pessoa que esteve à frente da "Abraço" uma porção de tempo, ou ainda está, certo?
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De Anónimo a 29.10.2018 às 14:51

Comentário apagado.
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De jpt a 29.10.2018 às 15:55

ó Luís Lavoura esse é o tipo de comentário que não se faz. Eu aprovei sem ler e agora não me apetece mantê-lo. Caramba, isso tem as características todas (apesar do que diz no fim) da difamação, e está-me a colocar (tal como todos os outros bloguistas do DO) como seu conivente no acto. Apague lá isso, sff
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De Luís Lavoura a 29.10.2018 às 16:02

1) Eu não posso (pelo menos não sei) apagar comentários. Você é que pode apagá-los. Se quiser, claro.
2) A minha mulher diz que esta história é bem conhecida. Não é nenhum segredo. Se fôr difamação, é difamação que anda pelas bocas do mundo. O que não quer dizer que seja verdadeira, claro.
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De jpt a 29.10.2018 às 17:34

Se é uma coisa corrente vamos então concordar que isso que V. aqui deixou é um eco da vox populi, muito provavelmente uma falsidade, e que veio a despropósito.
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De jpt a 29.10.2018 às 14:56

dantes era, agora não sei
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De José Navarro de Andrade a 29.10.2018 às 10:10

Também fiquei chocado. E não é só na pagela desta senhora no FB. Outra que se diz escritora e faz juras de amor eterno ao Brasil ainda fez pior. Então não era paz, amor e dança?
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De jpt a 29.10.2018 às 15:00

Esta não é a única, segue aliás uma linha discursiva dos jornalistas vedeta do PS. Mas que saiba é a única política institucional que bota assim (até porque o Galamba agora já é membro do governo ...) Quem é essa personagem que referes?
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De Luís Lavoura a 29.10.2018 às 10:13

Muito bem. De acordo com este post.
É vergonhoso, repelente, pretender reprimir indivíduos pela forma como votaram. Isto é ser antidemocrata.
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De jpt a 29.10.2018 às 15:02

Muito obrigado Luis Lavoura.

Eu gostava de chamar a atenção a todos os caros co-bloguistas. Considero isto um momento histórico. Não posso afiançar que seja inédito mas raríssimo será, e comove-me: o nosso Luís Lavoura acaba aqui de explicitar que gostou e apoia um postal no Delito de Opinião. Festejo o facto e espero que a mim se associem
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De Luís Lavoura a 29.10.2018 às 15:09

O JPT é relativamente novato no Delito de Opinião, e talvez por isso não tenha reparado que eu já apoiei montes, literalmente montes, de posts neste blogue.
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De Pedro Correia a 29.10.2018 às 15:25

Acaba de fazer-te outro elogio, JPT. Ao chamar-te "relativamente novato".
Está a ser um dia em cheio.
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De jpt a 29.10.2018 às 15:56

É mesmo. Mas assusto-me, pois quando a esmola é muita, o pobre ...
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De jpt a 29.10.2018 às 15:56

Seja. Mas pelo menos comigo é facto inédito ... e festejo-o
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De Pedro a 29.10.2018 às 15:53

Jpt, confesso que não consegui reter as lágrimas....Deus é Senhor. ....Hossana Bizarra.
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De jpt a 29.10.2018 às 17:34

Sim, é Dia Grande
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De Sarin a 29.10.2018 às 18:44

Já está na lista das efemérides, portanto.

Quem desespera sempre cansa, mas há alturas em que à fava se segue o brinde: Parabéns!
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De jpt a 30.10.2018 às 06:18

Sarin, devo retribuir a amabilidade ao Luís Lavoura: também há muitos postais (e falo dos meus, claro) que são mesmo pontapeáveis
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De Sarin a 30.10.2018 às 06:26

O Luís Lavoura disse-me num postal (seu, se não me engano) que lê os textos com muita atenção; os pontapés serão então resultado de tropeços em expressões mal fixas e quedas em buracos temáticos - responsabilidade sua por não atentar nas acessibilidades... espero que tenha seguro!
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De jpt a 30.10.2018 às 07:24

Não tenho - vou morrer só quase-velho. E escrevo postais de rajada, corrijo já publicados. Alçapões serão muitos, a somar à trapalhada inicial.
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De Sarin a 30.10.2018 às 09:25

Morrer quando "só quase-velho" é um bom plano, viver velho em qualquer idade deve ser um tormento. Já se fala em morrer "só", conheço um casal que se casou já ambos com mais de 70, portanto ainda tem toda uma juventude até lá; por outro lado, há estar "só" bem mais profundo do que a melhor companhia, uma coisa assim parecida com ter pontes mas ser ilha (também há o "só" do calimero, mas nada a ver).


Sei o que é escrever de rajada. E editar depois de publicar. Claro que entre uma coisa e outra haverá batedores que caem em todos os alçapões, mesmo nos assinalados.
E depois há os que os procuram e até os vêem onde não os há!
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De jpt a 01.11.2018 às 12:32

e há os que vêem no carro-vassoura e mesmo assim caem nos alçapões, até se atiram para eles, ainda que estes estejam já assinalados e cercados
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De Sarin a 01.11.2018 às 12:39

Há, sim, mas esses são os estudiólogos que reescrevem o já formulado para melhor o perceberem - ou isso ou têm aspirações de revisor.
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De Pedro Correia a 29.10.2018 às 10:35

Um chocante exercício de duplicidade moral. Muita xenofobia vai saindo do armário por estes dias.
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De Luís Lavoura a 29.10.2018 às 11:08

Eu não diria ser xenofobia, diria ser antidemocracia. É um antidemocrata quem acha que pessoas devem ser penalizadas ou castigadas pela forma como votam.
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De jpt a 02.11.2018 às 07:51

Lavoura terá razão. Mas o ponto fundamental é que há um discurso dominante, à esquerda e muito predominante no contexto sociocultural e político do qual emana esta presidente de junta, que constantmente brande o termo "xenofobia" e outros como "fascismo", "colonialismo" para discursos com este teor substantivo. E agora, face a isto ou à Câncio ou ao tipo do Expresso, todos saídos desse contexto, nada reage. Digamos que é uma endogamia, os sub-intelectuais lisboetas, os filhosdosanos80s nas orlas do poder político a invectivarem e auto-protegerem-se
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De Pedro a 29.10.2018 às 11:17

Permita-me, seria xenofobia se:

Os brasileiros que vivem em Portugal deveriam voltar para o Brasil para viver a sua liberdade.

Xenofobia é quando se toma como critério exclusivo um povo per si, independentemente das suas crenças políticas, estatuto social ou outras.

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De jpt a 29.10.2018 às 15:03

esta gente ...
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De António Maria Lamas a 29.10.2018 às 10:53

A versão gorda da Câncio.
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De jpt a 29.10.2018 às 15:03

sorrio
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De Anónimo a 29.10.2018 às 11:57

E os mihões de PORTUGUESES que vivem , trabalham e têm negócios no Brasil, devem fugir do "terror fascista" e virem rapidamente para Portugal viverem na democracia!

Margarida.... muda de vida!

AMendes
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De jpt a 29.10.2018 às 17:36

Também pode ter essa dimensão - num país com tamanha quantidade de portugueses imigrados como poderia ser acolhida a notícia deste tipo de discursos por parte dos políticos (e dos jornalistas, e dos escritores, e dos académicos) relativamente aos brasileiros residentes. Mas isso já seria uma pragmática ...

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