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Depois do adeus

por Maria Dulce Fernandes, em 05.04.20

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Yuval Noah Harari: the world after coronavirus


35 comentários

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De Bea a 05.04.2020 às 10:00

É um pós. Mas um pós recente. Dias hão-de vir em que o movimento volta ao antigamente. Creio que os homens voltarão a repetir os mesmos erros e as mesmas virtudes.
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De Maria Dulce Fernandes a 05.04.2020 às 11:28

Viva Bea, faço votos para que se encontre bem. Desanuviada está, garantidamente. Não tenho qualquer dúvida de que história se repetirá uma e outra vez.
Boa Páscoa. Beijinho.
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De Bea a 06.04.2020 às 10:31

Obrigada, Dulce. Boa Pácoa também para si:)
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De Vento a 05.04.2020 às 11:16

Antes de comentar a ligação que nos oferece, deixe-me dizer-lhe, Maria, que andava bastante angustiado sem notícias suas. Falei com Deus e até mesmo disse-lhe assim: Meu Deus, a Maria desde que acompanha o irlandês, o Tullamore Dew de 20 anos, parece-me que ficou adormecida. Por favor, faz com que Portugal proíba a entrada de irlandeses para que a Maria regresse.

E eis-nos que a Maria apareceu.

Quanto à ligação que posta: ela mostra-nos que o mundo tem gostos para todos, isto é, para os paranóicos e não paranóicos.
Com Noé, e não este Noah, aconteceu a mesma coisa, também se confinaram a uma arca para poderem ser a nova humanidade. E depois que o dilúvio passou, tudo voltou ao mesmo.

Pretendo com isto dizer-lhe que o sentido da liberdade nunca foi vencido por qualquer tipo de grilhão.
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De Maria Dulce Fernandes a 05.04.2020 às 11:33

Obrigada Vento pelo seu cuidado.
Tenho tido problemas com a caixa de correio, por isso não recebi as mensagens do altíssimo que tão gentilmente me enviou.
Deixo-o com votos de Páscoa feliz e muitos para o lembrar que há contratos e contatos.
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De Vento a 05.04.2020 às 11:46

Páscoa Feliz também para sim. Mas, Maria, já não o arco-íris; e sim a Nova e Eterna Aliança.
O sangue que os judeus usaram no Egipto para evitar que as pestes lhes entrassem em suas casas é uma pré-figuração do sangue derramado pelo "Cordeiro". É neste "sangue", o do Cordeiro, que se tece toda a salvação. E a mensagem salvífica é esta: "Se permanecerdes na minha palavra... Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará". Portanto, é a liberdade que nos é proposta e não a vigilância de quem pretende vigiar.

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De Maria Dulce Fernandes a 05.04.2020 às 11:55

A minha Verdade está encerrada comigo há 20 dias. Estou a aguardar que nos liberte, mas parece que está a cumprir religiosamente o estado de emergência.
Stay safe, Vento.
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De Vento a 05.04.2020 às 11:59

Lá está a Maria com a "sua Verdade". A Verdade é só uma: Liberdade, pelo sangue do Cordeiro.
Jamais um confinamento poderá dar origem e a esta perda de Liberdade.
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De Maria Dulce Fernandes a 05.04.2020 às 12:20

Definição de Verdade : axioma ; certeza; crença; dogma; lei; máxima; postulado; premissa; princípio.
O Vento acredita. Eu também. A liberdade que me assiste permite-me aceitar ou discordar de credos ou do modo como os "impingem". Já tivemos oprtunidade de debater estes pontos diversas vezes.
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De Vento a 05.04.2020 às 12:33

Lá está a Maria com os credos. Nunca falei de credos, é a Maria que deles escreve. Eu escrevo sobre conteúdos, seus significados, que são universais, e não sobre isso que por aí divaga, transformando uma Verdade em uma posse individual e um carácter pessoal.
A liberdade que a assiste é de outra natureza; e ninguém a contraria. E quando a contrariam, a Maria desenha uma face com batom em uma bola para retomar essa liberdade. Percebe o que escrevo, ou terei de desenhar em uma bola?
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De Maria Dulce Fernandes a 05.04.2020 às 12:38

O Vento não fala em coisa alguma, diz muito e "impinge" tudo; pode desenhar as bolas à vontade, quem sabe precisa de um passatempo.
Fique bem, tranquilo e temente às suas convicções.
Beijinhos
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De Vento a 05.04.2020 às 12:40

Beijinhos, meu anjo.
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De Vorph Valknut a 05.04.2020 às 11:27

Não falando, em concreto, desta pandemia, recuso, como indivíduo e cidadão a, em nome da "saúde pública", em nome da "sociedade" (não me abdico em "afectividades" a desconhecidos) obedecer, religiosamente, ao que a ciência me diz para fazer mas, sobretudo, ao que me impede de fazer.

