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Democracia espanhola.

por Luís Menezes Leitão, em 23.01.18

Agora vem o Ministro do Interior espanhol dizer que Espanha vai vigiar as fronteiras para assegurar que Puigdemont, já aceite pelo Parlament da Catalunha como candidato a Presidente da Generalitat, não possa entrar em Espanha nem na mala de um automóvel. Nunca se viu maior desrespeito pelo voto eleitoral e pela decisão soberana de um parlamento eleito, como o que agora está a acontecer em Espanha. Uns poderão virar a cara para o lado e outros até aplaudir. Para mim, é pura e simplesmente chocante que isto aconteça num país europeu.

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23 comentários

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De Anónimo a 23.01.2018 às 20:02

a mim é chocante é como é que ele ainda não está na prisão ! A Justiça não funciona na Europa...

















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De Anónimo a 24.01.2018 às 22:00

Pode sempre mudar-se para a Arábia Saudita ou para a Coreia do Norte. Lá a justiça funciona segundo os seus padrões.
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De Aurélio Buarcos a 23.01.2018 às 20:21

Quando diz «país europeu» refere-se a Espanha ou à anedótica auto-proclamada república catalã?
Alguém obrigou Puigdemont a exilar-se?
O que tem o voto a ver com a lei ou com a justiça? Sócrates obteve uma maioria absoluta logo está inocente, é isso?
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De Anónimo a 23.01.2018 às 22:30

Alguém obrigou Albert Einstein a exilar-se?
Alguém obrigou Charles de Gaulle a exilar-se?
Alguém obrigou Mário Soares a exilar-se?
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De Luís Lavoura a 24.01.2018 às 09:23

Mas qual justiça?
Puigdemont é acusado de crimes puramente políticos: sedição e rebelião. Os mesmos crimes pelos quais se poderia ter acusado Yasser Arafat ou Menachem Begin ou Robert Lee ou...
Trata-se de justiça política.
O único crime não político de que Puigdemont é acusado é de ter desviado dinheiro público para organizar uma votação. Mas esse crimezinho jamais merece uma prisão.
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De Anónimo a 24.01.2018 às 15:51

O PP acusar Puigdemont de "ter desviado dinheiro público" é tão hilariante como o Kim Jong Un acusar alguém de falta de democracia.
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De Luís Lavoura a 24.01.2018 às 17:12

Quem acusa Puigdemont de ter desviado dinheiro público não é o PP, é a justiça espanhola. A qual também tem acusado o PP de diversas coisas.
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De Vento a 23.01.2018 às 20:31

Quando um homem é maior que um governo é porque não existe governo nem respeito pelo Homem.
Rajoy y sus chicos todavía verán Puigdemont en una foto en Cataluña.
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De Anónimo a 23.01.2018 às 20:54

Se o Estado Espanhol tem presos políticos (e não só na Catalunha) e impõe controlos fronteiriços dentro do espaço Schengen, então têm é que ser expulso do espaço Schengen e da UE. A UE fala (e com razão) da Venezuela e do palhaço do Trump mas fecha os olhos ao que se passa no Estado Espanhol.
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De Luís Lavoura a 24.01.2018 às 09:25

a lei ou com a justiçaExatamente.
Eu gostaria de saber como é que o Estado espanhol vai impedir que Puigdemont entre em Espanha na mal de um carro. Só se voltar a controlar todas as fronteiras. O que viola o acordo Schengen. O Estado espanhol não está, pura e simplemente, autorizado a fazer tal coisa.
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De Daniel Marques a 23.01.2018 às 20:56

O Puigdemont está a ser procurado por um crime e não como eleito. Misturar politica ou eleições com justiça nunca dá bom resultado. Isaltino, Fatima Felgueiras, Lula, etc, etc são um bom exemplo. E é impossivel afirmar, sem estar de má fé que Puigdemont nao cometeu um crime.

No que respeita à independencia da Catalunha para mim é uma decisão estupida. Nao faz muito sentido querer forçar uma separação onde os Catalães deixam de ser uma minoria em Espanha e passam a ter um pais onde 50% da população será uma minoria Espanhola, vizinho de um pais que obviamente se tornará hostil. Isto quando a Catalunha é das comunidades mais rica de Espanha e tem uma ampla autonomia.

Existe no entanto uma % relevante dos catalães que apoiam esta decisão e isso nao se pode esquecer. Pois, que tenham paciencia e sigam as leis até que disponham de capacidade para mudar, começando pelo Estatut. A pressa é normalmente muito pouco inteligente e má conselheira. A emoção pior ainda.
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De Brasileiro a 23.01.2018 às 22:31

Lula ladrão roubou meu coração!
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De Luís Lavoura a 24.01.2018 às 09:27

é impossivel afirmar, sem estar de má fé que Puigdemont nao cometeu um crime

Eu afirmo isso.

Puigdemont cometeu um mini-crime: desviar dinheiro do Estado para organizar uma votação. Crime que não justifica a perseguição que lhe movem. Não justifica prisão nem nada de similar.
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De Luís Lavoura a 24.01.2018 às 09:29

sigam as leis até que disponham de capacidade para mudar

O problema é que as leis proíbem isso e os políticos espanhóis arrastam os pés a mudá-las.

