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Demagogia

por jpt, em 14.10.19

AAIFRmy.jpg

Leio num jornal que provavelmente a actual ministra da justiça sairá do governo e irá para o Tribunal Constitucional, sendo previsível que passará a presidi-lo daqui a algum tempo.

Entretanto, nestes últimos dias, continuo a ler um enorme chorrilho de patacoadas sobre o extraordinário significado da ascensão ao parlamento de gentes oriundas do bloguismo mais demagógico do início dos 2000s. Uma verdadeira orgia de jargão, um frenesim orgástico. E, espertalhões que são, as pessoas dão-lhes atenção. 


23 comentários

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De JgMenos a 14.10.2019 às 09:08

É para o que está a política: som e imagem.
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De Anónimo a 14.10.2019 às 09:56

Comentário apagado.
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De jpt a 14.10.2019 às 10:14

Confirme-me, por favor, que é o habitual comentador pois o comentário entrou em registo anónimo (ainda que assinado - ou seja, por hipótese académica, pode ser outro comentador a utilizar a habitual assinatura)
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De Anónimo a 14.10.2019 às 10:33

Apague - o, jpt. Nem há uma hora entrou. Ninguém, dele, por aqui e por ali, dará conta. Cumprimentos.

Vorph
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De Anónimo a 14.10.2019 às 10:51

Olhe que houve quem lesse.
Vejo-os todos muito zangados e não percebi a do pé descalço.
Bom dia.

Isabel
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De jpt a 14.10.2019 às 10:57

Isabel espero que a minha resposta ao comentador (que escrevi antes de ler este seu comentário) seja algo esclarecedora. Ainda que, honestamente, também não perceba nem a pertinência do comentário entretanto apagado nem os termos em que surgiu. Mas sobre o assunto nada mais elaborarei, não tenho a ver com os interesses dos comentadores do blog.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 14.10.2019 às 11:16

Isabel, talvez, porque um Assessor de Comunicação, para o governo, chegue a levar 5000 € /mensais? É só uma hipótese.

Bem, mas fujo ao tema do postal, rematado com " Entretanto, nestes últimos dias, continuo a ler um enorme chorrilho de patacoadas sobre o extraordinário significado da ascensão ao parlamento de gentes oriundas do bloguismo mais demagógico do início dos 2000s. Uma verdadeira orgia de jargão, um frenesim orgástico. E, espertalhões que são, as pessoas dão-lhes atenção"

Tem tudo a ver com um haver.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 14.10.2019 às 11:23

Andam com medo que o Rio d'Ouro transborde
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De jpt a 14.10.2019 às 10:53

Uma boa proposta sua. Eu aprovara o comentário sem o ler, julguei que as ligações a jornais que incluíra teriam algo a ver, por distante que fosse, ao conteúdo deste postal. Mas não, o comentário era mesmo impertinente. Algumas coisas a este respeito: 1) se tem ou se vier a ter algum assunto que gostaria que eu abordasse, e se tem material bibliográfico relacionado, poderá propô-lo. A forma curial para o fazer é bem simples e fácil: acede ao meu perfil (que está na coluna da direita, entre os restantes autores, e também em todos os meus comentários) e envia-me a proposta por email. E eu responderei, segundo o meu interesse e a minha disponibilidade. Não é curial colocar essas hipotéticas propostas em comentários a postais que nada tenham a ver com as tais matérias que gostaria que eu abordasse; 2) menos curial ainda é apresentar essas propostas de temas como se exigências morais se tratem. O facto de V. querer que se aborde um tema não penhora a minha "honestidade in telectual", como V. apresentou a questão. Pois a minha putativa e até dúbia "honestidade intelectual" não depende da minha plasticidade aos seus interesses.

Dito isto permito-me um conselho: face ao seu interesse numa particular temática proponho-lhe algo, sem que isso implique que lhe faço desafio ou exigência (moral ou outra) pois é apenas uma alternativa que lhe lembro: escreva sobre isso num blog. É a sua opinião. Nada me vincula a isso.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 14.10.2019 às 11:22

Obrigado pela resposta, educada e pela justificação, moderada. Mas sinceramente, e talvez seja apenas impressão minha, nunca o vi tão "melindrado". É que ainda me lembro. Sobre I\ Seixas da Costa, valeu tudo,sem bibliografia.
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De jpt a 14.10.2019 às 12:52

1. Acima já explicitei, nada tenho a ver com os seus interesses, e não é curial a sua abordagem aqui. Para mais, e lateralmente, sobre este caso você dirigir-se-me aqui é uma provocação absolutamente estúpida, indigna até. Você não entenderá o porquê desta minha invectiva e eu não o esclarecerei. Mas compreenda bem: tenho toda a razão.

2. Enquanto você comentava aqui eu comentava no postal sobre livros que saíram de blogs, também sobre a impertinência dos comentários. Foi uma coincidência mas certeira: o seu comentário foi impertinente, no conteúdo - nada tem a ver com o que o postal refere -, e na atitude.

