DELITO há dez anos

José António Abreu: «Quase publiquei isto por engano.»
José Navarro de Andrade: «A duração das cenas permite entender “O lobo de Wall Street” como um filme de actores – em memória do confuso cinema dos sixties – com as alterosas dificuldades inerentes ao conflito entre uma ampla latitude de planos para especificarem as personagens mas sem qualquer margem para apontamentos digressivos e especulações histriónicas. Que semelhantes e fatigantes propriedades estejam a cargo de um director de 72 anos e de uma montadora, a infalível Thelmas Schoomaker, de 73 anos, é obra de se lhes tirar o chapéu.»
Eu: «Tive a honra e o privilégio de trabalhar no DN durante 15 anos - ou seja, dez por cento da vida do matutino da Avenida da Liberdade - como repórter parlamentar, grande repórter, editor, editorialista e membro do Conselho de Redacção. Conheci lá excelentes profissionais e deixei lá muitos amigos, vários dos quais infelizmente já fora dos quadros do jornal, sobretudo na voragem dos dois despedimentos colectivos ali ocorridos - o primeiro em Janeiro de 2009, o segundo em Junho deste ano. Não tenho a menor dúvida: com os profissionais afastados, nas duas ocasiões, formar-se-ia o maior e mais competente elenco jornalístico do conjunto da imprensa portuguesa.»
