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Deputação

por Pedro Correia, em 20.07.18

A que propósito é que o chamado "núcleo de deputados sportinguistas na Assembleia da República" recebe com pompa o presidente destituído do Sporting Clube de Portugal, no Palácio de São Bento, dando-lhe um crédito que ele não justifica nem merece? Será que os senhores legisladores não têm mesmo mais nada para fazer?

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26 comentários

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De Gay Radiante a 20.07.2018 às 08:10

Se receberam Pinho não vejo motivo para não receberem Carvalho
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De Pedro Correia a 20.07.2018 às 09:35

A seguir recebem a Cruella de Vil, que anda aos guinchos nas pantalhas. E os 101 dálmatas.
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De Rumores... a 20.07.2018 às 11:31

E ainda há quem venha espalhar por aí rumores de que a madeira ardida está a apodrecer porque a indústria não tem capacidade para a receber... Só pode ser por má fé!
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De Tiro ao Alvo a 20.07.2018 às 13:21

Está a falar de madeira de pinho ou de carvalho? É que as madeiras não são todas iguais...
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De Pedro Antunes a 20.07.2018 às 08:12

Apenas para compreender, se recebessem um dos outros candidatos já seria aceitável?
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De Pedro Correia a 20.07.2018 às 09:35

Nada aceitável. Os deputados não têm nada que receber, nas instalações parlamentares, proto-candidatos ou putativos candidatos à presidência de clube algum.
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De Luís Lavoura a 20.07.2018 às 11:02

A mim parece-me que qualquer sportinguista tem o direito, quiçá o dever, de procurar informar-se sobre os candidatos à presidência do clube de que é sócio, se necessário convidando esses candidatos para uma conversa. Ou seja, não são os deputados que estão a receber os candidatos, são os candidatos que se estão a dar ao trabalho de se irem apresentar a, e esclarecer, alguns sócios.
Atrevo-me até a sugerir ao Pedro Correia que, como sportinguista, também ele convide os, ou alguns, candidatos à presidência a irem falar consigo. Pode, por exemplo, associar-se aos seus colegas do blogue "És a nossa fé" e em conjunto convidarem alguns dos candidatos para um encontro de esclarecimento convosco. Eles possivelmente acederão.
Quanto ao facto de isso ser feito no local de trabalho dos deputados, não vejo nisso grande óbice, desde que não prejudique o trabalho deles e dos outros. Múltiplos profissionais recebem visitas particulares nos seus locais de trabalho. No meu local de trabalho há até, imagine-se, pessoas que trazem os filhos pequenos quando estes estão de férias!
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De Gay Radiante a 20.07.2018 às 14:03

É verdade. Tenho um primo neuro-cirurgião que, enquanto operava o cérebro a um paciente, lhe comprou um fim de semana em Formentera. Aquelas cirurgias realizam -se com o doente acordado, e embora um estagiário se tenha indignado, é hoje prática corrente fazerem-se grandes negócios naquele Bloco Operatório. Eu que o diga. Através do meu primo já comprei uns pares de calças Levis com 70%de desconto
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De Pedro Antunes a 20.07.2018 às 14:53

Estou em perfeito desacordo. Seguramente serão livres de procurar os esclarecimentos que necessitem para eventualmente votarem no seu clube de eleição. Não devem de forma alguma misturar isso com a sua vida política, ainda para mais naquela que se quer a casa da democracia. Não podemos estar constantemente a criticar os políticos por misturarem a sua vida profissional com a função de deputados para depois abrir uma excepção quando se trata de futebol. Já era tempo de em Portugal se condenar veementemente esta promiscuidade entre politica e futebol, tal como se condena entre negócios e política!
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De Luís Lavoura a 20.07.2018 às 16:56

Não devem de forma alguma misturar isso com a sua vida política

Não há qualquer espécie de mistura. Eles estão a receber os candidatos enquanto sportinguistas e não enquanto deputados.