3. Vou-me alongar sobre esse "melindre" que você atira. Tenho, aqui e no És a Nossa Fé, em comentários e em postais, referido as questões atitudinais dos comentários. Mas não posso presumir que os interlocutores tenham lido ou retido o que eu vou resmungando. Mas espero que você fique agora ciente, dado que visita regular do DO.

a) insisto que vejo isto do blogar como um conversa aberta, como se na tasca, café ou bar. Não é um salão, pois é pública, mas pública nesse sentido algo convivencial. Não sou uma "personalidade pública", nesse sentido aqui criticável por outras atitudes ou práticas de cidadania, mas apenas criticável ou comentável por aquilo que aqui venho deixando. E é óbvio (e isso reclamo) que não blogo por agenda, segundo interesses pessoais ou colectivos (legítimos que fossem) que conduzam os textos, o que poderia abrir espaço a ser criticável em função desses interesses, implícitos ou explícitos. Ou seja, isto é uma conversa, e os interlocutores (comentadores, outros bloguistas) podem considerar que o que digo nestas conversas é uma porcaria, uma parvoíce (até uma indignidade, como recentemente um co-bloguista aqui), mas apenas em função do que eu boto. Assim uma conversa aberta, porque pública, mas fechada, porque audível/legível nos seus termos explícitos, "faciais" e não remissível para outras questões.

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De jpt a 14.10.2019 às 12:52

b) Assim sendo, neste âmbito de diálogos, o que comanda as conversas é a atitude dos interlocutores. Não tão metaforicamente assim é tal e qual como as tais mesas de café, tasca ou bar. Os códigos variam consoante os lugares e as pessoas (e os assuntos) mas não tanto as atitudes. E este é ponto central da questão dos comentários nos grandes blogs (como estes dois nos quais participo por gentil convite do meu "Camarada Coordenador" Pedro Correia): há muito problema atitudinal. Eu não tenho uma atitude diferente nos blogs ao escrever do que tenho na vida, nas tais mesas convivenciais. Mas o que vejo é que muitas pessoas (e não só comentadores anónimos, ainda que sobre estes já tenha elaborado muitas vezes) assumem atitudes conversacionais atrás do ecrã/teclado que não teriam no face-a-face. E isso não me melindra, irrita-me

c) Como você lê o DO deixo-lhe esta ligação a um postal meu https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o-meu-irmao-10530559 É ao que disse no fim que aludo: a minha filha notando o quão diferente é a minha atitude diante do meu irmão do que é diante de todas as outras pessoas. E talvez seja verdade. Eu sou, e o camarada Pedro Correia será testemunha (a única pessoa do DO que me vai conhecendo) um tipo jovial, que tenta ser simpático e por vezes consegue. Gosto de conversar, bebericando se possível e pouco petiscando. Nestas minhas décadas posso confirmar que sou um tipo pacífico, nada "tóxico" como agora se diz. A última vez que me confrontei fisicamente com alguém estaria na puberdade. E aos 55 anos a corcunda impera, a papada, ainda que emagrecida, vigora, a barriga, ainda que agora deficitária, mostra-se, e a agilidade é um memória cada vez mais turva. Vou em fraca figura, se é que alguma vez fui melhor.

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De jpt a 14.10.2019 às 12:53

Mas ainda assim (jovial, conversador, bebericador, encanecido envelhecido, pacífico) não encontro nas conversas com gente conhecida, pouco conhecida ou mesmo desconhecida (as mesas do lado que tantas vezes se intrometem nas conversas) a atitude atrevida, provocatória, insultuosa, que encontro em vários comentadores - e neste caso no seu comentário inicial e nos subsequentes que entendeu deixar, ainda que agora mais matizada.

Entenda bem, não encontro mas encontrei, raramente ao longo da vida. Eu não falo de atitudes de confrontação não conversacionais, violentas, explícita ou putativamente. Essas são outras situações de conflito, dirimidas consoante a situação, a necessidade e ... mais que tudo a etapa biográfica. Falo de gente que entendem que o diálogo é "invectiva", seja em ambiente plácido (a tasca dos Olivais, por exemplo) seja em situações assimétricas (onde um [futuro ou actual] bloguista olha em redor para sopesar o ambiente).

E o que sempre encontrei, é a história da minha vida que o comprova, é que essas (raras) atitudes iniciais de provocação, insultuosas até, logo se desvanecem, que os atrevidos recuam, na atitude, locutora e física. Não devido ao fulgor da minha retórica, à omnipertinência dos meus argumentos ou a qualquer arremedo primata da minha postura corporal. E muito menos por se confrontarem por qualquer estatuto social, económico, político meu, cidadão vulgar de Lineu que sempre fui. Eu sei que o que lhe vou dizer poderá ser/parecer patético, ridículo, convencido, mas afianço-lhe que é o que a empiria me ensinou, tanto que até já me foi consideração paternal: os escassos atrevidos ao longo da vida recuam (e outros, menos escassos, ter-se-ão inibido, mas não lhes acontece diante de vizinhos meus) porque há qualquer coisa, talvez que o triste estado físico externo e a provável degenerescência interna, não esconda que tenho milhares e milhares de kms de terra batida atrás de mim. E isso, no face-a-face conversacional, constrange muito atrevidote.

