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Despejado com justa causa

por Pedro Correia, em 30.07.18

image[1].jpg

 

Obviamente, demitiu-se. Despejado da vereação alfacinha com justa causa política: não se pode impunemente andar em contramão, dizendo uma coisa e praticando o seu inverso.

Sai três dias mais tarde do que devia. Após causar sérios danos reputacionais ao Bloco de Esquerda e de ter arrastado a imprevidente Catarina Martins para uma bizarra tentativa de bate-boca com Marcelo Rebelo de Sousa que a Casa Civil do Presidente da República esvaziou num ápice.

O BE vê estancar uma ferida que ameaçava infectar, os munícipes de Lisboa livram-se de um descarado  demagogo e o mercado imobiliário da capital ganha um dinâmico promotor imobiliário, capaz de comprar em 2014 à Segurança Social, por 347 mil euros, um prédio situado em plena zona histórica da cidade que três anos depois tinha um valor de mercado avaliado em 5,7 milhões, gerando uma mais-valia de 470%

Tudo está bem quando acaba bem. 

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59 comentários

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De Gay Radiante a 30.07.2018 às 13:49

Felizmente a novela acabou. Houve também pressão de dentro do Partido :

Cofundador do Bloco de Esquerda e antigo líder parlamentar, Luís Fazenda diz que atividades imobiliárias de Robles "são circunstâncias que, no BE, nós condenamos e que levam à gentrificação".
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De Pedro Correia a 30.07.2018 às 15:32

Gentrificação - eis uma palavra da moda.
Com o patrocínio Robles. O vereador que mais clamava contra os "interesses imobiliários" nas reuniões camarárias em Lisboa.
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De Gay Radiante a 30.07.2018 às 20:05

Passos Coelho vai ser professor catedrático na Universidade Lusíada

O antigo dirigente do PSD terá uma equiparação salarial à de professor catedrático, o que corresponde ao topo da carreira no ensino universitário.

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/passos-coelho-vai-ser-professor-catedratico-na-universidade-lusiada

Porque não Professor Auxiliar, ou Convidado ?

E depois anda um tipo a queimar as pestanas com a tese de doutoramento.

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De Pedro Correia a 30.07.2018 às 23:32

Tem tudo a ver. Fala-se do Robles e há quem tire um coelho da cartola para desviar o tema.
Truque retórico mais que gasto.
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De Gay Radiante a 30.07.2018 às 23:48

Era para animar a malta...
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De Anónimo a 31.07.2018 às 10:31

OK, o tema está desenquadrado, mas não deixa de ter interesse principalmente porque manda para o lado da ignorância e estupidez quem realmente se esforça e estuda/investiga para chegar ao lugar de prof. catedratico.
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De jpt a 31.07.2018 às 12:03

Eu ando a queimar as pupilas com uma tese de doutoramento, nunca votei em PPC (e apelei a que se votasse contra ele por causa do elogio a Dias Loureiro) e julgo muito acertado que ele seja professor convidado e muito normal que seja graduado em catedrático - sobre isso escreveu-se que se fartou na altura. E penso que este mariola do BE nada tem a ver com isso - a não ser que mostra que PPC por mais Tecnoformices que tenha feito antes de ir para o poder não acumulou nem entrou em negociatas enquanto PM contrariamente a qualquer bloquista ou socialista.
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De Gay Radiante a 31.07.2018 às 12:51

Tem razão, jpt. Boa sorte com o Doutoramento.
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De lucklucky a 30.07.2018 às 16:17

As criticas a um pobre(e ou pessoa de outra raça) a comprar uma casa num bairro de ricos(e ou brancos) é discriminação.

Já se for um rico a comprar em bairro de pobre as criticas já são justas, tal acto de compra livre é um ataque à comunidade que se deve manter economicamente e racialmente pura.
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De Gay Radiante a 30.07.2018 às 17:23

"As criticas a um pobre(e ou pessoa de outra raça) a comprar uma casa num bairro de ricos(e ou brancos) é discriminação."

Errado. É assunto para investigação.


