DELITO há dez anos

João André: «No ecrã onde vi o jogo era difícil dizê-lo, mas fiquei com a sensação que Éder teria sido mesmo travado em falta (não percebi se houve ou não contacto). Um golo não teria mudado nada nesse jogo, mas teria dado outro lustro ao resultado (os alemães talvez abrandassem ainda mais com um satisfatório 3-1) e outra confiança a Ronaldo.»
João Campos: «Depois de um estágio a anos-luz - em distância e em clima - do país anfitrião do torneio e de uma estreia miserável no Mundial de 2002, tudo o que falta à selecção portuguesa para reproduzir a prestação de 2002 é uma vitória dilatada pela fúria no segundo jogo e um bravo voluntário para esmurrar o árbitro no jogo que a recambiará de volta para este lado do Atlântico. E nem precisamos de nos preocupar com a eventualidade de não contarmos com o nosso caceteiro-mor, Pepe; Bruno Alves ou João Pereira decerto estarão à altura da ocasião.»
Luís Naves: «Na blogosfera portuguesa há uma pseudo-direita que acha que basta abanar os braços para ter razão. É uma direita que pensa frequentemente mal e geralmente pensa pouco. O post de O Insurgente era para mim, mas não quero saber. Na hipótese remota de não ser eu o coitadinho, o recado é igualmente inaceitável. Na realidade, estou-me a borrifar, mas também acho que há na blogosfera portuguesa uns autores armados em polícias sinaleiros, com uma opinião demasiado lisonjeira da sua importância.»
Patrícia Reis: «O miúdo chegou a casa descontraído. O teste? Ridículo. Adjectivo dele. Entrevista ao Mário de Carvalho por Carlos Vaz Marques e um excerto de Memórias de Cubas Brás de Machado de Assis. Entregou-me o teste e sorriu.»
Eu: «O pior do jogo de ontem, em que Portugal saiu de Salvador goleado pela Alemanha, não foi a derrota: foi a atitude de Pepe. Não gosto de ver ninguém agredir quem está caído. Seja no desporto, seja na política, seja na vida de todos os dias. Infelizmente, Pepe reincide nesta conduta antidesportiva. À semelhança de outros, fora da esfera do futebol. Prepotentes com os fracos, subservientes com os fortes.»