Como "conhecedor" da história dos movimentos ideológicos e "sabedor", também, de como a ciência não raramente é conduzida pela política e pelo capricho de uma volúvel e fútil vontade (a ciência não é politicamente neutra, nem por si virtuosa) , os países, os parlamentos, os jornalistas, deverão saber que acima da vida estará sempre a liberdade de a podermos viver à nossa maneira, de a gastarmos conforme o nosso desejo. E para tal torna-se axial não só aprendermos, como até aqui, um conhecimento técnico e científico, mas um outro, esquecido e antigo que, não sendo transformativo por fora, o é por dentro.

Estou certo que uma sociedade, uma comunidade cobarde, cheia de medos, perecerá, abdicando de si, entregando-se aos especialistas/ao, O Especialista. A Liberdade concreta do Indivíduo e não a Vida abstracta, deverá ser, sempre, o nosso Valor Absoluto.

A vida merece ser vivida quando nela cabem mais páginas em branco do que ditados duros em margens estreitas.
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De Maria Dulce Fernandes a 05.04.2020 às 11:35

Também comungo de algum modo com o seu ponto de vista, Pedro
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De Vorph Valknut a 05.04.2020 às 11:30

A Harari, dele tendo Homo Deus, dir-lhe-ei, sobre a natureza humana, isto :

Não haverá nenhuma reforma do "Sistema", seja lá o que isso for. Em se descobrindo a cura, a bala de prata, contra o "bicho", correremos, no primeiro dia do pós há de vir, desenfreadamente, para o Centro Comercial, atulhando-nos por compensação ao jejum forçado (seguir-se-á, à saída de Thanatos, a entrada desabrida de Eros). E a aflição, as promessas de mudança, sumir-se-ão na maré dos dias normais. Sempre assim foi, e sempre será, umas vezes mais demoradamente do que outras. Após as Grandes Guerras também se vaticinou muita coisa e veja-se, hoje, a Europa em ponto de rebuçado.



"Temos uma Natureza e a única forma de derrotá-la é obedecendo-lhe".
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De Maria Dulce Fernandes a 05.04.2020 às 11:36

Hoje, talvez porque a clausura adormece os neurônios, tendo muito a concordar consigo.
Boa Páscoa. Stay safe.
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De Vorph Valknut a 05.04.2020 às 11:45

"porque a clausura adormece os neurônios, tendo muito a concordar consigo"

Maria Dulce, só uma dúvida. Devo agradecer - lhe pela concordância e resposta??

Tudo de bom, avó
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De Paulo Sousa a 05.04.2020 às 11:34

Interessante. Este senhor é aquele do Homo Deus que defendia que íamos chegar aos 120 anos e desafiar o papel de Deus escolhendo as nossas capacidades. Afinal parece isso não acontecerá já.
Recomendo também o sempre interessante Conversas à Quinta desta semana que fala sobre este assunto. O debate entre perda de liberdade para a segurança lançado no 11 de Setembro, sobe um patamar agora entre liberdade e sobrevivência, e é agora mais difícil defender a liberdade.
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De Maria Dulce Fernandes a 05.04.2020 às 11:52

Obrigada pela sugestão. É um tema interessante de aprofundar, mesmo discordando do conceito.
Boa Páscoa.
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De Paulo Sousa a 05.04.2020 às 12:31

Boa Páscoa Dulce
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De António a 05.04.2020 às 11:37

Já tinha lido este artigo, ou algo muito parecido, há uns bons anos. Nada de essencialmente novo. A vigilância “under the skin” é paga pelos próprios vigiados, que compram e usam smartwatches + apps de monitorização, cujos dados são depois tratados sabe-se lá como e por quem. Dos ubíquos smartphones já sabemos que potencialmente vêm e ouvem o que fazemos, sabem onde estamos, mesmo sem apps que sabem quantos roncos demos durante o sono.

Não creio que a sociedade mude substancialmente para já. Eu creio que muitos de nós querem desesperadamente voltar a qualquer cenário de normalidade possível. Até para esquecer o que esta pandemia está a mostrar - não cuidamos dos mais velhos, dos mais fracos, dos mais pobres; a solidariedade global não existe; talvez seja impossível baixar a poluição sem atirar milhões para a fome.
A crise financeira de 2008 já tinha mostrado isso mesmo, e depois das injecções massivas de dinheiro o resultado foi um aumento da desigualdade. Os muito ricos ficaram muito mais ricos, os pobres endividaram-se a níveis nunca vistos, e uma pequena zona cinzenta de classe média, a tal que serve de tampão a populistas e extremismos, encolheu ainda mais.
Não creio que vá ser diferente agora, nunca é.
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De Maria Dulce Fernandes a 05.04.2020 às 11:43

Viva António. Excelente comentário, realista e assertido este seu.
Não podia estar mais de acordo.
Tem-me chocado bastante a informação constante de que o "nosso" indice de mortalidade é baixo...
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De Pedro Correia a 05.04.2020 às 11:57

Excelente reflexão, Maria Dulce. Ainda bem que a partilhou connosco.
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De Maria Dulce Fernandes a 05.04.2020 às 12:08

Achei muito interessante Pedro. Dá que pensar, concorde-se ou não.
Boa Páscoa.
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De Anónimo a 05.04.2020 às 12:42

Um artigo sem ponta onde pegar, só com contradições.

