Delitos Poéticos (18)
Marta Spínola, 18.07.14
Rapto de Proserpina, Bernini (1621–1622)
O que eu desejei às vezes
Diante do teu olhar,
Diante da tua boca!
Quase que choro de pena
Medindo aquela ansiedade
Pela de hoje-que é tão pouca!
Tão pouca que nem existe.
De tudo quanto nós fomos,
Apenas sei que sou triste.
Quase que choro de pena
Medindo aquela ansiedade
Pela de hoje-que é tão pouca!
Tão pouca que nem existe.
De tudo quanto nós fomos,
Apenas sei que sou triste.
António Botto


