DELITO há dez anos

JPT: «O blaseísmo, a atitude taralhouca que reviveu em Lisboa com a tralha do "Independente" dos anos 80s e nunca mais de lá desacampou, adora (si-la-bar, sff, para adequar o tom) desmerecer o prémio (pois quase tudo lhe é incomodativo, tirando o que é "bem" - neste caso se o prémio for para Roth, ainda que este não tenha culpa dos tontos). O Prémio Nobel é um prémio, só isso, mas o maior dos literários, uma honra e um turbo para adquirir leitores. Bom, bom, era cair para o maior dos escritores em português, António Lobo Antunes. Ando a reler este "As Naus", vinte e cinco depois de o ter lido. Não é o seu melhor livro. É um belo livro. E o homem um gigante. Daqui a um bocado lá se saberá.»
Teresa Ribeiro: «Encontro? Sorriu. Já cá faltava. Levantou-se, voltou a sentar-se e releu a mensagem. Pronto, o período higiénico terminava ali. Poderia entretê-lo, inventando as desculpas do costume, mas sabia por experiência que o prazo expirara. Segue-se uma carga de trabalhos. O que vestir, o cabelo, o peso, a conversa, a despesa, uma trabalheira cujo resultado não compensa o esforço. Hesitou, com a mão suspensa no teclado, mas o indicador adiantou-se e clicou com o rato em "responder": "No sábado para mim está bem", escreveram os outros dedos enquanto se recriminava. Antes de enviar a mensagem acrescentou-lhe um smile para ficar mais cool.»
Eu: «A canadiana hoje galardoada com o Nobel da Literatura só escreve contos, um género literário raramente premiado pelas academias. Está bem editada e bem traduzida entre nós, em português com todas as vogais e consoantes. Com estas seis obras, que estavam provavelmente recolhidas nos famigerados "fundos de armazém" e espero ver a partir de hoje nas montras das livrarias.»