Não podemos estar constantemente a criticar os políticos por misturarem a sua vida profissional com a função de deputados para depois abrir uma excepção quando se trata de futebol.

Não se trata de vida profissional. Trata-se da vida individual dos deputados. Eles têm direito, tal e qual como qualquer outro sócio de um clube, a preocupar-se com a vida interna desse clube e a falar com os seus dirigentes ou candidatos a dirigentes. Isso não faz parte nem da vida política nem da vida profissional das pessoas, faz parte dos seus interesses pessoais. O facto de estarem a utilizar para a reunião uma sala da Assembleia da República é um pecadilho menor.

De resto, os deputados têm possibilidades negligíveis ou nulas de favorecerem um qualquer clube. Eles fazem leis mas não dispõem de poder executivo. Qualquer presidente de Câmara pode favorecer clubes muito mais facilmente do que um deputado.
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De Gay Radiante a 20.07.2018 às 18:55

Os deputados devem usar a Assembleia exclusivamente para trabalhar naquilo porque foram eleitos. Outros assuntos, pessoais ou, que não se relacionem diretamente com o propósito do seu mandato, devem ser tratados do lado de fora da Assembleia.


Não é pecadilho menor usar a Assembleia para reuniões de carácter pessoal. A Assembleia embora um edifício de pedra, é o mais importante Símbolo da Democracia. Usá-la para fins de simpatias futebolísticas seria como ir à missa falar da boazona ajoelhada no coro da igreja.




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De Pedro Antunes a 20.07.2018 às 14:48

Estou totalmente de acordo consigo nesse ponto. Apenas tinha ficado com a ligeira impressão que estava a criticar esta situação por se tratar de um candidato em particular. Para mim é inaceitável qualquer que seja o candidato ou clube de futebol.
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De Pedro Correia a 20.07.2018 às 16:43

Critico que os deputados usem a Casa da Democracia como veículo para publicitarem candidatos ou proto-candidatos à presidência de um clube, seja ele qual for.
No caso em apreço, existe um factor agravante: há menos de um mês, a pessoa em causa foi destituída da presidência do clube pelo voto expresso de quase 3/4 dos sócios - incluindo, por ironia, o sócio que neste momento preside à Assembleia da República.

Em nome da equidade, a partir de agora, quantos candidatos e proto-candidatos de quantas agremiações desportiva e/ou recreativas irão os senhores deputados receber nas vetustas instalações do Palácio de São Bento?
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De Anónimo a 20.07.2018 às 08:52

Bom dia Pedro Correia
Respeitosamente, têm pouco que fazer, cada vez mais evidenciam comportamentos que afastam as pessoas da política e das instituições, e vão-se repetindo casos que denotam uma descarada e desmesurada ausência de vergonha na cara. Lamentável.
Daqui lhe desejo que tenha um bom fim de semana.
António Cabral
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De Pedro Correia a 20.07.2018 às 09:43

Vários deles passam horas nas televisões a comentar futebol. Ainda ontem um destes deputados esteve mais de três horas em antena. A debitar bitaites sobre bola.
Por aqui se vê quais são as prioridades de tão ilustres filhos da nação.
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De Rão Arques a 20.07.2018 às 09:03















A bandalheira está instalada, e pelo lamentável exemplo apontado até seria legitimo, por suposto, que um núcleo de deputados carteiristas recebesse em S. Bento o chefe da quadrilha a contas com a justiça.
Em todo o caso visto à distância e apenas na perspetiva do comportamento de um presidente de assembleia geral em qualquer agremiação, sobre o desempenho de Marta Soares deixo opinião:
Deve estar enganado e nem sequer mostrou respeito pela natureza do lugar que ainda ocupa.
Aceitar uma lista, qualquer lista, é seu dever e só depois de proceder às devidas verificações é que teria legitimidade para aceitar ou rejeitar uma candidatura.
Ainda assim, no caso em apreço, apenas e quando lhe for transmitida em tempo devido decisão sobre manutenção de suspensão pelo órgão competente para o efeito.
Se Marta Soares alega que não o avisaram da intenção de entrega, como é que estava o sistema montado para não os deixar entrar, e ele andava por ali a vender o seu peixe?
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De Pedro Correia a 20.07.2018 às 09:39

