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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 17.04.24

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Helena Sacadura Cabral: «Há muito que defendo que não devemos, nunca, deixar uma palavra por dizer ou um gesto por fazer. Sobretudo, quando se chega ao fim da caminhada é indispensável fazer a chamada revisão geral, para que nada fique em suspenso. Mesmo quando fico mais zangada - e zango-me pouco, felizmente - lembro-me disto e a "coisa" torna-se mais suave.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Gente séria não deve ter nada a temer do que faz atrás da porta, porque a vida pública não deve ser o local onde se vai branquear ou esconder o que não convém. Além de que gente séria é sempre gente séria. Em quaisquer circunstâncias da vida. Nos bons e nos maus momentos.»

 

Eu: «Era um dos mais justos galardoados de que há memória com o Nobel da Literatura. Era a prova viva -- uma entre tantas -- de que o jornalismo constitui o melhor ofício para um candidato a escritor. Edificador de sonhos, cultor do sortilégio da palavra escrita, criador de personagens inconfundíveis, Gabriel García Márquez partiu hoje numa viagem sem regresso a Macondo. Ao encontro de Malquíades e dos Buendía, de Ursúla Uguarán e de Santiago Nasar. Viveu para contar. Deixando-nos sem anos de solidão.»