"Já se for um rico a comprar em bairro de pobre as criticas já são justas"

Depende. Estará o rico lelé da cuca?
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De Pedro Correia a 30.07.2018 às 18:29

É perguntar ao camarada Robles.
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De Anónimo a 30.07.2018 às 17:02

Pela amostra das reacções de Catarina Martins dúvido que tenha existido algum tipo de pressão.
O ex-vereador agora já pode vender, si tivesse sido mais inteligente tinha registado o imóvel num qualquer offshore e feito a venda pelos canais que os outros usam.
Mas o que é de espantar (ou não) é como algumas pessoas conseguem arranjar estas pechinchas e ainda por cima financiamento para as mesmas.
Obviamente que esta estória está muito mal contada, ninguém a supostamente ganhar 1700€ por mês consegue junto de um banco um empréstimo de quase 800 mil euros ainda mais na altura que foi.
Atente-se que o ex-vereador era uma figura de proa no BE, não um qualquer boy dos outros partidos, seria porventura o mais bem colocado para ascender a ministro num próximo governo PS/BE.
Se ainda dúvidas houvesse acerca do BE e dos teens que lá militam elas ficaram dissipadas, não que os outros sejam melhores, mas o BE sempre se arrogou de uma superioridade moral que nunca teve e esta é mais uma prova.
Um partido de nicho em que a maioria dos seus militantes tem um muito bom emprego no Estado ou vem de familias da alta burguesia da Nação que apenas querem pensar (mas não agir) que são superiores aos pais que os educaram e sempre lhe amparam os "golpes".

WW
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De Gay Radiante a 30.07.2018 às 18:45

"Um partido de nicho em que a maioria dos seus militantes tem um muito bom emprego no Estado ou vem de familias da alta burguesia da Nação que apenas querem pensar (mas não agir) que são superiores aos pais que os educaram e sempre lhe amparam os "golpes""

Fala no PPM, ou no PP?
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De João Lopes a 30.07.2018 às 14:47

Como disse noutros comentários isto é complicado. Parece-me haver uma dificuldade em distinguir o ético do legal.
Já disse que eu (sendo de esquerda) defendo leis que me prejudicariam. Exemplo: certas expropriações. Defendo-as apesar de me prejudicarem. Mas tem de ser através de uma lei que exproprie todos nas minhas circunstâncias. Eu seria contra uma lei que me expropriasse só a mim. Expropriar-me só a mim seria equivalente a eu abdicar dos meus rendimentos e adoptar um pobrezinho ou dois (como antigamente faziam as senhoras com massa) a quem daria a esmola.
É claro que o incidente com Robles prejudica o Bloco. Mas porquê? Porque os adversários políticos aproveitam para conquistarem pontos com a colaboração de uma comunicação social que lhes é favorável. É-lhes favorável mas não creio que seja cabala.
Se um tipo de direita, que defendesse sempre na Câmara ou no Parlamento leis que o beneficiassem, fizesse tal negócio ninguém diria nada. Seria um empresário de sucesso.
E com a bolsa: quem ganha rapidamente muito no comprar e vender por norma não é criticado em público. Apesar de ganhar dinheiro sem reconstruir nada, esperando somente.
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De Pedro Correia a 30.07.2018 às 15:30

Admiro as pessoas que, antes de dizerem o que quer que seja, já estão a proporcionar-nos coordenadas geográficas.
Como foi agora o seu caso, ao informar-nos que é "de esquerda".

Signifique isso o que significar: no caso, reduz um ser humano, na sua dimensão política, a uma espécie de GPS.

