DELITO há dez anos

Francisca Prieto: «Para quem ainda não conhece a Matilde Campilho, faça-se o favor de a ouvir no seu desconcertante português, sempre dito à portuguesa, mas temperado a gosto com vocábulos brasileiros. Joquéi, o seu livro de estreia saiu há um par de meses e cai fora de tudo o que se possa ter lido deste ou do outro lado do oceano. Tão bom, meu Deus.»
José Gomes André: «A minha cidade alemã preferida? O Reno. Se há ainda na Europa um lugar que seja o espelho da civitas romana – o espaço onde os cidadãos se encontravam e praticavam a sua condição de habitantes do Império – esse lugar é o Reno, onde conflui todo o complexo tecido histórico, cultural e social que caracteriza a Alemanha. (....) Os castelos que se erguem nas suas margens transportam-nos para antigos romances de cavalaria, com nobres príncipes, belas duquesas e perigosos dragões. Sabemos que Lohengrin nos aguarda, que Rolando chorou aqui, e receamos ainda o poder sedutor do Lorelei.»
Luís Naves: «No memorando de entendimento com a troika, que já nos parece do tempo da peste negra, eram exigidas reformas estruturais que os credores consideravam inadiáveis: justiça, leis laborais e redução das rendas excessivas nas PPP’s, medicamentos e energia. Ao contrário do mito, o governo da coligação nunca teve de proceder à reforma do Estado, pois nesse ponto o objectivo era mesmo cortar despesa e lançar as bases de uma reforma futura, o que aliás foi feito, com a redução de 10% no número de funcionários públicos. O País embarca agora numa nova fase: a inversão do que foi realizado.»