Eu não sou melhor nem pior aqui do que sou nas mesas físicas. Sou a mesma merda, para o dizer curto e grosso. Mas há muita gente que vai "pianinho" no face-a-face mas vai para os teclados armar-se ao pingarelho. Você vem aqui e aponta-me o dedo. Mas eu tenho a certeza, absoluta, que se o encontrar um dia - por hipótese muito provável no lançamento da colectânea de Lavouradas, organizada pelo Pedro Correia - você guardará muito bem os seus dedos, e virá com uma atitude bem mais polida. Mesmo que venha protestar com qualquer coisa ... Enquanto eu serei exactamente o mesmo rústico no tal lançamento público do que sou aqui, atrás do teclado.

Ou seja, isto não é "melindre". É irritação. Não me aponte o dedo. Proteste, critique, denuncie, faça o que quiser - se um gajo se mete a blogar sabe que isso faz parte do pacote. Mas não me trate como não o fará se me encontrar face-a-face. Não seja atrevido.

E em assim sendo este tema encerra, não se incomode a ripostar que o meu critério de "editor" será mesmo "apagar".
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De jpt a 15.10.2019 às 01:18

O comentador Vorph insistiu e enviou mais um comentário sobre a temática, atribuindo-me alguns epítetos não muito cordiais no caso de não lho publicar. Assim o farei, justificando ser assim por ele desconsiderado.

Tudo tem a ver com duas coisas:

a) qualquer coisa com Rui Rio e uma campanha do DO contra ele. Vou resumir isto de vez: não sou militante do PSD, não sou eleitor do PSD, não estou numa campanha sobre o PSD, não blogo sobre o PSD ou sobre Rui Rio (sim, escrevi que o discurso dele na noite eleitoral não foi muito diferente do de Jerónimo de Sousa mas isso não me fará um conjurado), e até tudo isto botei no blog. Poderia até dizer, exagerando alguma coisa, que me "estou nas tintas" para o assunto. Face a isto tudo porque raio me vem alguém chatear com o assunto nos comentários dos meus postais? Não me lixe.

b) quer o leitor/comentador uma "posição editorial" do DO sobre o processo interno do PSD, exige-a mesmo, à imagem do que acontece nos jornais e etc. Respondo assim: isto é um blog. É um blog, não é um OCS. Se houver uma "posição editorial" sobre coisas dessas eu exigirei começar a ser pago por cada postal. Isto é um blog, pá. Meta isso na cabeça, comentador.

Fim.
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De Anónimo a 14.10.2019 às 11:13

A ler no Blog Porta da Loja:

"O Pequeno Génio dos Carrapatos"


A.Vieira
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De Anónimo a 14.10.2019 às 15:38

E ? todos tratam nas palminhas esse RAP, que no último Governo Sombra , veio ao de cima a sua natureza....

A.Vieira
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De jpt a 14.10.2019 às 17:01

O que é que isso tem a ver com o meu postal? Nada.
E alguma vez eu, aqui ou alhures, tratei "nas palminhas" "esse RAP" ou esse "Governo Sombra"? Tenho eu alguma coisa a ver com essa sua preocupação com esses seus quaisquer "todos"?
Está aqui um texto meu: ignora, aplaude, contesta, apupa ... Agora vir-me com coisas suas, resmungos com outras gentes? Desrespeito.

O que é que eu tenho a ver com isso, pá?
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De Anónimo a 14.10.2019 às 12:31

Comentário apagado.
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De jpt a 14.10.2019 às 13:05

Essas suas considerações/suposições serão muito legítimas. Mas que fique explícito que são totalmente excêntricas ao conteúdo que propus no postal.
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De marta a 14.10.2019 às 18:47

Então, se não se importar pedia-lhe que apagasse o meu comentário inicial (não sei como fazê-lo), por favor. Grata.
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De jpt a 15.10.2019 às 01:08

Não era necessário mas já que o propôs assim o fiz. Obrigado.
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De Manuel Sousa a 14.10.2019 às 20:03

Atrevimentos, são o comum.Nas escrevinhações deste tipo. Por vezes, conforme a hora, mais ou menos "entornada" Solidão é quilhada. E o anonimato - protege a a "destilação" da patifaria. Mesmo ao telefone...a rudeza do anónimo é estúpida.
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De jpt a 15.10.2019 às 01:09

é mesmo isso. Todos (ou quase todos) exageramos de quando em vez nisto do botar. Mas deixar o nome ajuda ao auto-controlo.

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