Os deputados não têm nada que andar a fazer sala e dar face a um presidente de um clube que acaba de ser destituído pela vontade dos sócios - incluindo, por ironia, um sócio que é presidente da Assembleia da República.
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De Luís Lavoura a 20.07.2018 às 09:22

1) Na notícia lincada: "Anteriormente, também os candidatos Frederico Varandas, Fernando Tavares Pereira e Carlos Vieira tinham exposto as suas ideias ao núcleo de deputados leoninos." Ou seja, esses deputados estão a receber os diversos candidatos. Estão-se a informar. Têm todo o direito (e, até, obrigação).

2) Muita gente recebe no seu local de trabalho toda a ordem de visitas particulares. Havendo espaço disponível e sem prejuízo de maior para o trabalho, não tem problema nenhum.
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De Pedro Correia a 20.07.2018 às 09:40

Vou sugerir-lhes que recebam também o maior troll da blogosfera portuguesa. Já vai sendo tempo disso.
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De Justiniano a 20.07.2018 às 16:55

Discordo, caro Pedro Correia!
Lavoura não é troll!! Lavoura é Lavoura, uma categoria totalmente à parte, autónoma.
Lavoura acompanha todos os seus comentários com uma lavourada, raramente falha!!
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De Justiniano a 20.07.2018 às 16:56

Lavoura, a AR pode ser local de trabalho para muita gente mas nunca o é para um deputado!!
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De Anónimo a 20.07.2018 às 11:47

A interrogação só pode ser de retórica, porque a resposta é óbvia:
- Estão convencidos, certos ou não, de que, de uma forma ou de outra, isso lhes renderá votos.
Abaixo o regime!
João de Brito
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De V. a 20.07.2018 às 17:27

Será que os senhores legisladores não têm mesmo mais nada para fazer?

Todos sabemos que não, que não têm rigorosamente nada para fazer.
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De Sarin a 21.07.2018 às 11:04

Já o escrevi no És a nossa Fé! e, embora avessa a repetições, compilo aqui o escrito:

A que propósito existem núcleos desportivos na Assembleia da República?

Espero que os adeptos de concertos formem o clube Nós, o Clube Vodafone, o Clube Meo.
Depois é ver a Sumol a reclamar...



Nunca gostei destas misturas. Nunca!
É que uns não podem ir à bola ou à China para evitar suspeitas de favorecimento, e muito bem; mas depois não há problema que no baluarte democrático se recebam os chefes dos clubes que também são empresas e grandes devedores.



Por mim [os adeptos] podem organizar-se e reunir-se nos núcleos que quiserem, o direito de livre associação está consagrado na Constituição.
Não percebo a existência de tais núcleos em locais de trabalho - reunem-se em horário de trabalho? Frequentam o local de trabalho fora do horário laboral?

E sobre os deputados, enfim... estamos a falar da sua deferência perante clubes que são também empresas. Têm o direito de frequentar as casas de quem quiserem, mas devem ser isentos e respeitadores quanto aos que recebem na casa que nos representa.
Que alguns deputados recusem participar na recepção a uma determinada personalidade tem toda a lógica, é uma posição política.
Que alguns deputados se organizem para receber o repeesentante de um clube, é desporto. Para a AR votamos em representantes políticos, não em representantes desportivos, e isso deveria ser o bastante para inibir tais manifestações.

Ou passamos a escolhê-los por ambas as orientações e haja siglas que aguentem


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De Manuel Guerreiro a 21.07.2018 às 11:50

Diria Eduardo de Azevedo, avô de Bruno de Carvalho: bardamerda dos deputados……...
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De Pedro Correia a 03.08.2018 às 00:48

E diria bem.

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