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Delito de Opinião

DELITO há dez anos

Pedro Correia, 15.04.24

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Helena Sacadura Cabral: «Os que me conhecem sabem que não alinho em partidarites, sejam elas de que natureza forem. Não posso, não consigo. Só tenho uma cabeça e só por ela me guio, embora goste muito de ouvir opiniões diferentes das minhas.»

 

Eu: «"Tenho muita consideração pelo Presidente Eanes, votei duas vezes nele." Palavras actuais de Mário Soares. Que em nada condizem com o que revelou na década de 90 a Maria João Avillez,  no segundo volume de uma extensa entrevista biográfica logo tornada obra de referência. "Em quem votou?", perguntou-lhe a jornalista, referindo-se às presidenciais de 1980, quando Soares auto-suspendeu as funções de secretário-geral do PS precisamente por não acompanhar a opinião, maioritária no partido, de que o voto socialista deveria recair em Eanes. Resposta de Soares: "No general Galvão de Melo. Foi um voto de protesto, completamente inútil. Também poderia ter votado em Pires Veloso [outro general], com quem aliás simpatizo. Ou em branco. A questão dirimia-se entre dois [Eanes e o general Soares Carneiro], nos quais, em consciência, não podia votar." (Soares-Democracia, p. 125, Círculo de Leitores, 1996). Como Eanes apenas se submeteu duas vezes a escrutínio, nas presidenciais de 1976 e de 1980, questiono-me qual terá sido a segunda vez em que Soares votou nele.»

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