Estaline, Mao, Pol Pot, Enver Hoxha, Honecker, Ceausescu, Castro - todos estes se proclamavam de esquerda.
Você revê-se neles?
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De João Lopes a 30.07.2018 às 16:27

Senhor Pedro Correia:
Não acha que seria preferível responder às questões que levanto em vez de dizer piadas?
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De Pedro Correia a 30.07.2018 às 16:48

Estaline e Ceausescu e Pol Pot são "piadas"?
Jamais me ocorreria tal designação.
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De Gay Radiante a 30.07.2018 às 17:01

Pedro,existem aqueles que defendem as assimetrias sociais como uma lei natural. Uma espécie de teoria evolutiva aplicada ao campo social. E tomando como pressuposto que, através da evolução, se caminha no sentido de um progresso inexorável - Darwin nunca defendeu tal ponto de vista na sua teoria - afirmam que os desequilíbrios sociais não devem ser contrariados. Aliás, afiançam eles , que qualquer tentativa de correcção do "natural "seria uma ameaça à tal teleologia de progresso.
Aqui cabem os de "Direita" - um laissez faire levado para a arena do social.

Os de "Esquerda" têm uma abordagem social diversa. Defendem que não existe nenhuma teleologia da perfeição - como Darwin- defendendo a legitimidade de intervenção, com vista à correcção dos diversos desequilíbrios, considerados, no seu conjunto, inerências dos sistemas governados pelo acaso do "natural ".

Faz mais sentido falarmos nas diferenças das políticas sociais, entre Esquerda e a Direita , do que noutras de tipo diferente.
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De Pedro Correia a 30.07.2018 às 23:35

Pelos vistos há especuladores "de direita" e especuladores "de esquerda". Eu não percebo a diferença. Talvez algum tudólogo saiba explicar.
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De lucklucky a 30.07.2018 às 16:05

Típico até temos os "aproveitamentos" vindos da narrativa. E a desonestidade intelectual :
"comunicação social que lhes é favorável."

"Se um tipo de direita, que defendesse sempre na Câmara ou no Parlamento leis que o beneficiassem, fizesse tal negócio ninguém diria nada."

Como se a Esquerda que defende muito mais leis, logo mais coerção que a Direita não defendesse precisamente leis para a beneficiar.

"E com a bolsa: quem ganha rapidamente muito no comprar e vender por norma não é criticado em público. Apesar de ganhar dinheiro sem reconstruir nada, esperando somente."

"Esperando somente"...então o dinheiro não serviu para financiar a empresa que vendeu as acções...deveria ter queimado o dinheiro.

Porque é que não cria uma Comuna com aqueles que concordam consigo em vez de usar a violência para impor a sua vontade aos outros?
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De João Lopes a 30.07.2018 às 18:29

"Porque é que não cria uma Comuna com aqueles que concordam ..."
Estou a tratar disso. Como soube?
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De lucklucky a 30.07.2018 às 22:00

Boa sorte, espero que aquilo em que que acredita funcione sem coerção.

Eu escolheria outro caminho se me deixassem.
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De Gay Radiante a 30.07.2018 às 18:44

Luck, as leis, nas democracias, servem sobretudo de garantias contra a coerção. Eu vivo numa democracia. Onde vive o camarada?
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De lucklucky a 30.07.2018 às 21:55

"Camarada" eu?! :)

O problema começa aí, usas a palavra Democracia, não usas a palavra Republica que define limites ao poder embora possa ser usada no sentido contrário para ainda os aumentar mais.
Não dizes o que interessa: Limites ao Poder.

No estadio de evolução da Democracia em que estamos construindo a Democracia Totalitária destruindo a presunção de inocência, acabando com a separação de poderes, punindo a opinião, destruindo a privacidade, instituindo tantas leis que alguém estará sempre a violar alguma lei e depois quem tem poder para influenciar o Estado pode sempre escolher que lei aplicar, em que altura, a quem. Discricionariedade total.

Uma lei é coerção e implica violência se necessário, de uma maneira geral só se justifica para impedir outras violências na sociedade.

No fim porque é que queres obrigar, coagir os não socialistas a serem socialistas? Eu não vos quero obrigar a serem ultra-neo-liberais.



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De Gay Radiante a 30.07.2018 às 22:41

As leis servem para que tipos maiores que tu abusem de ti.
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De Gay Radiante a 30.07.2018 às 18:48

Luck, para si o Estado pelo simples facto de existir é já um elemento de coerção.

