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Desperta, Europa

por Pedro Correia, em 06.02.15

Timothy Garton Ash no Guardian: «Este conflito armado [na Ucrânia] já provocou cerca de cinco mil mortos e mais de 500 mil desalojados. A Europa, preocupada com a Grécia e a zona euro, vai deixando outra Bósnia deflagrar à sua frente. Desperta, Europa. Se a História nos ensinou alguma coisa é que devemos travar Putin.»


9 comentários

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De Anónimo a 06.02.2015 às 13:20

A história ensinou-nos que o homem tem limites, mas mesmo sabendo disso, o homem insiste na ganância, no altruísmo e no esquecimento do outro. Temos de socorrer a Ucrânia, mas também devemos evitar que surja outra Ucrânia porque se insistirmos, na via do tem de ser, não ficamos por aqui, tanto para a Grécia, como para a zona euro. Quando o mal se estender, viramos os arrependidos e socorristas, mas aí já é tarde.
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De Luís Lavoura a 06.02.2015 às 14:30

Temos de socorrer a Ucrânia

Temos? Por que é que temos?

Não é nada que nos diga respeito. Pelo menos a mim não me diz. Se a si lhe disser, pode ir lá socorrê-la. Por sua conta e risco e a suas expensas.

Os ucranianos fizeram merda, agora que se desenvencilhem dela.
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De Luís Lavoura a 06.02.2015 às 14:28

Lá está o estúpido do neo-conservador a vir à superfície.
Não bastou a merda que mandou o seu amigo Bliar fazer no Iraque, agora quer fazer merda na Ucrânia.
Mas na Ucrânia a merda será muito mais perigosa, sr Ash.
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De Anónimo Desconhecido a 06.02.2015 às 15:06

São os que apoiavam os EI na Síria, mas condenam quando fazem em Paris aquilo que já faziam "lá ao longe". Daqui a uns tempos acabam por, de forma disfarçada, reconhecer que estão errados, como habitualmente.
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De Luís Lavoura a 06.02.2015 às 15:31

Pois. São os que bombardearam selvagelmente um país europeu, a Sérvia, porque os malditos sérvios tinham massacrado uns tantos civis inocentes em Racak. Depois dos bombardeamentos acabaram por descobrir que não tinha havido massacre nenhum em Racak, mas prontos, a Sérvia já tinha sido bombardeada e isso é que interessava. Agora descobriram que os malditos russos deitaram abaixo um avião em Donetsk, massacrando muitos civis inocentes, e por isso também os querem bombardear. Escusado será dizer que daqui a uns anos, quando a merda já estiver toda feita, irão descobrir que afinal não foram os russos quem deitou abaixo o avião, mas nessa altura já não interessará. Também sabiam que havia abomináveis armas de destruição maciça no Iraque, que depois afinal não estavam lá, mas prontos, o Iraque já estva invadido e não fazia mal. E asim por diante.
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De lucklucky a 06.02.2015 às 18:07

Tivemos o habitual Marxismo do Luís Lavoura:

-A Rússia tem direitos que mais ninguém tem.
Aliás se usarmos a bitola do Luís Lavoura os EUA, a Europa têm todo o direito a invadirem a Rússia.

-Os Ucranianos são apagados, porque na mente do Marxista a luta de um povo só pode ser contra os capitalistas.

-O regime de Milosevic - note-se como o Esquerdista muda o discurso. A luta é contra o Pinochet não contra o Chile, Aqui passa a ser a Sérvia, não o Milosevic, passa a ser o Iraque não Saddam - fez vários massacres. E o Iraque - aliado da Rússia onde comprava a maior parte do armamento -tinha armas de destruição em massa e era um regime imprevisível- Não admira que Luís Lavoura apoie.

E claro fala em bombardeamento selvagem, quando em qualquer estudo sobre bombardeamentos nada se compara, ainda mais se olharmos os métodos de como a Rússia faz a Guerra.
Mas tal já não interessa. Nunca interessou a um Marxista como a Rússia faz a Guerra.
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De da Maia a 06.02.2015 às 19:01

Pelas duas guerras mundiais anteriores, se a história ensina alguma coisa não é propriamente sobre a Rússia.
Por isso, parece uma boca foleira contra Merkel, usando Putin.
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De lucklucky a 06.02.2015 às 22:28

As últimas guerras mundiais ensinam muitas coisas sobre a Rússia: um Golpe de Estado, fazer Guerra com altos custos para os próprios soldados, etc, etc... mas não é este o caso.

O caso é este:
Ash provavelmente conhece como Hitler foi construído. Como os defensores do apaziguamento deram na prática uma sucessão de vitórias políticas a Hitler que impediu os que lhes resistiam dentro da Alemanha de serem eficazes. Estou a falar nas chefias militares e parte do corpo diplomático.
Um exemplo http://en.wikipedia.org/wiki/Franz_Halder

As pessoas têm tendência a repetir aquilo em que tiveram sucesso e sabem fazer. Isto tanto vale para a guerra como para (sobre)investir em autoestradas.
Se Putin não é penalizado vai repetir.
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De da Maia a 07.02.2015 às 03:18

CETERUM CENSEO CARTHAGINEM ESSE DELENDAM.

Cartago foi poupada por Roma uma vez, e ficou com uma dívida enorme de prata que, para pagar, levou-a a entrar cada vez mais nas minas da Hispania.
Na 2ª Guerra Púnica, ainda teve que pagar mais e ficou sem poder constituir exército, sem autorização do Senado de Roma. Assim, os fenícios cartagineses foram vistos como uma fénix, que se reerguia... e depois ficavam com "Aníbal às portas", com os seus elefantes.
Quando Cartago pagou a dívida imposta de 50 anos, Roma deixou de receber as 10 toneladas de prata, e para evitar novos Aníbais, Roma arranjou pretexto para a 3ª Guerra.
A 3ª Guerra Púnica foi basicamente para terraplanar Cartago. A população foi dizimada, literalmente, 1 em cada 10. Dos ~500 mil, os 50 mil sobreviventes foram vendidos como escravos.

Nota 1: Sim, a Hispania quis-se livrar dos cartagineses a sul e a maioria dos clãs foi aliada de Roma. Assim que Cartago caiu, começou a conquista romana da Hispania. Roma sabia como retribuir os aliados.

Nota 2: A implantação bolchevique em Moscovo de 1917 foi apoiada por Berlim, para se livrar da frente russa e concentrar tudo na frente francesa.
Aliás, a primeira coisa que os bolcheviques fizeram foi suspender a guerra com a Alemanha. Está documentado que Lenine recebeu financiamento de Berlim e de Viena.
O problema dos alemães é que, logo de seguida, o Lusitania serviu de pretexto à entrada dos americanos.

Nota 3: Marx era alemão, mas escrevia no New York Tribune.

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