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Denis Mukwege, Nobel da Paz

por jpt, em 11.12.18

Um discurso absolutamente extraordinário, meia hora iluminadora. (Infelizmente não encontro versão legendada em português. Existirá? Não há um serviço público televisivo?)


15 comentários

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De Vorph Valknut a 11.12.2018 às 08:53

https://youtu.be/ojqFubZBHYs

Um resumo poderoso e corajoso.

Após os aplausos e os sorrisos, ouviu-se: "Vocês não fizeram Nada!!"
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De jpt a 11.12.2018 às 09:35

é um bocadinho.Mas o discurso é extraordinário - e o homem um orador muito poderoso. O resumo acaba por perder o fundamental
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De Sarin a 11.12.2018 às 18:44

Identifiquei 5 ou 6 "fundamentais".
Estava cansada, desliguei passado o 2. Mas ficou-me a morder e fui ouvir os restantes 22 minutos.

Qual fundamental, jpt? O meu francês lido é melhor que o ouvido, e talvez tenha perdido o sentido exacto de uma ou outra frase, mas assim de repente, entre a necessidade de ultrapassar o medo, de não ceder à violência, de estarem quase desacompanhados, de a violência sexual ser dominação e fragmentação do tecido social, de o consumo ser indiscriminado e sem preocupações sociais nem ambientais quanto à proveniência dos bens naqueles que se dizem estandartes dos DH, e de a única forma de parar a violência ser agindo concertadamente para apanhar e penalizar efectivamente os senhores da guerra, acredito que tenha captado os fundamentais quase todos e que, definitivamente, não eram apenas "o".


Denis Mukwege, médico-obstetra, expôs as entranhas dos problemas porque as vê, às entranhas, todos os dias.
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De Sarin a 11.12.2018 às 21:31

Esclarecimento importante: o cansaço em 2 não se devia ao discurso, cujos tom e teor se sobrepuseram ao cansaço quase exaustão e me fizeram arrastar-me de volta para ouvir os restantes 22 minutos.
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De jpt a 12.12.2018 às 07:28

O fundamental é o que identifica no seu último parágrafo deste comentário. Vou ser pomposo (e, como quase sempre quando se opta por esse registo, tremendamente incorrecto): é a fenomenologia que comanda o discurso.

O fundamental? O discurso (e o que o subjaz) é tão rico que convoca um texto para o abordar - e eu não o posso fazer (por desconhecimento próprio, se quisesse fazer uma crítica [análise[, por mais quotidianas razões, não tenho agora disponibilidade, coisa de tempo, nada mais do que isso). Pistas: a) o real é terrível mundo fora, bem mais do que o rame-rame que enche as boas consciências; b) o terrível é uma continuidade histórica, que tem cronologia (logo no início ele explicita a propósito do massacre no seu hospital, há vinte anos, "nunca imaginei que fosse o começo"); c) este terrível vem na sequência da desagregação do regime zairense de Mobutu - um tipo tétrico que foi sucedido por um verdadeiro apocalipse, o que nos poderia ou deveria levantar muitas dúvidas sobre os instrumentos de avaliação política (veja-se a moralização da avaliação internacional nos quinze anos subsequentes); d) as causas desta desagregação prendem-se com o acesso internacional aos recursos naturais, a praga de tantos países, e isso incide sobre os consumidores (que se constituem como indivíduos enquanto cidadãos-consumidores em todas as suas dimensões relevantes) e deveria impregnar a sua reflexão; e e) as causas internas são amplamente aludidas, sem ficar na tradicional (em África como na Europa) culpabilização do "ocidente". E o abecedário continuaria ... O discurso é uma lição de análise e encerra um manifesto de acção, e ultrapassa completamente os discursos endocentrados e os autofágicos que são as bitcoin actuais
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De Sarin a 12.12.2018 às 08:33

Os fundamentais, portanto.
Tive esperança de ter percebido mal algumas frases, mas a realidade de Mugweke e dos seus concidadãos impõe-se a qualquer e muito para lá dos respectivos conhecimentos linguísticos. Talvez na razão desproporcional e injusta do desconhecimento de tal realidade. E não serei das mais desatentas...



E a realidade que pouco conheço e já acho tremenda é o que me faz questionar tantas vezes o porquê de a ONU continuar a não ter qualquer automomia. E responder-me no mesmo instante cheia de raiva e impotência.

Obrigada pela resposta em meio à falta de disponibiidade.
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De lucklucky a 12.12.2018 às 14:13

Com se em África fosse preciso pedir autorização para guerrear.
Na Europa é...?
O que fez a 1ºGuerra Mundial ou a 2ª?
Foi mais o sentimento de ter poder. No fundo a autoestima. Não perder a face.
Simbolismo.

E também há o medo.
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De jpt a 12.12.2018 às 15:04

Senhor, alguém no filme que eu partilhei ou no meu textito ou nos comentários disse, aventou ou soprou que "em África não sei que mais" como você refere, fingindo interrogar-se. Ou seja, não tem nem pés nem cabeça o comentário
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De Vorph Valknut a 12.12.2018 às 23:44

Uma boa reflexão, jpt.
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De Anónimo a 11.12.2018 às 09:56

Poderoso. Esta versão permite legendas em qualquer lingua: https://www.youtube.com/watch?v=xQnvvpHvbss

Não está perfeito, mas permite capturar o essencial.
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De jpt a 12.12.2018 às 07:28

Obrigado
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De sampy a 11.12.2018 às 13:47

A transcrição:
https://www.lecongolais.cd/discours-du-dr-denis-mukwege-laureat-du-prix-nobel-de-la-paix-2018/
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De jpt a 11.12.2018 às 14:49

obrigado
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De sampy a 11.12.2018 às 13:50

Escutados os primeiros 5 minutos, fica-se com a ideia de que seria interessante convidá-lo a visitar a Casa Pia.
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De Sarin a 11.12.2018 às 23:29

Alerta técnico: as ligações dos favoritos não estão a funcionar.
Vou alertar a Ajuda Blogs, agradeço que o jpt e o Pedro Correia verifiquem também a situação.

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