Luck, como encara o movimento libertário americano?
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De Anónimo a 30.07.2018 às 17:23

O caro João Lopes nem deve ter lido o que escreveu, existem imensas leis feitas á medida para enquadrar casos singulares ou pequenos (pequeníssimos) e algumas vezes essas pessoas estão contra mas têm de cumprir. As pessoas como o João que se diz de esquerda não têm noção que o viver em Sociedade implica leis e a existência um Estado que as aplique.
Já eu tenho alguma simpatia pela direita mas penso que a EDP, a TAP, os CTT, a PT, a GALP, a BRISA, o que resta da Cimpor, a Fidelidade deveriam ser renacionalizadas.
Isto não tem a ver com esquerda ou direita, isto tem a ver com a educação / formação das pessoas e obviamente desde a esquerda á direita o que não falta são casos de ascensão dentro dos partidos (e na sociedade em geral) de quem tem menos pruridos morais ou de pessoas totalmente amorais.
Obviamente eu não sou um santo mas se houver algum gestor bancário que me queira emprestar 800 mil euros face ao que eu ganho eu também aceito e torno-me empreendedor....e provavelmente nem preciso ir para o ramo imobiliário embora também esteja em alta aqui pelo burgo.
Por ultimo a sua critica ao blogue não é séria, pois eu pelo menos não me lembro de o ver comentar por aqui (pelo menos com esse nick) e eu não estou a defender o Pedro Correia e outros com qual já entrei diversas vezes em graves desacordos.

WW
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De Pedro Correia a 30.07.2018 às 23:37

Grato pelas suas palavras finais, WW. Confirmo os "graves desacordos" que já tivemos, bastantes mais do que as vezes em que estivemos de acordo. Não deixámos de dialogar por causa disso.
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De Anónimo a 31.07.2018 às 12:17

Ó João, vai estudar.
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De Luís Lavoura a 30.07.2018 às 15:07

ter arrastado a imprevidente Catarina Martins para uma bizarra tentativa de bate-boca com Marcelo Rebelo de Sousa

Na notícia lincada não vejo nada disso. Só vejo que Catarina afirmou que aguarda a breve trecho a promulgação de certa legislação que, de facto, já foi aprovada pela Assembleia da República e que portanto deverá em breve ser promulgada. Catarina não invocou o nome de Marcelo nem o desafiou em nada.
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De Pedro Correia a 30.07.2018 às 15:25

Informe-se antes de comentar. E ponha-se a pau: o Bloco vai incentivar a guerra aos especuladores imobiliários.
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De Anónimo a 30.07.2018 às 15:13

O 'controle de danos' da parte do BE pouco ou nada me interessa.
Que a agremiação que afrontava e insultava e enxovalhava e grandolava tudo e todos o que não se compungiam com as suas declamações 'moraleiras', eventualmente "esganiçadas", que doutrinavam como "Ersatz" da justiça, do escrutínio político e técnico - era um conglomerado de ressabiados sociais e impostores era mais ou menos evidente após duas ou três iterações de raciocínio lógico.

Existem porém questões políticas mais relevantes quando se começa a elencar, com parcialidade, é certo, um pouco esta "paixão" por imobiliário que agora desnudou o politicamente farsolas Robles, mas ante já tinha ilustrado as ranholas do alcaide Medina, ou da esposa do xuxa Costa [o Capatraz da Geringonça], ou do "Socas", do amigo do "Socas", da mãe do "Socas", até a ex-mulher do "Socas". E fico por aqui, mas quer-me parecer que há mais...
Mesmo no ramo imobiliário lisboeta, com as "bolhas" e tal, estes negócios são todos magnificamente "estupendos!!", se necessário, os "tramites" camarários -autorizações, avanço de obras & acrescentos, etc - agradavelmente expeditos, as valorizações sempre notáveis no momento da venda que contrastam com os reiterados "understatements" no momento da compra [ou aluguer, como o caso da "cobertura" na Avenida da Liberdade..], a fluidez de liquidez ou em alternativa, a erosão das parcimónia da nossa tão abalada banca lusa [em especial do banco "publico"] em disponibilizar créditos para tais empreitadas...