Seguir as leis não é opção quando as leis proíbem terminantemente aquilo que nós queremos.
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De JPT a 24.01.2018 às 10:38

Obviamente, é isto. Os catalães que querem ser independentes têm todo o direito a querer ser independentes, mas têm que levar em conta o facto que isso não é viável sem o apoio de uma maioria clara da população da Catalunha, que não existe (a título de comparação, antes do referendo na Escócia, só o SNP tinha 69 dos 129 deputados do parlamento escocês) e sem respeito pela legalidade democrática - em cujo quadro querem actuar. Nesse quadro, Puigdemont organizou um referendo ilegal, usou meios públicos para isso, e, bem sabendo que o mesmo não era minimamente representativo, declarou a secessão do Estado que representa. Prendê-lo pode ser pouco inteligente, mas é inegável que, à luz da Constituição e e da Lei do Estado em em cujo quadro ele exercia (e pretende voltar a exercer) funções, ele não praticou uma série de crimes. Por outro lado, é inegável que as "boutades" do PC (os "catalães não são um povo") e do LML ("a Espanha é uma ditadura") trazem mais visitantes e comentários ao Delito de Opinião, o que é bom, digo eu.
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De Luís Menezes Leitão a 24.01.2018 às 11:27

É de facto muito democrático um partido governar um povo quando apenas se tem quatro deputados no parlamento eleito por esse povo e se quer pôr na prisão aqueles que o povo elegeu. A verdadeira democracia à espanhola!
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De Anónimo a 24.01.2018 às 11:39

Parece-me que não é o PP que quer pôr na prisão aqueles que o povo elegeu, mas o aparelho judicial do Estado espanhol. Aquele Estado no quadro do qual essas mesmas pessoas aceitaram, novamente, candidatar-se e ser eleitos. Ou se aceita o primado da lei ou não. Não se pode aproveitar as que nos dão jeito e rejeitar a aplicação das que nos desagradam. Ou pode, claro, mas há um forte risco de se ir preso.
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De Luís Lavoura a 24.01.2018 às 12:00

uma maioria clara da população da Catalunha, que não existe

Eu acredito que não exista, mas acho que seria da maior conveniência demonstrar esse facto através de uma votação devidamente organizada. Tal e qual como se fez na Escócia.

Lamentavelmente, o Estado espanhol proíbe, pura e simplesmente, que tal votação se realize. Acho isso extremamente lamentável.

Se o Estado espanhol permitisse tal votação, os nacionalistas catalães estariam agora com a bola baixa, tal e qual como os nacionalistas escoceses estão. Deixaríamos de ter esta fantochada toda, com a Catalunha diariamente nos telejornais. Uma palhaçada de mau gosto.

sem respeito pela legalidade democrática

É um facto que estão sem respeito por essa legalidade, mas isso deve-se a que as leis proíbem terminantemente aquilo que eles querem. No quado das atuais leis, os nacionalistas catalães só podem, ou renunciar àquilo que querem, ou violar a lei.

Se a Espanha fosse um Estado genuinamente (a meu ver) democrático, mudaria a lei por forma a autorizar a expressão e, em princípio, a realização do desejo independentista.

Infelizmente, os políticos espanhóis dizem que até estão dispostos a mudar a Constituição, mas na prática arrastam os pés e só reprimem.
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De Anónimo a 24.01.2018 às 12:34

Concordo, em tese, mas parece-me que a evidência dessa maioria sociológica devia preceder a organização de um referendo (como a maioria clara de um partido independentista, o que não é o caso na Catalunha). E que tal deve ser negociado com o estado central, e não imposto, como foi. E se lamento a falta de maturidade do Estado espanhol, comparada com a do canadiano e o britânico, recordo que, até à chegada ao poder do agora tão vilipendiado Toby Blair, a devolução de poderes e o referendo na Escócia (e uma paz minimamente justa e duradoura na Irlanda do Norte) eram tão absurdas como é agora o referendo catalão. Assim, teriam feito bem os independentistas catalães em aguardar por um Tony Blair espanhol, em vez de quererem forçar a nota com uma "Margaret Thatcher" de terceira escolha, como é o Sr. Rajoy.
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De Luís Lavoura a 24.01.2018 às 17:20

as "boutades" do PC (os "catalães não são um povo") e do LML ("a Espanha é uma ditadura") trazem mais visitantes e comentários ao Delito de Opinião, o que é bom

Era bom ao princípio, mas começa a ser cansativo.

Toda esta questão da Catalunha começa a ser extremamente cansativa. Já não tem nem graça, nem tragédia.

Torna-se enfadonha a falta de capacidade dos políticos espanhóis para dialogar e resolver o problema. Cuja solução é evidente - uma mudança da Constituição que torne o Estado espanhol federal, retire dela a palavra "nação", permita dar ao catalão o estatuto de língua oficial (pelo menos na Catalunha), e atribua poderes fiscais aos Estados autonómicos (em particular a Catalunha). Mantendo a Espanha unida para efeitos da política externa e da defesa.

Basta seguir o modelo da Suíça. Não é preciso inventar nada!
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De JgMenos a 24.01.2018 às 00:44

Tudo que seja abandalhar regras, que não as deles, tem o imediato apoio dos esquerdalhos, esses maiores produtores de regras do planeta.
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De Anónimo a 24.01.2018 às 22:04

Esquerdalho é o seu pai.
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De Anónimo a 24.01.2018 às 11:14

Quem defende o imperialismo castelhano deveria, se fosse caso disso, ser impedido e preso, se quisesse divorciar-se.
João de Brito

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