Está aqui o que ele deseja:

" Countries need to co-operate in order to allow at least a trickle of essential travellers to continue crossing borders: scientists, doctors, journalists, politicians, businesspeople. "

Não se esqueceu de quem faz propaganda.


lucklucky
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De Maria Dulce Fernandes a 05.04.2020 às 13:23

Idependentemente da subjectividade do olhar com o qual analisamos este artigo, há que covir que convida à meditação. Boa Páscoa, Luck
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De o cunhado do acutilante a 05.04.2020 às 15:10

Boa-tarde, Maria Dulce. Felizes olhos a contemplam por após tão longa reclusão blogueira, vê-la ressurgir em grande e em força cuja acutilância nos Ventosos diálogos travados, até a mim causam inveja, acutilante por natureza e convicção.
Posto isto, o meu comentário, e após abrir o link e salvo qualquer percalço tradutivo, muito justificável já que o inglês não é a praia mais convidativa para mim, o que me ocorre é o seguinte.
Nunca me guiei pelas palavras de um iluminado, sobretudo quando refere Deus para alertar o mundo para o que quer que seja de catastrófico que venha por aí, traçando sempre um cenário apocalíptico conducente ao extermínio da humanidade, a não ser que ouçam a Divina Palavra que Deus na sua Infinita Graça a ele, com ela o privilegiou.
O Mundo não fica igual, assim como nunca ficou na nossa recente História. O dia de hoje não é igual ao de ontem nem o será ao de amanhã.
Pelo menos para mim a mudança veio muito prematuramente, para minha inconsolável agonia. Acabadas as cápsulas do Dolce Gusto lá tive de me virar para a trabalheira do café tradicional.
Reconheço porém que após esta pandemia haverá mudanças. O pobre ficará significativamente mais pobre e o rico incomparavelmente mais rico.
E Deus nem sequer se aperceberá de nada.
Desejo-lhe uma Feliz Páscoa, muita saúde e coisas doces, que para amarguras já chegam as da vida.

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De Maria Dulce Fernandes a 05.04.2020 às 15:23

Viva caro Cunhado ! Que me conhece minimamente, sabe que eu sou como os carteiros "nem a neve, nem a chuva, nem o calor, nem a escuridão da noite " vencem a minha teimosia. É idiossincrático. O meu mau feitio é proverbial, mas não compro gato por lebre apenas porque sim.
O artigo do FT é interessante na medida em que pode promover uma reflexão eclética, se nos dermos ao trabalho aval8ar o que é exposto com imparcialiade.
Eu pessoalmente, dei por mim a tentar desmontar ponto a ponto, sem saber muito bem porquê.
Fique bem e Páscoa Feliz.
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De o cunhado do acutilante a 05.04.2020 às 20:11

Desmonte, Maria Dulce; desmonte. Não sabe bem porquê, e isso interessa? Desmonte na mesma!
O que seria do mundo se aceitássemos as coisas todas montadinhas pelos outros.
Era só mesmo o que mais faltava, sermos guiados, (pastados) pelas ideias dos outros. Se nos vamos a guiar pelas ideias de um qualquer iluminado, então para que serve termos as nossas?
Se virmos que ele, ou eles têm razão, então calamos-nos porque já têm palco que chegue sem a nossa contribuição. Se virmos que não têm razão, ou nos suscitem dúvidas razoáveis, então vamos à liça numa acesa peleja de intuito desmontável.
Por acaso antes não era assim tão radical e era mais para a condescendente duvidosa probabilidade, mas depois de conhecer o Vento aprendi o que é verdadeiramente o significado de pelejador de raça na sublime luta da contradição.

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De Maria Dulce Fernandes a 06.04.2020 às 09:57

O Vento é top, como se diz agora, desde que se tenha vontade e disponibilidade para a contenda. Devia dar um excelente operador de telemarketing, caramba.
Mas o que seria de nós se pensássemos todos pela mesma bitola? Deixava de haver Ventania incomodativa e sentia-se apenas uma leve corrente de ar.
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De Anónimo a 05.04.2020 às 16:21

Conclusão " cada um tem a sua verdade" muito de vida assim o penitencia.
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De Maria Dulce Fernandes a 05.04.2020 às 16:53

Basicamente sim. Mesmo que A Verdade seja algo estipulado e aceite social e culturamente, pode variar de indivíduo para indivíduo, consoante os factores externos ao seu desenvolvimento e aprendizagem, como pessoa e como cidadão.

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