Tudo isto desvenda uma "ecologia" política & sócio-económica com actores "novos", como aquelas lufadas de "managers" que declaram isenções da gravata ou "tailleur" a ser substituído pelas fusões 'millenial' com eventuais upgrades balizados pelas sugestões da "Monocle".. Reparem o pouco de política que por ali se contém - as alminhas indignam-se com o Trump, com a Sra. Merkel, e queixam-se das 'heranças' do Passos e da "Austeridade" e pouco mais..
Mas há muito 'negócio' a consolidar antes de "legislar"....! Como dizia o outro, conhecido nos salões de grémios alfacinhas como o "Anão Genial", "Habituem-se!"

Jorg


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De Anónimo a 30.07.2018 às 15:23

Tinha lugar garantido se:
Se o "Dono Disto Tudo" estivesse no activo!

Amendes
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De Pedro Correia a 30.07.2018 às 23:37

E não está?
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De Juvenal José a 30.07.2018 às 16:06

«Estaline, Mao, Pol Pot, Enver Hoxha, Honecker, Ceausescu, Castro - todos estes se proclamavam de esquerda.
Você revê-se neles?».
Que pergunta mais disparatada, senhor Pedro Correia.
Permita-me replicar o disparate:
Hitler, Salazar, Franco, Mussolini, Pinochet, Videla eram de direita. Você revê-se neles?
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De Pedro Correia a 30.07.2018 às 16:23

Interrogação típica de um imbecil, na medida em que não apareci aqui a bater no peito à Tarzan dizendo que sou "de direita".
Fique-se você, portanto, com os seus Videlas e os seus Francos. Acenda-lhes velinhas - e também ao ex-"socialista radical" Mussolini.
E que tudo isso lhe faça muito bom proveito.

Entretanto, a pergunta que aqui deixei - e que faz todo o sentido dirigir a quem, antes de dizer ou escrever seja o que for, se apressa a proclamar que é "de esquerda" - ficou sem resposta.
Como eu já calculava.
Não me enganei.
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De João Lopes a 30.07.2018 às 16:38

Este blogue era para mim um dos melhores embora ideologicamente (e predominantemente, claro) estivesse um bocado afastado de mim.
Agora vários colaboradores entraram no caminho de chamar nomes em vez de discutir. Exemplo: "Interrogação típica de um imbecil...". Infelizmente há muito pior, há do que se pode chamar soez. Intelectualmente não mobiliza, pois chamar nomes é fácil (mesmo para mim) mas não responde a nada. Eu posso sempre replicar " imbecil é você" mas não gosto. O blogue está a degradar-se embora ainda valha a pena visitá-lo. Quando eu era adolescente costumávamos utilizar muito este argumento: "quem me chamar um nome considere-se, mesmo que eu não diga nada, chamado o mesmo nome dez vezes".
Quanto à essência da questão acho que o senhor Juvenal lhe respondeu e bem.
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De Pedro Correia a 30.07.2018 às 16:49

Eu a si chamo-lhe Juvenal, João Lopes.
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De Gay Radiante a 30.07.2018 às 17:03

Ninguém, até hoje, superou Juvenal na Sátira
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De João Lopes a 30.07.2018 às 17:27

Juvenal é você. Dez vezes.
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De Pedro Correia a 30.07.2018 às 18:26

Não sou de levar desaforo para casa. Você é Juvenal José.
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De Anónimo a 31.07.2018 às 14:50

Foge, Juvelão, quer dizer, Joalão, ai, também não é isto, foge, murcão.
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De Anónimo a 30.07.2018 às 16:28

Todos os partidos têm pessoas com discordâncias com o que o partido está a defender no momento. Umas vezes porque o programa muda, desloca-se ideologicamente e vai ao arrepio de um grupo de militantes, outras por existir diversidade nos pormenores e até em questões mais gerais entre os seus militantes.
Agora uma coisa é pessoalmente fazer bandeira de uma causa em termos políticos e agir individualmente na prática contra ela. Enquanto se é oposição isto não está certo, mas não se é algo de um escrutínio apertado, quando se é eleito fica-se sujeito à verificação, o adágio do bem prega frei Tomás é prova disso.
Mas discordo que tenha sido uma renúncia com atraso, se ele não tivesse aguentado 3 dias não teria exposto Catarina Martins, alguém associada ao poder, discursar sem ver a incoerência da sua própria argumentação, caiu-lhe a máscara.
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De Pedro Correia a 30.07.2018 às 18:27

