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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 23.06.24

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João Campos: «Desenganem-se ingleses e espanhóis, já a contar com a companhia dos portugueses no vôo de regresso do Brasil. Por este andar, a FPF vai ter de pedir é um charter à Cruz Vermelha

 

Luís Menezes Leitão: «No caso da selecção, era preciso que uma equipa de aleijados, cujos jogadores ficam lesionados aos primeiros minutos em campo, fosse golear por 5-0 uma das equipas mais fortes fisicamente deste campeonato. Mas depois ainda era necessário que a Alemanha ganhasse aos EUA, sabendo-se que a tendência natural dessas duas equipas, que ainda por cima têm dois treinadores alemães, vai ser jogar para o empate, que as apura a ambas, e as poupa para a fase seguinte. Dizer que neste caso o apuramento é possível é tão absurdo como dizer que Portugal vai pagar a dívida, sabendo-se que para isso precisa de um saldo primário que nunca foi obtido e que é apenas 10 vezes o esperado para este ano de 2014. Como dizem os brasileiros, caiam na real.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Por muito que treinem, se não houver um líder com coragem, com preparação, com visão e arrojo, é impossível construir o que quer que seja. Seja na Federação Portuguesa de Futebol, seja na selecção ou no governo do país. A sorte por vezes ajuda, mas é preciso ir buscá-la. E como milagres já não há, sugiro que quando despacharem o Paulo Bento comecem por arranjar um bom barbeiro, para homens, e que saiba de futebol para lhes ir dando umas sabatinas enquanto usa a navalha. Vão ver como eles crescem num instante.»

 

Eu: «Hoje, com a febre dos "directos", qualquer irrelevância se torna manchete. Um dos problemas do nosso tempo é a falta de hierarquia nas notícias. Tudo vale, desde que preencha tempo de antena ou provoque reacções em cadeia nas redes sociais - com prazo de validade cada vez mais curto. A morte de mil pessoas num atentado surge nos telediários imediatamente antes ou imediatamente após uma peripécia da treta protagonizada por qualquer futebolista ou vedeta de telenovela. Há quem faça vénias ao fenómeno, em nome da suposta "democratização" da informação. Mas informação não é isto. E não existe democracia digna desse nome sem informação séria, credível, editada e hierarquizada. Tudo quanto a moda dos "directos" não é.»