Isso já é puro maquiavelismo, caramba.
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De V. a 30.07.2018 às 17:30

Tadinho, nem imagino o que vai ser da vida dele. Agora vai ter mesmo de vender o prédio para sobreviver.
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De Gay Radiante a 30.07.2018 às 18:50

V. lá no Castro que lhe serve de casa não lhe arranja uma loja?
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De V. a 30.07.2018 às 19:35

Pagam muito mal lá nos castros — lá em cima, em Briteiros, bem se queixam disso.
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De Pedro Correia a 30.07.2018 às 23:38

Confirmo. Nem chegaram a terminar aquelas paredes.
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De V. a 31.07.2018 às 00:26

Ahahah.

Foi uma rapariga que lá estava que me contou — trabalham por tuta e meia. Meia tuta, para ser mais preciso. É um dos problemas do ordenado mínimo, serve de desculpa para não pagar o que as pessoas realmente merecem.

Elas contam-me tudo, deve ser do meu ar de Viriato, puro, autêntico, autóctone, sei lá, que hei-de eu fazer.
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De António a 30.07.2018 às 21:17

Bem, se todos os políticos que são apanhados a practicar o inverso do que pregam se demitissem ficávamos quase sem políticos. Começando pelo PM.
O que surpreende neste caso particular é a tenacidade da imprensa. Decerto que o BE fez tudo para abafar o caso, estranhamente desta vez não conseguiram. Também não resultaram as tentativas patéticas das camaradas de defender o indefensável. Mas elas tentaram, porquê? Era impossível.
E para piorar alguém fez contas, e as contas entre o que Robles ganha e paga, só de crédito, não batem certas. Depois há a questão das obras em si, parece que há suspeitas de que um empresário normal nunca conseguiria reformular o imóvel daquele modo.
Mas este caso começou em 2014, será possível que ninguém no BE se tenha apercebido das consequências senão 4 anos depois? Era mesmo preciso chegar à cretinice que foi o frente-a-frente entre Mariana Mortágua e Adolfo Mesquita Nunes?
Robles demitiu-se, ou foi convidado a isso, mas creio que é mais uma questão de marketing do que de ideologia. Se fosse ideologia nem tinha comprado o imóvel.
A questão da mais-valia só é efectiva quando o imóvel for vendido. O que existe agora é mais um a dever à CGD. Tudo acaba, portanto, bem, que a CGD já é veterana nisso.
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De Pedro Correia a 30.07.2018 às 23:41

O Adolfo arrasou a deputada Mortágua na SIC Notícias. Uma das melhores intervenções dele na televisão. E não é fácil vencê-la num debate.
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De António a 31.07.2018 às 14:05

Mas este debate era uma causa perdida. Não acha estranho a Mariana Mortágua prestar-se à triste figura? Será que lhe prometeram um oponente diferente?
Em termos políticos não gosto dela, do que ela representa, mas não a tenho por parva. Nem por pau-mandado.
Normalmente enviam-se descartáveis para perder debates. Não percebi a jogada.
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De Pedro Correia a 03.08.2018 às 00:55

"Não lhe prometeram um oponente diferente": estes debates são marcados com bastante antecedência e cada um sabe de antemão quem terá como interlocutor.
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De Maria Dulce Fernandes a 30.07.2018 às 21:19

Muito bem explicado, Pedro.
É certo que demagogias não são ilegalidades, mas os princípios de cada um, não devem ser meios para atingir fins.
Como diz e muito bem, obviamente,demitiu-se. Era a saída possível, depois de ter queimado os valores de que era acérrimo defensor, na fogueira da pseudo-impunidade democrática.
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De Pedro Correia a 30.07.2018 às 23:39

Robles é a versão católica do Bloco. São Tomás reencarnado.

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